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Os irmãos Joesley Batista e Wesley Batista são proprietários de poços de petróleo na Venezuela desde 2024. O grupo J&F, controlado pelos irmãos é responsável por operar um poço no setor com operação limitada. Segundo a BP Money, parceira do Bahia Notícias, a entrada da empresa no segmento de exploração de petróleo no país ocorreu de forma discreta.
Não foram descobertas ainda informações sobre volumes produzidos, parceiros locais ou projeções financeiras do negócio. De acordo com a reportagem, parte das informações não foi divulgada por sigilo diplomático imposto pelo Itamaraty sobre assuntos e comunicações oficiais acerca do tema.
Conforme a publicação, Joesley esteve em Caracas em novembro, durante uma visita que foi além do setor empresarial. Ele chegou a ser recebido pelo presidente Nicolás Maduro, durante um momento de forte tensão internacional.
Relatos de interlocutores indicaram que Joesley tentou convencer Maduro a deixar o poder antes de uma possível ação dos Estados Unidos e de Donald Trump, como ocorreu no último sábado (3). O contato e relação direta entre Batista e Madura foi considerado uma prova de prestígio e influência. O investimento da J&F no país seria para aumentar a exposição do grupo a um ambiente de elevada incerteza institucional.
Além disso, serviria também para que fosse mantido informações que seriam cruciais para o mercado, analistas e autoridades de controle.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.