Artigos
O fenômeno que só a Bahia é capaz de fazer!
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
zito
A grande pendência na composição da chapa majoritária de oposição na Bahia, encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), ainda segue sendo a vice. Com isso, teorias, possibilidades e muitos nomes são aventados, inclusive com cenários políticos distintos. Apesar disso, dois nomes ganham força na casa de apostas, sendo eles o dos prefeitos de Feira de Santana e Jequié, José Ronaldo (União) e Zé Cocá (PP), respectivamente.
"Zé Ronaldo só não será vice se não quiser, mas a questão é outra". A avaliação feita por lideranças ligadas ao grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) sobre a indicação do atual prefeito de Feira de Santana para compor a chapa majoritária de oposição nas eleições de 2026 ainda possui outros ingredientes. A reportagem do Bahia Notícias apurou que um dos principais fatores seria a saída de Zé Ronaldo da gestão em Feira.
Uma pesquisa interna, segundo lideranças do grupo, deve ser realizada, buscando identificar o "impacto eleitoral" para ACM Neto na cidade, caso Zé deixe a gestão para concorrer. A ideia é avaliar se a saída de Zé Ronaldo para integrar a vice, na chapa majoritária, poderia repercutir na avaliação popular. Zé já deixou a gestão de Feira em outra oportunidade. Reeleito prefeito de Feira de Santana em 2016, Zé deixou a gestão em 2018 para concorrer ao governo da Bahia, fazendo o vice-prefeito Colbert Filho como prefeito da cidade.
Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (23), durante entrega vinculada ao governo do Estado, Zé Ronaldo ressaltou que "sabe o que quer", ao indicar já ter uma definição sobre seu apoio político. "Zé Ronaldo sabe o que quer. Zé Ronaldo tem personalidade e caráter suficiente para saber o que quer. Não mandei fazer nenhuma pesquisa. O povo de Feira de Santana me conhece. Há uma história longa de cinquenta e seis anos como servidor público [...] vou seguir minha história de vida. Agora, politicamente, eu falo mais na frente", indicou.
Com isso, quem desponta como principal nome para ser indicado ao posto é o prefeito de Jequié Zé Cocá (PP). O nome traria o peso de um político do interior, prefeito com alta aprovação em uma região importante do estado, além de "ter voto", fato apontado por aliados próximos ao ex-prefeito ACM Neto. Outro ponto seria o "desfalque" na oposição, já que o apoio de Cocá é dado por muitos como garantido à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.
Ambos os nomes também têm sido alvo do governo. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que tem buscado construir um diálogo institucional com prefeitos que não estiveram ao seu lado na eleição passada e ressaltou que os investimentos do Estado não estão condicionados a alinhamentos políticos. Segundo Jerônimo, tanto o prefeito de Jequié, Zé Cocá, quanto o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, não votaram nem fizeram campanha para ele na eleição passada, porém, ainda assim, os projetos apresentados pelas prefeituras interessam ao governo estadual.
NOMES CORRENDO
Recentemente, algumas correntes internas têm apontado para mais um nome. A indicação da prefeita de Vitória da Conquista passou a circular com força a partir de declarações dela sobre a possibilidade de deixar a gestão municipal para participar do pleito. Inclusive, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou, neste domingo (22), que Sheila Lemos é considerada "uma excelente opção" para ocupar a cadeira de vice na chapa de ACM Neto ao governo da Bahia em 2026.
Outros nomes também são mencionados, porém não despontam como favoritos. Entre eles, o do ex-prefeito de Belo Campo, Quinho (PSD) que também é uma possibilidade, além do ex-prefeito de Barreiras Zito (União). Além disso, um nome do Republicanos também sido colocado como possível indicado, buscando contemplar o partido nas eleições deste ano.
O atual prefeito de Barreiras, Zito Barbosa (União Brasil), obteve uma aprovação significativa em sua gestão. É o que aponta um levantamento da empresa Séculus Análise e Pesquisa contratado pelo Bahia Notícias. Segundo a pesquisa, o gestor que está no final de seu mandato, obteve 61,87% de aprovação da população da cidade de oeste baiano, enquanto 26,76% do eleitorado desaprovou a administração do prefeito. Outros 11,37% não souberam ou não opinaram sobre o assunto.
A pesquisa também perguntou qual a opinião dos entrevistados se a administração de Zito foi ótima, boa, regular, ruim ou péssima. Para 30,10% é boa, 26,76% é regular, 16,72% consideraram ótima, 11,71% classificaram como ruim e 6,69% definiram como ruim. Já 8,03% não opinou sobre o questionamento.

Foto: Séculus
Outro ponto do levantamento é acerca de quem o eleitor considera o grande vencedor na última eleição municipal. Cerca de 49,33% disseram ser Zito o eleito, por enquanto que 27,26% afirmaram ter sido Otoniel Teixeira (União), escolhido como sucessor de Barbosa, e que venceu as eleições de 2024 com 38,88%. Já 16,72% indicaram que considera outra liderança política como vencedora e 6,69% não sabe/não opinou.
Mais um questionamento foi a respeito se os eleitores são favoráveis a um novo projeto político de Zito, após sair da prefeitura de Barreiras. Um total de 55,18% aprova totalmente, 25,08 aprova parcialmente; 13,38% não aprova de jeito nenhum e 6,35% não sabe ou não opinou.
Já cerca de 49,83% considera que o prefeito deveria ser candidato nas eleições de 2026, por enquanto que 36,79% não apoia e 13,38% não sabe/ não opinou. Entre os cargos que o membro do União Brasil deveria se candidatar, cerca de 52,17%afirmaram que deveria ser a função de deputado federal; 15,38% deputado estadual; 18,39% outro cargo e 14,05% não sabe ou não opinou.

Foto: Séculus
O levantamento foi feito entre 21 a 22 de dezembro deste ano. A pesquisa foi realizada com pessoas de 16 anos ou mais. Foram entrevistadas 598 munícipes de Barreiras. Já o nível de confiança é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 4,0 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Quem bate o martelo é o governador".
Disse senador Jaques Wagner (PT) ao recuar do discurso após ter cravado a chapa governista para as eleições deste ano. Em entrevista nesta segunda-feira (23), durante agenda em Feira de Santana, o congressista adotou um tom mais cauteloso e afirmou que a palavra final para a formação é do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que está em viagem na Ásia.