Terça, 26 de Novembro de 2019 - 00:00

Depois do MP-SP, empresa Binary Bit é alvo de inquérito no MP-BA

por Cláudia Cardozo / Jade Coelho

Depois do MP-SP, empresa Binary Bit é alvo de inquérito no MP-BA
Foto: Reprodução

A empresa Binary Bit, que opera no mercado financeiro e está sediada em Salvador, se tornou alvo inquérito civil do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para apurar irregularidades. No documento de instauração do inquérito a 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital, destaca que a Binarybit não possui registro na Receita Federal.

 

Criada em maio desde ano, desde setembro a empresa já era alvo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suspeita de praticar fraudes no mercado financeiro. A Promotoria de Justiça de Campinas pediu instauração de inquérito policial e o caso está com a Polícia (lembre o caso aqui).

 

Em agosto deste ano, a empresa Binary Bit promoveu um evento na Arena Fonte Nova, em Salvador, que contou com apresentação musical do cantor Saulo Fernandes e sorteio de um carro. Na marca do evento foi utilizado, sem autorização, o slogan da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia responsável pela fiscalização do mercado financeiro.

 

Em outubro, os fundadores da Binary Bit foram ameaçados por investidores revoltados que não receberam o dinheiro aplicado. O Bahia Notícias recebeu mensagens de WhatsApp dos clientes que chegam a chamar os proprietários da empresa, que atua na Bahia, de "bandos de ladrões" (entenda melhor aqui).

 

Nas redes sociais, a empresa promete rendimentos de até 300% em 200 dias. De acordo com a Binary Bit, um investidor que aplicar R$ 1,2 mil poderá ganhar até R$ 3,6 mil no prazo mencionado. Para efeito de comparação, investimento rende, em média, até o valor da Selic (a taxa básica de juros da economia), que hoje está em 6%. A companhia afirma que os clientes contam com a ajuda de robôs na operação.

 

A Binary Bit tem como fundador Ricardo Toro. Ao Bahia Notícias, ainda em setembro, ele negou que a empresa pratique alguma irregularidade e assegurou que os investidores têm retorno seguro (veja aqui). No inquérito do MP-BA, Marcos Monteiro é apontado como "suposto presidente da empresa".

 

O Bahia Notícias tentou contato com Ricardo Toro, mas até a publicação desta reportagem não teve retorno. O mesmo aconteceu com Marcos Monteiro.

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