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Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), presidente da Argentina, revogou, na última 3ª feira (22), um decreto que dava alguns benefícios fiscais a clubes de futebol. A decisão aumenta ainda mais os desentendimentos do Governo com a AFA (Associação de Futebol Argentino), e favorece a entrada de capital externo no mercado (criação de clubes empresa).
Essa revogação afetará todos os clubes do país, mas ainda mais os menores. Com os benefícios, os clubes não precisavam pagar à segurança social contribuições como Regime de Pensões, Abonos de Família, Pami e Fundo Nacional do Emprego.
O Decreto 1212/2003, foi instituído por Néstor Kirchner e cancelada em 2019 por Mauricio Macri, aumentando os impostos sobre vendas de ingressos, transferências de jogadores e impostos de TV. A medida voltou a valer em 2023, no governo do ex-presidente Alberto Fernández. Agora, com a nova revogação, o imposto sobe para 7,5%.
Javier Milei apoia as SADs (Sociedades Anônimas Desportivas), enquanto a AFA e quase todos envolvidos no meio do futebol argentino se opõem à entrada de capital externo no mercado de futebol do país. A revogação tem sido interpretada como uma estratégia para alterar o cenário fiscal e financeiro dos clubes e favorecer as SADs.
O presidente do Independiente, Hugo Moyano, afirmou que a medida coloca em risco a sobrevivência financeira de clubes históricos. Rodolfo D'onofrio, ex-presidente do River Plate, também se posicionou contra a decisão, destacando que a medida ajudava a equilibrar as finanças dos clubes menores. Marcelo Gallardo, técnico do River Plate, expressou preocupação com o impacto social nas categorias de base e no desenvolvimento de jovens atletas.
Ex-presidente do país e do Boca Juniors, Mauricio Macri apoiou a mudança.
"Sem dúvida é um avanço, ter mais investimentos e um espetáculo de maior qualidade, com melhores times e melhores estádios", escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter).
Milei argumentou que a medida promoverá uma gestão mais eficiente dos clubes.
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.