COB vai enviar atletas brasileiros para treinarem na Europa a partir de julho
Foto: Divulgação/Guilherme Taboada/COB

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) enviará 200 atletas brasileiros para treinarem na Europa visando preparação para as Olimpíadas de Tóquio em 2021 a partir de julho. Em grupos separados e atendendo diversas modalidades, o Comitê encaminhará o Time Brasil até dezembro para Portugal. 

 

A medida, que integra o Programa Emergencial de Apoio ao Sistema Olímpico, foi divulgada nesta segunda-feira (1) e optou pelo país lusitano devido seu estágio avançado no controle da Covid-19. Além disso, o COB já possui aproximação com o Comité português, que já havia sido escolhido para receber os atletas brasileiros no Jogos de Paris em 2024. 

 

“O COB entende o momento peculiar que todo o mundo está passando, com impacto direto em todos os segmentos da sociedade, inclusive o esporte”, declarou Paulo Wanderley Teixeira, presidente da entidade. “Nesse sentido, cumprimos nosso papel de manter o Sistema Olímpico saudável e oferecer a nossos atletas as melhores condições de treinamento e performance, com a máxima segurança”, explicou o dirigente.

 

"A escolha por Portugal, primeiro país já confirmado para receber o Time Brasil, respeitou as condições de segurança de saúde, o protocolo de treinamento e as medidas de isolamento impostas pelas autoridades locais", ressaltou o presidente do COB.

 

Junto com a Missão Portugal, a entidade brasileira também está finalizando o protocolo de volta aos treinos dos atletas que representam o país nos Jogos. O documento foi feito em parceria com especialistas e médicos de outros Comitês Olímpicos.

 

“Para o COB é preocupante ver nossos atletas sem condição de treinamento em virtude da necessidade real de mantermos o isolamento para controle da pandemia no país”, comentou Marco Antônio La Porta Júnior, chefe de missão nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e vice-presidente do COB. “Sabemos o quão importante é vencermos a batalha contra o coronavírus, ao mesmo tempo que trabalhamos para que o Time Brasil esteja em pé de igualdade com seus principais adversários”, completou. 

 

Um aporte do Sistema Olímpico de R$ 7 milhões está previsto para ser usado pelos Comitês em combate à pandemia e projetos esportivos e administrativos. Além disso, Programa Emergencial de Apoio ao mesmo Sistema confirmou a destinação de R$ 10 milhões para projetos relacionados à área de desenvolvimento esportivo junto às Confederações.

Presidente da FFT quer que Roland Garros tenha o máximo de público permitido
Foto: Reprodução / Instagram

O presidente da Federação Francesa de Tênis (FFT), Bernard Giudicelli, declarou que pretende ver o Roland Garros deste ano com público. O evento, que estava previsto para acontecer nesta última semana, foi transferido para setembro. 

 

Com a previsão de que os jogos da modalidade retornam em agosto, o dirigente da FFT disse que fará esforço para ter a participação de pessoas no torneio, com a maior quantidade que for permitida pelo governo local. 

 

“A opção que privilegio é um Roland Garros disputado com o máximo de público. Então, dependendo das condições sanitárias, cumpriremos as diretrizes que o governo nos der. É o governo quem decide a afluência e a quantidade máxima de espectadores nas arquibancadas”, posicionou Giudicelli em live com o tenista Gael Monfils, nono do mundo no esporte.

 

Apesar da possibilidade levantada, até então, de que a competição aconteça com portões fechados, o presidente disse que o evento perde a “mágica” sem a participação dos espectadores no local. “Jogar com portões fechados é realmente uma hipótese da qual não gostamos, porque Roland Garros, como todos os grandes torneios, é um encontro entre jogadores e público. É o que faz a mágica desse torneio”, pontuou. 

 

As competições de tênis estão suspensas desde março devido a pandemia do coronavírus. A previsão é que os jogos organizados pela ATP e pela WTA voltem em agosto. Roland Garros está marcado para 20 de setembro.

Ceará volta aos treinos com apenas oito atletas; clube é 1º do Nordeste a retornar ao CT
Foto: Divulgação/Felipe Santos/cearasc.com

Na manhã desta segunda-feira (1), o Ceará voltou a treinar após 75 dias de paralisação, mas com apenas oito atletas sendo apresentados no CT de Porangabuçu. Seguindo medidas rígidas sobre o protocolo de saúde, a equipe é a primeira do Nordeste a voltar às atividades.  

 

Com quadro mínimo de funcionários e acompanhados pelo preparador físico Roberto Farias, os atacantes Cleber, Cristiano e Rodrigão, o meia Ricardinho, o volante Marthã, o lateral Alyson e os zagueiros Klaus e Tiago Pagnussat estiveram em campo no primeiro dia de retorno. Os atletas já foram testados para Covid-19 na semana passada e tiveram resultado negativo. O Ceará anunciou que, periodicamente, novos testes serão feitos na equipe. Nesta tarde, Guto Ferreira, técnico do time, se apresentou no CT para realizar os exames para o coronavírus. 

 

“Os treinos respeitam bastante o protocolo, preservando o distanciamento previsto. Daremos sequência aos testes e encerramos amanhã, à tarde. Só treinam aqueles que já têm resultado dos testes”, explicou Gustavo Pires, chefe do setor médico do Clube. Os que fizerem os exames hoje já treinam na quarta-feira. Durante essa fase de transição, nosso objetivo é testar todos os atletas, comissão técnica e funcionários”, completou. 

 

 

Com autorização do governo estadual, o Ceará é a primeira equipe do Nordeste a voltar às atividades presenciais após paralisação devido a pandemia. O Fortaleza, também um dos principais clubes do estado, volta a treinar nesta terça (2). Na Bahia, o Vitória aguarda resposta da Prefeitura de Salvador para retomar os treinos. Por enquanto, o Rubro-negro e o rival Bahia estão realizando os trabalhos com os atletas virtualmente.

Moser, ex-seleção de vôlei, critica postagem da ex-colega Ana Paula sobre protestos nos EUA
Foto: Reprodução / YouTube

A ex-jogadora de vôlei, Ana Moser, fez uma publicação através do seu Twitter criticando o posicionamento da antiga colega de equipe, Ana Paula Henkel, na mesma rede social, sobre os protestos antirracismo e antifascismo que estão acontecendo nos Estados Unidos. As ex-atletas possuem opiniões políticas distintas e já trocaram farpas em outras ocasiões. 

 

Em postagem feita no último domingo (31), Ana Paula comentou: “O que está acontecendo nos Estados Unidos não é mais protesto, é terrorismo doméstico. E a Antifa vai afundar o Black Lives Matter”. No mesmo dia, ela voltou a publicar sobre o assunto citando a declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, de que a Antifa seria designada como uma organização terrorista.

 

Em resposta ao posicionamento da ex-colega de equipe, Ana Moser publicou: “Aí a criatura fica quieta por um puta tempo enquanto morreu #GeorgeFloyd e estourou revolta que uniu brancos, pretos e todas as cores. Nos EUA e também no Brasil que tem João Pedro + tantos outros e gente na rua também. Ainda não tinha orientação para a narrativa”. 

 

A postagem de Moser é em defesa aos protestos que foram iniciados no país após um policial branco na cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos, matar George Floyd, ex-segurança negro, asfixiado. O movimento está nas ruas norte-americanas há seis dias e já espalhou uma onda de protestos em outros países do mundo, como no Brasil. 

 

A ex-jogadora ainda postou as publicações de Ana Paula como imagem e criticou: “12h atrás solta [print 1], junto com outros perfis amestrados, dando o tom da narrativa para a qual foram orientados, preparando a notícia que acabou saindo faz poucos minutos [print 2]. Muita “convergência” e “análise” pro meu estômago. Acredita quem quiser”, completou. 

 

As ex-atletas olímpicas disputaram juntas as Olimpíadas de Barcelona, em 92, e de Atlanta, em 96, pela seleção feminina de vôlei, sendo medalhistas de bronze na última. 

 

Confira postagens das ex-atletas sobre os protestos.

Segunda, 01 de Junho de 2020 - 17:30

Basta, diz Michael Jordan em reação à morte de George Floyd

por Folhapress

Basta, diz Michael Jordan em reação à morte de George Floyd
Foto: Reprodução / Jeremy Brevard / USA TODAY Sports

A lenda do basquete Michael Jordan expressou indignação neste domingo (31) pela morte de George Floyd, um homem negro mostrado em vídeo sem conseguir respirar enquanto um policial branco pressionava o joelho contra seu pescoço em Minneapolis, em incidente que provocou protestos violentos pelos Estados Unidos.

