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A crise política entre Uefa e Fifa pode atingir diretamente o Mundial de Clubes de 2029. O presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin, e Nasser Al Khelaïfi, presidente da Associação Europeia de Clubes, têm uma reunião marcada em Salzburgo para discutir nesta semana os próximos passos da oposição à gestão de Gianni Infantino.
Segundo a rádio britânica talkSPORT, um dos pontos em debate será a possibilidade de os principais clubes europeus abandonarem a próxima edição do Mundial de Clubes. A medida, se avançar, representaria um golpe esportivo e comercial para a Fifa, já que as equipes do continente concentram parte importante do apelo global da competição.
Nos bastidores, a discussão ainda não é tratada como decisão formal. De acordo com o jornal espanhol AS, ainda não existe um acordo fechado entre a Fifa e a entidade que representa os clubes europeus para a realização do Mundial de Clubes de 2029. Por isso, a ideia de boicote permanece, neste momento, no campo da pressão política e da especulação.
O ambiente, porém, é de desgaste crescente. Clubes europeus têm procurado a associação para reclamar de pendências relacionadas ao Mundial de Clubes de 2025, especialmente sobre pagamentos de participação e valores do mecanismo de solidariedade. A demora aumentou a insatisfação com a Fifa e fortaleceu o discurso de que a entidade precisa dar mais transparência às receitas e repasses do torneio.
A tensão ganhou força depois da tentativa de Infantino de criar uma nova estrutura comercial para administrar ativos da Fifa. O projeto, chamado FIFA Forward Enterprise, previa transferir direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria para uma subsidiária que poderia receber investimento privado.
A proposta incluía a venda de 20% da nova operação para a Thrive Capital, empresa comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano gerou reação imediata de dirigentes, federações e confederações, que acusaram a Fifa de tentar transformar a Copa do Mundo e outros torneios em produtos controlados parcialmente por investidores.
Diante da pressão, Infantino recuou e retirou a proposta. O desgaste, no entanto, não terminou com o fim do projeto. A crise passou a atingir diretamente a liderança do presidente da Fifa, que busca a reeleição em 2027.
A Uefa assumiu a linha de frente da resistência. As 55 federações europeias aprovaram posição unânime de boicote a competições organizadas pela Fifa caso a proposta de venda dos ativos comerciais avançasse. A reação expôs o isolamento de Infantino dentro do futebol europeu e abriu caminho para uma articulação mais ampla contra sua permanência no cargo.
O movimento também chegou às federações nacionais. País de Gales, Inglaterra, Finlândia, Romênia e Sérvia aparecem entre as associações que já sinalizaram que não apoiarão Infantino na próxima eleição. A Alemanha também demonstrou resistência, enquanto a Noruega é apontada como outra federação inclinada a votar contra o dirigente.
A eleição para a presidência da Fifa está marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Infantino já afirmou que pretende disputar a reeleição, mas a crise envolvendo o FIFA Forward Enterprise transformou o processo em uma disputa mais aberta do que se imaginava meses atrás.
Nesse contexto, a aproximação entre Uefa e clubes europeus tem peso estratégico. Uma oposição apenas das federações já cria desgaste político. Uma eventual adesão dos clubes, porém, teria potencial de afetar a viabilidade esportiva e comercial do Mundial de Clubes.
O torneio de 2025 foi tratado por Infantino como um dos principais projetos de sua gestão. A competição reuniu 32 equipes e abriu caminho para a tentativa de transformar o Mundial em um produto global mais rentável. Sem os principais clubes europeus, a edição de 2029 perderia força de mercado, audiência e relevância técnica.
Pressionado por todas as confederações continentais de futebol, Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), utilizou o Instagram nesta segunda-feira (2) para expor seis federações que contrariam suas entidades máximas para se colocarem a favor do mandatário, que vê sua posição ameaçada após anunciar o plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
Entre os apoiadores, não se destaca nenhum país com grande relevância no meio do futebol. As federações que se opuseram à Uefa e à Concacaf, que encabeçam o boicote às competições da FIFA, são: Marrocos, Catar, Kuwait, Emirados Árabes, Butão e Sri Lanka.
Dos listados, apenas Marrocos possui tradição no futebol. A seleção masculina ocupa o sexto lugar no ranking e se organiza para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2030, além de sediar o Congresso da FIFA do ano que vem.
O Catar foi o país-sede da Copa de 2022, mas sua seleção é a 59ª do mundo. Todos os outros países que apoiaram Infantino publicamente possuem seleções masculinas ainda menos expressivas. A dos Emirados Árabes é apenas a 68ª, seguida por Kuwait (133º), Sri Lanka (187º) e Butão (192º).
BUSCA DE APOIO NOS EUA
Apesar da participação da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) na oposição, segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da FIFA buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar a força política no cargo.
QUEDA DA FIFA FORWARD ENTERPRISE
Ainda segundo a publicação do jornal norte-americano, Infantino se sente isolado após a repercussão negativa do projeto Fifa Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.
O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.
A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.
A crise em torno de Gianni Infantino ganhou um novo componente político nesta segunda-feira (3). Segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da Fifa buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar força política no cargo.
A informação foi publicada em meio a uma escalada de desgaste dentro da própria Fifa. Infantino, segundo o jornal, se sente isolado após a repercussão negativa do projeto FIFA Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.
O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.
A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.
Ainda segundo o New York Post, Infantino tentou falar diretamente com Donald Trump por telefone mais de uma vez desde o colapso do plano, mas não conseguiu contato com o presidente norte-americano.
A versão sobre uma conversa marcada com Marco Rubio, no entanto, foi contestada pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, a secretaria adjunta de Estado para Assuntos Públicos afirmou em publicação no X que não havia planos para uma ligação entre Rubio e Infantino na manhã desta segunda-feira.
A crise também provocou fissuras internas na Fifa. Kevin Lamour, diretor de operações da entidade, afirmou à Associated Press que se sentiu “enganado” pelas ações de Infantino, por não ter conhecimento das tratativas conduzidas nos bastidores.
O desgaste se ampliou depois que a Uefa reagiu de forma dura à proposta. A entidade europeia aprovou, de maneira unânime, uma posição de boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse. A medida incluiria torneios de seleções e poderia atingir até mesmo a Copa do Mundo masculina de 2030, marcada para Espanha, Portugal e Marrocos.
A possibilidade de boicote aumentou a pressão sobre Infantino, especialmente porque dois países europeus serão sedes do Mundial de 2030. Em caso de ruptura, seleções e estrelas do continente ficariam fora de torneios da Fifa, cenário considerado sem precedentes na história recente do futebol.
Nos bastidores, a liderança do presidente da Fifa passou a ser questionada de forma mais aberta. O New York Post afirma que dirigentes contrários a Infantino passaram a articular um movimento interno apelidado de "Project Kill The Monster", com o objetivo de enfraquecer ou retirar o dirigente do comando da entidade.
O episódio também ocorre em momento decisivo para o futuro político de Infantino. O dirigente suíço-italiano, de 56 anos, mira a permanência no cargo em um novo ciclo, mas o fracasso do FIFA Forward Enterprise abalou parte do apoio que sustentava sua liderança.
A Fifa ainda não comentou oficialmente a reportagem. A Casa Branca também não respondeu de imediato aos pedidos de manifestação citados pela Reuters.
Gianni Infantino recuou. Após dias de pressão política, críticas de confederações e desgaste interno, o presidente da Fifa anunciou nesta sexta-feira (31) que não dará continuidade ao projeto que previa a abertura de uma participação comercial em uma nova empresa ligada aos principais torneios da entidade.
A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, havia sido apresentada como uma forma de ampliar recursos para federações nacionais e fortalecer programas de desenvolvimento do futebol. Na prática, o plano permitiria a entrada de investidores privados em uma subsidiária responsável por reunir operações comerciais e eventos da Fifa, incluindo competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.
A reação foi imediata. Uefa, AFC e Concacaf se posicionaram contra o projeto, enquanto outras confederações passaram a convocar reuniões internas para discutir o tema. A Conmebol também tratou a proposta na última sexta, o que aumentou o isolamento político da iniciativa defendida por Infantino.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o presidente da Fifa afirmou que o projeto nasceu com a intenção de fortalecer as associações filiadas, especialmente em países com maior necessidade de apoio. Ele ressaltou, porém, que a proposta só avançaria se tivesse respaldo da maioria das federações e fosse submetida a um processo de consulta.
"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário", afirmou Infantino.
O dirigente reconheceu que a repercussão em torno da proposta tornou o ambiente insustentável para a continuidade do plano.
"Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação. Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade", completou.
A desistência ocorreu, inclusive, no mesmo dia em que Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-executivo do Goldman Sachs, Cordeiro classificou a proposta como um mau negócio para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte.
O FIFA Forward Enterprise previa a criação de uma nova subsidiária controlada pela Fifa, mas aberta a participação minoritária de investidores externos. A entidade defendia que manteria o controle sobre decisões esportivas, calendário, competições e governança, enquanto usaria os recursos captados para ampliar o repasse às federações.
Pelo desenho divulgado anteriormente pela Fifa, cada associação nacional poderia receber US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030, valor superior aos US$ 8 milhões previstos atualmente. A entidade também projetava crescimento gradual dos repasses nos ciclos seguintes.
A resistência, no entanto, se concentrou no risco de transformar os principais ativos comerciais do futebol mundial em produto financeiro para investidores privados. A Uefa foi a primeira confederação a elevar o tom contra a proposta e chegou a ameaçar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.
Com a recuada, Infantino agora tenta reorganizar a relação com as confederações e federações filiadas. No comunicado, o presidente afirmou que pretende reunir novamente as partes interessadas nos próximos dias e semanas para discutir alternativas de crescimento do futebol mundial.
"Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio", disse.
Confira a nota oficial da Fifa e de Gianni Infantino:
"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. E, mais importante, desde o início deixamos claro que isso só seria feito se houvesse o apoio da maioria das Associações-Membro da FIFA e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as demais partes interessadas.
Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação.
Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade.
Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio."
Após quase dois dias sem se manifestar, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) quebrou o silêncio sobre a proposta da Fifa (Federação Internacional de Futebol) de criar uma empresa subsidiária destinada a gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições – entre elas, as Copas do Mundo Feminina e Masculina. A Conmebol era a última confederação continental a se pronunciar sobre o assunto.
Em nota oficial divulgada na tarde desta terça-feira (31), a entidade afirmou que a prioridade da organização sempre será o futebol, desde os valores até a paixão que o torna o “esporte mais popular do mundo”.
A Conmebol explicou que, após tomar conhecimento da proposta apresentada pela Fifa em relação ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), seguindo os procedimentos institucionais, iniciou um processo de consulta junto às suas associações-membro e convocou uma reunião de seu Conselho.
Sem divulgar o resultado do encontro, a entidade anunciou que solicitou à Fifa informações e esclarecimentos adicionais sobre diversos aspectos relacionados ao escopo, estrutura, governança e possíveis efeitos do FFE.
Segundo a Conmebol, entende-se que o desenvolvimento do futebol exige decisões comerciais e financeiras. No entanto, essas decisões devem sempre servir ao esporte e nunca se sobrepor à sua essência. “O futebol vem sempre em primeiro lugar”, escreveu.
“A Conmebol continuará a agir com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio de canais institucionais e dos princípios da boa governança”, finalizou.
OUTRAS CONFEDERAÇÕES SE PRONUNCIARAM
Até a noite desta quinta-feira (30), a Conmebol era a única entidade continental que ainda não havia se manifestado sobre a pauta.
A Uefa (Europa) promoveu um boicote aos torneios da Fifa enquanto o plano não for abolido. A Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) rejeitou totalmente a proposta. A AFC (Ásia) criticou o processo pela ausência de consulta prévia. Já a CAF (África) e a OFC (Oceania) convocaram reuniões para avaliação, sem ter divulgado os resultados finais até o momento.
CONFIRA A NOTA DA CONMEBOL NA ÍNTEGRA
"A Conmebol reafirma que sua prioridade será sempre o futebol: seus valores, seu pessoal e a paixão que o torna o esporte mais popular do mundo.
Entendemos que o desenvolvimento do futebol exige decisões comerciais e financeiras. No entanto, essas decisões devem sempre servir ao esporte e nunca se sobrepor à sua essência.
O futebol vem sempre em primeiro lugar.
Após tomar conhecimento da proposta apresentada pela Fifa em relação ao projeto FFE, e em conformidade com seus procedimentos institucionais, a Conmebol iniciou um processo de consulta junto às suas associações-membro e convocou uma reunião de seu Conselho com o único propósito de analisar e avaliar a referida proposta com a responsabilidade e o rigor que o assunto exige.
Com esse objetivo, a Conmebol solicitou à Fifa informações e esclarecimentos adicionais sobre diversos aspectos relacionados ao escopo, estrutura, governança e possíveis efeitos do projeto FFE.
