Ampeb impede participação da imprensa em debate entre candidatos a chefe do MP-BA
Por Cláudia Cardozo
O debate entre os candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça, a ser realizado nesta sexta-feira (31), na sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), será fechado, sem a participação da imprensa ou de representantes da sociedade civil. O debate será promovido pela Associação dos Membros do Ministério Público (Ampeb), que organizou o evento em outros anos.
No encontro, os dez candidatos deverão apresentar suas propostas para gerir a instituição, que tem como missão “zelar pelos interesses sociais e individuais indisponíveis, assegurando a sua autonomia funcional e administrativa”, como definido no site do próprio MP baiano.
O último debate aberto para participação da sociedade civil e da imprensa ocorreu em fevereiro de 2016. Na ocasião, o Bahia Notícias participou com direito a fazer uma pergunta direcionada aos candidatos. O questionamento tratava sobre a transparência do órgão (saiba mais).
É comum que debates entre candidatos que disputam a chefia de órgãos públicos, como Defensoria Pública (veja aqui), sejam abertos à participação da imprensa e da sociedade civil diante de interesses públicos que envolvem estas instituições.
O cargo será disputado por Alexandre Cruz, ex-presidente da Associação dos Membros do Ministério Público da Bahia (Ampeb); Pedro Maia, que foi o mais votado nas duas últimas eleições; e Norma Cavalcanti, ex-presidente da Ampeb e da Conamp. Os candidatos fazem oposição à gestão de Ediene Lousado.
Por parte da situação, estão os candidatos Rogério Queiroz, coordenador da Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Cesau); Paulo Gomes, secretário-geral de Ediene; e Marcelo Guedes, chefe de gabinete da Procuradoria Geral de Justiça. Também está na lista o procurador de Justiça Wellington César Lima e Silva, ex-ministro da Justiça e ex-chefe do MP-BA por duas gestões. Ainda devem concorrer ao posto a procuradora de Justiça Adjunta Sara Mandra Rusciolelli, o procurador de Justiça José Cupertino Aguiar Cunha e o promotor de Justiça Cássio Marcelo de Melo Santos.