Jordan disse que seu coração estava com a família de Floyd e outros que morreram por atos de racismo. "Estou profundamente triste, repleto de dor e com muita raiva. Vejo e sinto a dor, a indignação e a frustração de todos."

"Eu estou do lado daqueles que se opõem ao racismo e à violência arraigados contra pessoas de cor em nosso país. Basta", completou.

Os comentários de Jordan ocorreram enquanto muitas cidades dos EUA se preparavam para mais uma noite de agitação.

Incêndios ocorreram perto da Casa Branca, lojas foram saqueadas na cidade de Nova York e no sul da Califórnia, e um caminhão-tanque avançou sobre manifestantes em Minneapolis, mostrando a dificuldade dos EUA para conter protestos a respeito de questões raciais e da violência policial.

Jordan, seis vezes campeão da NBA com o Chicago Bulls nos anos 1990 e dono do Charlotte Hornets, pediu às pessoas que mostrem compaixão e empatia e nunca virem de costas à brutalidade.

O astro já foi criticado algumas vezes por supostamente não se posicionar sobre temas ligados a questões raciais.

No quinto dos seus dez episódios, o documentário "The Last Dance", disponível na Netflix, relembra a ocasião em que Jordan, quando ainda atuava, não condenou publicamente ataques racistas do candidato republicano Jesse Helms ou apoiou Harvey Gantt, seu concorrente e que tentava ser o primeiro senador negro da Carolina do Norte.

Na ocasião, ficou famosa sua frase "republicanos também compram tênis", em alusão aos modelos com seu nome feitos pela Nike.

O ex-jogador, envolvido na produção do documentário que narra sua trajetória com os Bulls, afirmou que não podia defender Gantt abertamente porque não o conhecia, mas o ajudou na campanha.

Entrevistado no documentário, o ex-presidente Barack Obama afirmou que na época gostaria de ter visto Jordan mais empenhado na defesa de Gantt, mas não o condenou totalmente. "Por outro lado, ele ainda estava tentando descobrir:' Como estou gerenciando essa imagem que foi criada ao meu redor e como faço para cumpri-la?'".

Baiano, jogador do Vitória em 99, diz que deixou o Boca por pressão em caso de racismo
Foto: Reprodução / Ali Burafi / Getty Images

O ex-lateral Dermival Lima, mais conhecido como Baiano, contou sobre a época que jogou no Boca Juniors, da Argentina, e o motivo de ter decidido sair do clube. Antes de integrar a equipe em 2005, onde passou cerca de um semestre, o ex-jogador vestiu a camisa do Vitória, Santos, Atlético Mineiro e Palmeiras. Relembrando o caso de racismo entre o jogador argentino Desábato e o brasileiro Grafite, Baiano disse que não suportou a pressão envolvida.

 

Em entrevista para o programa Mundo Boca Radio, o ex-lateral recordou o ocorrido enquanto estava no clube argentino. "Aquela situação entre Desábato e Grafite me prejudicou. Foi um mês muito complicado para mim, porque me chamavam de todos os lados para falar sobre este assunto, da Argentina e do Brasil, só para falar isso. Um dia, havia jornalistas do mundo inteiro na sala de imprensa", explicou o ex-jogador. 

 

O caso contado por Baiano se refere a um jogo válido pela Copa Libertadores entre o São Paulo e o Quilmes, da Argentina. Na partida, o atacante Grafite, do time brasileiro, acusou o zagueiro argentino Desábato de racismo. O visitante ficou detido pelo resto da noite na capital paulista antes de ser liberado para retornar ao seu país. 

 

Baiano se sentiu afetado pela situação que aconteceu com o jogador do São Paulo e desconfortável em continuar no Boca Juniors, e, para deixar a equipe, precisou pagar ao clube. "Quando eu entrava nos jogos, as pessoas viam o Grafite ali. Tive que pôr dinheiro para deixar o clube. Os dirigentes não queriam que eu saísse, mas a situação me sufocava, estava muito nervoso, por isso pedi para ir", relatou o ex-lateral. 

 

Ele contou ainda que o ocorrido com Grafite fez com que outros rivais dissessem coisas agressivas para ele sobre um caso em que ele não tinha envolvimento. Apesar de ter o apoio dos jogadores do Boca, Baiano disse que os adversários usavam o caso para tirá-lo dos jogos.

 

Mesmo com a saída conturbada do clube argentino, Baiano comentou que "jogar no Boca foi um sonho" e ressaltou a emoção de disputar jogos na Bombonera. "Joguei no Morumbi, no Bernabéu, no Camp Nou, mas nenhum se compara à Bombonera. É única”, confessou o ex-lateral. “Aconselho qualquer jogador brasileiro a ir para o Boca, sem dúvida. Hoje me arrependo de ter ido embora, de não ter suportado aquela situação", finalizou. 

 

Tendo iniciado a carreira no Santos e jogado pelo Vitória em 1999, Baiano também jogou pelo Las Palmas, da Espanha, Rubin Kazan, da Rússia, e pelo Náutico, Vasco, Guarani, entre outros aqui no Brasil. O último time que integrou foi o Real F.C., do Distrito Federal, em 2018. 

Vitória busca liberar nova penhora para pagar dívidas com as jogadoras do time feminino
Foto: Letícia Martins / EC Vitória

Após conseguir a liberação de um recurso pago pela TV Globo (leia mais aqui), o Vitória tenta o desbloqueio de mais outro valor penhorado. De acordo com o diretor jurídico do clube, Dilson Pereira, o dinheiro seria usado para quitar as dívidas com as jogadoras do time feminino, que não receberam o pagamento prometido no final do mês de abril (veja aqui).

 

"Esse que teve do futebol feminino estamos fazendo um acordo para liberar parte do valor. Não vamos conseguir liberar tudo, mas gira em torno de uma porcentagem do valor penhorado", resumiu em entrevista ao Bahia Notícias.

 

No final do mês de abril, o Vitória anunciou que que pagaria os salários atrasados das jogadoras junto com o repasse do auxílio dado pela CBF às 52 equipes que disputam as Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro da modalidade. No entanto, uma jogadora disse que o clube não havia pago a dívida.

 

A CBF distribuiu a quantia de R$ 120 mil para ser repassado às jogadoras devido a crise financeira gerada pela pandemia do coronavírus. Desde meados de março, o futebol brasileiro está paralisado e com isso, os clubes tem sofrido com a queda nas receitas originadas da venda dos direitos de transmissão dos jogos e das bilheterias dos estádios.

Empresário diz que Coutinho teria interesse voltar para a Inglaterra
Foto: Divulgação / Bayern de Munique

Especulado como possível reforço do Newcastle, o meio-campista Philippe Coutinho estaria interessado em retornar ao futebol inglês. É o que disse o empresário do jogador brasileiro, Kia Joorabichian, ao jornal Sport. 

 

"Coutinho está interessado em retornar à Premier League, ele tem esse desejo; isso pode não acontecer este ano, mas pode acabar acontecendo", afirmou o agente.

 

Coutinho está emprestado ao Bayern de Munique até o final da temporada pelo Barcelona. Por outro lado, o clube espanhol vê com bons olhos uma futura venda do atleta, já que trata-se de um dos maiores salários do elenco. Além do Newcastle, os ingleses Arsenal, Chelsea e até mesmo o Liverpool, além da Juventus, da Itália estariam interessados em contar com o meia. Joorabichian ainda acrescentou que a permanência na equipe alemã ainda está totalmente descartada.

 

O Campeonato Alemão retornou em meados do mês de maio após a pandemia do coronavírus ser controlada no país. Coutinho ainda não entrou em campo desde então, já que se recupera de uma cirurgia feita em abril para tratar uma lesão no tornozelo.

Segunda, 01 de Junho de 2020 - 13:20

Vitória consegue na Justiça desbloqueio de mais de R$ 500 mil que estavam penhorados

por Cláudia Cardozo / Leandro Aragão

Vitória consegue na Justiça desbloqueio de mais de R$ 500 mil que estavam penhorados
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

A Justiça determinou a liberação imediata da quantia de R$ 525.746,88 ao Vitória. O valor corresponde a 80% da quantia paga pela TV Globo. A decisão é do desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), no dia 22 de maio e publicada na edição desta segunda-feira (1°) do Diário de Justiça do Estado da Bahia (DJBA). A ação de bloqueio foi movida pela empresa Performance Marketing Esportivo Ltda.

 

"Defiro o pedido de antecipação da tutela recursal, para determinar que do valor depositado pela Globo Comunicação e Participação, no importe de R$ 657.182,61, 80% (R$ 525.746,08) seja liberado em favor do Esporte Clube Vitória, e 20% (R$ 131.436.53), seja liberado em favor da parte Agravada", proferiu na sentença.