A Conmebol continuará a agir com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio de canais institucionais e dos princípios da boa governança.
A Conmebol apela à união em toda a família do futebol e a que o futebol seja sempre colocado acima de qualquer outro interesse."
A pressão sobre Gianni Infantino ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (31). Carlos Cordeiro, um dos principais assessores do presidente da Fifa, renunciou ao cargo em protesto contra o plano da entidade de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela federação internacional.
Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, Cordeiro estava na Fifa desde 2021. A saída foi anunciada por meio de um comunicado publicado no LinkedIn, no qual ele afirmou ter deixado a função com efeito imediato.
A proposta em discussão prevê a criação de uma empresa para administrar ativos comerciais de torneios da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes. A ideia seria abrir parte dessa estrutura a investidores privados, em uma operação que poderia levantar bilhões de dólares.
Cordeiro afirmou que não participou da elaboração do projeto e disse ser contrário à medida. Para ele, a Fifa não deveria abrir mão de uma fatia de seu principal ativo comercial.
"Não posso permanecer de braços cruzados enquanto a Fifa considera vender uma participação na Copa do Mundo", declarou.
No comunicado, o ex-dirigente classificou a proposta como um "mau negócio" para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte. Ele também questionou a falta de respostas sobre pontos centrais da operação, como governança, supervisão, beneficiários e impactos de longo prazo.
A crítica ganhou peso por causa do histórico de Cordeiro no mercado financeiro. Além da carreira no futebol, ele trabalhou por mais de três décadas no setor bancário. No texto, o ex-assessor argumentou que a Fifa já tem capacidade financeira suficiente para investir no desenvolvimento do esporte sem vender parte dos direitos comerciais de seus torneios.
Cordeiro também citou as receitas recentes da entidade. Segundo ele, a própria Fifa informou ter gerado US$ 15 bilhões entre 2022 e 2026, o que reforçaria sua avaliação de que não há justificativa para negociar uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol mundial.
A renúncia ocorre em meio à reação de confederações e federações nacionais. As 55 associações filiadas à Uefa se posicionaram contra o projeto e ameaçaram boicotar competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso a proposta avance.
A Confederação Asiática de Futebol também manifestou oposição ao modelo em discussão e defendeu uma revisão urgente dos processos de governança e tomada de decisão da Fifa. A Concacaf, que reúne federações da América do Norte, Central e Caribe, também aparece entre as entidades que reagiram ao plano.
O ponto central da controvérsia é a possibilidade de investidores privados passarem a ter participação econômica em competições que, historicamente, são administradas diretamente pela Fifa. Para críticos da proposta, a medida transformaria a Copa do Mundo em um produto financeiro e poderia comprometer o controle do futebol sobre suas próprias receitas.
A Fifa, por outro lado, tem defendido a busca por novas oportunidades comerciais depois da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Infantino afirmou recentemente que o sucesso financeiro do torneio abriu novas possibilidades de investimento para o futebol mundial.
A Concacaf se juntou à UEFA e se posicionou contra a proposta da Federação Internacional de Futebol (FIFA) de criar uma empresa para gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. Em comunicado oficial divulgado na tarde desta quinta-feira (30), a entidade máxima do futebol norte-americano, central e caribenho afirmou que o futebol deve vir em primeiro lugar.
“A Concacaf é uma confederação unida pelo amor ao nosso esporte, na qual o futebol vem em primeiro lugar. Guiados por essa filosofia, ao longo dos últimos dez anos construímos, desde a base, uma organização fundada no serviço, na governança transparente e na gestão responsável do futebol a longo prazo”, escreveu.
Statement on behalf of Concacaf and its 41 Member Associations https://t.co/4ea96cuFCu ????
— Concacaf Media (@ConcacafMedia) July 30, 2026
Segundo a organização, a história mostrou à Fifa e à família do futebol o que acontece quando os responsáveis pelo esporte perdem de vista esses valores.
A decisão de rejeitar a proposta foi definida após uma reunião dos presidentes de suas 41 associações-membro, juntamente com seu presidente, membros do Conselho e integrantes do Conselho da Fifa, para discutir o projeto desenvolvido e apresentado pelo presidente da entidade para estabelecer a Fifa Forward Enterprise.
“Durante a reunião, os membros expressaram profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer revisão ou aprovação pelos órgãos de governança relevantes da Fifa. Além disso, questionou-se a necessidade de investimento de capital privado para financiar os programas FIFA Forward, novos e existentes, após a Copa do Mundo da Fifa mais lucrativa da história”, explicou.
Segundo a Concacaf, a discussão reforçou a necessidade de maior transparência e governança adequada. “A Concacaf reafirma que o futuro do futebol, e seu maior patrimônio, deve permanecer nas mãos da nossa família do futebol”, finalizou.
Apesar de se posicionar contra, a Concacaf não afirmou que irá boicotar as competições da Fifa, como fez a Uefa.
Apesar disso, recomendou que os membros da entidade que integram o Conselho da Fifa dialoguem com a Federação e que instruam Gianni Infantino, presidente da organização, a seguir os processos de governança adequados, por meio da equipe e do Conselho, seguindo os Estatutos da Fifa.
Na última quarta-feira (29), Infantino defendeu a proposta e afirmou que o tema será submetido à votação das associações-membro e também passará pela análise do Conselho da entidade.
Segundo o presidente, a venda de participação na nova empresa permitiria elevar o repasse financeiro destinado às federações nacionais de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. A expectativa da Fifa é arrecadar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a operação.
UEFA PUXOU O BOICOTE
A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) foi a primeira entidade a se posicionar contra a proposta de Infantino. Nesta quinta-feira, a organização anunciou que as 55 federações filiadas à entidade irão boicotar todas as competições organizadas pela FIFA caso avance a proposta de criação de uma empresa privada para administrar os torneios da entidade e negociar participação com investidores.
A Uefa anunciou nesta quinta-feira (30) que as 55 federações filiadas à entidade irão boicotar todas as competições organizadas pela Fifa caso avance a proposta de criação de uma empresa privada para administrar os torneios da entidade e negociar participação com investidores.
A decisão foi tomada após uma reunião virtual entre os integrantes da confederação europeia e formalizada em um comunicado oficial. "Nenhuma seleção nacional da Uefa participará de qualquer competição da Fifa enquanto essas propostas permanecerem em pauta, a menos que a ideia seja totalmente abandonada e haja garantias vinculantes".
Se mantido, o posicionamento da Uefa poderá afetar diretamente competições organizadas pela Fifa, entre elas a Copa do Mundo Feminina de 2027, prevista para ser disputada no Brasil.
O projeto foi apresentado pela Fifa na última terça-feira (28). A proposta prevê a criação de uma empresa responsável pela gestão comercial e pela organização de todas as competições promovidas pela entidade.
Além da Uefa, a iniciativa enfrenta resistência da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC). Juntas, as três confederações reúnem 143 das 211 associações nacionais filiadas à Fifa.
Na quarta-feira (29), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, divulgou um vídeo defendendo a proposta. Segundo o dirigente, o tema será submetido à votação das associações-membro e também passará pela análise do Conselho da entidade.
Infantino afirmou ainda que a venda de participação na nova empresa permitiria elevar o repasse financeiro destinado às federações nacionais de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. A expectativa da Fifa é arrecadar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a operação.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou, nesta terça-feira (14), as novas regras do futebol que serão adotadas pela entidade a partir de julho, quando as competições voltarem a ser disputadas. As mudanças foram aprovadas em fevereiro pela International Football Association Board (IFAB), organização que escreve as leis do futebol há mais de 140 anos.
Entretanto, a Conmebol, assim como a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), anunciou que a norma que pune com expulsão os jogadores que tapam a boca em discussões com adversários, popularmente conhecida como "Lei Vini Jr.", não será implementada. A regra não é obrigatória em todas as competições.
A ideia das novas regras é combater a cera e deixar o jogo mais dinâmico. As novidades já entraram em campo nos amistosos pré-Copa e estão em vigor em todos os jogos do Mundial. Além disso, vão entrar em prática na maioria dos torneios pelo mundo a partir de julho.
No âmbito da Conmebol, as medidas atingem as competições organizadas pela entidade, como as Copas Libertadores e Sul-Americana.
CONFIRA AS MUDANÇAS ABAIXO
1. Cinco segundos para cobrar o lateral
Quando o árbitro perceber que uma cobrança de lateral está sendo atrasada propositalmente, ele deverá apitar e abrir uma contagem regressiva visual de cinco segundos usando os dedos da mão. Se o tempo se esgotar e o arremesso não for executado, a posse de bola passa para o adversário
2. Cinco segundos para cobrar o tiro de meta
Seguindo a ideia descrita acima, quando o árbitro perceber que uma cobrança de tiro de meta está sendo propositalmente atrasada, ele deverá apitar e iniciar uma contagem regressiva visual de cinco segundos usando os dedos da mão.Caso o jogador não realize a cobrança, o lance será revertido em escanteio para o time adversário.
3. Dez segundos para sair de campo na substituição
O jogador a ser substituído terá 10 segundos para deixar o campo após o quarto árbitro erguer a placa que indica a alteração. O árbitro irá indicar a contagem dos últimos cinco segundos com a mão levantada. Em caso de atraso do substituído, o jogador substituto deverá aguardar um minuto para entrar em campo, deixando o time infrator com um jogador a menos durante esse tempo. A exceção se aplica ao jogador lesionado que claramente não tenha condições de sair de campo
4. Um minuto fora de campo em caso de atendimento médico
Os jogadores que passarem por atendimento médico fora do campo precisarão aguardar pelo menos 60 segundos para voltar a campo, deixando o time com um a menos durante esse tempo.
5. VAR com mais poder de ação
Até a Copa do Mundo, o VAR só poderia intervir na partida em quatro tipos de lance: gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação. Agora, o poder de ação foi ampliado, podendo intervir quando um escanteio for marcado de forma incorreta e quando o árbitro aplica por engano um segundo cartão amarelo que expulsaria o jogador. Dessa forma, o árbitro agirá diretamente com o juíz do campo, sem que ele precise revisar o lance no monitor à beira do campo.
A polêmica envolvendo Folarin Balogun não terminou com a eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. Dias após a derrota por 4 a 1 para a Bélgica, o atacante reconheceu que a decisão da Fifa de suspender sua punição às vésperas das oitavas de final afetou o ambiente da seleção norte-americana.
Em entrevista ao programa CBS Mornings concedida nesta semana, Balogun comentou pela primeira vez a repercussão do caso. O jogador admitiu que recebeu com alívio a notícia de que poderia enfrentar os belgas, mas percebeu rapidamente que a liberação viria acompanhada de pressão.
"Minha reação inicial foi de felicidade por voltar à equipe. Mas, quando comecei a pensar melhor, percebi que isso geraria muita controvérsia", afirmou.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior. O cartão vermelho renderia suspensão automática para o jogo seguinte, mas a Fifa decidiu transformar a punição em uma sanção suspensa, permitindo que o atacante entrasse em campo contra a Bélgica.
A decisão ocorreu depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmar que conversou com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para tratar da expulsão. O episódio provocou críticas no futebol internacional e levantou questionamentos sobre uma possível interferência política em um processo disciplinar da entidade.
Para Balogun, a repercussão saiu dos bastidores e chegou ao grupo.
"Era possível perceber um certo nervosismo entre os jogadores, porque era uma situação muito incomum. Conforme o jogo se aproximava, tentei manter o foco, mas foi difícil. Havia muito barulho do lado de fora, e é complicado ignorar isso", disse.
Os Estados Unidos acabaram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e se despediram da Copa nas oitavas de final. Balogun foi titular na partida, mas não conseguiu evitar a eliminação da seleção anfitriã.
A liberação do atacante já havia provocado reação antes mesmo de a bola rolar. A federação belga contestou a elegibilidade do jogador, enquanto a Uefa criticou publicamente a decisão da Fifa e afirmou que a entidade havia cruzado uma “linha vermelha”.
O caso também foi comentado por Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca criada para acompanhar a Copa do Mundo. Ele admitiu que a controvérsia pode ter pesado no contexto da partida, embora tenha evitado apontar uma relação direta com o desempenho dos jogadores.
"Não sou psicólogo esportivo, então não posso dizer até que ponto isso afetou os jogadores. Mas continuo orgulhoso da maneira como esse grupo demonstrou caráter, mesmo nos momentos mais difíceis", afirmou.
A Fifa sustenta que o processo foi conduzido de forma independente.
A liberação de Folarin Balogun para defender os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 segue provocando desgaste nos bastidores da Fifa. Dias depois da eliminação norte-americana para a Bélgica, novos detalhes sobre o julgamento disciplinar ganharam repercussão nesta semana.
Segundo a rádio inglesa talkSPORT, a decisão que suspendeu a punição automática do atacante foi tomada apenas por Mohammad Al-Kamali, presidente da Comissão Disciplinar da Fifa. Embora o regulamento permita decisões individuais em alguns processos, casos de maior repercussão costumam ser analisados por um painel formado por três membros.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase anterior. O cartão vermelho foi aplicado após revisão do VAR, depois de o atacante atingir Tarik Muharemovic com a sola da chuteira em uma disputa de bola.
Pela regra disciplinar, a expulsão resultaria em suspensão automática para o jogo seguinte. A Fifa, no entanto, transformou a punição em uma sanção suspensa, o que permitiu que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final. Os Estados Unidos acabaram eliminados com derrota por 4 a 1.
O caso ganhou dimensão política depois que Donald Trump confirmou ter procurado Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão da expulsão. A entidade sustenta que a análise foi conduzida de forma independente, mas a sequência dos acontecimentos aumentou a pressão sobre a transparência do processo.
A situação de Balogun também passou a ser comparada com a de outros jogadores expulsos no Mundial. Ainda segundo a talkSPORT, ele foi o único entre 14 atletas que receberam cartão vermelho na competição a não cumprir suspensão imediata.
O contraste mais citado envolve Jarell Quansah, da Inglaterra. Expulso contra o México, o zagueiro recebeu dois jogos de suspensão e desfalcou a seleção inglesa nas quartas de final contra a Noruega. Ele também ficará fora da semifinal diante da Argentina.
A Federação Inglesa não teve margem para reverter a punição da mesma forma, apesar de considerar que a análise do lance também se apoiou em imagens em câmera lenta e quadros congelados, elementos semelhantes aos usados na defesa apresentada pelos Estados Unidos no caso Balogun.
Antes da vitória da Inglaterra sobre a Noruega, o auxiliar técnico Anthony Barry lamentou a ausência de Quansah, mas evitou transformar o episódio em crítica direta à Fifa.
"É decepcionante, não pela decisão em si, mas porque perdemos um bom jogador. Ele vinha treinando muito bem e havia uma oportunidade para atuar. A decisão foi tomada e não vamos gastar mais energia com isso", afirmou.
A Fifa defende que o julgamento foi feito por um órgão disciplinar independente e dentro das regras previstas no seu código. Ainda assim, a falta de explicações públicas mais detalhadas e a diferença de tratamento em relação aos demais expulsos mantêm o caso no centro das discussões sobre arbitragem, disciplina e influência política na Copa.
A Uefa e a Federação Belga já haviam criticado a decisão, classificando a liberação como um precedente perigoso.
A Bélgica não respondeu à polêmica apenas com nota oficial, recurso e reclamação nos bastidores. Respondeu com quatro gols, classificação e deboche. Após golear os Estados Unidos por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a seleção belga transformou a comemoração em recado direto sobre o caso Folarin Balogun.
O episódio aconteceu depois do quarto gol, marcado por Romelu Lukaku nos acréscimos. Em roda, jogadores belgas foram flagrados fazendo gestos associados à chamada “dança de Trump”, movimento em que o presidente dos Estados Unidos balança o quadril e movimenta os braços lentamente, gesto popularizado durante a campanha presidencial de 2024.
E para completar a HUMILHAÇÃO sofrida pelos EUA em casa, os jogadores belgas comemoraram o quarto gol com a dancinha de Trump!
— Análise Política (@analise2025) July 7, 2026
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Não sobrou nada para o pedófilo tirano! pic.twitter.com/rWC1NiJtdR
A brincadeira veio em meio à insatisfação belga com a decisão da Fifa de permitir que Balogun enfrentasse a equipe nas oitavas. O atacante dos Estados Unidos havia recebido cartão vermelho direto no jogo anterior, contra a Bósnia e Herzegovina, mas teve a aplicação da suspensão automática suspensa pela entidade.
A liberação aconteceu após Donald Trump afirmar que pediu à Fifa uma revisão do lance. O presidente norte-americano negou ter determinado qualquer mudança, mas comemorou publicamente a decisão e disse que a entidade corrigiu uma injustiça.
Dentro da Bélgica, o caso foi tratado como combustível. O meio-campista Nicolas Raskin afirmou que o elenco entrou em campo incomodado com o episódio.
"Muita coisa aconteceu fora de campo nos últimos dois dias. Houve um sentimento de injustiça no elenco, e estávamos determinados a responder em campo", afirmou.
Capitão da equipe, Youri Tielemans seguiu a mesma linha e disse que a resposta precisava vir no jogo.
"Dissemos a nós mesmos que tínhamos que responder em campo. Foi isso que fizemos", disse.
A provocação não parou no gramado. Após a classificação, a conta oficial da seleção belga publicou uma imagem de Lukaku com a mão na orelha e a legenda “anula isso”, em referência direta à discussão sobre a suspensão de Balogun.
Antes da partida, a Federação Belga de Futebol já havia manifestado surpresa com a decisão da Fifa. A entidade argumentou que o Código Disciplinar prevê suspensão automática para expulsões e afirmou que a liberação do atacante contrariava regras reforçadas pela própria Fifa em reuniões e circulares durante o torneio.
A Uefa também criticou a decisão e afirmou que a Fifa havia “cruzado uma linha vermelha” ao permitir que a punição não fosse cumprida imediatamente. A entidade europeia disse que o episódio colocava em risco a integridade da competição.
A Fifa, por sua vez, defendeu a legalidade do procedimento e afirmou que o cartão vermelho não foi anulado. Segundo a entidade, apenas a aplicação da suspensão foi adiada por período probatório, com base no Código Disciplinar.
Em campo, Balogun jogou, mas os Estados Unidos não resistiram. A Bélgica dominou a partida, construiu a goleada e eliminou uma das seleções anfitriãs da Copa. Com o resultado, os belgas avançaram às quartas de final, onde enfrentarão a Espanha.
A classificação dos Estados Unidos às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um capítulo político e institucional antes mesmo de a bola rolar contra a Bélgica. A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun para a partida desta segunda-feira (6) provocou reação da Uefa, da União Europeia e da Federação Belga de Futebol.
Balogun havia sido expulso na vitória norte-americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na última quarta-feira (1º), pela fase de 16 avos de final. Após revisão no VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou cartão vermelho direto ao atacante por um pisão no tornozelo de Tarik Muharemovic.
Pelo regulamento disciplinar, expulsões diretas resultam em suspensão automática de uma partida. A Fifa, no entanto, decidiu suspender por um ano a aplicação da punição, em período probatório, o que permite que Balogun esteja à disposição dos Estados Unidos contra a Bélgica. O cartão vermelho segue registrado, mas a suspensão não será cumprida neste momento.
A decisão gerou questionamentos por causa dos relatos de intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a imprensa internacional, Trump entrou em contato com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão do caso. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano agradeceu à entidade e afirmou que a decisão corrigiu uma “grande injustiça”.
A reação mais dura veio da Uefa. Em comunicado oficial, a entidade europeia afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” ao suspender a punição automática.
"Manifestamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável. Quando a certeza das regras deixa de ser garantida por seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada", declarou a Uefa.
A crítica também chegou à União Europeia. Glenn Micallef, comissário europeu responsável por esporte, afirmou que decisões esportivas devem permanecer dentro das instituições esportivas e não sofrer interferência política.
"Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos", afirmou.
A Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas, também protestou. Em nota, a federação belga declarou “surpresa” com a liberação de Balogun e citou o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê suspensão automática para a partida seguinte em caso de cartão vermelho.
A entidade belga também mencionou o Artigo 10.5 do regulamento da Copa do Mundo de 2026 e afirmou que a regra havia sido reforçada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes dos jogos. Segundo a federação, todas as opções estão sendo avaliadas para proteger os princípios de fair play e os direitos das seleções participantes.
Do lado norte-americano, a decisão foi recebida como correção de um erro. O técnico Mauricio Pochettino afirmou que os Estados Unidos já haviam sido punidos durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina por atuarem cerca de 30 minutos com um jogador a menos.
"Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto", disse o treinador argentino.
A polêmica desloca parte da atenção do campo para os bastidores no dia do confronto. Estados Unidos e Bélgica se enfrentam nesta segunda-feira (6), às 21h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O vencedor avança às quartas e segue na disputa pelo título.
Mais do que a presença de Balogun em campo, o caso abriu uma discussão maior sobre limites entre regra, interpretação disciplinar e influência política no futebol. Para os críticos da decisão, o problema não está apenas em revisar uma punição, mas no precedente criado em uma competição em andamento.
A punição aplicada a Gianluca Prestianni por insultos discriminatórios contra Vinicius Junior ganhou alcance mundial e pode afetar diretamente a participação do atacante argentino na Copa do Mundo de 2026. Segundo o jornal espanhol AS, a Fifa estendeu para todas as competições a sanção imposta ao jogador do Benfica, inicialmente determinada pela Uefa.
Com a decisão, Prestianni terá que cumprir suspensão em jogos oficiais reconhecidos pela entidade máxima do futebol. Caso seja convocado por Lionel Scaloni para defender a Argentina no Mundial, o atacante ficará fora das duas primeiras partidas da seleção, contra Argélia e Áustria. Ele só estaria disponível na terceira rodada da fase de grupos, diante da Jordânia.
A punição original foi aplicada pela Uefa no fim do mês passado. O órgão disciplinar da entidade enquadrou o caso como comportamento discriminatório e suspendeu o jogador por seis partidas. Desse total, três jogos são de punição efetiva e outros três ficam condicionados a um período probatório de dois anos, ou seja, só serão aplicados caso o atleta volte a cometer infração semelhante.
Prestianni já cumpriu um jogo de suspensão de forma provisória. Na prática, restam duas partidas a serem cumpridas, desde que ele não volte a ser punido pelo mesmo tipo de conduta.
Inicialmente, o atacante cumpriria a pena na próxima edição da Liga dos Campeões. No entanto, com a extensão determinada pela Fifa, a suspensão passa a valer em competições internacionais, incluindo a Copa do Mundo. Se não for chamado por Scaloni, a punição será cumprida em partidas europeias pelo Benfica.
O episódio ocorreu no dia 17 de fevereiro, durante o duelo entre Benfica e Real Madrid, pelos playoffs da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, em Lisboa. Na denúncia, Vinicius Junior afirmou ter sido chamado de “mono”, termo que significa “macaco” em espanhol.
Prestianni negou a acusação. Segundo relato de Tchouaméni, o argentino teria dito que chamou Vini Jr. de "maricón", e não de "mono".
Após análise preliminar, o Órgão de Controle, Ética e Disciplina da Uefa decidiu suspender o jogador de forma provisória por uma partida. Por causa disso, Prestianni ficou fora do jogo de volta contra o Real Madrid. O Benfica voltou a ser derrotado pela equipe espanhola e acabou eliminado da competição.
A TNT Sports assegurou a renovação dos direitos de transmissão da UEFA Champions League no Brasil. O novo contrato terá duração de quatro temporadas, com início em 2027/2028 e validade até maio de 2031. A informação é do colunista Gabriel Vaquer, da Folha de São Paulo.
De acordo com as informações, a definição ocorreu nesta quarta-feira (29), após processo conduzido pela Relevant Sports, responsável pela comercialização dos torneios da UEFA. A negociação contou com duas rodadas de propostas.
No mercado brasileiro, além da TNT Sports, também participaram da disputa a Grupo Globo e a CazéTV. A Globo buscava retomar a competição, que exibiu entre 2009 e 2018, enquanto a CazéTV tentou ampliar seu portfólio de eventos esportivos, apoiada em parcerias recentes com a Uefa.
As propostas apresentadas envolveram modelos multiplataforma, com distribuição em TV aberta, TV por assinatura e streaming. O projeto da TNT Sports, aliado ao valor financeiro ofertado, foi considerado o mais vantajoso.
De acordo com fontes do mercado, o acordo representa o maior investimento já realizado por uma emissora brasileira pelos direitos da Champions League, embora os valores não tenham sido divulgados oficialmente.
Pelo novo contrato, a TNT Sports manterá partidas exclusivas na TV paga e na HBO Max. Como novidade, parte dos jogos será exibida gratuitamente no YouTube, estratégia que já será aplicada anteriormente com a Copa Sul-Americana.
A Champions League conta com 204 partidas por edição, e a TNT prevê transmitir 57 jogos de forma gratuita na plataforma de vídeos. A maior concentração dessas exibições deve ocorrer na fase inicial do torneio, conhecida como fase de liga.
O anúncio oficial do novo acordo entre TNT Sports e Uefa é esperado para esta quinta-feira (30), com a confirmação de exclusividade dos direitos no Brasil.
Até o fim da temporada 2026/2027, a Warner Bros. Discovery mantém um acordo de sublicenciamento com o SBT para a exibição de um jogo por rodada em TV aberta, às terças-feiras. A continuidade dessa parceria ainda será discutida, embora haja interesse das partes em mantê-la.
