Fábio Mota volta a chamar Grêmio de “caloteiro” e detalha dívida com Vitória
O presidente do Vitória, Fábio Mota, voltou a criticar duramente o Grêmio pela dívida referente à compra do zagueiro Wagner Leonardo. Em entrevista à Rádio Grenal na última quarta-feira (10), o dirigente chamou novamente o clube gaúcho de “caloteiro” e reafirmou que o débito com o Rubro-Negro chega a US$ 2,5 milhões.
Segundo Fábio Mota, o Vitória recebeu a primeira parcela da negociação de Wagner Leonardo, mas o Grêmio deixou de pagar as parcelas seguintes. O dirigente explicou que o clube baiano antecipou duas parcelas de 2025 junto a um fundo e precisou arcar com outros compromissos financeiros enquanto aguardava os pagamentos do Grêmio.
“O Grêmio é o clube mais caloteiro do país hoje. Digo aqui novamente. E já lhe expliquei por quê”, afirmou Fábio Mota.
O presidente do Vitória também contestou a versão apresentada pelo Grêmio, que reconheceu uma dívida de US$ 1 milhão com o clube baiano. Segundo Fábio Mota, o contrato prevê que, após 60 dias de inadimplência, todas as parcelas restantes são consideradas vencidas.
“A dívida do Grêmio para com o Vitória é de 2,5 milhões de dólares. O Grêmio pode alegar que tem 1 milhão vencido. É diferente. A dívida é 2,5 milhões. Contratual, assinado”, declarou.
Fábio Mota afirmou ainda que tentou negociar diretamente com o presidente do Grêmio, Odorico Roman, durante aproximadamente oito meses. De acordo com o dirigente rubro-negro, o mandatário gaúcho teria prometido quitar o débito após a venda de jogadores, mas os pagamentos não foram realizados mesmo após o Grêmio arrecadar mais de R$ 100 milhões com negociações.
“Eu passei oito meses falando com o Odorico, falando pessoalmente, mandando mensagem, ligando. Oito meses querendo uma satisfação. Ele me disse: ‘Quando eu vender o primeiro jogador, te pago’. Vendeu o primeiro, eu liguei. Vendeu o segundo, eu liguei. Vendeu o terceiro, eu liguei”, relatou.
O presidente rubro-negro também explicou que o Vitória teve problemas com o transfer ban após o Grêmio não cumprir os pagamentos relacionados à negociação de Wagner Leonardo. Como o Portimonense, de Portugal, detinha 30% dos direitos do jogador, o clube português acionou a FIFA, e o Vitória precisou quitar o débito para retirar a punição.
“Só estou explicando para você entender a história real. O Vitória teve que pagar o Portimonense para tirar o transfer ban porque o Grêmio não pagou o Vitória”, afirmou.
Fábio Mota ainda disse que o atraso do Grêmio provocou um efeito dominó nas contas do Vitória, já que o clube baiano contava com os valores da negociação para cumprir compromissos com outras equipes.
“O Vitória hoje deve ao São Paulo, deve ao Atlético-GO, deve ao Criciúma. O Grêmio, para receber o dinheiro do Grêmio e repassar. O Grêmio não recebeu. É o efeito dominó”, explicou.
De acordo com o dirigente, o Vitória já acionou a agência de Fair Play para cobrar os valores e espera que a dívida possa ser executada a partir de novembro.
“Entramos na agência do Fair Play. Fizemos a inscrição da primeira parcela, hoje fizemos a inscrição da segunda parcela. A agência do Fair Play me disse que em novembro dá a decisão e como vai ser feito”, disse.
Apesar da relação conturbada, Fábio Mota garantiu que não pretende voltar a negociar diretamente com a atual direção do Grêmio neste momento e afirmou que mantém a crítica ao clube gaúcho.
“Nesse momento não tenho mais conversa com o Grêmio. Zero, zero, zero. Continuo dizendo. O Grêmio é o clube mais caloteiro do país hoje”, finalizou o presidente do Vitória.