 

Por causa de uma dívida, a Performance Marketing Esportivo deu início a ação em 2006 e em 2014 chegou a embargar alguns valores recebidos pelo clube. Depois, em setembro de 2018, houve uma nova tentativa de bloqueio e o valor pedido era de R$ 702.958,76.

 

A reportagem do Bahia Notícias não conseguiu entrar em contato com o departamento jurídico do Vitória até o fechamento da matéria.

Segunda, 01 de Junho de 2020 - 12:30

Goleiros são maiores prejudicados com parada do futebol, diz Taffarel

por Alberto Nogueira / Bruno Rodrigues | Folhapress

Goleiros são maiores prejudicados com parada do futebol, diz Taffarel
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Após os anúncios de que as ligas nacionais de Espanha, Inglaterra e Itália irão retomar suas disputas neste mês de junho, os clubes que disputam essas competições já trabalham com planos para recuperar a normalidade dos treinos e a condição física necessária de cada jogador para o futebol competitivo.

Nessa corrida contra o tempo, atletas estão tendo de readequar o corpo e a mente para as cargas de treinamento a que estavam acostumados há mais de dois meses, quando o futebol parou em razão da pandemia.

Na opinião de Taffarel, preparador de goleiros da seleção brasileira, os jogadores que mais sentirão os efeitos da parada serão justamente os donos da camisa 1.

"O jogador de linha faz um reforço, uma corrida e consegue manter essa preparação física. O goleiro perde muito, porque ele não tem a referência de um chute, de uma posição no gol, então vai sofrer bastante na volta. Tem que intensificar os treinamentos, com bons trabalhos, para recuperar tudo", diz Taffarel, 54, à Folha de S.Paulo.

Titular da seleção, o goleiro Alisson, 27, voltou aos treinos com o Liverpool no início de maio, quando os clubes da Premier League foram autorizados a retomar as atividades, desde que os atletas trabalhassem individualmente.

Reserva de Alisson no Brasil, Ederson, atual bicampeão do torneio com o Manchester City, também voltou a pisar no gramado para trabalhar com a comissão técnica da equipe.

Na semana passada, a elite inglesa deu mais um passo rumo ao retorno, com a liga permitindo o contato físico entre jogadores nos treinamentos.

Por conta de uma lesão no quadril sofrida em um treino do Liverpool, Alisson havia ficado fora da convocação para a estreia do Brasil nas eliminatórias, contra o Peru, adiada em razão da pandemia da Covid-19.

Na lista do técnico Tite, além de Ederson, 26, foram convocados Weverton, 32, goleiro titular do Palmeiras, e o jovem Ivan, 22, da Ponte Preta.

A dupla que atua no futebol paulista ainda espera pela autorização para a volta dos treinamentos com seus respectivos clubes.

Taffarel conta que tem mantido contato com os goleiros da seleção, mas que as limitações impostas pela pandemia não permitem direcionar o trabalho ou fazer uma observação minuciosa dos atletas.

"Tenho falado com o Alison, com o Weverton falo de vez em quando. Mas não dá para ficar acompanhando muito eles. Vai chegar um momento em que irão voltar aos treinamentos, aí sim, reinicia-se esse acompanhamento. Até pessoalmente", afirma o ex-goleiro.

Apesar da quarentena, Taffarel teve motivo para comemorar no mês de maio. No dia 17, o Galatasaray, da Turquia, celebrou os 20 anos do título da Copa da Uefa (hoje Europa League) sobre o Arsenal, conquista que teve o brasileiro como um dos heróis.

Após empate em 0 a 0 no tempo normal, a final disputada em Copenhagen foi para a prorrogação. No regulamento do torneio, havia o gol de ouro, que dava a vitória a quem marcasse primeiro no tempo extra.

Já nos minutos finais da segunda etapa do tempo extra, Ray Parlour fez o cruzamento da direita e encontrou o atacante Thierry Henry, livre na segunda trave. O francês cabeceou sem marcação e Taffarel, que parecia estar batido no lance, fez grande defesa, levando o jogo para as penalidades.

Nos vídeos daquela partida é possível ver torcedores do Arsenal se preparando para comemorar o gol de Henry, mas logo na sequência parecem incrédulos com a intervenção do goleiro brasileiro, que já havia salvado o time turco após grande jogada do nigeriano Kanu.

Na decisão por pênaltis, os ingleses desperdiçaram duas cobranças, ambas na trave, e os turcos venceram por 4 a 1. Foi a primeira grande conquista internacional de um clube da Turquia.

"Quando eu saio na rua lá em Istambul, o pessoal só lembra da defesa na cabeçada do Henry", brinca Taffarel. "Nós fomos lá enfrentar o Arsenal porque dava para ganhar. Nós sentíamos isso, a confiança, mesmo sabendo da força deles. A gente acreditou durante toda a competição."

Aquele Galatasaray tinha como principal estrela o meio-campista romeno Gheorghe Hagi, maior jogador da história de seu país e que esteve nas Copas do Mundo de 1994 e 1998 com a seleção da Romênia. Hagi, porém, foi expulso na prorrogação da decisão e não pôde cobrar sua penalidade.

Para Taffarel, apesar do protagonismo do meia romeno, a força do time turco estava no conjunto bem treinado pelo técnico Fatih Terim, que após o título ganhou a oportunidade de trabalhar no então badalado futebol italiano, com passagens pela Fiorentina e pelo Milan.

"Ele tinha uma personalidade fortíssima, queria ganhar sempre e exigia sempre o máximo da gente. Uma equipe sempre forte, sólida no ataque, forte no meio de campo, na defesa. A conquista ficou marcada não por causa do Hagi, nem da defesa que eu fiz, mas por causa de um time todo que jogou seu melhor futebol em seu melhor momento e sendo dirigido por esse grande treinador que é o Faith Terim", completa Taffarel.

Dois anos depois, na Copa do Mundo da Coreia e Japão, a base da seleção da Turquia era formada por jogadores campeões da Copa da Uefa de 2000. Com nomes como Hasas Sas, Hakan Sukur, Bulent Korkmaz e Umit Davala, os turcos alcançaram a terceira colocação no Mundial depois de caírem para o Brasil na semifinal, em derrota por 1 a 0, gol de bico de Ronaldo.

Abertura da temporada de Fórmula 1 não terá público no GP da Áustria
Foto: Divulgação / Fórmula 1

O Grande Prêmio da Áustria, que vai abrir a temporada 2020 de Fórmula 1, não terá a presença do público nas arquibancadas. A corrida está marcada para o dia 5 de julho. A confirmação dos portões fechados foi feita pelo consultor da Red Bull, Helmut Marko, figura importante para que o Campeonato Mundial da categoria seja iniciado no circuito de Red Bull Ring, na cidade de Zeltweg, que é de propriedade da fabricante de bebidas energéticas. O rumor de que o governo austríaco havia liberado a presença de 500 espectadores não foi confirmado.

 

A possibilidade de que o GP da Áustria tivesse uma pequena porção de público surgiu quando o Ministério da Saúde do país liberou a presença de, no máximo, 500 pessoas em eventos que tenham assentos marcados e sejam realizados em ambiente aberto a partir desta segunda-feira (1º).

 

Por enquanto apenas duas provas do calendário 2020 da F-1 estão confirmadas. A expectativa é que a organização da modalidade divulgue as outras etapas da temporada nesta semana. É provável que neste início do campeonato, as corridas aconteçam na Europa, enquanto estão sendo negociadas com os promotores e o caminhar da situação da pandemia do coronavírus em outros continentes. Após a Áustria, é grande a probabilidade que a próxima corrida seja realizada na Hungria e depois, a Inglaterra sediará duas provas. Em seguida, o circo da F-1 iria para Espanha, Bélgica e Itália, com as duas últimas corridas mantidas nas datas originais. Com esses oito desafios, teria o número mínimo que garantiria a validade do campeonato. Porém, para evitar perdas com revisões de contratos de TV, espera-se contar com pelo menos 15 provas neste ano.

 

O início da temporada 2020 de Fórmula 1 foi adiado por conta da pandemia global. Algumas etapas foram adiadas, enquanto outras foram canceladas.

Reprise de futebol faz Eliana vencer Globo no Ipobe pela primeira vez na história  
Foto: Reprodução / SBT

Pela primeira vez, o programa de Eliana foi líder absoluto na audiência em São Paulo entre 15h15 e 19h12, de acordo com dados prévios do Kantar Ibope. Segundo informações do UOL, a atração do SBT registrou média de 10,5 pontos contra 9,9 da Globo, que exibiu um filme, a reprise do jogo que deu ao Palmeiras o título da Libertadores em 1999 e o "Domingão do Faustão". Com 5,5 pontos, a Record ficou em terceiro lugar. 

