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Aporte aprovado pelo Atlético Mineiro dilui ações de Daniel Vorcaro, preso pela PF, na SAF do clube

Por Redação

Aporte aprovado pelo Atlético Mineiro dilui ações de Daniel Vorcaro, preso pela PF, na SAF do clube
Foto: Divulgação / Banco Master

O Atlético Mineiro aprovou nesta segunda-feira (24) um aporte de R$ 530 milhões na SAF alvinegra, movimento que reduz significativamente a participação acionária de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master e atualmente preso pela Polícia Federal.

 

A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do clube em reunião realizada presencialmente na Arena MRV, na última segunda-feira (25). Apenas um conselheiro votou contra a operação. Além do aporte, também foram aprovadas as contas da associação referentes ao último exercício.

 

Com a nova injeção financeira, a composição societária da SAF atleticana sofreu alterações importantes. O grupo liderado por Rubens Menin e Rafael Menin ampliou sua participação de 41,8% para 83,5%, enquanto a fatia vinculada ao Galo Forte FIP — fundo ligado a Daniel Vorcaro — caiu de 20,2% para 6,5%.

 

A associação do clube também teve redução percentual, passando de 25% para 10%.

 

Segundo o CEO do Atlético, Pedro Daniel, cerca de 90% do valor aprovado será destinado ao pagamento de dívidas bancárias do clube.

 

"Um dia bem importante. A aprovação do aporte de R$ 530 milhões é basicamente para pagar dívidas bancárias. Quase 90% do valor. Uma pequena parte para os investimentos que já fizemos, seja nas últimas janelas, mas principalmente para o ecossistema do futebol", afirmou o dirigente.

 

Parte do investimento — aproximadamente R$ 94 milhões — foi realizada por meio do FIGA (Fundo de Investimentos do Galo), mecanismo criado para participação de investidores minoritários ligados ao clube.

 

O cenário ocorre em meio à repercussão envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. O empresário teve prisão preventiva decretada novamente pelo STF após investigações apontarem supostas fraudes bilionárias, manipulação de balanços, lavagem de dinheiro e criação de um grupo de intimidação conhecido como “A Turma”.

 

Vorcaro já estava afastado do conselho de administração da SAF atleticana antes da votação desta segunda-feira.