Seguindo os passos do Vitória, Cascavel chama Grêmio de "caloteiro" e cobra dívida milionária em partida do Sub-20
Por Redação
Seguindo o caminho pavimentado pelo Vitória, foi a vez do Cascavel cobrar o Grêmio publicamente. Durante partidas realizadas pela Copa Sul, no último domingo (13), pelas categorias de base sub-20 e sub-17, o clube paranaense exibiu uma faixa com os dizeres "Grêmio caloteiro, pague o Cascavel."
O impasse entre os clubes tem origem na venda do meia Bitello ao Dínamo de Moscou, em 2023. O Cascavel mantém uma cobrança de cerca de R$ 8 milhões contra os gaúchos. O jogador foi vendido ao futebol russo por aproximadamente 10 milhões de euros, o que valia cerca de R$ 52 milhões na cotação da época.
Tendo revelado o jogador, o time paranaense afirma ter direito a 30% da operação, o que elevaria sua participação para algo próximo de R$ 15 milhões. O Cascavel, no entanto, explica que recebeu cerca de R$ 10,6 milhões após desdobramentos jurídicos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A diferença de valores fez com que a diretoria do Aurinegro movesse três ações contra o Grêmio, tanto na CNRD quanto na Federação Internacional de Futebol (Fifa). São elas:
- Pagamento incompleto da primeira parcela, com cobrança de multa e juros;
- Uma segunda parcela que, segundo o Cascavel, não foi quitada;
- Cobrança relacionada aos direitos de formação do atleta.
"CALOTE" NO VITÓRIA
Após a vitória rubro-negra contra o Grêmio na última segunda-feira (7), pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, o presidente do Vitória, Fábio Mota, subiu o tom nas cobranças pela dívida referente à venda do zagueiro Wagner Leonardo, em 2025, chamando o clube gaúcho de “caloteiro” e afirmando que o Grêmio deve 2,5 milhões de dólares ao Leão.
“Seria uma injustiça perder para um time caloteiro desse, que deve 2,5 milhões de dólares ao clube. Continua contratando, o futebol brasileiro precisa mudar. O Vitória já entrou na Justiça, e em novembro a gente entra com execução”, afirmou Mota à Rádio Sociedade.
De acordo com o dirigente rubro-negro, ele tentou negociar diretamente com o presidente do Grêmio, Odorico Roman, durante aproximadamente oito meses. Fábio Mota afirma que o mandatário gaúcho teria prometido quitar o débito após a venda de jogadores, mas os pagamentos não foram realizados mesmo após o Grêmio arrecadar mais de R$ 100 milhões com negociações.
“Eu passei oito meses falando com o Odorico, falando pessoalmente, mandando mensagem, ligando. Oito meses querendo uma satisfação. Ele me disse: ‘Quando eu vender o primeiro jogador, te pago’. Vendeu o primeiro, eu liguei. Vendeu o segundo, eu liguei. Vendeu o terceiro, eu liguei”, relatou.
Apesar da relação conturbada, Fábio Mota garantiu que não pretende voltar a negociar diretamente com a atual direção do Grêmio neste momento e manteve as críticas ao clube gaúcho.
“Nesse momento não tenho mais conversa com o Grêmio. Zero, zero, zero. Continuo dizendo: o Grêmio é o clube mais caloteiro do país hoje”, finalizou.