  

A apresentadora já tinha conquistado a liderança várias vezes, mas em momentos específicos. No período em que disputou contra o "Domingão do Faustão", entre 18h e 19h12, Eliana também venceu por 11,5 a 10,7. Estes números podem sofrer alteração na segunda-feira (1º) quando o Kantar Ibope divulgar os números consolidados. Na semana passada, a Globo registrou média de 12,1 pontos exibindo a final do Mundial de Clubes de 2005 entre São Paulo e Liverpool. Logo, teve uma queda de mais de 2 pontos no ibope. Cada ponto equivale a 260.558 domicílios. 

Dirigente do Botafogo é citado em investigação sobre Witzel
Foto: Divulgação / TJD

Um dirigente do Botafogo foi citado pelo Ministério Público na representação contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). De acordo com a coluna Painel, do jonal Folha de S. Paulo, ele foi vinculado a um contrato de R$ 12 milhões suspeito de fraude.

 

A empresa Speed, supostamente contratada para distribuir medicamentos, apresentou ao governo como um endereço de e-mail do escritório de advocacia empresarial Rouxinol & Rivera, que pertenceria ao Anibal Rouxinol. Segundo o MPF, no mesmo endereço em que funciona o Rouxinol & Rivera, também funciona o CNPJ do filho dele, Anibal Rouxinol Segundo, que é gerente jurídico do Botafogo.

 

Anibal Rouxinol Segundo diz não ter qualquer relação com a distribuição de remédios, além de declarar que nunca ouviu falar da Speed, assim como seu pai. Apesar de trabalhar com abertura de empresas, Anibal Rouxinol afirmou não ter prestado serviço para nenhuma distribuidora de medicamentos.

 

Na última terça-feira (26), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Placebo que investiga desvios suspeitos na Saúde do Rio de Janeiro para ações na pandemia do coronavírus. O governador Wilson Witzel e sua esposa, Helena, estão entre os alvos da ação policial. Dentre os mandados de busca e apreensão, um deles foi no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador Witzel, e outro na casa dele no Grajaú. 

 Pedido do Vitória para retomada dos treinos é analisado pela prefeitura de Salvador
Foto: Glauber Guerra/ Bahia Notícias

A prefeitura de Salvador ainda não se decidiu se irá liberar os treinos para os clubes de futebol na capital baiana em meio à pandemia do coronavírus. O Bahia Notícias apurou que a gestão municipal analisa com cuidado o pedido do Vitória (leia mais aqui) para a retomada das atividades no CT Manoel Pontes Tanajura.

 

Por meio de ofício, o Vitória solicitou retornar no dia 10 de junho e apresentou um protocolo de saúde para retomada dos treinos. A tendência é que a prefeitura de Salvador se manifeste durante a semana. 

 

Com a paralisação dos campeonatos do futebol brasileiro em virtude do coronavírus, o Vitória também suspendeu as atividades nas dependências da Toca do Leão com os jogadores. No entanto, o departamento de futebol tem feito os treinamentos físicos com o elenco através do monitoramento pela internet.


Pedido é analisado pela prefeitura | Foto: Glauber Guerra/ Bahia Notícias

 

JACUIPENSE PREGA CAUTELA
O Jacuipense, que realiza seus treinos em Salvador, no CT Manoel Pontes Tanajura, de propriedade do Vitória, prega cautela. 

 

“Estamos realizando treinos remotos. Compramos equipamentos físicos e nossos atletas estão treinando em casa. Não vamos nos antecipar em nada. O momento é de cautela. Vamos seguir o protocolo da prefeitura de Salvador, do governo do Estado e do Ministério da Saúde. E da Federação Bahiana de Futebol, que é quem vai ditar os rumos”, disse Gegê Magalhães, presidente do Jacuipense, em entrevista ao Bahia Notícias.


Gegê é presidente do Jacuipense | Foto: Arquivo - Glauber Guerra/ Bahia Notícias

Vasco anuncia que 16 jogadores que testaram positivo para a Covid-19 serão isolados
Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

O elenco do Vasco se reapresenta nesta segunda-feira (1º) para reiniciar os treinamentos presenciais. Porém, o clube carioca anunciou que 19 jogadores testaram positivo para a Covid-19. Destes, 16 serão isolados, enquanto três deles já se recuperaram da doença. Do total de 43 atletas testados, 44% foi infectado.

 

"Três atletas tiveram contato com o vírus e estão curados. Observamos 16 atletas que vieram com exames positivos. Eles são isolados do grupo, vão continuar com contato médico e exames seriados até que tenhamos certeza que eles não poderão mais transmitir esse vírus para o restante do elenco. Isso só comprova que estamos fazendo uma grande ação de saúde, identificado o mais rapidamente possível essa infecção nos atletas porque a gente sabe que 95% do nosso grupo são assintomáticas, essas que tiveram contato com o vírus. Isso faz com que a gente impeça que o vírus seja disseminado até mesmo dentro do ambiente familiar do atleta", afirmou Marcos Teixeira, chefe do departamento médico do Vasco.

 

Para retornar aos treinos em São Januário, o Cruzmaltino realizou testes em 250 pessoas entre jogadores, membros da comissão técnica, staff e contactantes. Na reapresentação desta segunda, os atletas serão submetidos a mais uma bateria de exames. Também estão previstas avaliações médicas e fisiológicas permitidas pelas autoridades.

 

Sem a participação de Botafogo e Fluminense, clubes que disputam o Campeonato Carioca já definiram as regras para o retorno da competição. A expectativa é que os jogos do campeonato estadual voltem a acontecer a partir do dia 14 de junho.

Domingo, 31 de Maio de 2020 - 17:00

Volante do Bahia, Flávio se diz 'pró-democracia sempre': 'Resistência!'

por Ulisses Gama / Matheus Caldas

Volante do Bahia, Flávio se diz 'pró-democracia sempre': 'Resistência!'
Foto: Ulisses Gama / Bahia Notícias

Volante do Bahia, Flávio se manifestou a favor das manifestações pró-democráticas que acontecem no Brasil neste domingo (31), principalmente capitaneadas por torcidas organizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. 

 

Pelo Twitter, o jogador escreveu: “Pró-democracia sempre! RESISTÊNCIA! #BBMP”.

 

Neste domingo, membros de torcidas organizadas de Corinthians, Santos e Palmeiras se manifestaram em São Paulo num ato que, segundo os manifestantes, defende a democracia.

 

O protesto, contudo, terminou em pancadaria na capital paulista. Os manifestantes entraram em confrontos com PMs e com outras pessoas que faziam um ato em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Domingo, 31 de Maio de 2020 - 14:20

Atlético de Alagoinhas: Criminosos invadem sede, quebram troféus e roubam uniformes

por Matheus Caldas

Atlético de Alagoinhas: Criminosos invadem sede, quebram troféus e roubam uniformes
Foto: Divulgação

Vândalos invadiram a sede do Atlético de Alagoinhas no último sábado (31). De acordo com um vídeo gravado pelo presidente do clube, Albino Leite, e veiculado nas redes sociais do clube, os criminosos danificaram parte da sala administrativa da agremiação, roubaram materiais de treino e quebraram troféus. 

 

Ao final, os vândalos pixaram a parede da sede com a sigla BDM, referente à facção criminosa Bonde do Maluco. O dirigente do Carcará prestou queixa no Departamento de Polícia do Interior (Depin) de Alagoinhas.

 

“Eu fui surpreendido por volta das 9h. Me avisaram que o Carneirão foi invadido por vândalos e que também tinham invadido a nossa sede, na parte interna do Carneirão. Eu me desloquei pra lá e vi coisas quebradas, troféus quebrados, documentos e gavetas no chão”, lamentou, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

De acordo com Leite, os criminosos arrombaram a entrada em que havia instalado um ar condicionado. No momento, o clube faz o levantamento de qual o prejuízo. “Já identificamos que alguns uniformes de treino não estão lá. Estamos buscando ver mais o que houve, além dos troféus. Foi feito o BO. A polícia técnica esteve no local e fez o levantamento”, disse.

 

Agora, o Atlético faz o recolhimento de quais documentos foram danificados, para saber se houve prejuízo aos registros dos atletas.

 

“O presidente da FBF [Federação Bahiana de Futebol] me pediu pra fazer um levantamento de quais troféus foram recuperados pra fazer a recuperação. Eu agradeci ao Ricardo [Lima, presidente da FBF] por esse apoio imediato”, contou. 


