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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

suprema corte

Trump critica Suprema Corte dos EUA e ataca ministros que indicou após decisão sobre voto pelo correio
Foto: Reprodução / The White House [A Casa Branca]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (15) a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de barrar os esforços de seu governo para alterar as regras de votação pelo correio. Ele também fez duras críticas aos três ministros da corte que indicou durante seu primeiro mandato.

 

"Essas não são as pessoas que entrevistei para servir na Suprema Corte dos EUA", escreveu Trump nas redes sociais, referindo-se aos ministros Amy Coney Barrett, Brett M. Kavanaugh e Neil M. Gorsuch. "Eles são apenas uma sombra do que eram originalmente, um tribunal que está custando aos EUA trilhões de dólares com decisões chocantemente ruins, de uma magnitude tal que não será fácil para nosso país se recuperar ou se curar."

 

Na segunda-feira, a Suprema Corte rejeitou uma ordem executiva de Trump que teria mudado drasticamente a forma como os americanos votam pelo correio antes das eleições de meio de mandato. Trump há muito tempo critica a votação por correspondência e afirma que ela é marcada por fraudes, embora já tenha votado pelo correio em eleições recentes.

 

Em sua publicação na Truth Social, Trump classificou a decisão como "horrível e altamente política."

Suprema Corte dos EUA encerra tentativa de Trump de reverter condenação por abuso sexual e difamação
Joyce N. Boghosian / White House

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (29), o recurso apresentado pelo presidente Donald Trump e encerrou mais uma tentativa de reverter a condenação por abuso sexual e difamação em ação movida pela escritora e jornalista E. Jean Carroll. Com a decisão, permanece válida a indenização de US$ 5 milhões, cerca de R$ 26 milhões na cotação atual.

 

Sem apresentar justificativa ou votos divergentes, a Corte decidiu não analisar o pedido da defesa, mantendo a decisão de um júri proferida em 2023 e posteriormente confirmada por um tribunal federal de apelações.

 

No processo, os jurados concluíram que Trump foi responsável por abusar sexualmente de Carroll em um episódio ocorrido em uma loja de departamentos de Nova York na década de 1990. A acusação de estupro, no entanto, foi rejeitada. O presidente também foi responsabilizado por difamação após contestar publicamente o relato da escritora e atacar sua credibilidade.

 

Trump ainda responde a outro processo movido por Carroll, no qual foi condenado a pagar US$ 83,3 milhões por declarações feitas em 2019. Paralelamente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para apurar se a escritora cometeu perjúrio durante os depoimentos prestados nas ações, procedimento que segue em andamento.

Suprema Corte do Chile afasta três ministros em quatro meses por questões de parcialidade e relações impróprias
Suprema Corte do Chile — Foto: Falmazan / Wikipédia

Três ministros da Suprema Corte do Chile foram afastados de seus cargos entre outubro e dezembro do ano passado. Em dois casos, os juízes foram destituídos pelo Senado mediante "acusação constitucional". No terceiro, a magistrada foi afastada pelos próprios pares no tribunal. As penalidades foram idênticas: perda do cargo e inabilitação por cinco anos para exercer qualquer função pública.

 

Os processos, distintos em detalhes, estabeleceram parâmetros comuns. Ficou claro que, para a remoção de um magistrado, não se exigiu a prova de corrupção direta, como a venda de sentenças, ou de decisões com o objetivo explícito de favorecer terceiros. Bastou, conforme os casos, a aparência de parcialidade somada à existência de relações familiares ou pessoais consideradas impróprias.

 

O primeiro caso ocorreu em outubro de 2024, com a destituição da ministra Angela Vivanco, então vice-presidente da Corte. Ela foi envolvida num escândalo com o advogado Luis Hermosilla, figura de destaque no país. A investigação, que originalmente apurava evasão fiscal, encontrou áudios de conversas do advogado com diversas autoridades.

 

Nos registros, Vivanco era interlocutora assídua de Hermosilla. Eles discutiam o andamento de casos, posições de outros magistrados e nomeações. Em áudios com outras autoridades, Hermosilla chegou a mencionar subornos e a obstrução de investigações. A magistrada não foi flagrada negociando decisões, mas o tribunal considerou inadmissível a relação, que permitia ao advogado saber de "tudo que se passava no tribunal". Hermosilla e outros advogados foram presos.

 

O segundo caso foi o do ministro Sergio Muñoz, afastado pelo Senado em votação apertada. Juiz de prestígio, conhecido por posições em defesa de direitos humanos e questões ambientais, foi punido devido a relações familiares. Sua filha, advogada, atuava para empresas em grandes causas econômicas e regulatórias.

 

Não houve prova de que Muñoz ajudasse a filha. A punição decorreu por ele não ter esclarecido a situação e não ter declarado seu impedimento em casos relacionados. O magistrado afirmou que sua destituição foi uma "revanche política".

 

O terceiro caso, decidido por unanimidade do Senado em 22 de dezembro, foi o do ministro Diego Simpértigue. Um dos processos envolvia uma disputa multimilionária entre a estatal Codelco e uma multinacional fornecedora. O voto de Simpértigue na Suprema Corte foi favorável à multinacional.

 

Outro caso envolvia a construtora Fundamenta, que tinha processos caros no tribunal. Simpértigue não se declarou impedido, apesar de manter relações pessoais com advogados da empresa. A imprensa ainda o flagrou com a esposa em um cruzeiro no Mediterrâneo na companhia de um advogado daquela multinacional, não sendo a primeira viagem do tipo.

 

Durante o debate no Senado, os parlamentares frisaram que a questão não era o "teor dos votos do magistrado, mas o fato de ele não ter se declarado impedido".

 

As informações são do O Globo.

