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Clubes recuam de paralisação do Brasileirão e concentram reação à MP das bets no STF

Por Redação

Clubes recuam de paralisação do Brasileirão e concentram reação à MP das bets no STF
Foto: Divulgação / CBF

A possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro perdeu força entre os clubes envolvidos na reação à medida provisória que restringe a publicidade e os patrocínios de casas de apostas. Sem espaço no calendário para remarcar partidas nesta reta final da temporada e diante da postura neutra da CBF, a articulação passou a se concentrar no campo jurídico.



Segundo informações de O Globo divulgadas na noite da última quarta-feira (30), os dirigentes avaliaram que uma suspensão das rodadas criaria um problema sem solução prática para a sequência da competição. A falta de datas disponíveis para reposição foi determinante para o recuo.


Outro ponto considerado foi a posição da Confederação Brasileira de Futebol. A entidade não aderiu ao movimento dos clubes e optou por se manter neutra na discussão sobre os efeitos da medida provisória.


Com a paralisação descartada, a iniciativa conjunta passou a mirar o Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia discutida pelos clubes é ingressar como interessados na ação das empresas de apostas que busca reverter a medida.

O Flamengo foi o primeiro clube a avançar individualmente. Agora, o Palmeiras também seguirá o mesmo caminho e pretende participar da ação no Supremo contra o fim das casas de apostas.


A mobilização ocorre após a Associação Brasileira de Jogos e Loterias (ABJL) e o Instituto Brasileiro do Jogo Responsável (IBJR) acionarem o STF. As entidades alegam, entre outros pontos, falta de urgência para a edição da medida e quebra da segurança jurídica das empresas que receberam autorização do próprio Estado para operar no país.


A discussão interessa diretamente aos clubes pela presença das casas de apostas entre seus principais parceiros comerciais. Antes mesmo da publicação da MP, equipes e federações já haviam se manifestado publicamente em defesa do mercado regulado e apontado a receita proveniente dessas empresas como uma das principais fontes de financiamento do futebol brasileiro.


Além da frente judicial, dirigentes mantêm conversas com o Governo Federal sobre alternativas para reduzir o impacto financeiro da saída das bets. Entre as propostas discutidas está a criação de uma linha de crédito por meio do BNDES voltada aos clubes das Séries A e B.