Veja o relato do presidente do Atlético:

 

Pan-Pacífico é adiado de 2022 para 2026 para evitar choque de eventos
Foto: Reprodução/Instagram

Devido mudanças no calendário esportivo internacional, os países que organizam o Pan-Pacífico decidiram por unanimidade adiar a competição. O evento seria realizado no Canadá em meados de 2022, mas foi postergado para acontecer só em 2026.

 

Para evitar sobrecarga de eventos em um mesmo ano,  Austrália Canadá, Estados Unidos e Japão optaram por modificar as datas do Pan-Pacífico. Até agora, os Jogos da Commonwealth, foram adiados com previsão de acontecer entre 27 de julho e 7 de agosto de 2022, em Birmingham, na Inglaterra; e o Campeonato Mundial de 2021, que ocorreria em maio, em Fukuoka, no Japão, também teve sua data modificada. Com isso, os organizadores decidiram postergar a competição. 

 

"Estamos ansiosos para sediar este evento, mas, em geral, todos podem se beneficiar da decisão de adiar o Campeonato Pan Pacífico por quatro anos” anunciou Cheryl Gibson, presidente da Swimming Canada.

 

“Agora, estamos ansiosos para sediar um grande evento em 2026, acolhendo nossos colegas Austrália, Japão e Equipe EUA, bem como outros convidados de todo o mundo para uma celebração do nosso esporte da melhor forma possível", declarou Gibson.

 

A categoria Júnior do Pan-Pacífico, que aconteceria este ano, também precisou ser seu calendário alterado. O evento será realizado entre 24 e 27 de agosto de 2022. 

 

“Continuará sendo um evento de referência no futuro”, destacou a presidente da Swimming Canada. 

Domingo, 31 de Maio de 2020 - 10:20

Clubes brasileiros devem perder R$ 2 bi na pandemia, indica estudo

por Carlos Petrocilo | Folhapress

Clubes brasileiros devem perder R$ 2 bi na pandemia, indica estudo
Foto: Reprodução / G1

Um estudo da consultoria EY estima que os 20 clubes mais bem colocados no ranking da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) sofrerão perdas somadas de ao menos R$ 2 bilhões em 2020.

A análise leva em conta a paralisação do esporte desde março, por causa da pandemia da Covid-19, e considera o retorno das partidas no mês de julho, com os campeonatos estaduais, além da conclusão do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores até o fim do ano --sempre com jogos sem a presença de público.

O cenário pode ser ainda pior para os clubes, já que ainda não há datas de retorno estabelecidas para os torneios, e a chance de concluir o Brasileiro até dezembro se mostra cada vez menor.

O relatório aponta que, com a pandemia, as 20 agremiações, que faturaram R$ 6 bilhões ao todo em 2019, terão uma retração de 22% (R$ 1,34 bilhão) a 32% (R$ 1,92 bilhão). Isso as fará regredirem para o patamar de receitas de 2016.

A empresa analisou resultados financeiros de América-MG, Athletico, Atlético-GO, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo, Sport e Vasco.

As equipes deverão ser afetadas principalmente no recuo da arrecadação com a venda dos direitos de televisionamento e o chamado "matchday" (ganhos com bilheteria, sócio-torcedor, camarotes e cadeiras cativas, além da comercialização de alimentos e bebidas no dia de jogo).

"A crise afeta o poder de consumo da população, todos os setores terão perdas, e a parcela que mais vai impactar é a redução de receita com pay-per-view", afirma Pedro Daniel, gerente de esportes da EY.

A consultoria projeta que, com a queda na base de assinantes, os clubes serão atingidos com uma redução de 40% nesse item. O valor da assinatura do pay-per-view começa em R$ 79 (pacote streaming) ou R$ 115 (operadoras de TV por assinatura).

Desde o começo da pandemia, o Premiere, serviço do Grupo Globo, perdeu aproximadamente 400 mil assinaturas. A empresa repassa 38% do valor obtido com as vendas do pay-per-view, aproximadamente R$ 550 milhões em 2019, aos times da Série A.

O dinheiro é dividido de acordo com a pesquisa de torcedores assinantes do serviço, realizada pela emissora.

Principal fonte de dinheiro para os times, a cessão dos direitos de transmissão, que inclui, além do pay-per-view, a venda para televisão aberta e fechada, responde atualmente por 39% de todas as receitas das agremiações.

Em 2019, rendeu aos 20 clubes pesquisados R$ 2,3 bilhões. Segundo o estudo, deverá cair para R$ 2 bilhões ao longo de 2020.

As transferências de jogadores representam a segunda maior fonte de renda dos clubes brasileiros. A baixa estimada em 40% nesse tipo de negócio irá gerar retração, de R$ 1,6 bilhão, em 2019, para R$ 973 milhões, em 2020.

O relatório, porém, ressalta que a desvalorização do real poderá mitigar parte dessas perdas, já que os valores de transferência para o exterior são fixados em dólares ou euros. Outro possível trunfo é que as equipes estrangeiras, com limitações de investimentos, poderão direcionar suas negociações para os mercados emergentes, como o brasileiro.

Sobre os ganhos com patrocinadores, royalties de produtos licenciados e vendas de camisas, a EY estima que haverá um recuo de até 30%, de R$ 712 milhões em 2019 para R$ 481 milhões em 2020.

Sábado, 30 de Maio de 2020 - 15:00

'Gêmeo' de George Floyd, ex-jogador da NBA assume liderança de protestos nos EUA

por José Edgar de Matos | Folhapress

'Gêmeo' de George Floyd, ex-jogador da NBA assume liderança de protestos nos EUA
Foto: Divulgação

Stephen Jackson atuou na NBA entre os anos 2000 e 2014 e chegou ao ápice da carreira ainda em 2003, quando conquistou o título com o San Antonio Spurs. Com média de 15 pontos por partida durante a trajetória na liga, o ex-ala de 42 anos se tornou um dos nomes mais comentados nos Estados Unidos por assumir um papel de liderança no caso George Floyd.

Jackson era amigo e chamava Floyd de "gêmeo" pela semelhança física. O "irmão de outro sangue" do antigo ala se tornou símbolo de revolta popular na cidade de Minneapolis após ser asfixiado até a morte pelo policial Derek Chauvin, acusado na sexta-feira (29) por homicídio culposo. O vídeo com a ação resultou em manifestações duras de parte da população, que classifica o ato como mais um caso de racismo nos EUA.

Depois de se manifestar nas redes sociais sobre o caso que choca os Estados Unidos, o ex-ala viajou até o estado de Minnesota e assumiu papel de liderança nos protestos. Na sexta, Jackson deu entrevista coletiva e reuniu outros nomes importantes ligados à NBA para reforçar os atos.

"Estou aqui porque eles não vão duvidar do caráter de George Floyd, meu gêmeo. Muitas vezes quando a polícia faz coisas que sabem que estão erradas, a primeira coisa que tentam é encobrir e usar seus antecedentes para fazer parecer que valeu a pena aquele ato", disse Jackson.

"Quando um assassinato vale a pena? Mas, se for um homem preto, é aprovado. Você não pode me dizer 'estou protegido' quando aquele homem estava com o joelho no pescoço do meu irmão, tirando a sua vida com a mão no bolso e com sorriso no rosto", acrescentou o ex-jogador de Spurs, Warriors e Pacers.

Jackson falou com a imprensa na Prefeitura de Minneapolis e liderou o ato que clama por justiça para George Floyd. Ao lado do ex-jogador estava o pivô Karl-Anthony Towns, atual estrela do Minnesota Timberwolves, e o ator Jaime Foxx, vencedor do Oscar de 2005 pelo papel de Ray Charles em 'Ray'.

O ex-ala viu o vídeo pela primeira vez no celular e se revoltou. A relação de Jackson e Floyd se tornou pública nas redes sociais e ganhou repercussão no programa 'Today', da NBC.

"Isso me destruiu. Não sou o mesmo depois de ver aquele vídeo. Na hora, pulei, gritei, assustei a minha filha e quase quebrei minha mão batendo nas coisas. Fiquei muito mal", desabafou Jackson, que escreveu uma mensagem no Instagram horas depois de tornado público o caso nos EUA.

"De onde nós viemos, não são muitos que conseguem, mas meu 'gêmeo' estava feliz pelo que fiz. Eu continuarei a deixá-lo orgulhoso. Me dá tanta raiva isso ter acontecido: tirarem você depois de todas as coisas que você passou e quando você estava no seu melhor", escreveu Jackson.

O caso da morte de George Floyd gerou imediatas manifestações de atletas nos EUA. No meio do basquete, LeBron James, Steph Curry, Dwayne Wade, Lisa Leslie e Reggie Miller, por exemplo, se revoltaram com o caso.

