Sintaj manifesta indignação contra declarações de Eserval Rocha sobre atuação de sindicatos
O Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário da Bahia (Sintaj), através de um comunicado, manifestou “sua indignação” quanto às afirmações feitas pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia desembargador Eserval Rocha, em matérias publicadas pelo Bahia Notícias, sobre as prioridades de sua gestão, e a preferência em atender as demandas do povo
. Para o Sintaj, as falas do desembargador demonstram “total falta de respeito para com os servidores e magistrados, componentes do Judiciário baiano, que se sacrificam e em muitas vezes adoecem, para que a prestação jurisdicional não falte à população”. “Entendemos que as mudanças precisam ser feitas sim, mas os ‘créditos’ aos quais o presidente se refere, são direitos que foram por muitos anos usurpados dos servidores, por esse mesmo Tribunal. É surpreendente que o presidente que é tido como tão legalista, postergue direitos adquiridos em sentenças já transitadas em julgado, não cumpra determinações do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], a exemplo da implantação da progressão funcional por merecimento e titulação, e nem as próprias Leis, como o desvio de função, dentre outros”, diz o comunicado. O Sintaj ainda diz que, “de forma contraditória”, o presidente fala que os “sindicatos e corporações devem ficar na oposição”, pois assim ajudam mais, do que atrapalham, “vai de encontro a campanha de Gestão Participativa, quando convocava sindicatos e demais corporações judicantes a formarem uma alavanca de parcerias com o TJ-BA, no sentido de buscarem caminhos e soluções para um Judiciário efetivamente atuante e justo”. “Somos parceiros ou opositores?”, questiona a entidade sindical. O sindicato afirma que sua missão é “lutar pelos direitos dos servidores, equacionando e esgotando juntamente com o gestor do TJ-BA, todas as vias e possibilidades do cumprimento da legislação”. O Sintaj finaliza o comunicado afirmando que “trabalha de forma séria e transparente, e quando solicitada reunião com o presidente do Tribunal é com a finalidade de discutir as possibilidades de serem atendidos os direitos dos servidores e assim ser prestado um melhor serviço aos jurisdicionados e não para ‘trocar figurinhas’, pois também não temos tempo para tal”.
