Se ação prescrever, 'nunca saberemos o culpado' por supostos desvios no metrô, alerta procurador
Responsável pelas acusações de improbidade administrativa por supostas irregularidades no processo licitatório e execução do Metrô de Salvador, o procurador do Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA), Vladimir Aras, corre contra o tempo para fazer o processo andar. As ações contra o Consórcio Metrosal foram suspensas penal, pelo juiz Oswaldo Scarpa, e civilmente, pelo desembargador Tourinho Neto. Os magistrados entenderam que foram usadas provas inválidas da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal no caso - o que difere da interpretação do MPF. A procuradoria impetrou mandados de segurança para fazer o processo andar, antes que prescreva. "A gente ainda tem duas chances, o problema é que essas chances estão esgotando. Já que eu falei de areia, tem uma ampulheta contando contra a gente", avaliou Aras, em entrevista ao Bahia Notícias. "O problema maior agora é que, eventualmente, nós nunca saberemos se alguém foi culpado, se a ação penal prescrever", alertou. O procurador também comandou as denúncias que desarticularam um suposto esquema de tráfico de pessoas que levava garotas de Salvador para a Espanha e diz ter provas contundentes de que o casal de baianos estava envolvido nas relações ilícitas. "Eles não eram apenas empregados, como eu li que o defensor dos réus disse. Na verdade, essas pessoas foram reconhecidas não como meros motoristas, mas como pessoas que intermediaram a compra das passagens e estavam presentes na compra delas", considerou. Confira a entrevista completa!