Quem tomou a frente dos protestos também foi Colin Kaepernick. O quarterback, afastado da liga desde quando iniciou protestos diante da violência policial contra negros nos EUA, prometeu que irá pagar advogados de manifestantes presos em Minneapolis, cidade sob toque de recolher diante das manifestações ocorridas nos últimos dias.

Sábado, 30 de Maio de 2020 - 12:40

Clubes e CBF defendem impacto do futebol e querem linha de crédito do BNDES

por Jeremias Wernek e Thiago Fernandes | Folhapress

Clubes e CBF defendem impacto do futebol e querem linha de crédito do BNDES
Foto: Divulgação

Clubes que integram a CNC (Comissão Nacional de Clubes) discutem junto à CBF pedir ao governo federal a criação linha de crédito no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) exclusiva ao futebol.

A ideia se baseia no impacto gerado pelo futebol no PIB (Produto Interno Bruto), com empregos diretos e indiretos, mas ainda não foi apresentada formalmente em Brasília. O projeto está tão firme no horizonte dos clubes que foi debatido na mais recente reunião da CNC, na quinta-feira (28).

A alternativa foi sugerida pela própria CBF no início da paralisação do futebol nacional por causa da pandemia do novo coronavírus. O caminho desenhado nos encontros seria viabilizar empréstimos aos clubes por meio do BNDES. A intenção é que os valores sejam repassados por bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Há resistência de instituições financeiras privadas em relação a empréstimos aos clubes.

Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG, é um dos defensores da ideia. Ele bate na tecla sobre a ajuda há algumas reuniões e também o fez em entrevista recente. A reportagem apurou que torná-la pública foi uma tentativa de reforçar o desejo dos clubes. O trabalho do mandatário mineiro até ganhou apoiadores nos bastidores. Contudo, ainda não se transformou em algo consistente.

Quatro integrantes da CNC revelaram à reportagem que o auxílio sugerido pela CBF ainda não é tratado como uma solicitação unificada, mas começa a ganhar força nos bastidores.

Outra intenção é fazer uma associação de clubes. A ideia ainda é incipiente, mas também ganha força nos bastidores. Esse grupo terá como função representar os desejos dos clubes frente ao governo federal e até à própria CBF.

Na última quinta, Sette Câmara se manifestou sobre o caso: "O futebol brasileiro está caminhando a passos largos para quebrar. Acreditem se quiser, mas não há perspectiva de volta, não temos receita nenhuma. Esse fato de que tem um atraso ou outro em um clube é irrelevante, porque você vai ter clubes com cinco, seis folhas em atraso. Ilude quem acha que a volta do futebol vai trazer receita. Nós não vamos ter bilheteria, vamos ter despesas, vamos ter que pagar viagem, alimentação, hotel. A ficha não caiu para muitas pessoas, inclusive da imprensa", disse ao Globoesporte.com.

"Eu venho falando isso há algum tempo, mas é bom colocar as barbas de molho. Quando voltar, sabem que o que vier de receita não é suficiente para pagar as receitas dos clubes", acrescentou.

O cartola atleticano falou ainda sobre a possível criação de uma associação de clubes de futebol com o intuito de defender as equipes na obtenção de receitas com o governo federal.

"Temos que criar uma associação dos clubes de futebol para que a gente tenha gente competente para buscar soluções para o nosso futebol. O futebol brasileiro, hoje, é responsável por 2% mais ou menos do PIB. Ele dá milhares, talvez milhões de empregos diretos e indiretos. São jogadores, treinadores, imprensa, pessoas que trabalham nas categorias de base, clubes de lazer, torcedores. É um mundo. Como a gente não vai tratar o futebol? O futebol é tratado como se fosse a coisa menos importante do mundo", comentou.

"O futebol gera receita, impostos, milhares e milhões de postos de trabalho. Ele tem a parte de categoria de base, que dá a possibilidade de milhares de crianças praticarem esporte ao invés de irem por um caminho totalmente fora do que se deve seguir. Cadê os nossos políticos para defender o futebol? Tem um projeto de lei que parece que está andando. Futebol vai precisar de linha de crédito, igual aos artistas, que tiveram aí R$ 3 bilhões. Não adianta tapar o sol com a peneira. Eu podia ficar aqui falando, mas é gravíssimo. Podem nos ajudar, porque todo mundo tem que dar as mãos. É dirigente, jogadores, que ficam achando que vai achar advogado para sair do clube. Ele vai jogar onde?", concluiu.

Pupilo de Sapatão, baiano ajuda clube de Malta a conquistar título após sete anos
Foto: Divulgação

Por conta da pandemia, o futebol nacional está parado. Mesmo assim, existem brasileiros por aí comemorando títulos mundo afora. Um desses é o baiano Hugo Cruz, de 29 anos. Natural de Salvador, ele vinha atuando no Nadur Youngsters e ganhou a competição local da Ilha de Gozo, em Malta.

 

Na última segunda-feira (25), a Associação de Futebol de Malta, que havia paralisado a competição, decidiu encerrar e dar o título ao clube de Hugo, que voltou a conquistar um título após sete anos.

 

"Minha experiência foi muito boa. No meu segundo ano jogando na Europa pude conquistar esse título. O clube estava há sete anos sem ganhar um título e graças a Deus pude ajudar a equipe. Faltavam seis jogos para acabar a temporada e a MFA decidiu dar o título para a gente", disse, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Foto: Divulgação

 

Por enquanto, Hugo vai ficar sem a medalha da conquista, já que retornou a Salvador após a pausa no campeonato. O jogador espera um dia atuar no seu país de origem.

 

"Penso sim em jogar no Brasil. Estou esperando as oportunidades surgirem. Com fé em Deus, vai dar tudo certo", projetou.

 

Morador do bairro da Massaranduba, Hugo neste momento tem uma torcida: a melhora de Sapatão, que sofreu parada cardíaca em decorrência de uma convulsão e precisou ser internado na UTI (saiba mais aqui). O ex-técnico e ídolo do Bahia foi um dos responsáveis por ajudar na evolução da sua carreira.

 

"Quero desejar uma boa recuperação a Sapatão. Ele se encontra internado, mas com fé em Deus ele vai sair dessa situação para dar um abraço nele. Foi um cara que me ajudou a estar e eu levo no coração", disse.

 

Com a camisa do Nadur Youngsters Hugo Cruz fez seis gols e deu duas assistências na competição. No futebol baiano, ele passou pelo Vitória na divisão de base. Como profissional, vestiu a camisa dos seguintes clubes: Botafogo-BA, Camaçari, Leônico, Atlântico, Teixeira de Freitas e Galícia.

Sábado, 30 de Maio de 2020 - 08:10

Vocês são uma desgraça, diz Hamilton após negro ser morto por policiais

por Folhapress

Vocês são uma desgraça, diz Hamilton após negro ser morto por policiais
Foto: Divulgação

Hexacampeão da F-1, o inglês Lewis Hamilton usou seu perfil no Instagram nesta sexta (29) para protestar contra a violência de policiais americanos contra pessoas negras. "Vocês são uma desgraça", comentou ele, ao postar vídeo em que pessoas são agredidas por oficiais.

O motivo da manifestação do piloto foi a morte de George Floyd, 46, que detonou uma onda de protestos nos Estados Unidos, especialmente em Minneapolis, onde aconteceu o crime. Negro, Floyd foi preso na última segunda-feira (25), acusado pelo funcionário de uma mercearia de tentar pagar compras com uma nota falsa de US$ 20.

Quatro policiais participaram da operação. Um deles, Derek Chauvin, 44, ficou ajoelhado no pescoço de Floyd por 8 minutos e 46 segundos. De acordo com a acusação contra o oficial, nos 2 minutos e 53 segundos finais, o acusado não respondia mais. Ele morreu em seguida.

Chauvin foi preso e será acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar) e assassinato em terceiro grau (quando há atitude irresponsável ou imprudente). Os outros três policiais ainda são investigados.

Lewis Hamilton ainda postou uma capa da revista Time em que um jovem negro é perseguido por policiais.

A morte de Floyd na abordagem feita por policiais brancos causou revolta também em outros esportistas.

A frase "I can't breathe" (eu não consigo respirar, em inglês) estava estampada em camiseta postada pelo astro do basquete LeBron James nas redes sociais. Ela foi dita por Floyd enquanto era imobilizado por Chauvin.

Ele já havia postado duas fotografias, uma ao lado da outra. A primeira era a do policial prendendo Floyd e a outra do quarterback Colin Kaepernick, da NFL, ajoelhado em protesto durante a execução do hino americano.

"Você entende agora ou ainda é confuso para você?", questionou LeBron.

