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Com sete atletas, Bahia pode repetir conquistas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Por Edimário Duplat

Depois do sucesso nos Jogos Olímpicos 2016, os Jogos Paralímpicos chegam ao Rio de Janeiro e são promessa de muitas medalhas para o desporto brasileiro. E dentre os 289 atletas que estarão presentes pelo país-sede, sete deles representarão a Bahia em quatro modalidades da competição internacional.


Foto: Silas Barbosa/Globoesporte.com

Esporte que tem o Brasil como o único campeão paralímpico, o Futebol de 5 tem três grandes talentos do estado em sua escalação. Considerado um dos melhores jogadores do mundo, Jefinho quer conquistar a sua terceira medalha de ouro e vai ao lado de Cássio Lopes e Gledson da Paixão Barros, que lutam pela sua segunda conquista no torneio. “Algumas pessoas passam por mim e falam que ingressaram no esporte por minha causa, isso é muito gratificante. Me sinto muito abençoado. O esporte tem me proporcionado coisas muito boas, como conhecer vários lugares por causa das viagens e fazer boas amizades”, afirmou o atacante em entrevista ao Bahia Notícias (clique aqui).
 

Foto: Elói Corrêa/GOV BA

Outra promessa de medalha é o remador Renê Pereira, que mesmo com muitas dificuldades para a realização do seu esporte, consegue resultados expressivos a nível mundial. Natural de Itapetinga, Renan foi quinto colocado no último Campeonato Mundial e acredita na possibilidade de subir no pódio esse ano. “Estou otimista e feliz, tenho a oportunidade de participar disso aqui no país. Mas eu também tenho os pés no chão. Tive a oportunidade de ser o quinto do mundo, disputando três campeonatos internacionais. Esse ano eu vim de uma regata na Itália e vi que existem quatro atletas com tempos melhores que os meus. Vi também que tenho potencial para superar alguns deles. Meu objetivo é uma medalha. No entanto, eu percebo as minha dificuldades. Não temos o barco oficial no Brasil, e isso impede alguns testes. Não tenho como fazer algumas regulagens no barco. Eu também não consigo sobreviver com o esporte. Não tenho a bolsa pódio, por um erro na hora da inscrição. A federação está brigando em cima da hora por isso. Tenho dificuldades com a logística. Não tenho o acompanhamento do meu treinador na água por falta de uma lancha. Fico sozinho na água. As marolas também atrapalham e, uma vez, quase morri afogado”, afirmou também em entrevista ao Bahia Notícias (clique aqui).
 

Foto: Divulgação
 
Símbolo da natação paraolímpica no estado, a atleta Verônica Almeida quer repetir no Rio de Janeiro o que conseguiu nos Jogos Parapanamericanos de Toronto, onde subiu ao pódio da competição. Praticamente da modalidade 50m Livre S7, a nadadora é detentora do recorde na travessia Mar Grande-Salvador no início de 2015. (clique aqui). Em sua primeira paralimpíada, a dupla formada por Raissa Machado e Tascitha Cruz representam a Bahia no atletismo e almejam fazer história nos Jogos do Rio 2016. Os Jogos Paralímpicos acontecem entre os dias 7 e 18 de setembro, reunindo 176 delegações em 23 modalidades esportivas.