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Chagas destaca leitura após Vitória vencer o Barcelona: "Não mudamos a plataforma, mas sim as peças"

Por Thiago Tolentino

Chagas destaca leitura após Vitória vencer o Barcelona: "Não mudamos a plataforma, mas sim as peças"
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Os três pontos conquistados pelo Vitória no duelo que terminou em 2 a 0 sobre o Barcelona de Ilhéus, no último domingo (1º), pela 6ª rodada do Campeonato Baiano, serviu menos como um retrato do placar e mais como a confirmação de uma convicção para Rodrigo Chagas. Durante a entrevista coletiva concedida após o jogo, o treinador foi direto ao ponto ao explicar a mudança de comportamento da equipe no segundo tempo: o desenho tático permaneceu o mesmo, mas a execução foi outra.

 

"A gente não mudou a plataforma, mudamos as peças. O objetivo era ter um time mais agudo, que arriscasse um pouco mais", afirmou o treinador. 

 

Rodrigo reconheceu que o Vitória encontrou dificuldades na primeira etapa diante do encaixe defensivo do adversário, mas destacou que a solução passou por ajustar o meio-campo, sem ruptura com o modelo de jogo adotado.

 

"No primeiro tempo tivemos muita dificuldade com a organização defensiva do adversário. No segundo tempo, com Eduardo e Ronald, conseguimos organizar melhor o jogo e atacar com mais profundidade", analisou.

 

O treinador foi enfático ao apontar Dudu Miraíma como o jogador que mudou o cenário da partida. "Para mim, o Eduardo foi o grande destaque. Ele organiza o jogo, tem chute de fora da área e consegue dar o passe vencedor", disse.

 

BASE DE TRÊS ZAGUEIROS MANTIDA
Questionado novamente sobre o sistema com três zagueiros, Rodrigo reforçou que o debate precisa ir além da plataforma e se concentrar nas características individuais.

 

"Não é se o jogador é bom ou ruim. É característica. O que faz diferença é quem está executando dentro da plataforma. Adiantamos o Felipe Vieira, o Luan passou a apoiar mais, deixando de ser só zagueiro para ser também um lateral pelo lado", explicou.

 

Segundo ele, o avanço do Vitória no segundo tempo também passou por ajustes de posicionamento, especialmente pelos lados do campo. Outra intervenção decisiva veio do banco. A entrada de Luis Miguel deu ao Vitória a agressividade que faltava para atacar a última linha defensiva.

 

"O Miguel é um jogador mais agudo, que ataca a última linha, é driblador. A gente sabia que isso poderia acontecer", destacou.

 


O jovem atacante Luis Miguel foi eleito o craque da partida | Foto: Victor Ferreira / EC Vitória 

 

Rodrigo avaliou que, mesmo com o placar construído, o Vitória poderia ter ido além.

 

"Criamos várias oportunidades. O resultado foi 2 a 0, mas poderia ter sido mais", completou.

 

BASE, ALÍVIO E PROPÓSITO
Além da análise tática, o treinador fez questão de reforçar o viés formativo do trabalho no Estadual. O Vitória terminou a partida com sete atletas da base em campo, fato que, segundo ele, simboliza o momento vivido pelo clube.

 

"É difícil um clube fazer isso. O Vitória vem oportunizando a garotada, e eles estão aproveitando. Já era um incômodo meu (não ter vencido com a equipe alternativa). Essa vitória veio num bom momento", confessou.

 


Foto: Victor Ferreira / EC Vitória 

 

Alinhado com a comissão técnica da equipe principal, o treinador encerrou reforçando que o Campeonato Baiano também cumpre a função de preparar atletas para demandas futuras da temporada.

 

"A ideia é dar tranquilidade à equipe principal, sabendo que os atletas que estão aqui podem dar conta do recado."

 

Com o triunfo, o Vitória chegou aos nove pontos, retornou ao G-4 do Campeonato Baiano e assumiu a vice-liderança da competição após seis rodadas.