"George foi assassinado. George não era humano para aquele policial que vagarosamente e de propósito tirou a vida dele", protestou Stephen Curry, também da NBA, no Instagram, ao reproduzir a imagem do oficial ajoelhado sobre o pescoço da vítima.

O caso abalou especialmente Stephen Jackson, jogador de basquete que atuou na NBA e foi campeão com o San Antonio Spurs em 2003. Ele cresceu com Floyd em Houston, no Texas, e era amigo da vítima.

"Assistir meu amigo ser morto me destruiu. Não sou mais o mesmo depois que vi aquilo pela TV", disse.

Empresas de material esportivo também se manifestaram. A Nike divulgou vídeo em que, entre outras coisas, pede que as pessoas não virem as costas ao racismo.

Ceará é primeira equipe do Nordeste a testar jogadores; treinos devem voltar na segunda
Foto: Felipe Santos/cearasc.com

Sendo o primeiro clube do Nordeste a realizar testes de Covid-19, o Ceará iniciou os exames nesta sexta-feira (29) seguindo o protocolo de segurança para retorno dos treinos. O clube recebeu os jogadores no CT de Porangabuçu através de uma estrutura de drive-thru em toda a equipe.

 

Com previsão de retorno dos treinos na próxima segunda-feira (1), o departamento médico do Alvinegro estima que até terça (2) todos os atletas e integrantes da comissão técnica, além dos demais colaboradores do Ceará já estejam testados.

 

Além de realizarem os testes para coronavírus, a equipe também recebeu vacina para H1N1, prevenindo manifestações graves da doença enquanto o clube tenta retomar suas atividades. 

 

Em publicação feita pelo Alvinegro, foi explicado que os treinos a partir da semana que vem devem ser realizados em grupos de 4 atletas por sessão. No texto foi ressaltado ainda que, caso alguém teste positivo para Covid-19, ficará em isolamento por duas semanas.  

 

O governo do estado do Ceará anunciou na última quinta-feira (28) que o futebol está autorizado a voltar aos treinamentos, mas os jogos não devem voltar antes do dia 20 de julho.  

 

Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás foram alguns dos primeiros estados a autorizarem a volta das atividades presenciais do futebol. 

 

Aqui na Bahia, o Vitória aguarda liberação da Prefeitura de Salvador para retomar seus trabalhos em campo.

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 20:30

Atleta mais bem pago pela 1ª vez, Federer supera Messi, Ronaldo e Neymar

por Folhapress

Atleta mais bem pago pela 1ª vez, Federer supera Messi, Ronaldo e Neymar
Foto: Reprodução / Instagram

Os rendimentos dos cem atletas mais bem pagos do mundo estão menores em 2020 do que foram em 2019, segundo levantamento da revista Forbes. É a primeira vez em quatro anos que o valor caiu em relação ao período anterior.

Ao todo, esses esportistas embolsaram, nos últimos 12 meses, US$ 3,6 bilhões (cerca de R$ 19,5 bilhões), o que representa uma queda de 9% em relação ao ranking publicado em 2019.

O atleta mais bem pago do mundo em 2020 passou a ser o tenista suíço Roger Federer, 38, com US$ 106,3 milhões (R$ 576,7 milhões) antes de descontados impostos.

Federer é o primeiro tenista a ocupar a liderança na história do ranking, iniciado em 1990. Ele recebeu US$ 100 milhões de patrocínios e participações em eventos e US$ 6,3 milhões em premiações de torneios.

Em três dos últimos quatro anos, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi haviam se revezado na primeira posição. Nos últimos 12 meses, somados, eles receberam US$ 209 milhões, US$ 28 milhões a menos do que em 2019.

Pela lista da Forbes, Cristiano Ronaldo (US$ 105 milhões) está em segundo, e Messi (US$ 104 milhões), em terceiro. O único brasileiro entre os 100 é Neymar, na quarta posição (uma abaixo do que no ano passado), com rendimentos de US$ 95,5 milhões.

Os atacantes de Juventus-ITA e Barcelona-ESP tiveram redução de salários por causa da paralisação do futebol, forçada pela pandemia da Covid-19. Os principais torneios do mundo foram interrompidos na primeira quinzena de março. As ligas italianas e espanholas devem ser retomadas no próximo mês.

"A pandemia desencadeou cortes salariais para as estrelas do futebol Messi e Ronaldo, abrindo caminho para um tenista ocupar o posto de atleta mais bem pago do mundo pela primeira vez", disse Kurt Badenhausen, editor da Forbes.

Entre os cem atletas de maior rendimento no esporte profissional listados, há duas mulheres, as tenistas Naomi Osaka e Serena Williams. Enquanto a americana já esteve em outras edições do ranking da revista, a japonesa é novidade de 2020.

Com US$ 37,4 milhões, Osaka tornou-se a mulher mais bem paga da história no meio esportivo e ocupa a 29ª posição da lista. Serena é a 33ª, com US$ 33 milhões.

Os esportistas mais afetados pela pandemia, de acordo com o ranking, são os da MLB (Major League Baseball), a liga profissional de beisebol dos Estados Unidos.

Por causa do vírus, o início da temporada, marcado para o final de março, foi adiado e ainda não tem data para acontecer. O sindicato dos atletas está em um impasse na negociação do acordo coletivo com os donos de equipes, que também ameaça o torneio.

Das nove categorias de esportes analisadas pela publicação, quatro tiveram queda de receita dos atletas neste ano em relação a 2019: basquete (NBA), boxe/MMA, golfe e beisebol.

Bahia arrecadou mais de R$ 78 mil com venda de ingressos simbólicos
Foto: Reprodução / Instagram

Enquanto o futebol está parado e alguns dos maiores jogos de alguns times brasileiros são reprisados, os clubes lançaram campanhas de venda de ingressos simbólicos. O Bahia realizou a ação duas vezes, com as retransmissões da semifinal e da final do Campeonato Brasileiro de 1988, quando o Tricolor foi campeão. Com a arrecadação da venda de cópias dos ingressos originais o Bahia faturou R$ 78.950,00.

 

Dos sete clubes que já realizaram esse tipo de campanha durante a pandemia, três são do Nordeste: o Bahia, o Fortaleza e o Sport. Este último realiza a ação pela quinta vez e já arrecadou quase R$ 124 mil. 

 

O Fortaleza, assim como o Vasco, Fluminense, São Paulo e Coritiba, que também realizaram venda de ingressos, fizeram isso apenas em uma reprise. 

 

O incentivo de participação da torcida com a retransmissão dos jogos do Bahia foi para reverter o valor em doação programa "Dignidade aos Ídolos", que oferece ajuda a ex-atletas do Tricolor.

 

O diretor de marketing do Sport disse ao GloboEsporte.com que a campanha busca manter interação com a torcida. “É mais para não arrefecer o vínculo entre torcedor e clube. O Sport tem que manter a marca viva para depois que esse período passar”, explicou Rafael Soares.  

 

No ranking, também montada pelo site, o Vasco é quem lidera, até agora, o grupo com maior arrecadação, somando mais de R$ 222 mil com a reprise da Copa Libertadores em 98 contra o Barcelona-EQU pela TV Globo.

 

"Nesse momento de pandemia, principalmente no departamento de marketing, muitos pensam que ele é refém apenas do futebol ao vivo. Mas, no nosso caso, é diferente. Temos uma linha de conteúdo, principalmente nas redes sociais. Com a pandemia, demos uma ampliada e começamos a testar formatos novos", explicou o coordenador de marketing digital do Vasco, Guilherme Neto, sobre a interação da torcida com a campanha online.

Clássico entre Sevilla e Betis marca retorno do Campeonato Espanhol em 11 de junho
Foto: Reprodução / LaLiga

Com data marcada para o retorno do futebol, o clássico entre Sevilla e Betis vai abrir a volta dos jogos na Espanha. Nesta sexta-feira (29), a liga dos clubes e a federação da modalidade no país, junto com aval do Ministério do Esporte, anunciaram que o calendário do Campeonato Espanhol será retomado dia 11 de junho. 

 

A competição, paralisada devido a pandemia no dia 12 de marco, volta com o duelo entre os times da cidade de Sevilha, pela 28ª rodada do torneio. Os outros jogos deste ciclo serão realizados nos dias 13 e 14 do mesmo mês. 

 

A previsão é que o Campeonato possa ser finalizado nos dias 18 e 19 de julho, pouco mais de um mês depois e com a realização das onze rodadas que ainda restam. A federação de futebol da Espanha autorizou na última quarta-feira (27) que os jogos sejam realizados todos os dias da semana, para que o calendário seja cumprido na data prevista. 

