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A disputa administrativa e política entre os Poderes Executivo e Legislativo de Santaluz, na região sisaleira da Bahia, escalou para o campo judicial. Após a Câmara Municipal ingressar com um mandado de segurança contra o prefeito Arismário Júnior (Avante), emitiu uma nota, alegando que o impasse é meramente técnico e está sendo politizado.
O mandado de segurança foi movido pela presidente da Câmara, vereadora Joseane Lopes (PSB), sob a alegação de omissão por parte do prefeito na assinatura de um decreto de suplementação orçamentária.
A Câmara afirma que, apesar de possuir os recursos em conta — fruto do crescimento da receita corrente líquida do município, elevando o valor devido à Casa para R$ 7,2 milhões —, o Legislativo está impedido de remanejar a verba para o pagamento de salários e despesas de custeio administrativo.
O documento judicial acusa o prefeito de violar a autonomia financeira do Legislativo e de agir por interesse político, criando prejuízos à Casa. A Câmara solicitou à Justiça uma decisão liminar para obrigar o Executivo a publicar o decreto em até 48 horas, alertando para o risco de “caos administrativo e contábil” e atraso nos pagamentos de servidores e vereadores no mês de outubro.
Em sua nota enviada o Bahia Notícias (BN), o prefeito diz estar sempre esteve “aberto ao diálogo institucional e à cooperação”. O gestor negou a alegação de omissão, destacando que o Executivo "jamais se negou a analisar demandas da Câmara Municipal", mas que qualquer ato público deve seguir rigorosamente os trâmites legais e as normas fiscais vigentes, especialmente no que tange à execução orçamentária.
Segundo o prefeito, o entrave decorre da "ingerência e da falta de interesse do Legislativo em manter um diálogo construtivo", o que, em sua visão, acaba gerando "ruídos desnecessários na administração municipal" e prejudicando o bom relacionamento entre os Poderes.
Leia a nota na íntegra:
"O prefeito Arismário Barbosa Júnior esclarece que sempre esteve aberto ao diálogo institucional e à cooperação entre os Poderes, reafirmando o compromisso com a transparência e o equilíbrio administrativo. O gestor ressalta que o Executivo jamais se negou a analisar demandas da Câmara Municipal, mas que todos os atos públicos devem obedecer aos trâmites legais, especialmente no que se refere à execução orçamentária e ao cumprimento das normas fiscais vigentes.
Arismário lamenta a tentativa de politizar uma questão técnica e destaca que tem mantido as contas do município em dia, priorizando a responsabilidade na gestão dos recursos públicos. Segundo ele, o impasse decorre da ingerência e da falta de interesse do Legislativo em manter um diálogo construtivo, o que acaba prejudicando o bom relacionamento entre os Poderes e gerando ruídos desnecessários na administração municipal", diz gestor em nota.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.