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Moradores ameaçados por facções criminosas, famílias expulsas de suas casas e vítimas de extorsão ou violência ligada ao crime organizado poderão ter acesso a atendimento psicológico, orientação jurídica e assistência social na Bahia. A medida está prevista no Projeto de Lei (PL) 26317/2026, apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta terça-feira (9).
A proposta cria a Política Estadual de Apoio e Proteção às Vítimas da Violência Praticada por Organizações Criminosas. O texto estabelece diretrizes para acolhimento e proteção de pessoas impactadas pela atuação de facções, além de seus familiares. Autor do projeto, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) afirmou que a iniciativa busca ampliar o olhar das políticas públicas de segurança para quem sofre diretamente as consequências da criminalidade.
“A Bahia vive uma realidade preocupante, em que milhares de famílias são vítimas não apenas da violência direta das facções criminosas, mas também do medo, das ameaças e até da expulsão de suas próprias casas. Este projeto busca garantir que essas pessoas não sejam abandonadas pelo Estado”, disse ao Bahia Notícias.
Segundo o parlamentar, a proposta não cria benefícios financeiros, mas prevê mecanismos de acolhimento institucional, assistência psicológica, social e jurídica para cidadãos afetados pela violência. O PL, que cita especificamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), também prevê prioridade em programas estaduais de assistência social e habitação para famílias obrigadas a deixar suas residências por causa da atuação de organizações criminosas.
“O debate sobre segurança pública normalmente se concentra no combate aos criminosos, o que é fundamental. Mas também precisamos olhar para quem sofre as consequências dessa violência todos os dias. As vítimas precisam de acolhimento, assistência e proteção”, acrescentou Leandro.
Confira as principais medidas previstas no projeto:
- Atendimento psicológico às vítimas;
- Orientação e assistência jurídica;
- Encaminhamento para serviços de assistência social;
- Proteção institucional e acolhimento;
- Prioridade em programas habitacionais para famílias expulsas de suas residências;
- Articulação entre Estado e municípios para atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade;
- Campanhas educativas sobre os impactos da violência das facções;
- Produção de relatórios periódicos sobre os efeitos sociais do crime organizado na Bahia.
A matéria agora seguirá tramitação nas comissões temáticas da AL-BA antes de ser submetida à votação em plenário.
Um levantamento realizado pelo portal G1 com base em dados consolidados do Atlas da Violência e do Ministério da Saúde aponta que, em 2024, foram registrados 12.004 nascimentos cujas mães pertenciam à faixa etária de até 14 anos de idade. Pela legislação penal brasileira, qualquer relação sexual envolvendo menores de 14 anos é tipificada como estupro de vulnerável.
Atualmente, a lei brasileira autoriza a interrupção da gravidez em três cenários específicos: quando a gestação é decorrente de violência sexual, quando há risco de morte para a gestante ou em casos de anencefalia fetal, este último respaldado por entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
Desse modo, o índice de 5 a cada mil nascimentos mapeado em 2024 refere-se a gestações em que o aborto é legalmente permitido no Brasil.
O cenário ganha novos contornos com a decisão tomada pelo Senado Federal na terça-feira (2). A Casa aprovou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que suspende os efeitos de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), editada em dezembro de 2024.
Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado
Essa resolução estabelecia diretrizes nacionais para orientar a rede de proteção, organizar os fluxos de atendimento médico e social e garantir que crianças e adolescentes vítimas de violência tivessem o acesso ao aborto legal assegurado de forma segura.
A aprovação da suspensão pelo Senado gera forte debate entre especialistas, que alertam que a medida pode criar novos obstáculos burocráticos e práticos para que crianças grávidas em decorrência de estupro consigam realizar o procedimento previsto em lei.
Dados do Ministério da Saúde de 2025 indicam que o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 9.140 notificações de estupro contra meninas que resultaram em gravidez. Desse total de vítimas, apenas cerca de 20% conseguiram realizar o aborto legal, o que significa que 80% delas não tiveram acesso ao procedimento.
A vulnerabilidade infantojuvenil no país também é reforçada pelos indicadores do Atlas da Violência. O último levantamento do estudo identificou uma alta generalizada nas notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes entre os anos de 2023 e 2024.
