Sidônio Palmeira detalha bastidores da campanha 'Bahia da Torcida' e fala sobre lista do jabá: "Queria transparência"
Em entrevista ao Podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, na tarde da última segunda-feira (30), o marketeiro político Sidônio Palmeira, um dos idealizadores da campanha 'Bahia da Torcida', contou os bastidores da criação e realização do movimento que ajudou a redemocratizar o Esporte Clube Bahia. Sidônio falou sobre as etapas e a enorme adesão da torcida à campanha. O entrevistado também contou sobre uma das principais polêmicas do Bahia na época, a lista do Jabá. Confira:
"O Bahia perdeu para o Vitória por 5 a 1 e 7 a 3 na inauguração da Fonte Nova. Quando eu cheguei lá na agência, o pessoal me perguntou 'Pô, chefe! Você não vai fazer alguma coisa?', aí a gente resolveu fazer um movimento pela democratização do clube, porque o pessoal ficava lá, sempre os mesmos no poder. O clube só tinha 700 sócios, que ninguém sabia quem eram e que escolhiam o presidente. Não tinha eleição direta... 700 sócios tinha o Bahia. Hoje o clube tem mais de 73 mil sócios. Só para ver como mudou", disse Sidônio.
"Então eu queria, na verdade, democratizar. Então montamos uma estratégia, fizemos uma reunião na Fonte Nova, que achávamos que seriam 300 pessoas, depois deu 500, depois deu 1.000 e no final deu 6.000 pessoas na Fonte Nova. Em uma reunião para discutir o clube. Eu tive que alugar a Fonte Nova para fazer a reunião! E aí se envolveram várias pessoas que tinham o anseio de ver o Bahia mais forte. Pois o objetivo era ver o Bahia mais forte, mas, para ter o clube mais forte, você precisava de um Bahia democrático", continuou.
"A primeira coisa que a gente queria eram as eleições diretas. Quando caiu o presidente anterior, que a gente não chegou a um consenso, fizemos a eleição, e ganhamos", completou o marketeiro.
Sidônio ainda falou sobre a polêmica da lista do Jabá, na qual foram divulgados nomes de profissionais da imprensa que receberam ajuda financeira do clube em viagens.
"Sabe quando você quer fazer o bem e acha que todo mundo vai entender isso? Esqueça. Teve um negócio, por exemplo, dos jabazeiros. Era uma lista de tudo que tinha no Bahia, fizemos para saber. E tinha essa lista que o Bahia ajudava algumas pessoas da imprensa. Uns chamavam de jabazeiros, mas eu nem falava isso. O que falei, transparência e coloquei a lista no ar. Gerou uma polêmica, eu recebi nove processos nas costas, ameaças de morte e teve um que me chamou para um duelo no ar, na rádio. Disse que era para eu escolher as armas e o local", contou.
"Depois disseram que eu queria ser presidente do Bahia, mas eu nunca quis. O que eu queria era o Bahia democrático. Dizem que apoiei todos os candidatos e eu realmente apoiei e fiz a campanha de todos que foram eleitos, mas todos foram eleitos democraticamente e com urnas do TSE", finalizou.
Veja o trecho:
