Clubes reclamam de royalties não recebidos da LiveMode por comercialização de produtos da Copa do Nordeste
Poderia até ser um enredo típico de dramalhão mexicano, já que cada dia é uma “agonia” diferente. No entanto, essa “novela” faz parte da vida real e acontece aqui mesmo no Brasil. Os integrantes deste “elenco” são a Liga do Nordeste, clubes associados à entidade e a LiveMode. “O capítulo” ou “bronca” da vez é o não recebimento de royalties por comercialização de produtos da Copa do Nordeste, de responsabilidade da LiveModeDurante a reunião realizada entre os membros da Liga do Nordeste, na última quarta-feira (21), a queixa foi geral. Segundo os dirigentes, nenhum centavo pingou nos cofres dos clubes de 2013 até o momento. A estimativa é que o valor devido a receber gire em torno dos R$ 20 milhões.
Royalties são uma quantia que a marca tem para receber por ter cedido sua propriedade para que um terceiro, no caso empresa licenciada, tenha direito de explorar, produzir e comercializar determinado produto ou serviço.
A relação entre os clubes que compõem a Liga do Nordeste e a LiveMode está insustentável. As agremiações querem a rescisão com a empresa, que pediu R$ 96 milhões pelo rompimento, mas que aceita R$ 20 milhões se o distrato for de forma amigável (relembre aqui).
Nesta quinta-feira (22), a partir das 15h, haverá uma nova reunião com os clubes que compõem a Liga do Nordeste. E ao término deste encontro, o Bahia Notícias irá atualizar os rumos decididos.
O Bahia Notícias tentou contato com a LiveMode, mas as ligações não foram atendidas até o fechamento desta matéria. Caso isso ocorra, o texto será atualizado com o posicionamento da empresa citada.
INÍCIO DO IMBRÓGLIO
O motivo alegado para rescisão é a falta de transparência no acordo entre a LiveMode e a Liga do Nordeste. A venda dos direitos foi feita no valor de R$ 12 milhões por ano pelo período de cinco anos, no último mês de maio, sendo que a projeção é arrecadar mais de R$ 30 milhões só em 2023.
A Liga do Nordeste vem sendo cobrada pelos clubes por não ter realizado a prestação de contas, à CBF, dos anos de 2020, 2021 e 2022. O imbróglio terminou, inclusive, com a renúncia do presidente da Liga, Alexi Portela (lembre aqui).