Na faixa etária de 0 a 4 anos, os registros de abusos saltaram de 7.315 para 7.845 casos. No grupo de crianças e pré-adolescentes de 5 a 14 anos, as notificações subiram de 26.125 para 29.135 ocorridos, representando cerca de 66% de todos os casos de violência sexual notificados no país e consolidando esta como a faixa etária mais exposta ao crime.
Já entre as adolescentes de 15 a 19 anos, as ocorrências cresceram de 6.124 para 6.869 no mesmo intervalo. Embora o maior volume absoluto de notificações esteja concentrado na faixa de 5 a 14 anos, a primeira infância, que compreende crianças de até 4 anos de idade, foi o segmento que apresentou o crescimento proporcional.
Um acidente deixou duas pessoas mortas e outras duas feridas na madrugada deste domingo (16) na BA-381, entre Cansanção e Itiúba, na região sisaleira. A colisão frontal ocorreu na altura do km 95 da rodovia, próximo à localidade de Pesqueiro, zona rural de Itiúba.
Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, o acidente envolveu uma Honda CG Fan 160, conduzida por Larissa Silva de Jesus, 21 anos, e outra motocicleta pilotada por Vinícius dos Santos Silva, 17 anos. Larissa foi a óbito no local.
A passageira da moto, Paloma Santana de Jesus, 20 anos, foi socorrida em estado grave pelo Samu e levada ao Hospital Municipal de Itiúba. Em seguida, foi transferida para o Hospital Universitário de Petrolina (PE). Outra ocupante, Vitória Silva Batista, 11 anos, recebeu atendimento e segue estável.
Já Vinícius dos Santos Silva, que pilotava a outra motocicleta, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital.
Após o acidente, a 7ª CIPM isolou o local, sinalizou o trecho e acionou a Polícia Civil, o IML e o Departamento de Polícia Técnica.
Um levantamento preliminar aponta que a Honda CG seguia no sentido Camandaroba–Itiúba quando colidiu de frente com a moto conduzida por Vinícius, que trafegava no sentido contrário.
Uma explosão deixou duas pessoas mortas e destruiu oito casas conjugadas em Olinda (PE), na manhã deste domingo (19). Nove pessoas também ficaram feridas no incidente ocorrido no bairro de Ouro Preto. O Corpo de Bombeiros segue em busca de uma idosa cadeirante que permanece desaparecida sob os escombros.

Foto: Beatriz Castro/TV Globo
Segundo o G1, no momento do acidente, 12 pessoas estavam nas residências atingidas. A primeira vítima identificada foi Cláudio dos Anjos da Silva, de 40 anos, que morreu no local. A segunda foi José de Lima, de 67, que teve 90% do corpo queimado. Ele chegou a ser socorrido de helicóptero para o Hospital da Restauração (HR), no Recife, mas não resistiu aos ferimentos.
A mulher de José, Luzinete dos Santos Lima, de 69 anos, é cadeirante e continua desaparecida. As equipes de resgate atuam com apoio de cães farejadores para localizá-la. A explosão ocorreu por volta das 7h30. Até o momento, a causa ainda não foi esclarecida.
Em torno de 14 viaturas do Samu foram acionadas. Entre os feridos, duas crianças e uma mulher foram levadas para a UPA de Olinda. O estado de saúde das demais vítimas ainda não foi divulgado. Segundo o secretário-executivo de Defesa Civil de Olinda, coronel Carlos D’Albuquerque, uma casa vizinha será desocupada após parte de uma parede desabar sobre o telhado.
Outras residências próximas tiveram danos estruturais, mas não devem ser interditadas. A área foi isolada e permanece sob monitoramento até a conclusão das buscas.
O advogado Márcio Louzada Carpena e o piloto Gustavo Medeiros são as vítimas que morreram na queda do avião King Air F90 na manhã desta sexta-feira (7), na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. O acidente que causou a morte ainda deixou outras 6 pessoas feridas em solo. Márcio era o proprietário do avião e adquiriu o novo modelo em dezembro de 2024.
Segundo a RBS TV, Márcio era Professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) da capital gaúcha. Carpena era palestrante motivacional e viajava para diferentes municípios para promover palestras sobre mudanças de comportamento.
Ele era sócio majoritário do escritório Carpena Advogados, que tem escritórios em Porto Alegre e na cidade de Caxias do Sul. Louzada era casado e tinha três filhos menores de idade.
Nas redes sociais, o advogado tinha vários registros dentro das aeronaves com que viajava pelo país. Em uma última publicação, ele postou um vídeo no Instagram cerca de uma hora antes do acidente. O advogado estava saindo de São Paulo no jatinho, com direção a Porto Alegre.
O primeiro voo dele na aeronave ocorreu no dia 26 de dezembro de 2024. Ele fez um registrou no Instagram quando estava indo ao Uruguai, ao lado do piloto que dirigia a aeronave naquele dia.
O modelo do meio de transporte foi fabricado no ano de 1981 sendo adquirido pela empresa em nome do advogado 11 de dezembro de 2024, conforme a TV Globo.
Três irmãos foram mortos a tiros na madrugada desta quarta-feira (25) no distrito de Vera Cruz, em Porto Seguro. Um quarto ocupante do veículo, um amigo da família, ficou ferido e foi socorrido para o hospital. Um dos irmãos, morador de Vera Cruz, trabalhava como motorista de lotação, enquanto outro residia em Porto Seguro. Antônio Marcos, que morava em São Paulo, estava visitando a família para passar o fim de ano.
Segundo informações da polícia ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias, as vítimas, identificadas como Adailton Paula da Silva, 49 anos, Ademilton Paula da Silva, 47, e Antônio Marcos dos Anjos, 42, podem ter sido alvos de um ataque por engano, durante um tiroteio entre facções rivais na região.
Segundo relatos de testemunhas, um grupo de cerca de oito criminosos, fortemente armados e com os rostos cobertos, disparava indiscriminadamente na rua, intimidando os moradores e transeuntes. O veículo em que as vítimas estavam foi atingido por diversos disparos, e os ocupantes, que não tinham envolvimento com o crime, acabaram sendo atingidos.
O amigo que sobreviveu ao ataque relatou à polícia que se fingiu de morto para escapar dos disparos. Ele contou que, após ser atingido, se deitou no banco traseiro e se cobriu com o corpo de outro ocupante do veículo.
A polícia investiga o caso e busca identificar os autores do crime. O episódio chocou a comunidade local e gerou grande repercussão nas redes sociais.
Os corpos de todas as vítimas do acidente rodoviário na BR-116, em Teófilo Otoni (MG), neste sábado (21), serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte. Após a identificação, eles vão ser liberados para as famílias.
Até o momento, o número de mortes no acidente é de 38. No entanto, segundo a Polícia Civil, o total de óbitos só será definido após a identificação de todas as vítimas.
Inicialmente, os corpos foram encaminhados para o posto do IML em Teófilo Otoni, e uma equipe chegou a se deslocar ao município para ajudar nos trabalhos. No entanto, a Polícia Civil decidiu concentrar o trabalho de identificação em Belo Horizonte.
O acidente ocorreu na madrugada deste sábado. Segundo informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF), um granito se soltou de uma carreta e atingiu um ônibus que vinha na direção oposta, provocando um incêndio no coletivo.
Prestes a completar 44 anos de fundação, a Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar) tem mais uma marca a celebrar. Desde janeiro deste ano, a corporação não registra óbitos por afogamentos em sua área de atuação, que compreende toda a extensão de orla atlântica entre as praias do Jardim de Alah e Ipitanga (Lauro de Freitas).
Entre janeiro e junho deste ano, a Salvamar contabilizou 473 ocorrências de salvamento a banhistas por afogamentos não fatais, cerca de uma centena de casos a menos que o número registrado em mesmo período do ano anterior. Além disso, foram registradas no período 39.461 ações de prevenção; devolução de 77 crianças perdidas aos pais; 64 auxílios em via pública e na faixa de areia; 10 intervenções por causa de aparições de animais marinhos; 83 palestras; nove queimaduras por caravelas; um resgate de cadáver por ocorrência diversa e 2.059 pulseiras de identificação distribuídas.
O coordenador da Salvamar, Kailani Dantas, celebra o dado histórico e reforça a necessidade de manter a qualidade e o ritmo intenso na atuação da unidade. “Estamos há 5 meses sem óbito por afogamento no trecho que a Salvamar atende. Isso é fruto de um esforço muito grande de todos os agentes de salvamento marítimo. São profissionais qualificados e treinados tanto psicologicamente como fisicamente para atender a população da forma mais positiva possível, inibindo a ocorrência de óbitos e diminuindo a quantidade de afogamentos”, afirmou.