Violando a constituição, Milei nomeia dois ministros para a Suprema Corte
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente da Argentina, Javier Milei, nomeou, na última terça-feira (25), dois juízes para a Suprema Corte do país. A decisão do presidente viola a constituição do país, já que a indicação para ministro desta corte necessita de aprovação do Senado.


A nomeação dos dois juízes, juiz federal Ariel Lijo e o advogado Manuel Garcia-Mansilla, foi feita durante recesso do congresso, que volta às atividades neste sábado (1). A decisão gerou atritos com a oposição e até aliados, como o ex-presidente Mauricio Macri. 


Os dois nomes já haviam sido propostos por Millei em 2024, mas não haviam sido debatido no Senado. 


A Corte, atualmente, é composta por três dos cinco juízes necessários.

 

O texto do governo critica o Senado, falando de omissão do Senado, seguindo motivações políticas e não cumprindo o processo legal do país.

 

“A Câmara Alta deveria ter dado seu acordo aos candidatos propostos pelo Poder Executivo. De maneira nenhuma o Senado tem a condição de rejeitar o acordo dos candidatos propostos pelo presidente com base em preferências pessoais ou políticas dos senadores”, diz em texto. 

Pearl Jam é mais uma atração a cancelar shows nos EUA em protesto à lei antigay
Foto: Divulgação
Mais um! Depois de Bruce Sprigsteen e Bryan Adams foi a vez da banda Pearl Jam cancelar um show nos Estados Unidos como forma de protesto a leis antigays. A legislação em questão é a “HB2”, conhecida no país como a "lei do banheiro", que restringe o acesso de pessoas transexuais a banheiros públicos. "É com grande ponderação e muito lamento que devemos cancelar o show em Raleigh, na Carolina do Norte, no dia 20 de abril. Isto será decepcionante para aquelas pessoas que têm ingressos e você pode ter certeza de que estamos igualmente frustrados pela situação", declarou a banda, em comunicado divulgado nessa segunda-feira (18) para os fãs, segundo tradução da Rolling Stone Brasil.

Foi esta mesma lei que fez Bruce Springsteen cancelar a apresentação que faria no último dia 8, na cidade de Greensboro (lembre aqui). Já Bryan Adams cancelou o show que faria na última quinta (14), em Mississipi, por conta da lei que permitirá que empresas, organizações religiosas e funcionários neguem serviços a homossexuais que pretendam se casar (entenda aqui). "A lei HB2, que recentemente foi aprovada, é um desprezível pedaço de legislação que estimula a discriminação contra um grupo inteiro de cidadãos norte-americanos", avaliou Pearl Jam. "As implicações práticas são elevadas e o impacto negativo nos direitos humanos básicos é profundo", acrescenta a banda.

Essas leis visam burlar a decisão tomada pela Suprema Corte americana, em 2015, que legalizou casamento homossexual em todo o país. "Queremos que os Estados Unidos sejam um lugar onde nenhuma pessoa possa ser rejeitada por causa de quem ela ama e nem possa ser demitida de um emprego por causa de quem ela é", defende a banda de rock. Além de cancelar o show, o Pearl Jam vai "se comunicar com grupos locais e provê-los com fundos para ajudá-los a ter progresso no assunto". Os roqueiros ressaltam que "a lei HB2 interfere nos direitos básicos de pessoas transexuais e acaba com muitas proteções de não discriminação à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT)", concluem.

De acordo com a Rolling Stone Brasil, durante um show feito em Virgínea, horas antes de divulgar o comunicado, a banda comentou sobre a decisão. "Pensamos em pegar o dinheiro e dar a eles e mesmo assim fazer o show, mas a realidade é que não há nada como o imenso poder de fazer um boicote e colocar alguma pressão", afirmou Eddie Vedder, vocalista do grupo. "É uma pena porque algumas pessoas que serão afetadas não merecem isso, mas esta pode ser a maneira que definitivamente vai provocar alguma mudança".
Em protesto contra lei discriminatória, Bryan Adams cancela show no Mississipi
Foto: Reprodução / Youtube Bryan Adams
Depois de Bruce Springsteen, o cantor Bryan Adams anunciou o cancelamento de um show que faria no Mississipi como forma de protesto a uma lei antigay. "Não posso, de uma maneira consciente, me apresentar em um estado onde algumas pessoas são privadas de seus direitos individuais por sua orientação sexual", justificou o cantor em seu site.

Adams se apresentaria na quinta-feira (14), na cidade de Biloxi, mas se mostrou solidário à causa dos ativistas que lutam para revogar esta lei "extremamente discriminatória". Prevista para entrar em vigor em julho, a lei permitirá que empresas, organizações religiosas e funcionários neguem serviços a homossexuais que pretendem se casar.

De acordo com a AFP, textos similares foram aprovados em outros estados do país a fim de burlar a decisão tomada pela Suprema Corte americana, em junho de 2015, que legalizou o casamento homossexual em todo o país. Na última sexta (8), Springsteen cancelou um show que faria na Carolina do Norte para protestar contra uma lei promulgada contra a comunidade LGBT (lembre aqui).

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Eu já vi muito motivo pra atrasar obra, mas tartaruga é a primeira vez. Mas tem coisas que eu preferia não ver mesmo, como o Menudo Envelhecido soltando a voz. E enquanto Roto atua para embelezar o Judiciário, o Legislativo se pergunta quem teria enviado a infame mensagem pra Vorcaro. No meio disso tudo, o Molusco fez as bets provarem do próprio veneno, e Cunha segue encontrando mais um responsável pelo seu sofrimento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Carlos Viana

Carlos Viana
Foto: Reprodução / Redes Sociais

"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição". 

 

Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29). 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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