O ex-zagueiro e ídolo do Benfica, Luisão, utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (24) para criticar a punição imposta pela Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) ao atacante argentino Gianluca Prestianni, que joga atualmente pelo clube português. A entidade suspendeu o jogador por seis partidas devido o caso de racismo contra Vini Jr., ocorrido em fevereiro, durante confronto pela Champions League.
Luisão, que não poupou palavras, classificou a decisão como um retrocesso no combate à discriminação. "No fim das contas, o recado que fica é perigoso. Parece que, dependendo do caminho escolhido, sempre existe uma forma de amenizar as consequências, que deveriam ser duras e exemplares. E isso não pode ser normalizado", desabafou o ex-capitão.
Embora a Uefa tenha anunciado uma suspensão de seis partidas por "conduta discriminatória", a punição prática gerou revolta. Isso porque o tribunal converteu três jogos em pena suspensa, que só será cumprida caso o jogador reincida nos próximos dois anos. Como Prestianni já cumpriu uma partida de suspensão automática no jogo de volta contra o Real Madrid, ele ficará de fora de apenas dois jogos imediatos.
Quando Vini Jr. denunciou o caso, Luisão foi uma das vozes mais ativas em defesa do brasileiro. Mesmo sendo o segundo jogador com mais partidas na história do Benfica (538 jogos) e recordista de títulos (21), o brasileiro foi alvo de insultos e ataques racistas por parte de alguns torcedores do próprio clube na época. Aos 45 anos, Luisão segue como uma das figuras mais influentes do futebol portuguê.
CONFIRA A PUBLICAÇÃO NA ÍNTEGRA
A UEFA oficializou a punição ao atacante Gianluca Prestianni, do Benfica, por comportamento discriminatório contra Vinícius Júnior. A decisão foi comunicada nesta sexta-feira (24) pelo clube português.
De acordo com a nota, o jogador recebeu suspensão de seis partidas, sendo três de cumprimento imediato e outras três condicionadas a um período probatório de dois anos.
Prestianni já havia cumprido uma partida de suspensão preventiva e, com a decisão, ficará fora de mais dois jogos oficiais organizados pela Uefa. Caso haja extensão da punição para competições globais, o atleta também poderá ser afetado em torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
O episódio ocorreu no dia 17 de fevereiro, durante confronto entre Benfica e Real Madrid, pelos playoffs da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, em Lisboa. Segundo a denúncia, Vinícius Júnior relatou ter sido chamado de "mono" (macaco, em espanhol) pelo jogador argentino.
Prestianni negou a acusação, mas o Órgão de Controle, Ética e Disciplina da UEFA determinou suspensão provisória ainda durante o andamento do processo.
O atacante não participou do jogo de volta contra o Real Madrid, em que o Benfica foi eliminado da competição.
O atacante Gianluca Prestianni, do Benfica, falou publicamente pela primeira vez sobre o caso de acusação de racismo envolvendo Vinicius Junior, no confronto contra o Real Madrid, válido pelas oitavsas de final da Liga dos Campeões.
Em entrevista concedida à TV argentina Telefe, o jogador negou qualquer ofensa e afirmou que a situação teve forte impacto pessoal.
"Isso me doeu muito. Por algo que eu não disse, fui punido sem provas. Mas isso já passou. Sou muito grato à comissão técnica do Benfica, que esperou por mim até o último minuto para que eu pudesse jogar", declarou. "Nunca fiz isso", completou.
O argentino voltou a reforçar que não cometeu o ato denunciado e disse estar tranquilo quanto à própria conduta, apesar da repercussão.
"O que mais me doeu foi me acusarem de algo que eu nunca fiz. Isso foi o que mais me abalou. Mas, felizmente, estou muito tranquilo porque todas as pessoas que me conhecem sabem quem eu sou", afirmou.
Prestianni também valorizou o apoio recebido internamente no clube português. O presidente Rui Costa, em entrevista após o jogo, saiu em defesa do argentino, alegando que "ele é tudo, menos racista".
A denúncia ocorreu após um gol de Vinicius Jr., no Estádio da Luz. Durante a comemoração, o brasileiro relatou ter sido alvo de ofensa racista — o que levou o árbitro a acionar o protocolo antirracismo e interromper a partida por cerca de dez minutos.
A situação gerou confusão em campo e deslocou o foco do jogo, com clima de tensão entre jogadores e comissões técnicas até o apito final.
Após o confronto, a Uefa abriu processo disciplinar para apurar o caso. O Comitê de Ética e Disciplina ouviu os envolvidos e testemunhas. Entre os relatos, o atacante Kylian Mbappé afirmou ter escutado a ofensa direcionada ao brasileiro.
Enquanto a investigação segue em andamento, Prestianni foi suspenso preventivamente e não participou do jogo de volta, no Santiago Bernabéu.
A UEFA aplicou, nesta quarta-feira (25), uma sanção ao Benfica após registros de comportamentos racistas e discriminatórios por parte de torcedores durante o confronto contra o Real Madrid, pela Liga dos Campeões.
A decisão prevê o fechamento parcial de 500 assentos no Estádio da Luz, concentrados nos setores 10 e 11. A medida, no entanto, foi estabelecida em caráter suspensivo por um período de um ano.
O caso está relacionado a ofensas direcionadas ao atacante brasileiro Vinícius Júnior durante a partida realizada em 17 de fevereiro, vencida pelo clube espanhol por 1 a 0.
De acordo com a determinação, o Benfica só terá de cumprir a interdição caso novos episódios semelhantes sejam registrados dentro do prazo estipulado pela entidade.
A UEFA informou neste domingo (15) o cancelamento da Finalíssima de 2026, confronto que reuniria os campeões da Copa América e da Eurocopa. A partida colocaria frente a frente as seleções de Argentina e Espanha.
Inicialmente, o jogo seria disputado no Catar, mas precisou ser adiado após o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo a entidade europeia, divergências com a Associação do Futebol Argentino acabaram inviabilizando a realização da partida em outra data ou local.
Em comunicado oficial, a Uefa afirmou: "Com forte determinação em salvar a importante partida, e apesar das compreensíveis dificuldades de realocar um jogo de tamanha importância em um prazo extremamente curto, a Uefa explorou outras alternativas viáveis, mas todas se mostraram inaceitáveis para a Federação Argentina de Futebol".
O confronto estava previsto para 27 de março, em partida única. Após a impossibilidade de manter o Catar como sede, a entidade passou a discutir novas opções com as federações envolvidas.
Entre as propostas apresentadas estava a realização do jogo no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, com divisão igual de ingressos entre torcedores argentinos e espanhóis. Outra alternativa sugerida foi a disputa em dois jogos, com uma partida na Argentina e outra na Espanha.
De acordo com a Uefa, ambas as possibilidades foram recusadas pela equipe liderada por Lionel Messi. A última tentativa foi manter o duelo em campo neutro no dia 27 de março, como previsto inicialmente, ou transferi-lo para 30 de março.
Ainda segundo a entidade, a Argentina propôs que a Finalíssima fosse realizada apenas após a próxima Copa do Mundo, sugestão que acabou rejeitada pela organização do evento.
O Comitê de Controle, Ética e Disciplina da Uefa puniu o Real Madrid nesta sexta-feira (6) após um torcedor ter sido flagrado fazendo uma saudação nazista durante partida contra o Benfica pela Liga dos Campeões da Europa. O episódio ocorreu no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, e foi captado pelas câmeras de transmissão do evento antes do início do confronto de volta entre as equipes espanhola e portuguesa.
A entidade determinou uma multa de 15 mil euros (cerca de R$ 90 mil) ao clube espanhol e ordenou o fechamento parcial do estádio Santiago Bernabéu em um próximo jogo da Uefa em caso de reincidência. A decisão estabelece que o clube deverá manter a vigilância sobre o comportamento de seus adeptos para evitar a execução imediata da interdição de setores da arquibancada em compromissos internacionais futuros.
Segundo a decisão, cerca de 500 assentos localizados na parte inferior da arquibancada sul deverão ser interditados se um novo episódio de comportamento racista ou discriminatório envolvendo torcedores do Real Madrid voltar a ocorrer dentro de um período de um ano. O setor mencionado abriga a chamada "Grada Fan", local onde o responsável pelo gesto foi identificado pelos sistemas de monitoramento do estádio.
De acordo com o clube espanhol, agentes de segurança do próprio Real Madrid identificaram o responsável logo após o episódio e o retiraram do estádio antes do início da partida. A agilidade na identificação do indivíduo foi levada em conta no processo, mas não isentou a instituição da responsabilidade coletiva perante os regulamentos disciplinares da federação europeia.
Em comunicado oficial, a UEFA afirmou que a punição foi aplicada devido ao"comportamento racista e/ou discriminatório de torcedores". O texto detalha a aplicação das normas para coibir manifestações ideológicas e preconceituosas dentro das arenas esportivas sob sua jurisdição.
"Aplicar multa de € 15.000 ao Real Madrid CF e ordenar o fechamento parcial do estádio do Real Madrid CF (ou seja, 500 assentos adjacentes na arquibancada sul inferior) durante a próxima partida de competição de clubes da UEFA em que o Real Madrid CF jogar como mandante, devido ao comportamento racista e/ou discriminatório de seus torcedores. Este fechamento do estádio fica suspenso por um período experimental de um (1) ano, a partir da data desta decisão", citou a nota na íntegra.
O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, afirmou que os jogadores que cobrirem a boca durante discussões poderão ser expulsos. A fala do chefe do futebol mundial vem como reação ao episódio envolvendo o jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de proferir insultos racistas contra o brasileiro Vinicius Junior, do Real Madrid.
"Se um jogador cobre a boca e diz algo que tenha conotação racista, então ele tem que ser expulso, obviamente", disse Infantino em entrevista à Sky News no último domingo (1º).
Segundo Infantino, deve-se presumir que o atleta disse algo que não deveria. “Caso contrário, ele não precisaria cobrir a boca", argumentou. "Simplesmente não entendo: se você não tem nada a esconder, não cobre a boca ao dizer algo. É só isso, é simples assim".
O presidente afirmou ainda que tais medidas fazem parte da luta contra o racismo. “Essas são ações que podemos e devemos tomar para sermos sérios em nossa luta contra o racismo", finalizou.
A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) suspendeu provisoriamente Prestianni até a conclusão da investigação sobre o ocorrido no jogo de ida do playoff da Champions League entre Benfica e Real Madrid, realizado em 17 de fevereiro.
Com Real x City, UEFA define caminhos para as oitavas de final da Liga dos Campeões; veja confrontos
A UEFA realizou na manhã desta sexta-feira (27) o sorteio que estabeleceu os duelos das oitavas de final da Liga dos Campeões. O evento, sediado na cidade de Nyon, na Suíça, contou com a participação do ex-jogador croata Ivan Rakitic, responsável por retirar as bolinhas que definiram o futuro das 16 equipes que permanecem na disputa pelo troféu continental na temporada 2025/2026.
O chaveamento colocou frente a frente potências tradicionais do futebol europeu. O Manchester City enfrentará o Real Madrid no duelo de maior expectativa desta fase. Outro embate que reúne equipes de ligas centrais do continente é o embate entre o Paris Saint-Germain e o Chelsea. Já o Barcelona terá como adversário o Newcastle, enquanto o Liverpool medirá forças com o Galatasaray. Confira todos os confrontos:
- Manchester City x Real Madrid
- Sporting x Bodo Glimt
- PSG x Chelsea
- Barcelona x Newcastle
- Liverpool x Galatasaray
- Tottenham x Atlético de Madrid
- Bayern de Munique x Atalanta
- Arsenal x Bayer Leverkusen
Os confrontos de ida e volta ocorrerão nas semanas dos dias 10 e 17 de março. Conforme o regulamento da entidade, os times que avançaram em primeiro lugar em seus grupos possuem o direito de realizar o segundo jogo em seus domínios. A partir desta etapa, não há mais restrições de sorteio entre clubes do mesmo país ou que estiveram no mesmo grupo na fase anterior.
O calendário da Liga dos Campeões segue com o cronograma estabelecido pela UEFA para a reta final do torneio. Após a definição das oitavas de final, a entidade realizará um novo sorteio para definir os cruzamentos das quartas e semifinais. A grande decisão da temporada 2025/2026 está agendada para o dia 30 de maio de 2026, no Estádio Puskás Aréna, localizado em Budapeste, na Hungria.
A UEFA anunciou, nesta segunda-feira (23), a suspensão preventiva do atacante Gianluca Prestianni, do Benfica. A medida afasta o jogador argentino por uma partida das competições europeias enquanto a investigação sobre a denúncia de racismo feita por Vinicius Junior, do Real Madrid, continua em curso. O clube português confirmou que apresentará recurso contra a decisão.
A determinação da entidade ocorre após o relatório de um Inspetor de Ética e Disciplina, que apontou indícios de violação ao Artigo 14.º do Regulamento Disciplinar, referente a comportamentos discriminatórios.