De acordo com Dantas, o trabalho preventivo é essencial para o processo de salvamento aquático. “O Salvamar vem trabalhando de forma preventiva, evitando que o afogamento aconteça de forma a sinalizar as praias de forma a trabalhar na beira da praia, sempre chamando a atenção das pessoas, explicando e ensinando onde se deve ou não tomar banho. Então, é um marco é realmente histórico para toda a Salvamar, para a Prefeitura , e para a Secretaria de Ordem Pública. É realmente um marco esse dado positivo de um grupamento coeso e trabalhador”, diz.
Cinco tripulantes que estavam no submarino que desapareceu desde o último domingo (18) tiveram a morte confirmada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos e pela empresa OceanGate, nesta quinta-feira (22).
A confirmação aconteceu após os destroços serem encontrados encontrados nesta quinta.
Shahzada Dawood, Suleman Dawood, Hamish Harding, Paul- Henry Nargeolet e Stockton Rush eram as vítimas que estavam na embarcação.
Stockton Rush era o diretor-executivo e sócio da OceanGate, a empresa responsável por embarcações submersíveis para exploração e turismo em alto-mar, como nos destroços do Titanic.
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Stockton Rush - Foto: Reprodução/OceanGate
O empresário participou do desenvolvimento das embarcações submersíveis da OceanGate, entre elas o Titan, o submarino que desapareceu.
Como editor-executivo, ele era a principal autoridade da empresa, responsável para as operações, direção estratégica e parcerias.
Hamish Hardin é um bilionário que fundou e, hoje, é dono da Action Aviation, uma organização especializada em serviços de aviação e aeroespaciais. O bilionário estudou ciências naturais e engenharia química em Cambridge. Ele era também aviador e tinha licença de piloto de transporte aéreo também de jatos e paraquedista.
Hardin chegou também a trabalhar em uma empresa de turismo que levava pessoas à Antártica, onde fez muitas viagens ao Polo Sul.
Em 2022, ele também se aventurou e viajou com a empresa Blue Origin, de Jeff Bezos, para o espaço.
Hamish Harding - Foto: Reprodução Facebook
Outro tripulante que estava no submarino era Shahzada Dawood. Ele era vice-presidente de uma das maiores organizações do Paquistão, a Engro Corporation, que tem investimentos em fertilizantes, fabricação de veículos, energia e tecnologias digitais.
Ele vivia no Reino Unido com a mulher e dois filhos. Suleman Dawood, seu filho do empresário paquistanês, também morreu na tragédia.

Shahzada Dawood e Suleman Dawood - Foto: Reprodução Redes Sociais
Paul-Henry Nargeolet é outra vítima que morreu na embarcação. Ele é ex-comandante da Marinha Francesa. Paul é considerado o principal especialista no naufrágio do Titanic. O francês é diretor de pesquisa subaquática de uma empresa que possui os direitos sobre os destroços do Titanic.

Paul-Henry Nargeolet - Foto: Reprodução/LinkedIn
A Ocean Gate cobrou US$ 250 mil (R$ 1,19 milhão) de cada uma das vítimas, para um lugar na expedição.
Uma quadrilha especializada em aplicar o “Golpe do Amor”, que fez mais de 400 vítimas espalhadas pelo Brasil, conseguiu roubar ao menos R$ 17 milhões, mostra sentença do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Neste mês, o TJ-SP condenou 19 pessoas do bando a penas que variam de oito a 19 anos de prisão, em regime inicial fechado. Elas respondem por crimes de extorsão, estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, cometidos entre 2017 e 2020. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Investigadores, no entanto, acreditam que mais 190 golpistas integrem a quadrilha, formada por diferentes núcleos, cada um com função definida. Também estimam que o bando fez ao menos 2 mil vítimas e conseguiu roubar R$ 100 milhões no “Golpe do Amor”.
Normalmente, o criminoso aborda a vítima via rede social, se passa por estrangeiro e narra histórias de vida falsas. Os golpistas fingem ser desde viúvos precisando de ajuda a ricaços benfeitores e até militares destacados para missões internacionais contra o terrorismo.
