'Eu saio mais humano do que entrei na OAB', diz Luiz Viana ao deixar OAB-BA
Considerado como “porto e farol” da advocacia baiana, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), Luiz Viana, avalia que sai da instituição “mais humano” do que entrou. Ao longo de seis anos liderando a advocacia no estado, ele diz que viu “a coisa que há de maior na grandeza da alma humana e o que há de pior, da pequeneza da alma humana”. Tudo indica que o fim da gestão na OAB-BA não será o fim da carreira política de Viana em uma entidade de classe. O nome dele integra a chapa, até então única, que disputará a eleição da presidência do Conselho Federal da OAB.
Questionado sobre o que ganhou e o que perdeu como presidente da Ordem, ele reforça que foi “humanidade”, e que, do ponto de vista profissional, nada mudou e que é difícil fazer uma conta sobre isso. “Minha advocacia não cresceu, mas não perdi a minha advocacia. Eu continuo advogando. Eu tenho uma vantagem por ser procurador do Estado. Tenho minha advocacia pública e meu escritório, que é bem pequenininho”. Viana ainda destacou a qualidade do trabalho das pessoas que integraram sua gestão.
Luiz Viana também avaliou o papel da OAB nos últimos anos. “A OAB é da sociedade civil, tem essa respeitabilidade exatamente por demonstrar em sua história que ela não é apenas uma entidade de classe. Ela é, ao mesmo tempo, uma entidade de classe, que regulamenta inscrição, Exame de Ordem, processo disciplinar, mas ela é mais do que isso. É uma instituição com assento constitucional. Na medida em que a gente abriu e aproximou a OAB da sociedade civil, a gente forçou esse papel institucional na defesa de temas que são da sociedade e não apenas da advocacia”, declarou. Entre os diversos enfrentamentos feitos pela entidade, estão as ações diretas de inconstitucionalidade contra o IPTU de Salvador, do ITIV, do IPVA, e discussões em audiências públicas sobre direitos humanos e meio ambiente. Na entrevista, ele ainda aborda a participação das mulheres como uma conquista legitima feminina, a luta pela defesa das prerrogativas e toda mobilização pela aprovação do anteprojeto de lei do piso salarial da advocacia. Confira a entrevista na íntegra na coluna Justiça.