Em nota oficial, a UEFA esclareceu que a suspensão de um jogo tem caráter imediato e provisório, não interferindo no veredito final que os órgãos disciplinares tomarão ao fim do processo.
O Benfica, por sua vez, manifestou-se por meio de comunicado oficial. O clube citou o histórico institucional e a figura de Eusébio para reafirmar a oposição ao racismo, mas contestou a ausência do atleta no momento atual da disputa.
"O Clube lamenta ficar privado do jogador enquanto o processo está ainda em investigação e irá apelar desta decisão da UEFA, mesmo se dificilmente os prazos em causa terão qualquer efeito prático para o jogo da segunda mão do play-off da Liga dos Campeões", informou o clube de Lisboa. Leia abaixo na íntegra:
O caso teve início no dia 17 de fevereiro, durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica. Após marcar o gol, Vinicius Junior comemorou próximo à torcida local e recebeu cartão amarelo. Na sequência, o brasileiro relatou ao árbitro François Letexier que Prestianni utilizou o termo "mono" (macaco, em espanhol) para ofendê-lo, ocultando a boca com a camisa.
O relato resultou na ativação do protocolo antirracismo, paralisando o confronto por dez minutos. O episódio gerou discussões entre as comissões técnicas e hostilidades nas arquibancadas até o término da partida.
O Comitê de Ética e Disciplina da UEFA analisa agora o conjunto de provas. Além das imagens de vídeo, os inspetores devem ouvir os depoimentos dos envolvidos. Entre as testemunhas em potencial está o atacante Kylian Mbappé, que declarou ter ouvido os insultos de Prestianni direcionados ao companheiro de equipe em cinco ocasiões diferentes.
A investigação segue sem um prazo definido para a conclusão, mas a suspensão atual já retira Prestianni do jogo de volta, que definirá quem avança para as oitavas de final da Champions League.
A polêmica no Estádio da Luz ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (20). O Benfica confirmou que está investigando dois torcedores que foram flagrados em vídeo imitando macacos em direção ao atacante Vinícius Júnior, do Real Madrid. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram a dupla com camisas do clube português fazendo gestos racistas durante o confronto da última terça-feira pela Champions League.
A punição para os envolvidos pode ser severa caso o vínculo com o clube seja comprovado. Em declaração à agência de notícias AFP, um representante do time de Lisboa foi direto sobre as consequências.
"Se forem sócios do clube, o procedimento pode levar à sua expulsão", indicou o porta-voz do Benfica.
As provas contra os torcedores ganharam força após o ex-jogador da seleção inglesa, Rio Ferdinand, compartilhar o vídeo em sua conta na rede social X (antigo Twitter). Na gravação, é possível ver claramente os dois homens gesticulando de forma preconceituosa enquanto o brasileiro estava em campo.
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— Rio Ferdinand (@rioferdy5) February 18, 2026
O episódio aumentou a pressão sobre o Benfica, que até então focava sua defesa apenas no gramado, onde outra acusação de racismo já havia interrompido a partida.
VINI JR X PRESTIANNI
A partida, que terminou com vitória espanhola por 1 a 0, já estava sob os holofotes devido a uma confusão entre Vinícius Júnior e o jovem argentino Gianluca Prestianni, de 20 anos.
Vini marcou e comemorou com sua tradicional dança diante da torcida rival. Após uma discussão generalizada, o brasileiro relatou ao árbitro que foi chamado de "macaco" por Prestianni. O jogador argentino não foi punido na hora porque tapou a boca com a camisa enquanto falava, impedindo a leitura labial.
Enquanto o Real Madrid informou ter entregue à UEFA "todas as provas disponíveis" sobre o caso, o Benfica saiu em defesa de seu atleta. Em nota, o clube português afirmou que Prestianni é "vítima" de uma "campanha de difamação". O jogador também usou o Instagram para negar qualquer insulto racial.
Agora, a UEFA conduz uma investigação oficial por "comportamento discriminatório".
O técnico do Bayern de Munique, Vincent Kompany, trouxe um tom firme ao debate sobre o racismo no futebol europeu. Em coletiva realizada nesta sexta-feira (20), o treinador belga comentou os incidentes do jogo entre Benfica e Real Madrid, defendendo a veracidade da denúncia de Vinicius Jr. e criticando duramente a reação de José Mourinho, comandante da equipe portuguesa.
Kompany, que é um dos raros treinadores negros no topo do futebol mundial, usou sua experiência para validar o sentimento do atacante brasileiro, que acusou o argentino Prestianni de injúria racial durante o duelo da Champions League.
"Reação que não pode ser fingida", disse.
Para Kompany, a forma como Vini Jr. se comportou no Estádio da Luz é a maior prova de que algo grave aconteceu. Ele refutou a ideia de que o brasileiro estaria tentando levar vantagem em uma confusão de jogo.
"Quando você analisa a jogada e como o Vini reagiu, essa reação não pode ser fingida. Dá para ver que foi uma reação emocional. Não vejo nenhum benefício para ele em ir até o árbitro e assumir toda a culpa. Naquele momento, ele achou que era a coisa certa a fazer", analisou o técnico do Bayern.
O ponto mais agudo da fala de Kompany foi direcionado a José Mourinho. Após a partida, o técnico do Benfica minimizou o caso ao criticar a comemoração de Vini Jr. e usar a figura de Eusébio, maior ídolo negro do clube português, como uma espécie de "escudo" contra acusações de racismo.
Kompany classificou a atitude como uma falha de liderança e questionou o uso histórico do ídolo do passado para silenciar uma vítima do presente:
"Para mim, o que aconteceu depois é ainda pior. José Mourinho basicamente atacou o caráter de Vini ao mencionar o tipo de comemoração dele para desmerecer o que ele estava fazendo naquele momento. Foi um erro enorme em termos de liderança. Ele disse que o Benfica não pode ser racista porque o seu maior jogador de todos os tempos foi Eusébio. Ele sabe o que os jogadores negros tiveram que passar na década de 1960? Ele estava lá viajando com Eusébio para todos os jogos fora de casa para ver o que ele sofreu? Usar o nome dele hoje para discutir com o Vini", disparou o belga.
Em 2021, Kompany viveu o problema na pele. Ele foi alvo de racismo quando treinava o Anderlecht. Sua presença como técnico do Bayern é uma exceção: um levantamento recente apontou que apenas quatro dos 96 clubes das principais ligas da Europa têm treinadores negros.
ENTENDA O EPISÓDIO EM LISBOA
A polêmica começou logo após Vini Jr. marcar o gol da vitória do Real Madrid (1 a 0). O brasileiro comemorou próximo a uma torcida organizada do Benfica, o que gerou revolta dos jogadores locais e um cartão amarelo para o atacante.
No entanto, o clima piorou quando o jogo estava parado para o recomeço. Vini Jr. denunciou ter sido chamado de "macaco" pelo jogador Prestianni. O árbitro François Letexier acionou o protocolo da UEFA, paralisando o confronto por 10 minutos sob forte tensão e objetos arremessados no gramado.
Após a derrota do Flamengo para o Lanús pela Recopa Sul-Americana, na última quinta-feira (19), o técnico Filipe Luís viu o foco da entrevista coletiva se deslocar momentaneamente do gramado argentino para a Europa. O treinador foi questionado sobre o recente caso de acusação de racismo envolvendo o atacante brasileiro Vinícius Júnior e o meia argentino Gianluca Prestianni, ocorrido durante o duelo entre Benfica e Real Madrid pela Liga dos Campeões.
Filipe adotou um tom equilibrado, separando conduta individual, mas ao mesmo tempo cobrando punições caso o crime seja comprovado.
Mesmo diante da rivalidade histórica entre brasileiros e argentinos, e logo após um jogo tenso em Lanús, o técnico rubro-negro fez questão de elogiar o país vizinho. Para ele, o episódio ocorrido em Lisboa não deve ser usado para rotular o povo argentino.
"Sempre fui muito bem tratado aqui. Adoro a Argentina, sou muito feliz aqui, muito bem recebido. Só tenho boas palavras para falar da Argentina. Um caso isolado destes não influencia nada do que penso deste país, que é tão lindo", afirmou o comandante flamenguista.
Sobre o incidente específico no Estádio da Luz, Filipe Luís comentou a dificuldade de julgamento quando não há provas audiovisuais claras, mas ressaltou que esconder a fala pode ser um indício negativo. O treinador defendeu que, se o insulto racial de fato aconteceu, o responsável deve sofrer as consequências.
"Prestianni tapou a boca, não o deveria ter feito e isso gera todo este alvoroço. Agora é a palavra de um contra o outro. É muito delicado. Se o disse, tem de pagar, mas, repito, é a palavra de um contra outro e não sou eu que posso julgar", ponderou o técnico.
Atualmente, a UEFA analisa o relatório da arbitragem e as provas enviadas pelo Real Madrid, enquanto Prestianni nega e Benfica negam a acusação.
Por enquanto, o técnico do Flamengo volta suas atenções para o Rio de Janeiro, onde precisará reverter o placar contra o Lanús na próxima semana para garantir o título da Recopa.
Em cartas enviadas à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e à União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) nesta quinta-feira (19), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu rigor das entidades na punição aos envolvidos em um novo caso de racismo cometido contra Vinicius Jr.
No documento, assinado pelo presidente Samir Xaud, a CBF reforçou que espera que a Fifa monitore o caso, enquanto a Uefa deve adotar todas as medidas necessárias para identificar e punir os culpados pelas injúrias raciais.
À Fifa, a CBF agradeceu o gesto público de solidariedade de seu presidente, Gianni Infantino, e enalteceu as mudanças nos artigos 15 e 30 do código disciplinar da entidade, que oferecem novos mecanismos para combater e erradicar a discriminação no futebol. À Uefa, a confederação brasileira destacou que a instituição europeia tem sido uma das líderes no combate ao racismo, com políticas criadas para prevenir e punir condutas discriminatórias.
A entidade pontuou ainda o Artigo 2º do estatuto europeu, que estabelece como objetivo promover o futebol sem qualquer forma de discriminação, e o Artigo 7º-bis, que reforça que seus filiados devem implementar medidas efetivas para coibir ofensas raciais por meio de políticas de prevenção e punições severas.
A CBF enviou também um pedido formal para que a Uefa investigue, de forma minuciosa, os atos cometidos contra o jogador brasileiro. “Que leve em consideração o testemunho da vítima e das pessoas presentes, para identificar e punir de maneira exemplar os envolvidos no episódio”, escreveu a entidade brasileira.
A CBF se solidariza com Vinícius Júnior, vítima de mais um ato de racismo nesta terça-feira, após marcar pelo Real Madrid contra o Benfica, em Lisboa.
— brasil (@CBF_Futebol) February 17, 2026
Racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum.
Vini, você não está sozinho.
Sua atitude ao… pic.twitter.com/rNGsZLvvpi
RELEMBRE O CASO
Na última terça-feira (17), na partida entre Benfica e Real Madrid no Estádio da Luz, em Lisboa, pela Champions League, o jogador brasileiro relatou ao árbitro François Letexier uma fala racista de Gianluca Prestianni, jogador do time português, logo após celebrar um gol marcado. Além do brasileiro, as ofensas foram presenciadas por outros atletas do Real Madrid.
O árbitro ativou o protocolo antirracismo da Fifa, interrompendo momentaneamente o jogo e informando o ocorrido ao estádio. A ativação do protocolo desencadeou uma série de abusos racistas por parte de alguns torcedores presentes, que ofenderam o brasileiro e reproduziram sons de macaco, conforme reportado por jornais europeus.
O Real Madrid deu um passo oficial nesta quinta-feira (19) para cobrar punições após o atacante Vinícius Jr. ser alvo de ofensas racistas em Portugal. O clube enviou à UEFA todas as imagens e evidências que possui sobre os ataques sofridos pelo brasileiro durante a vitória contra o Benfica, em Lisboa, pela Champions League. O time espanhol exige rigor na investigação do episódio, que envolve tanto a torcida quanto um jogador adversário.
— Out Of Context Football (@nocontextfooty) February 17, 2026
A denúncia aponta que o atacante teria sido insultado por Prestianni, do Benfica, logo após marcar o gol da vitória. O caso fez com que o árbitro francês François Letexier interrompesse a partida por dez minutos, seguindo o protocolo de combate ao preconceito da entidade europeia.
Em comunicado oficial, o Real Madrid reforçou que não aceitará o que chamou de "episódios inaceitáveis" e agradeceu a onda de solidariedade que o camisa 7 recebeu de diversas partes do mundo.
"O Real Madrid CF anuncia que hoje forneceu à UEFA todas as provas disponíveis relativas aos incidentes ocorridos na última terça-feira, 17 de fevereiro, durante o jogo da Liga dos Campeões que a nossa equipe disputou em Lisboa contra o Benfica.