As crianças assassinadas durante o ataque contra uma creche em Blumenau, no estado de Santa Catarina, começaram a ser enterradas no município no final da manhã desta quinta-feira (6). Ao todo, três das quatro vítimas serão sepultadas durante as cerimônias que estão previstas para terminar pela tarde.
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Os corpos das vítimas foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) ainda na quarta-feira, após os exames necessários para a investigação do crime.
O ataque aconteceu na manhã da última quarta-feira (5), quando um homem invadiu a creche e agrediu as crianças com uma machadinha. Quatro morreram e cinco ficaram feridas. Um suspeito se entregou à Polícia Militar e foi preso.
Os dados de vítimas e testemunhas ameaçadas ou em situação de risco serão protegidos no estado, a partir de uma parceria do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), as Corregedorias de Justiça, o Ministério Público (MP-BA) e a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA). De acordo com o ato conjunto, a autoridade policial, no âmbito do inquérito policial, ou o membro do Ministério Público, em procedimento investigatório criminal, deverá atribuir sigilo máximo ao procedimento, quando identificar que a vítima ou a testemunha de crime esteja ameaçada ou em situação de risco.
A determinação considera a Resolução n. 427, de 20 de outubro de 2021, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que amplia a proteção a vítimas e testemunhas por meio da proteção à sua identidade, ao seu endereço e aos seus dados qualificativos. Também considera o art. 3º da Resolução CNJ n. 427/2021, que recomenda aos tribunais celebrar acordos de cooperação ou editar atos normativos conjuntos com os Ministérios Públicos e com as Polícias para regulamentar a proteção dos dados qualificativos das vítimas e das testemunhas, também, no âmbito dos procedimentos investigativos. Além do mais, considera o art. 217 do Código de Processo Penal e a adoção do Processo Judicial Eletrônico (PJe) pelo TJ-BA e do Procedimento Policial Eletrônico (PPe) pela Polícia Civil do Estado.
Os dados qualificativos e os endereços da vítima ou da testemunha serão registrados, unicamente, em documento apartado, no formato PDF. Ao receber o procedimento, a autoridade judiciária competente poderá determinar o sigilo dos dados qualificativos e dos endereços das vítimas ou das testemunhas, os quais serão lançados em documento apartado, conforme funcionalidade própria do PJe. A intimação de vítima ou testemunha, cujos dados estejam em sigilo, poderá ser realizada por meio de mandado sigiloso ou contato telefônico. Os mandados de intimação de vítimas ou testemunhas ameaçadas deverão ser confeccionados de modo a impedir a visualização dos dados qualificativos, salvo pelo oficial de justiça responsável pela diligência, que não deverá consignar quaisquer dados ou endereços não publicizados na certidão não protegida nos autos. Fica garantido o acesso ao Ministério Público e à defesa do réu aos dados qualificativos das vítimas e das testemunhas, mediante requerimento. Na hipótese de os oficiais de justiça constatarem, durante a realização da diligência, que a presença do réu na sala de audiência causará humilhação, temor ou sério constrangimento às vítimas e às testemunhas, deverão certificar tal circunstância e informá-la ao juízo.
Na hipótese de a presença do réu causar humilhação, temor ou sério constrangimento à testemunha ou à vítima, de modo que prejudique a verdade do depoimento, o magistrado responsável deverá adotar as providências necessárias para evitar contato direto entre eles, antes da sessão, bem como durante e após a realização da audiência. O ato foi editado no dia 28 de dezembro de 2022 e passa a ter validade agora neste mês de março.
Ondas gigantes atingiram o palco e interrompeu um show da banda "Seventeen" na praia de Tanjung Lesung, na Indonésia, onde um tsunami provocou mais de 222 mortes e 843 feridos (veja aqui). De acordo com o G1, um vídeo exibido pela CNN e emissoras asiáticas mostram o momento em que a onda atinge o palco e o público.
VIDEO: The moment there was pandemonium after wave crashes into concert at resort in western Java, while Indonesia's #SeventeenBand was performing https://t.co/fIOrsZYUP6
— Channel NewsAsia (@ChannelNewsAsia) 23 de dezembro de 2018
Warning: Some might find this video distressing. pic.twitter.com/Z589A0KuF2
Na manhã deste domingo (23), o vocalista do grupo, Riefian "Ifan" Fajarsyah, publicou um vídeo em que confirma a morte do baixista e de um produtor da banda, além do desaparecimento de outros integrantes. Também há espectadores entre as vítimas. A banda se apresentava em um resort, durante uma festa de final de ano da concessionária de energia elétrica Perusahaan Listrik Negara.
