VÍDEO: Jogo da Champions de Basquete é encerrado no 1º quarto após time ficar com um único jogador
Por Redação
O jogo de ida dos playoffs da Liga dos Campeões de Basquete entre Hapoel Holon, de Israel, e Trapani Shark, da Itália, teve um desfecho incomum na noite da última terça-feira (6). A partida, disputada em quadra neutra, em Sofia, na Bulgária, foi encerrada ainda no primeiro quarto após a equipe italiana ficar impossibilitada de manter o número mínimo de jogadores em quadra. O placar no momento da interrupção era de 38 a 5 para o time israelense.
O Trapani Shark chegou ao confronto com apenas cinco atletas relacionados, reflexo de uma grave crise financeira enfrentada pelo clube. Durante o andamento do jogo, Ricardo Rossato, Fabrizio Pugliatti e Alessandro Cappelletti deixaram a quadra, reduzindo a equipe a apenas dois jogadores. Pouco depois, Luigi Patti cometeu a quinta falta pessoal e foi automaticamente excluído da partida, deixando apenas Francesco Martinelli disponível.
Com somente um atleta apto a permanecer em quadra, o jogo não pôde prosseguir. As regras do basquete exigem um número mínimo de jogadores para a execução de ações básicas, como reposição e recepção da bola. Diante da impossibilidade técnica, a arbitragem encerrou o confronto, que foi registrado como derrota do Trapani por não comparecimento.
Ainda na mesma noite, a Basketball Champions League S.A., entidade organizadora do torneio, confirmou oficialmente a eliminação do clube italiano. Em comunicado, a organização citou o artigo 14.5.4 do regulamento, que prevê a eliminação automática da equipe derrotada por W.O. ou por insuficiência de jogadores em partidas de playoffs. Com a decisão, o Hapoel Holon garantiu classificação às oitavas de final da competição.
Em nota divulgada após o episódio, o Trapani Shark informou que entrou em quadra para evitar uma multa estimada em R$ 3,8 milhões, prevista no regulamento internacional em casos de ausência. O clube também relatou que vem sendo alvo de sanções por órgãos do basquete italiano devido a débitos financeiros e atrasos salariais, fatores que contribuíram para a saída de atletas e o agravamento da crise.
Apesar do cenário, a diretoria do Trapani afirmou que não pretende abandonar as competições de forma voluntária e que seguirá recorrendo das penalidades aplicadas, buscando manter suas atividades esportivas.