Nosso clube cooperou ativamente com a investigação aberta pela UEFA após os episódios inaceitáveis de racismo ocorridos durante aquela partida.
O Real Madrid agradece o apoio unânime, o carinho e o afeto que o nosso jogador Vinicius Jr. tem recebido de todos os setores do futebol mundial.
O Real Madrid continuará trabalhando, em colaboração com todas as instituições, para erradicar o racismo, a violência e o ódio no esporte e na sociedade."
ENTENDA O CASO
Tudo começou no segundo tempo, quando Vini Jr. fez o gol e comemorou perto da torcida portuguesa. O gesto deu início a um empurra-empurra entre os jogadores e o brasileiro acabou levando cartão amarelo. No meio do tumulto, o atacante relatou ter ouvido as ofensas e avisou imediatamente à arbitragem.
Enquanto o jogo estava parado, astros como Kylian Mbappé e Tchouaméni cercaram o colega em sinal de apoio. Até o técnico do Benfica, José Mourinho, foi visto conversando com Vinícius durante a paralisação.
Mesmo com o jogo reiniciado, a pressão continuou. Sempre que Vinícius Jr. ou Mbappé tocavam na bola, eram vaiados pela torcida do Benfica, que chegou a arremessar objetos no gramado. Agora, o futuro do caso depende do relatório do árbitro e da análise das provas enviadas pelo Real Madrid, que podem resultar em multas pesadas ou interdição de setores do estádio em Lisboa.
A UEFA confirmou a abertura de um processo para apurar possível conduta discriminatória na partida entre Benfica e Real Madrid, válida pelo playoff do mata-mata da Liga dos Campeões, na última terça-feira (17). O duelo terminou com clima tenso após denúncia feita por Vinícius Júnior contra o argentino Gianluca Prestianni.
Em nota oficial, a entidade informou que designou um inspetor de Ética e Disciplina para conduzir a apuração.
“O inspetor de Ética e Disciplina da Uefa foi nomeado para investigar alegações de comportamento discriminatório”, diz o comunicado, que acrescenta que novas atualizações serão divulgadas oportunamente.
A confusão começou no segundo tempo, quando Vini Jr afirmou ter sido alvo de racicmo por parte de Prestianni. Segundo o atacante do Real, o comentário feito pelo adversário teve teor racista. O jogador do Benfica nega a acusação e sustenta que houve um mal-entendido.
O protocolo antirracismo da Uefa foi acionado e a partida ficou paralisada por cerca de 11 minutos. O árbitro francês François Letexier interrompeu o jogo e seguiu os procedimentos previstos pela entidade.
Companheiros de Vinícius no Real Madrid, entre eles Kylian Mbappé, afirmaram ter ouvido o comentário direcionado ao brasileiro. Imagens da transmissão mostraram Prestianni cobrindo a boca com a camisa enquanto falava com o atacante.
O episódio ocorreu pouco depois de Vini Jr marcar o gol que abriu o placar. Na comemoração, ele celebrou próximo à bandeirinha de escanteio, em direção ao setor ocupado pela torcida do Benfica, e acabou advertido com cartão amarelo por celebração considerada excessiva. Logo em seguida, o brasileiro procurou a arbitragem para relatar o suposto insulto, dando início à aplicação do protocolo.
O atacante Vinícius Júnior se pronunciou nas redes sociais após sofrer mais um episódio de racismo, denunciado por ele nesta terça-feira (17), durante o confronto entre Benfica e Real Madrid, pela ida dos playoffs da UEFA Champions League.
Em publicação nos stories do Instagram, o jogador criticou os autores das ofensas e também o protocolo adotado durante a partida.
“Os racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar as camisas na boca para mostrar como são fracos”, escreveu Vini.
“Mas, eles têm, ao lado, a proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de puni-los. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família”
Sobre a ativação do protocolo antirracismo durante o jogo, o atacante foi direto:
“Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu”, reclamou o jogador.
Confira abaixo o comunicado completo do brasileiro:
Os racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar as camisas na boca para mostrar como são fracos.
Mas, eles têm, ao lado, a proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de puni-los. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família.
Eu recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu.
Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm que ser sobre o Real Madrid, mas é necessário.
O atacante Kylian Mbappé saiu em defesa de Vinícius Júnior após o episódio de racismo registrado no confronto entre Real Madrid e Benfica, nesta terça-feira (17), no Estádio da Luz, pela ida dos playoffs da UEFA Champions League.
Segundo Mbappé, o argentino Gianluca Prestianni teria chamado Vinicius de “macaco” cinco vezes após o gol marcado pelo brasileiro.
“Depois do gol do Vini e da comemoração, o número 25 do Benfica, não vou dizer o nome dele porque ele não merece que eu diga o nome dele em voz alta, começou a usar algumas palavras inaceitáveis. Ele chamou Vini de macaco cinco vezes. Cinco vezes!”
O camisa 10 reforçou que não tem nada contra o clube português ou contra o treinador da equipe, José Mourinho - que questionou Vini Jr no momento -, mas criticou a atitude do jogador.
“Não tenho nada contra o Benfica, o clube, ou o seu treinador, que para mim é um dos melhores, e o clube é o melhor em Portugal e um dos melhores da história. Mas esse cara [Prestianni] não merece mais jogar na Liga dos Campeões.”
Questionado se o atleta do Benfica teria pedido desculpas, Mbappé afirmou que espera providências da UEFA.
“Vocês viram a cara dele? Um pedido de desculpas? Nós não somos idiotas. Não estou dizendo que sou perfeito, mas não deixo esse tipo de coisa passar batida. Esse jogador é jovem, como é que se pode dizer essas coisas num campo de futebol? Agora temos que ver o que acontece.”
Em seguida, cobrou medidas diretamente da entidade europeia.
“Vocês têm as melhores câmeras. Analisem o rosto dele, ele cobriu, não conseguiremos ler os lábios mas o rosto dele não mente”.
O francês ainda destacou a responsabilidade dos jogadores como exemplo para o público.
“Temos que dar o exemplo para todas as crianças que nos admiram; há coisas que não podemos aceitar.”
O polêmico projeto da Superliga Europeia chegou oficialmente ao seu capítulo final. Nesta quarta-feira (11), o Real Madrid anunciou a formalização de um entendimento com a Uefa e a Associação de Clubes de Futebol Europeus (EFC), encerrando as disputas judiciais e políticas que se arrastavam desde abril de 2021.
A decisão dos Merengues ocorre apenas quatro dias após o Barcelona — o penúltimo aliado do projeto — anunciar sua retirada. Com o Real Madrid isolado como o último remanescente, a diretoria madrilenha optou pela via diplomática, selando a paz com a entidade máxima do futebol europeu.
A Superliga nasceu como uma tentativa de 12 gigantes europeus (incluindo o "Big Six" inglês, o trio italiano e os três maiores da Espanha) de criar uma liga fechada e elitista, inspirada no modelo das franquias americanas como a NBA e a NFL. O objetivo era maximizar lucros e garantir confrontos diretos entre as marcas mais valiosas do esporte, contornando o controle da Uefa sobre a Champions League.
No entanto, o projeto sucumbiu a uma tríplice resistência. São elas:
- Institucional: ameaças de exclusão por parte da Fifa e Uefa.
- Esportiva: críticas sobre a falta de meritocracia e o fim da "zebra".
- Popular: protestos massivos de torcedores, especialmente na Inglaterra, que forçaram a debandada imediata de nove dos fundadores ainda em 2021.
O comunicado emitido pelo Real Madrid sinaliza que, em troca do abandono do projeto dissidente, o clube terá voz ativa nas reformas estruturais do futebol continental. O texto ressalta que o novo entendimento prioriza a sustentabilidade financeira e a modernização do espetáculo.
"A Uefa, os Clubes de Futebol Europeus (EFC) e o Real Madrid CF anunciaram um acordo sobre o bem do futebol europeu de clubes. Nos últimos meses de conversas mantidas em benefício do futebol europeu, a Uefa, os Clubes de Futebol Europeus (EFC) e o Real Madrid CF anunciaram que alcançaram um acordo de princípios para o bem do futebol europeu de clubes, respeitando o princípio do mérito esportivo e fazendo com que ele se tornasse mais forte na sustentação a longo prazo dos clubes e melhorasse a experiência dos torcedores através do uso de tecnologia. Este acordo de princípios também servirá para resolver suas disputas legais relacionadas à Superliga Europeia, uma vez que um acordo definitivo seja implementado", diz o comunicado.
Além do aspecto esportivo, o acordo possui uma função jurídica crucial. O processo que corria no Tribunal de Justiça da União Europeia, onde os clubes acusavam a Uefa de monopólio, deverá ser arquivado assim que a implementação definitiva do novo pacto ocorrer.
O modelo da bola da grande final da Liga dos Campeões da Europa foi revelado pela UEFA na manhã desta segunda-feira (9). O equipamento será utilizado em Budapeste, na Hungria, cidade que sediará o evento decisivo desta temporada. Seguindo o padrão das edições anteriores, a bola produzida pela Adidas foi batizada oficialmente como "UEFA Champions League Final Budapest 2026 Official Match Ball". Veja as imagens:
A identidade visual da bola traz traços que remetem diretamente à capital húngara, unindo elementos da arquitetura clássica local com um toque de modernismo. A base do modelo tem predominância roxa, com detalhes artísticos em tons de verde e as icônicas estrelas brancas da competição. Entre os grafismos, destacam-se figuras de dragões e leões que, de acordo com a tradição da cidade, simbolizam poder e proteção.
Atualmente, a Champions League segue em sua fase de playoffs. Veja os confrontos abaixo, com dados fornecidos pela Data Factory, parceira do Bahia Notícias:
A grande final está agendada para o dia 30 de maio de 2026, marcando a conclusão da 71ª edição da elite do futebol europeu e a 34ª desde que o torneio foi renomeado para o formato atual.
O ex-presidente da Uefa, Michel Platini, voltou a criticar publicamente Gianni Infantino, atual presidente da Fifa e seu antigo vice na entidade europeia. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, concedida nesta semana, o francês afirmou que Infantino mudou de postura ao assumir o comando do futebol mundial e classificou sua gestão como autoritária.
"Ele era um bom número dois, mas não um bom número um. Fez um ótimo trabalho na Uefa, mas tem um problema: gosta dos ricos e poderosos, daqueles que têm dinheiro. É da natureza dele", declarou Platini, que presidiu a Uefa entre 2007 e 2015.
Segundo o ex-camisa 10 da seleção francesa, a transformação de Infantino se acentuou nos últimos anos, especialmente após a pandemia da Covid-19.
"Ele já era assim como número dois, mas naquela época não era o chefe. Infelizmente, Infantino se tornou um autocrata desde a pandemia da Covid-19", acrescentou.
Infantino ocupou o cargo de secretário-geral da Uefa entre 2009 e 2015, período em que trabalhou diretamente sob o comando de Platini. Em 2016, assumiu a presidência da Fifa, sucedendo Joseph Blatter em meio a uma das maiores crises institucionais da história da entidade.
Na avaliação de Platini, a atual gestão apresenta menos espaço para debate interno do que administrações anteriores.
"Há menos democracia agora do que na época de Blatter [presidente da Fifa de 1998 a 2015]. Pode-se dizer o que quiser sobre Blatter, mas o principal problema dele era querer ficar na Fifa para sempre. Ele era uma pessoa boa para o futebol", afirmou o tricampeão da Bola de Ouro.
O distanciamento entre Platini e Infantino não é recente. O francês acredita que o dirigente ítalo-suíço atuou nos bastidores para inviabilizar sua candidatura à presidência da Fifa em 2015. À época, o Ministério Público da Suíça foi alertado sobre um pagamento de 2 milhões de francos suíços feito pela Fifa a Platini em 2011, autorizado por Blatter e sem contrato formal por escrito.
O episódio resultou na suspensão de ambos e encerrou a trajetória política de Platini no futebol. No entanto, após anos de tramitação judicial, Blatter e Platini foram definitivamente absolvidos pela Justiça suíça em 2025 das acusações de fraude e má gestão financeira.
Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol francês, Platini brilhou nos gramados nas décadas de 1970 e 1980, liderando a França ao título da Eurocopa de 1984 e conquistando três Bolas de Ouro consecutivas. Fora de campo, teve papel central na organização da Euro 2016 e foi um dos dirigentes mais influentes do futebol europeu antes de sua queda política.
Gianni Infantino, por sua vez, consolidou sua gestão com projetos ambiciosos, como a ampliação da Copa do Mundo masculina para 48 seleções e a criação do novo Mundial de Clubes, iniciativas que receberam apoio de federações emergentes, mas também críticas de ligas, clubes e jogadores por sobrecarga do calendário.
Especialistas independentes da ONU fizeram um apelo nesta terça-feira (23), em prol da suspensão de Israel, tanto da Fifa quanto da Uefa, por sua ofensiva em Gaza. Apesar do pedido, também revelaram oposição às sanções contra jogadores do futebol israelense.