A causa do tsunami ainda está sendo investigada. No entanto, até o momento, é provável que a causa tenha sido decorrente da erupção do vulcão Krakatoa.
A atriz francesa Catherine Deneuve, que recentemente foi uma das signatárias de um manifesto que defendia o direito dos homens “de importunar” as mulheres (clique aqui e saiba mais), pediu desculpas às vítimas de assédio sexual. "Eu saúdo fraternalmente todas as vítimas de atos odiosos que possam ter se sentido agredidas por esse artigo no 'Le Monde', é a elas, somente, que apresento as minhas desculpas", diz texto publicado no jornal francês “Libération”. A retratação vem após as duras críticas de grupos feministas, que rebateram o conteúdo do manifesto, afirmando que “não existe o direito de importunar” (clique aqui).
Depois que a atriz e cantora Björk revelou ter sido assediada por um diretor dinamarquês durante as filmagens de um filme, a acusação recaiu sobre Lars von Trier. Em nome do cineasta, seu parceiro comercial Peter Aalbaek negou o assédio. "Tanto quanto eu lembro, fomos vítimas. Essa mulher era mais forte do que Lars von Trier e eu e nossa companhia juntos", retrucou em entrevista ao jornal dinamarquês.
O cineasta dirigiu "Dançando no Escuro" (2000), que foi protagonizado por Björk. No relato publicado no domingo (15), no Facebook, a islandesa disse que quando houve o assédio, ela desviou e foi castigada pelo diretor, que instigou na equipe a imagem de que ela era a pessoa "difícil" no estúdio (saiba mais aqui). Primeiro trabalho de Björk no cinema, mesmo com os prêmios e indicações conquistadas, ela prometeu nunca mais voltar a atuar depois do longa-metragem.
Produtor de filmes como "Pulp Fiction", "Gênio Indomável", "Shakespeare Apaixonado" e "Django Livre", Harvey Weinstein é acusado de assédio sexual por várias mulheres. Uma das vítimas é a atriz Ashley Judd, segundo informações do The New York Times. De acordo com a publicação, Ashley já havia relatado o caso há dois anos, sem citar o produtor. Ela contou que há 20 anos, ele a convidou para um hotel em Beverly Hills e ela o encontrou apenas de roupão, pedindo para que ela lhe fizesse uma massagem ou assistisse a ele tomando banho. "Eu disse 'não' de muitas maneiras e várias vezes, e ele sempre voltava com uma nova pergunta. Havia sempre essa negociação coercitiva", relatou a atriz, que disse pensar: "Como eu saio daqui o mais rápido possível sem me indispor com Harvey Weinstein?". Todas as vítimas entrevistadas pelo jornal tinham entre 20 e 40 anos quando foram assediadas. Elas explicam que não denunciaram o empresário por falta de testemunhas e também por medo dele revidar, já que o produtor é um homem influente no meio do cinema.
Fundador da Miramax e da Weinstein Company, ele faz campanhas para prêmios, consegue roteiros, papéis, acordos e propagandas, segundo informações do jornal americano. O The New York Times ouviu antigos e atuais funcionários do produtor, além de membros da indústria de Hollywood. "Há um ambiente tóxico para mulheres nesta empresa", diz o trecho de um documento encontrado por Lauren O'Connon, colega de uma mulher assediada em 2014.
A matéria aponta que as acusações contra o empresário existem há cerca de três décadas e, neste tempo, ele fez pelo menos oito acordos com mulheres. Alguns foram com uma jovem assistente de Nova York, em 1990; com uma atriz, em 1997; com outra assistente em Londres, em 1998; com uma modelo italiana, em 2015; e com Lauren. Antigo presidente da Miramax, Mark Gill também falou sobre a situação nos bastidores. "De fora, tudo parecia de ouro – os Oscars, o sucesso, o impacto cultural marcante. Mas por trás de tudo, era uma bagunça, e [o tratamento de Weinstein para com mulheres] era a maior bagunça de todas", relatou.
