Sintaj diz que TJ-BA não atinge raiz de problemas: ‘Não é culpa dos servidores’
O Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário da Bahia (Sintaj) questionou, nesta quinta-feira (14), o ofício encaminhado pela presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA), desembargadora Maria do Socorro Santiago, sobre os resultados do relatório do Justiça em Números (leia mais aqui). Elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o documento aponta o órgão baiano como o pior do país em relação à taxa de congestionamento dos processos (entenda aqui). Em nota publicada no site, o Sintaj afirma que a medida tomada por Maria do Socorro, de instituir a Semana Estadual de Sentenças e Baixa Processual, “não atinge a raiz do problema administrativo histórico enfrentado pelo TJ-BA”. “A situação exposta pelo relatório reflete a pouca atenção dada pelas sucessivas gestões ao que dizem os representantes dos trabalhadores do Judiciário baiano. Afinal, são eles que executam a tarefa de lidar dia a dia com a população. Que vivem na prática as dificuldades que o relatório do CNJ colocou em números”, diz o texto. O sindicato ainda acusa as gestões do órgão de se recusarem “a ouvir ou a pensar soluções eficazes”. “A ineficiência do Judiciário não é culpa dos servidores. Afinal, dos 25.974 trabalhadores que seriam necessários no estado, segundo o próprio Justiça em Números, só existem 6.839. A sobrecarga é gritante e gera adoecimento dos trabalhadores”, alerta o Sintaj. “Para trabalhar bem os servidores precisam estar motivados, mas, além da sobrecarga, estão há dois anos sem reajuste linear, têm suas férias e licenças-prêmio negadas sem justificativa plausível, convivem com disparidades remuneratórias, precisam de inúmeras rodadas de negociação para conseguir direitos já garantidos por lei ou pela própria Justiça e muitos trabalham em locais sem a mínima infraestrutura”, completa.