"As entidades esportivas não devem ignorar as graves violações dos direitos humanos. Seleções nacionais que representam Estados que cometem violações massivas dos direitos humanos podem e devem ser suspensas, como já aconteceu no passado", afirmaram os relatores e membros do Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos em comunicado.
Além disso, os especialistas consideram que os dirigentes das organizações internacionais esportivas "não podem permanecer neutros diante de um genocídio". Uma comissão internacional de investigação com mandato da ONU acusou Israel de "genocídio" em Gaza pela primeira vez no dia 16 de setembro.
Os relatores ainda explicaram que a situação deveria ter como alvo apenas o Estado, e não jogadores individuais. "Jogadores de futebol não devem ser sancionados com base em sua origem ou nacionalidade", esclareceram.
Caso a Fifa e a Uefa suspendam Israel, a Seleção será excluída das Eliminatórias da Copa de 2026, e a equipe do Maccabi Tel-Aviv será retirado da Liga Europa.
O Real Madrid não estará presente mais uma vez na cerimônia da Bola de Ouro. A 69° edição da premiação organizada pela France Football está marcada para esta segunda-feira (22), no Théâtre du Châtelet, em Paris. Assim como no ano passado, o clube merengue decidiu boicotar o evento, sustentando a posição de que "a Bola de Ouro e a UEFA não respeitam o Real Madrid; e o Real Madrid não existe onde não é respeitado". A informação foi divulgada pelo jornal espanhol AS.
Na edição anterior, o clube se declarou desrespeitado após a derrota de Vinicius Jr. para Rodri, volante do Manchester City, no prêmio de melhor jogador do mundo. Para a diretoria merengue, nem a organização da Bola de Ouro nem a UEFA fizeram reparações ao atacante brasileiro ou ao próprio clube. Mesmo com Vini Jr. novamente entre os 30 finalistas, a avaliação é de que sua indicação é apenas “lógica”, sem representar uma mudança de postura.
Apesar da ausência institucional — sem Florentino Pérez ou Emilio Butragueño, diretor de relações institucionais —, o clube liberou os atletas para comparecerem por conta própria. Entre os indicados, Caroline Weir será a única representante merengue no evento. Vinicius Jr., Bellingham, Mbappé, Thibaut Courtois, Huijsen e Linda Caicedo também estão na disputa em diferentes categorias, mas não irão.
A rejeição do Real à premiação é descrita pelo AS como "sine die" — sem prazo para mudança. Atualmente, o clube mantém relações muito mais próximas com a Fifa do que com a Uefa, postura que ficou clara no último Mundial de Clubes.
A cerimônia começa às 16h (horário de Brasília), com transmissão da TNT Sports Brasil e da HBO Max. No prêmio principal, Raphinha e Vinicius Jr. representam o Brasil no masculino, enquanto Marta e Amanda Gutierres disputam o troféu no feminino.
Em entrevista ao jornal italiano "Il Giornale", o treinador da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, fez críticas ao calendário internacional do futebol. Direcionando suas falas para a Fifa e Uefa, o treinador afirmou que além da alta quantidade de datas, existem muitos jogos de baixa qualidade, consequência do excesso de partidas. A informação foi veiculada inicialmente pelo portal ‘ge’.
“Sim, jogamos demais e mal. A Fifa e a Uefa têm que revisar os calendários. São muitos jogos, nem todos de qualidade, e há lesões demais”, declarou o comandante italiano.
Carlo Ancelotti ainda esboçou a possibilidade de dar mais fôlego para o calendário extenso. Para o treinador, uma alternativa é mudar o número de clubes participantes das principais ligas de 20 para 18 equipes. Campeonatos como o brasileiro, inglês, italiano e espanhol têm 20 times participantes.
“Me parece uma boa solução reduzir de 20 para 18 times nas ligas, se evitaria os confrontos de baixa qualidade. Mas deve haver um acordo entre as partes”, completou o técnico.
As árbitras brasileiras Edina Alves, Neuza Back e Fabrini Bevilaqua foram escaladas pela UEFA para comandar a semifinal da Eurocopa Feminina entre Alemanha e Espanha, que acontece nesta quarta-feira (23), às 16h (de Brasília), no Estádio Letzigrund, em Zurique, na Suíça.
Essa será a terceira atuação do trio na competição. Antes disso, elas estiveram em campo na vitória da Suécia sobre a Dinamarca por 1 a 0, no dia 4 de julho, em Genebra, e também na goleada da Inglaterra sobre a Holanda por 4 a 0, no dia 9, em Zurique.
O feito é resultado do acordo de intercâmbio e cooperação entre a Conmebol e a UEFA, na missão de valorizar a arbitragem sul-americana em competições de alto nível.

Foto: Divulgação/Site/Conmebol
Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, celebrou a escalação do trio com entusiasmo: "É com imensa alegria que recebemos essa notícia. É algo inédito e que nos enche de orgulho. Uma equipe sul-americana ser escalada para uma semifinal de Eurocopa é extraordinário. Elas chegaram até aqui pela extrema qualidade e empenho que demonstram constantemente", destacou.
Cintra ainda ressaltou que, embora a escolha possa parecer surpresa para muitos, trata-se da "constatação de um grande trabalho" que vem sendo realizado. Ele afirmou ainda estar confiante de que as árbitras concluirão a participação com êxito.
A final da Eurocopa Feminina está marcada para o próximo domingo (27), e sairá do confronto entre Inglaterra e Itália, que se enfrentam nesta terça-feira (22), em Genebra, também às 16h (de Brasília).
A presença de brasileiros em decisões de grandes torneios tem se tornado cada vez mais comum. Em 2023, o país esteve representado em finais como a da Copa América (com Raphael Claus, Bruno Pires e Rodrigo Correa), dos Jogos Olímpicos de Paris (com Ramon Abatti e equipe), da Copa do Mundo Sub-17 Feminina e de outros torneios continentais, como o Sul-Americano Sub-16.
A UEFA anunciou nesta quarta-feira (9) uma mudança importante no regulamento da Champions League e demais competições continentais para a temporada 2025/26. A partir de agora, os clubes que terminarem com as melhores campanhas na fase classificatória da Liga dos Campeões terão o direito de disputar os jogos de volta das fases eliminatórias — oitavas, quartas e semifinais — em casa.
A nova regra será aplicada também à Liga Europa, à Liga Conferência e à Liga dos Campeões Feminina. O objetivo da entidade é valorizar ainda mais a fase de grupos, oferecendo uma vantagem competitiva significativa àqueles que tiverem melhor desempenho.
No modelo anterior, implementado já na última temporada com a introdução do novo formato da Champions League, os oito primeiros colocados da fase de liga já tinham a vantagem de decidir as oitavas de final em seus domínios. No entanto, os mandos das quartas e semifinais eram definidos por sorteio.
A partir da próxima edição, a vantagem se estende aos times que terminarem entre os quatro primeiros na fase classificatória. Eles terão o direito de fazer a partida de volta em casa nas quartas de final. Já os dois primeiros colocados terão também essa prerrogativa nas semifinais, caso cheguem até essa fase.
Um ponto curioso e estratégico da mudança é que o "privilégio" de decidir em casa pode ser repassado. Se um dos times classificados entre os oito primeiros for eliminado nas oitavas de final, o clube que o derrotar assume a condição de cabeça de chave e passa a ter o mando de campo nas partidas de volta nas próximas fases.
A medida surgiu após críticas de clubes na temporada passada. O Arsenal, por exemplo, mesmo tendo terminado a fase classificatória entre os primeiros colocados, acabou jogando os jogos de volta das quartas e semifinais fora de casa — contra Real Madrid e PSG, respectivamente —, o que gerou reclamações públicas por parte do clube inglês.
Na prática, se a regra já estivesse em vigor na temporada passada, o PSG, ao eliminar o Liverpool nas oitavas, teria herdado automaticamente a condição de cabeça de chave — e, com isso, o mando de campo das partidas decisivas em casa.
A Uefa avalia alterações no formato da Champions League para a temporada 2025/26, mesmo após a adoção do novo modelo de fase de liga nesta temporada. Segundo o jornal alemão Bild, três mudanças estão em análise: vantagem de mando de campo conforme desempenho na fase classificatória, eliminação da prorrogação e restrições a confrontos entre clubes do mesmo país.
A primeira proposta surge após críticas do Arsenal, que manifestou insatisfação por disputar partidas decisivas fora de casa, mesmo com bom desempenho anterior. A entidade estuda conceder o mando de campo no jogo de volta às equipes com melhor campanha na fase classificatória, a partir das quartas de final, o que hoje só ocorre nas oitavas, para os oito primeiros colocados.
Neste cenário, o Arsenal, que terminou em terceiro lugar na fase inicial, teve de enfrentar o Real Madrid no Santiago Bernabéu pelas quartas e jogará novamente fora, contra o PSG, na semifinal. Ambos os adversários terminaram fora do top 8 e precisaram passar por playoffs, o que gerou questionamentos no clube inglês. “Acreditamos que deveríamos ter sido recompensados pelo nosso desempenho na fase de grupos”, teria argumentado o clube.
A segunda mudança em avaliação é o fim da prorrogação. Caso aprovada, partidas empatadas após os 90 minutos iriam direto para os pênaltis. A medida visa reduzir a sobrecarga física dos atletas, em meio ao crescente número de lesões na temporada.
A última proposta trata dos confrontos entre equipes do mesmo país. Com o novo formato em vigor, clubes da mesma liga nacional não se enfrentam apenas na fase de liga, mas podem cruzar caminhos a partir das oitavas de final. A UEFA considera retomar a restrição que antes impedia esses duelos até as quartas.
As propostas ainda serão debatidas. A definição deve ocorrer em reunião do Comitê de Competições de Clubes da UEFA, marcada para o próximo mês, em Munique, às vésperas da final da Champions League.
O atacante Kylian Mbappé abriu uma disputa judicial contra seu ex-clube, o Paris Saint-Germain, cobrando o pagamento de 55 milhões de euros (cerca de R$ 359 milhões). O valor se refere a salários dos últimos três meses de contrato e a um bônus de renovação não quitado.
A informação foi confirmada nesta quinta-feira (10) por Delphine Verheyden, advogada do jogador, durante coletiva em Paris. Segundo ela, o caso será levado simultaneamente aos tribunais civil, trabalhista e penal.
“O processo começou em fevereiro de 2024 e, desde então, o PSG não cumpriu com suas obrigações contratuais”, afirmou.
Além das ações judiciais, os representantes do atleta pediram à UEFA que analise a situação financeira do clube francês e, se for o caso, não autorize sua participação na próxima edição da Liga dos Campeões. A alegação se baseia em uma cláusula do regulamento da entidade que impede a concessão de licença a clubes com pendências salariais com seus atletas.
A cobrança ocorre após a Liga de Futebol Profissional (LFP), órgão que regulamenta o futebol francês, determinar em setembro de 2024 que o PSG deveria efetuar os pagamentos. A diretoria do clube, no entanto, contesta a obrigação, alegando que houve um acordo verbal entre Mbappé e o presidente Nasser Al-Khelaïfi, no qual o jogador teria se comprometido a abrir mão do valor, facilitando sua reintegração ao elenco na época.
Mbappé, atualmente no Real Madrid, nega ter formalizado qualquer renúncia e exige o pagamento integral da quantia. A disputa deve seguir em várias instâncias judiciais e também pode impactar a situação do PSG junto à UEFA.
A UEFA anunciou nesta sexta-feira (5) punições a três jogadores do Real Madrid por suas comemorações após a vitória sobre o Atlético de Madrid, nas oitavas de final da Champions League. Dani Ceballos, Kylian Mbappé e Antonio Rüdiger foram multados, enquanto Vinicius Junior, também investigado, foi absolvido pela entidade.
Ceballos recebeu uma multa de 20 mil euros (cerca de R$ 127 mil), enquanto Mbappé e Rüdiger terão que pagar 30 mil euros (aproximadamente R$ 191 mil e R$ 254 mil, respectivamente). A UEFA concluiu que Vinicius Junior não cometeu "conduta indecente" e, portanto, não foi penalizado.
As investigações apontaram que Rüdiger fez um gesto cortando a mão sobre o pescoço, Mbappé tocou seus órgãos genitais e Ceballos realizou uma dança provocativa na lateral do campo. Já Vinicius Junior foi analisado por supostamente confrontar a torcida adversária antes do fim do jogo, mas não foi enquadrado em infração.
Casos semelhantes já ocorreram na Champions League. Em 2019, Cristiano Ronaldo foi multado em 20 mil euros por gestos obscenos após uma vitória da Juventus sobre o Atlético de Madrid, quando marcou três gols na partida.