Em resposta, Weinstein enviou um comunicado ao jornal em que afirma ter contratado terapeutas para se tratar. Ele diz também que vai se licenciar do trabalho para lidar com o problema diretamente. "Eu atingi a maioridade nos anos 60 e 70, quando todas as regras sobre comportamento e locais de trabalho eram diferentes. Essa era a cultura naquela época. Desde então, aprendi que isso não é uma desculpa, nem no ambiente de trabalho ou fora dele. Para ninguém. Percebi há algum tempo que precisava ser uma pessoa melhor, e as interações com as pessoas com as quais trabalho mudaram. Entendo que a maneira que me comportei com colegas no passado causou muita dor, e peço sinceras desculpas por isso", diz em um trecho do texto, traduzido pelo PapelPop. Apesar da declaração, um dos advogados de Weinstein disse que ele vai processar o jornal, alegando que a matéria usa depoimentos falsos, com base em boatos. A equipe garante ainda que "todo o dinheiro" do processo que ainda nem começou a tramitar "será doado para organizações de mulheres".
Após ter sido criticado pelo irmão Liam, por não ter comparecido ao show beneficente organizado por Ariana Grande para ajudar as famílias das vítimas do atentado em Manchester, Noel Gallagher se redimiu, doando os direitos autorais da música “Don’t Look Back in Anger” para esta causa. A informação é do site especializado Pitchfork. A canção ficou marcante, porque uma multidão a cantou espontaneamente para homenagear as vítimas, em frente à Manchester Arena, onde ocorreu o incidente. De acordo com informações da Rolling Stone Brasil, o anúncio sobre a doação teria sito feito pelo apresentador britânico Gordon Smart, na Radio X, antes até do show beneficente. “Acho que essa não é uma informação pública, porque ele nunca falaria sobre isso, mas descobri que assim que ‘Don’t Look Back in Anger’ foi cantada em homenagem às vítimas, ele [Noel Gallagher] se certificou de que todos os direitos autorais seriam repassados para as famílias. E isso aconteceu antes do anúncio de qualquer show”, disse Gordon Smart.
Relembre a canção:
O show beneficente “One Love Manchester”, realizado por Ariana Grande em homenagem às vítimas do atentado ocorrido em maio em Manchester (clique aqui), será transmitido ao vivo pelo Twitter, neste domingo (4). O show, que contará com convidados especiais, como Justin Bieber, a banda Coldplay e a cantora Katy Perry, poderá ser acompanhado a partir das 15h no horário de Brasília, no perfil de Ariana Grande (@ArianaGrande) e também pelo @TwitterLive.
Ariana Grande incorporou uma mensagem de apoio aos familiares das vítimas do atentado em Manchester aos clipes. Nesta segunda-feira (23) um ataque com bomba vitimou 22 pessoas durante um show da cantora no Reino Unido (lembre aqui). Em referência à tragédia, que abalou a artista emocionalmente, uma mensagem foi inserida no início de cada clipe. “Nossos pensamentos estão com as vítimas e com as famílias de todos os afetados com o ataque em Manchester”, diz a nota.

No Instagram, Ariana publicou uma frase nesta terça-feira (23) lamentando o ocorrido: “Despedaçada. Do fundo do meu coração, eu realmente sinto muito. Eu não tenho palavras”, escreveu. Confira a novidade no clipe de "Side To Side", lançado em agosto do ano passado:
Confira o vídeo do momento:
As cantoras Maria Gadú, Tulipa Ruiz e Mariana Aydar realizam um show beneficente “SouMinasGerais, em São Paulo, nesta segunda-feira (21), em prol das vítimas e regiões atingidas pelo rompimento de barragens da Samarco em Mariana. As cantoras ainda recebem artistas como Ney Matogrosso, Emicida, Filipe Catto, Thiaguinho, Ana Cañas, Céu, Tiago Iorc, Paulo Miklos, Nando Reis, Marina Lima e Fafá de Belém. Toda a verba arrecadada com a venda de ingressos será direcionada a um fundo gerenciado pelo Greenpeace. O dinheiro será utilizado na recuperação das áreas degradadas da bacia do Rio Doce, por meio de financiamento de pesquisas, realojamento de moradores e distribuição de filtros. O show é uma iniciativa do coletivo Sou Minas Gerais, que, no início do mês, realizou uma edição filantrópica em Belo Horizonte. De acordo com Maria Gadú, responsável pelo evento desta segunda, os próprios artistas e organizadores arcaram com os custos logísticos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.
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