 

As equipes espanholas estão treinando desde o início de maio, passando por quatro etapas para do protocolo de prevenção a contaminação. Na primeira semana de treinos, os jogadores precisaram fazer atividades individualmente; na seguinte, foi permitido que as atividades fossem realizadas em grupos pequenos; atualmente, na terceira fase, grupos maiores já interagem no gramado; e, na última etapa, a ser realizada na primeira semana de junho, não haverá mais restrições para os jogadores. 

 

Atualmente, o Barcelona ocupa o primeiro lugar na tabela do Campeonato com 58 pontos, seguido do Real Madrid com 56. O Sevilla e o terceiro colocado com 47 pontos. 

 

Além da Espanha, o futebol Italiano e Português também serão retomados em junho. A Premier League também pretende voltar no mesmo mês. Até agora, entre as principais ligas europeias, somente a Alemanha voltou aos jogos, no dia 15 de maio, e a França encerrou o campeonato nacional antecipadamente, declarando o Paris Saint-Germain campeão da temporada.  

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 17:30

Renault decide permanecer na F1 mesmo após anunciar corte bilionário

por Julianne Cerasoli | Folhapress

Renault decide permanecer na F1 mesmo após anunciar corte bilionário
Foto: Reprodução / Getty Images

A Renault anunciou que segue comprometida com a Fórmula 1 mesmo depois de revelar um plano para cortar 2 bilhões de euros (mais de 12 bilhões de reais) nos próximos três anos e 15.000 empregos globalmente. A montadora francesa enfrenta uma grave crise. A decisão é um alento para o mundo da F1, depois que a Williams divulgou também nesta sexta-feira (29) que o time está formalmente à venda.

Em anúncio feito nesta sexta-feira, a CEO interina da Renault, Clotilde Delbos, reafirmou que o projeto da Fórmula 1 não será afetado pelos cortes. "Já dissemos isso publicamente e podemos confirmar nossa intenção de continuar na F1. As notícias a respeito das novas regras e o teto orçamentário são muito boas para nós, já que nós investimos menos nessa área que alguns de nossos rivais, que estavam gastando muito dinheiro. Então continuaremos na F1."

Delbos se refere a Mercedes, Ferrari e Red Bull-Honda, cujos orçamentos superaram os 400 milhões de dólares nos últimos anos, enquanto a Renault, que voltou, em 2016, a ter controle da equipe com a qual foi bicampeã em 2005 e 2006, vem gastando entre 250 e 300 milhões de dólares por ano.

Além disso, um conjunto de medidas aprovado pela Fórmula 1 nesta semana melhora a posição da Renault no campeonato: como citado por Delbos, a categoria vai adotar um teto orçamentário. Cada equipe poderá gastar 145 milhões de dólares em 2021, 140 milhões em 2022 e 135 de 2023 a 2025.

Há algumas exceções que não têm a ver diretamente com performance, como os gastos com marketing, salários dos pilotos e dos três funcionários mais bem pagos, além de algumas taxas. São itens que variam muito de equipe para equipe mas, entre os grandes, calcula-se que os gastos reais fiquem em torno dos 250 milhões. Ou seja, ao contrário dos rivais, a Renault não terá de fazer tantas adaptações em seu modelo de negócio.

Em relação às regras técnicas, as novidades da F1 podem ajudar o time a diminuir a diferença de performance que tem hoje para as equipes que lutam por vitórias: a Renault foi a quinta colocada ano passado e ainda não venceu desde seu retorno ao esporte.

Também a partir de 2021, o desenvolvimento aerodinâmico será limitado de acordo com a posição de cada equipe no campeonato. Ou seja, quem tiver mais sucesso em uma temporada terá direito a menos tempo de desenvolvimento de seus carros no ano seguinte. A ideia é deixar o campeonato mais competitivo.

Por conta dessas mudanças, mesmo que a F1 deva ser fortemente atingida pela crise do novo coronavírus, pois sua receita depende diretamente do número de corridas realizadas, a avaliação da Renault é que um compromisso a médio prazo com a categoria vale a pena.

A F1 voltará às pistas com duas corridas na Áustria, nos dias 5 e 12 de julho, mas o calendário final ainda não foi definido. A tentativa é fazer de 15 a 18 provas. O calendário original tinha 22 GPs pela primeira vez em 70 anos de história.

Ex-Vitória, William Farias, defende a volta do futebol: 'Quero voltar a trabalhar'
Foto: Divulgação/ Anderson Stevens/ Sport Recife

O meia William Farias, atualmente no Sport, é a favor de que as atividades no futebol comecem a voltar. em entrevista através de live para o Portal Futebol Nordeste, o ex-Vitória comentou que não concorda que a paralisação ainda permaneça e defende que, com as devidas medidas de segurança, o esporte deveria retornar.

 

“Todo mundo está na rua, por que a gente não pode voltar? Só o jogador de futebol tem que ficar em casa. Todo mundo está na rua, ninguém está respeitando”, argumentou o jogador, considerando injusto que os atletas estejam restritos em suas residências, enquanto outra parte da população esteja saindo às ruas. 

 

“Na minha opinião, eu acho (...) que, obviamente a gente tem que ter um cuidado especial por tudo que está acontecendo”, comentou Farias. “(...) o futebol tem que ter é uma carga de funcionários reduzida, fazer o teste em todo mundo, ter o acompanhamento. Porque não é fazer e ‘Ah, não tem [o vírus], beleza’. Tem que ser feito [os testes] durante as semana”, posicionou o atleta.

 

O meia também ressalta que, se os treinos voltarem em breve, deve manter a família afastada já que estará em contato com os colegas de time. “Eu por exemplo estou em Salvador, se eu for para Pernambuco no próximo mês ou daqui uma semana, minha família não vai. Eu vou ficar sozinho, isolado, já que estou indo por uma situação onde vários atletas vão estar no mesmo ambiente que eu e não sei quais são os cuidados que eles estão tendo”, explicou. 

 

No estado de Pernambuco, onde Wiliiam Farias joga,  a Secretaria de Saúde contabilizou, até o último boletim divulgado, 30.713 contaminações e 2.566 mortes pela Covid-19.

 

O jogador ressaltou ainda sua vontade de voltar aos gramados. “(...) eu quero que volte o futebol, quero voltar a trabalhar”, finalizou. 

 

Farias joga pelo Sport desde 2019. Iniciando sua carreira no Coritiba, o meia já passou pelo Cruzeiro, jogou pelo Vitória entre 2016 e 2018 e foi para o São Paulo logo depois, antes de ser contrato pela equipe pernambucana. 

 

No Nordeste o futebol ainda não teve liberação para os treinos das suas principais equipes. O Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio e Internacional são alguns dos clubes que já estão realizando suas atividades seguindo medidas de cautela para a saúde dos jogadores e integrantes das comissões. O presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, disse que aguarda o aval do governo para aprovação do protocolo de retomada do futebol no estado.

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 15:40

Bahia de Feira aguarda posição da FBF para definir retorno aos treinos

por Leandro Aragão

Bahia de Feira aguarda posição da FBF para definir retorno aos treinos
Foto: Leandro Aragão / Bahia Notícias

O Bahia de Feira aguarda o posicionamento da Federação Bahiana de Futebol (FBF), em relação ao futuro do Campeonato Baiano, para definir o retorno aos treinos presenciais. Os jogadores do elenco seguem realizando atividades físicas em suas residências com o acompanhamento do departamento de futebol.

 

"Estamos aguardando a posição da FBF quando o retorna o campeonato. Assim que definir, nós retornaremos", resumiu o presidente do clube, Jodilton Souza, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

O Baianão foi paralisado em meados de março antes do início da oitava rodada. Faltando duas jornadas para o encerramento da primeira fase, o Tremendão ocupava a terceira colocação com 11 pontos na tabela de classificação.

 

Além do posicionamento da FBF, a diretoria do Tremendão também espera o aval das autoridades sanitárias de Feira de Santana. De acordo com o último boletim da Secretaria Municipal de Saúde, na noite desta quinta-feira (28), a cidade contabilizou 55 novos casos confirmados do coronavírus no dia. Até o momento as autoridades locais registram o total de 496 pessoas infectadas e 10 óbitos. Ao todo, foram recuperados 157 pacientes.

 

"Ainda não temos autorização das autoridades. Feira está com índice alto de casos", finalizou.

 

Além do campeonato estadual, o Bahia de Feira também vai disputar a Série D do Brasileiro neste ano. A competição ainda não tem data para começar por causa da pandemia. O time feirense foi sorteado no Grupo A6 da Série D, ao lado do conterrâneo Atlético de Alagoinhas, Caldense-MG, Gama, Palmas, Tupynambas-MG, Vila Nova-MG. O último integrante da chave será o vencedor do confronto da preliminar entre Tocantinópolis-TO e Brasiliense.

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