O Paris Saint-Germain (PSG) foi o clube europeu que mais gastou com salários na temporada 2023/2024, segundo relatório divulgado pela Uefa nesta semana. O time francês desembolsou 658 milhões de euros (aproximadamente R$ 4 bilhões), superando Manchester City e Real Madrid, que ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
A lista dos 10 clubes com maiores folhas salariais na Europa é dominada por equipes inglesas, que ocupam seis posições. A Uefa também destacou o crescimento de outros custos operacionais, alertando para a pressão financeira sobre os clubes.
“A maioria dos clubes tem gerido bem os aumentos salariais, mas outros custos estão subindo rapidamente, colocando uma pressão sem precedentes sobre as margens operacionais”, comentou Aleksander Ceferin, presidente da entidade europeia.
Confira os dez clubes que mais gastaram com salários em 2023/2024:
PSG – 658 milhões de euros
Manchester City – 554 milhões de euros
Real Madrid – 505 milhões de euros
Barcelona – 476 milhões de euros
Liverpool – 449 milhões de euros
Bayern de Munique – 430 milhões de euros
Manchester United – 429 milhões de euros
Chelsea – 395 milhões de euros
Arsenal – 381 milhões de euros
Aston Villa – 292 milhões de euros
Os duelos da Uefa Europa e Conference League foram definidos na manhã desta sexta-feira (21), em sorteio realizado em Nyon, na Suíça. Pela Liga Europa, o principal destaque é o confronto entre Roma e Athletic Bilbao, enquanto na Conference, o Chelsea vai enfrentar o Copenhagen, da Dinamarca.
EUROPA LEAGUE
Todos os jogos de ida vão acontecer no dia 6 de março, enquanto a rodada de volta ocorre no dia 13 de março. Além dos confrontos das oitavas, o sorteio definiu o chaveamento até a final, disputada em Bilbao, no estádio San Mamés.
Confira os confrontos das oitavas de final da Uefa Europa League:
AZ Alkmaar x Tottenham
Ajax x Frankfurt
Bodo Glimt x Olympiacos
Viktoria Plzen x Lazio
Fenerbahçe x Rangers
Roma x Athletic Bilbao
FCSB x Lyon
Real Sociedad x Manchester United
CONFERENCE LEAGUE
As partidas de ida das oitavas de final da Conference League também vão acontecer no dia 6 de março, já os duelos de volta ficam para a data 13 de março. O Estádio Municipal de Breslávia, na Polônia, vai ser a sede da final da competição.
Confira os confrontos das oitavas de final da Uefa Conference League:
Real Betis x Vitória Guimarães
Jagiellonia x Cercle Brugge
Celje x Lugano
Panathinaikos x Fiorentina
Molde x Legia
Copenhagen x Chelsea
Pafos x Djurgarden
Borac x Rapid Wien
O sorteio dos playoffs da Champions League foi realizado na manhã desta sexta-feira (31), na sede da UEFA, em Nyon, na Suíça. A nova fase marca o início do mata-mata da competição, com jogos de ida e volta valendo a classificação para as oitavas de final.
Os oito primeiros colocados na fase inicial avançaram diretamente para as oitavas, enquanto os times que ficaram entre 9º e 24º lugar disputarão os playoffs para definir os outros oito classificados.
Confira os confrontos dos playoffs sorteados pela UEFA:
- Brest x Paris Saint-Germain
- Monaco x Benfica
- PSV Eindhoven x Juventus
- Milan x Feyenoord
- Real Madrid x Manchester City
- Bayern de Munique x Celtic
- Atalanta x Club Brugge
- Borussia Dortmund x Sporting
Entre os times já classificados para as Oitavas de Final da competição europeia, já estão garantidos Liverpool (1º), Barcelona (2º), Arsenal (3º), Inter de Milão (4º), Atlético de Madrid (5º), Bayer Leverkusen (6º), Lille (7º) e Aston Villa (8º). Já Dinamo Zagreb, Stuttgart, Shakhtar Donetsk, Bologna, Estrela Vermelha, Sturm Graz, Sparta Praga, RB Leipzig, Girona, RB Salzburg, Slovan Bratislava e Young Boys compõem os eliminados.
Os playoffs têm inicio marcado para os dias 11, 12, 18 e 19 de fevereiro. Posteriormente, as oitavas acontecerão nos dias 4, 5, 11 e 12 de março, com as outras fases sem datadas definidas, mas com final da Champions League já agendada: o evento acontecerá no dia 31 de maio, em Munique, na Alemanha.
A fase classificatória da nova Liga dos Campeões da UEFA chegou ao fim, e o formato inédito trouxe surpresas. Clubes tradicionais, como Real Madrid, Bayern de Munique e Milan, não garantiram vaga direta nas oitavas de final e terão que disputar os playoffs. O mesmo acontece com o Manchester City, que terminou na 22ª colocação entre os 24 classificados, e o Paris Saint-Germain, que ficou em 15º lugar.
O sorteio dos confrontos será realizado nesta sexta-feira (2) e pode resultar em clássicos nacionais, como Milan x Juventus e PSG x Monaco. Além disso, já está definido que um confronto de peso acontecerá entre favoritos ao título: Manchester City enfrentará Real Madrid ou Bayern de Munique.
Os clubes foram divididos de acordo com sua posição na tabela, e os oito primeiros colocados avançam diretamente às oitavas de final: Liverpool, Barcelona, Arsenal, Inter de Milão, Atlético de Madrid, Bayer Leverkusen, Lille e Aston Villa. Estes times aguardam os vencedores dos playoffs, que acontecerão em fevereiro, e terão a vantagem de decidir o confronto em casa.
Entre os playoffs, os duelos mais aguardados incluem os confrontos de Real Madrid e Bayern contra Celtic ou Manchester City, além do embate entre Milan e Juventus. Caso o PSG avance, poderá enfrentar Liverpool ou Barcelona nas oitavas.
Confira os confrontos dos playoffs e seus possíveis desdobramentos:
PLAYOFFS:
Atalanta (9º) x Sporting (23º) ou Club Brugge (24º) → Vencedor enfrenta Lille (7º) ou Aston Villa (8º)
Borussia Dortmund (10º) x Sporting (23º) ou Club Brugge (24º) → Vencedor enfrenta Lille (7º) ou Aston Villa (8º)
Real Madrid (11º) x Celtic (21º) ou Manchester City (22º) → Vencedor enfrenta Atlético de Madrid (5º) ou Bayer Leverkusen (6º)
Bayern de Munique (12º) x Celtic (21º) ou Manchester City (22º) → Vencedor enfrenta Atlético de Madrid (5º) ou Bayer Leverkusen (6º)
Milan (13º) x Feyenoord (19º) ou Juventus (20º) → Vencedor enfrenta Arsenal (3º) ou Inter de Milão (4º)
PSV Eindhoven (14º) x Feyenoord (19º) ou Juventus (20º) → Vencedor enfrenta Arsenal (3º) ou Inter de Milão (4º)
Paris Saint-Germain (15º) x Monaco (17º) ou Brest (18º) → Vencedor enfrenta Liverpool (1º) ou Barcelona (2º)
Benfica (16º) x Monaco (17º) ou Brest (18º) → Vencedor enfrenta Liverpool (1º) ou Barcelona (2º)
OITAVAS DE FINAL
Liverpool (1º) enfrentará PSG (15º), Benfica (16º), Monaco (17º) ou Brest (18º)
Barcelona (2º) enfrentará PSG (15º), Benfica (16º), Monaco (17º) ou Brest (18º)
Arsenal (3º) enfrentará Milan (13º), PSV Eindhoven (14º), Feyenoord (19º) ou Juventus (20º)
Inter de Milão (4º) enfrentará Milan (13º), PSV Eindhoven (14º), Feyenoord (19º) ou Juventus (20º)
Atlético de Madrid (5º) enfrentará Real Madrid (11º), Bayern de Munique (12º), Celtic (21º) ou Manchester City (22º)
Bayer Leverkusen (6º) enfrentará Real Madrid (11º), Bayern de Munique (12º), Celtic (21º) ou Manchester City (22º)
Lille (7º) enfrentará Atalanta (9º), Borussia Dortmund (10º), Sporting (23º) ou Club Brugge (24º)
Aston Villa (8º) enfrentará Atalanta (9º), Borussia Dortmund (10º), Sporting (23º) ou Club Brugge (24º)
A última rodada da fase de liga da UEFA Champions League, que acontece nesta quarta-feira (29), não terá transmissão do SBT. Por questões contratuais, a TNT Sports, através da TV fechada e do streaming Max, da Warner-Discovery, ficará com a exibição das partidas de forma exclusiva. Ao todo, a emissora esportiva possui o direito de transmitir 18 jogos da competição europeia. A informação inicial foi dada pela Folha de São Paulo.
O SBT confirmou a informação de forma oficial e pública, e contou que não houve negociação entre as partes envolvidas, visando uma liberação à TV aberta.
O contrato da emissora paulista permite os jogos da Liga dos Campeões da Europa serem transmitidos apenas nas terças-feiras. No entanto, as partidas da última rodada da primeira fase acontecerão todas nesta quarta, tirando o direito do SBT exibir os jogos. A única exceção para mudança de data consta no contrato, que é destinada para a final do torneio.
Encerrada a última rodada da fase de liga da Champions, os próximos jogos a serem transmitidos - com narração de Tiago Leifert - pelo SBT só acontecerão em fevereiro, nos playoffs que antecedem o mata-mata.
Nesta quarta-feira (30), a Uefa, Federação Europeia de Futebol, prometeu investir 1 bilhão de euros (R$ 6,1 bilhões na cotação atual) no desenvolvimento do futebol feminino até 2030, focando nas categorias de base, profissionalização de alto nível e aumento de público nos estádios.
Esse programa será chamado de 'Unstoppable' (Imparável) e já é o segundo dedicado a modalidade feminina. Anunciada em 2019, o primeiro projeto representou uma porcentagem de aumento nas receitas, praticantes e de audiência na Europa.
Para estruturar a ideia, a Uefa acredita que algumas necessidades devem ser atendidas. A formação de jogadoras, treinadoras e árbitros de qualidade em número suficiente, profissionalização das ligas e desenvolvimento comercial das competições são pontos que a federação enxerga como essenciais.
Um dos objetivos da entidade europeia é conseguir picos de público nos estádios e maior audiência no decorrer da temporada, e, para isso, eles planejam implementar uma "cultura de torcedores". Uma meta para os próximos seis anos é fazer do futebol o esporte coletivo mais popular entre mulheres e meninas em todo o continente europeu.
O futebol feminino receberá essa injeção financeira a partir das receitas das competições e dos fundos próprios da Uefa no apoio a projetos das federações nacionais para o futebol de base e na transformação de torneios.
Na temporada 25/26, a Liga dos Campeões feminina vai inaugurar formato inspirado no utilizado na Champions masculina. No caso da modalidade feminina, o torneio terá a primeira fase de liga disputada por 18 equipes.
Também como novidade, a federação vai lançar uma nova competição interclubes para o futebol feminino na próxima temporada. O torneio deve acontecer após a Eurocopa feminina organizada na Suíça de 2 a 27 de julho de 2025.
Até 2030, o principal objetivo da Uefa é ter seis competições completamente profissionais e cinco mil jogadoras profissionais no continente. Atualmente, os europeus contam com três campeonatos e 3.049 jogadoras.
Na tarde desta segunda-feira (14), a Nations League teve jogos movimentados. 28 gols foram anotados em dez partidas da quarta rodada. Em Munique, a Alemanha recebeu a Holanda e venceu os neerlandeses por 1 a 0. Os alemães seguem com uma sequência de quatro jogos sem perder, vencendo três dos quatro duelos disputados na Nations, mantendo a liderança do grupo 3 na liga A.
Em um jogo eletrizante, Bélgica e França protagonizaram uma partida de 34 finalizações em Bruxelas, capital belga. No primeiro tempo, Tielemans perdeu pênalti para a Bélgica, enquanto Kolo Muani não desperdiçou a oportunidade na marca penal para os franceses. Nos acréscimos da primeira etapa, Openda empatou para os diabos vermelhos. O gol de empate não foi suficiente, pois Kolo Muani marcou novamente para dar números finais ao jogo: 2 a 1 para a França.
Em Udine, na Itália, a Squadra Italiana voltou a vencer após golear a seleção de Israel por 4 a 1. Mantendo a invencibilidade e liderança do grupo 2 na liga A. Os italianos contaram com dois gols de Di Lorenzo e gols de Retegui e Frattesi.
Confira todos os resultados da quarta rodada da Nations League nesta segunda-feira (14):
Bélgica 1 x 2 França
Itália 4 x 1 Israel
Alemanha 1 x 0 Holanda
Bósnia 0 x 2 Hungria
Geórgia 0 x 1 Albânia
Ucrânia 1 x 1 Rep. Tcheca
Islândia 2 x 4 Turquia
País de Gales 1 x 0 Montenegro
Azerbaijão 1 x 3 Eslováquia
Estônia 0 x 3 Suécia
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).