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Pesquisa: daniel vorcaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de um vídeo produzido com inteligência artificial que associa o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão é do ministro André Mendonça, que estabeleceu o prazo de 24 horas, a contar da intimação, para a remoção do conteúdo.
A ordem é direcionada tanto à Meta (proprietária do Instagram) quanto ao administrador do perfil responsável pela publicação. Em postagem foi veiculada em 14 de agosto pela conta "Brasil Sátira do Poder", cujo autor ainda não possui identificação civil confirmada.
AS IMAGENS
No vídeo em questão utiliza imagens sintéticas de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para simular situações fictícias. Em determinado trecho da montagem, ambos aparecem abraçados; em outras cenas, a imagem do candidato é associada a fardos de dinheiro, criando um vínculo visual entre o político e o banqueiro.
Ao analisar o caso, André Mendonça identificou indícios de deepfake, destacando que a reprodução fotorrealista confere aparência de autenticidade a fatos que não ocorreram na realidade. O ministro ressaltou que a simples classificação da publicação como sátira não exime o conteúdo do cumprimento das regras eleitorais vigentes sobre o uso de inteligência artificial, uma vez que imagens sintéticas e realistas foram aplicadas no contexto eleitoral sem a devida identificação de que foram produzidas artificialmente.
Além de determinar a exclusão do material, o ministro proibiu o responsável pela conta de voltar a divulgar a mesma peça por meio de compartilhamentos, reproduções ou impulsionamentos em quaisquer sites, perfis ou redes sociais sob seu controle.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de João Carlos Mansur, ex-controlador da liquidada Reag, negociam um acordo de delação premiada. Caso a colaboração se concretize, o principal alvo das informações seria o empresário Daniel Vorcaro, com quem Mansur mantinha uma relação próxima de negócios.
Mansur é investigado na Operação Carbono Oculto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos administrados por fundos da Reag. Segundo as investigações, cerca de R$ 250 milhões teriam sido movimentados para ocultar valores provenientes de fraudes no setor de combustíveis, atribuídas a integrantes da facção criminosa PCC.
Além desse inquérito, o ex-executivo também é investigado na Operação Compliance Zero. Essa apuração tem como foco a suposta emissão de títulos de crédito sem lastro, que teriam sido usados para inflar artificialmente a situação financeira de negócios ligados a Vorcaro.
O Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, está pouco otimista quanto à possibilidade de uma nova delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações obtidas junto a integrantes de tribunais superiores, o chefe do Ministério Público Federal teria imposto três condições para admitir qualquer avanço nas negociações.
De acordo com a apuração, a primeira condição é que não haja filtro sobre quem seria delatado. Gonet quereria os nomes de todos os envolvidos, sem exceção. A segunda exige que Vorcaro detalhe o paradeiro do dinheiro das fraudes bancárias que teria orquestrado. A terceira determina que qualquer discussão sobre penas e benefícios fique para depois, apenas quando todas as informações já estiverem formalizadas.
Ainda segundo a apuração, nas duas tentativas anteriores de delação nenhuma dessas exigências foi atendida. Gonet acreditaria que, mesmo com a nova equipe de defesa do banqueiro, o cenário dificilmente mudaria. A avaliação é de que a Procuradoria-Geral da República deve manter a recusa enquanto as condições não forem cumpridas.
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro não deve mais insistir em uma proposta de delação premiada e prepara uma estratégia com foco na análise do mérito da ação penal, com ênfase na contestação das provas.
Entre os principais pontos que serão levantados está a alegação de ilegalidades na cadeia de custódia dos aparelhos celulares apreendidos. A defesa pretende sustentar que houve falhas na preservação dos dispositivos, o que abriria margem para questionar a validade dessas provas no processo e, posteriormente, pedir prisão domiciliar para o ex-banqueiro.
A mudança de estratégia ocorre após sucessivas tentativas de acordo de colaboração premiada. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram as propostas apresentadas por Vorcaro, por entenderem que não havia fatos novos nem elementos suficientes para justificar a celebração do acordo.
O banqueiro Daniel Vorcaro foi questionado por seus advogados de defesa, nesta quinta-feira (16), a respeito da fotografia em que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário".
Segundo informações publicadas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, os defensores mostraram a imagem a Vorcaro durante uma visita à Papudinha, estabelecimento prisional onde o dono do Banco Master encontra-se custodiado. De acordo com as investigações policiais em curso, "Sicário" atuava como chefe de uma milícia privada ligada ao banqueiro.
Ao ser confrontado com o registro, Vorcaro preferiu não se alongar nos comentários. De acordo com relatos obtidos pela coluna, o empresário afirmou a membros de sua equipe jurídica que não fazia ideia de onde a foto teria sido tirada.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Dizer que somos povo de Deus".
Disse o governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues ao rebater críticas de cunho religioso de opositores e pediu ajuda de aliados para atrair lideranças políticas e o eleitorado evangélico para a campanha petista. A fala, registrada em uma reunião com os caciques e os prefeitos da base aliada, na última quarta-feira (19) em Salvador, cita a prefeita reeleita de Cachoeira, no Recôncavo baiano, Eliana Gonzaga.