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Platini chama Infantino de “autocrata” e critica rumos da Fifa após pandemia

Por Redação

Platini chama Infantino de “autocrata” e critica rumos da Fifa após pandemia
Foto: Hardold Cunningham / Uefa

O ex-presidente da Uefa, Michel Platini, voltou a criticar publicamente Gianni Infantino, atual presidente da Fifa e seu antigo vice na entidade europeia. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, concedida nesta semana, o francês afirmou que Infantino mudou de postura ao assumir o comando do futebol mundial e classificou sua gestão como autoritária.

 

"Ele era um bom número dois, mas não um bom número um. Fez um ótimo trabalho na Uefa, mas tem um problema: gosta dos ricos e poderosos, daqueles que têm dinheiro. É da natureza dele", declarou Platini, que presidiu a Uefa entre 2007 e 2015.

 

Segundo o ex-camisa 10 da seleção francesa, a transformação de Infantino se acentuou nos últimos anos, especialmente após a pandemia da Covid-19.

 

"Ele já era assim como número dois, mas naquela época não era o chefe. Infelizmente, Infantino se tornou um autocrata desde a pandemia da Covid-19", acrescentou.

 

Infantino ocupou o cargo de secretário-geral da Uefa entre 2009 e 2015, período em que trabalhou diretamente sob o comando de Platini. Em 2016, assumiu a presidência da Fifa, sucedendo Joseph Blatter em meio a uma das maiores crises institucionais da história da entidade.

 

Na avaliação de Platini, a atual gestão apresenta menos espaço para debate interno do que administrações anteriores.

 

"Há menos democracia agora do que na época de Blatter [presidente da Fifa de 1998 a 2015]. Pode-se dizer o que quiser sobre Blatter, mas o principal problema dele era querer ficar na Fifa para sempre. Ele era uma pessoa boa para o futebol", afirmou o tricampeão da Bola de Ouro.

 

O distanciamento entre Platini e Infantino não é recente. O francês acredita que o dirigente ítalo-suíço atuou nos bastidores para inviabilizar sua candidatura à presidência da Fifa em 2015. À época, o Ministério Público da Suíça foi alertado sobre um pagamento de 2 milhões de francos suíços feito pela Fifa a Platini em 2011, autorizado por Blatter e sem contrato formal por escrito.

 

O episódio resultou na suspensão de ambos e encerrou a trajetória política de Platini no futebol. No entanto, após anos de tramitação judicial, Blatter e Platini foram definitivamente absolvidos pela Justiça suíça em 2025 das acusações de fraude e má gestão financeira.

 

Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol francês, Platini brilhou nos gramados nas décadas de 1970 e 1980, liderando a França ao título da Eurocopa de 1984 e conquistando três Bolas de Ouro consecutivas. Fora de campo, teve papel central na organização da Euro 2016 e foi um dos dirigentes mais influentes do futebol europeu antes de sua queda política.

 

Gianni Infantino, por sua vez, consolidou sua gestão com projetos ambiciosos, como a ampliação da Copa do Mundo masculina para 48 seleções e a criação do novo Mundial de Clubes, iniciativas que receberam apoio de federações emergentes, mas também críticas de ligas, clubes e jogadores por sobrecarga do calendário.