Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Salvador

Notícia

Consórcio da Ponte Salvador-Itaparica detalha diálogo com comunidades tradicionais e garante continuidade das obras

Por Francis Juliano / Daniel Araújo

Consórcio da Ponte Salvador-Itaparica detalha diálogo com comunidades tradicionais e garante continuidade das obras
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Em entrevista, Carlos Prates, gerente de Relações Institucionais e porta-voz da Concessionária Ponte Salvador–Itaparica, garantiu que as obras do equipamento seguem em andamento de forma paralela ao processo de diálogo com as comunidades tradicionais da região. Em entrevista recente, o representante detalhou o cronograma de audiências públicas e os próximos passos para a escuta de povos de terreiro e comunidades ciganas na Ilha de Itaparica.

 

De acordo com Prates, "o diálogo com a comunidade, ele é constante, sempre existiu". Ele relembrou que, no ano de 2025, o consórcio realizou doze consultas públicas envolvendo pescadores, marisqueiras e quilombolas, o que culminou na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, e que os projetos básicos ambientais (PBAs) dessa fase já foram aprovados.

 

Atualmente, a concessionária volta as atenções para os grupos religiosos que ainda não participaram formalmente do processo. "Estamos ainda formalizando alguns protocolos para ouvir alguns terreiros ainda que não foram ouvidos", explicou o gerente, ressaltando que essas áreas estão situadas em diversas regiões da ilha. Prates fez questão de pontuar que as tratativas não paralisam as intervenções: "O diálogo continua constante, independente do andamento de obra". Ele complementou afirmando que essas etapas de escuta não são pendências, mas processos nos quais as demandas são trazidas para a concessionária e para o governo a fim de serem atendidas.

 

Questionado sobre as principais preocupações apresentadas por esses grupos, Prates esclareceu que as pautas variam de acordo com as particularidades de cada população. "Depende do público. Os pescadores, eles perguntam sobre áreas de pesca, onde eles vão poder pescar, se em alguma determinada localidade vai ser proibida a pesca", exemplificou. Já em relação a outras minorias, o foco se volta para contrapartidas diretas. Segundo o gerente, as dúvidas envolvem "para a comunidade cigana, o que eles podem ter de benefícios nas comunidades onde eles moram, que em geral são comunidades bem carentes".

 

Para concluir, o gestor enfatizou que a relação com os moradores locais é um compromisso contínuo, visto que a empresa irá construir, manter e operar o sistema viário. "Digamos que seja um casamento de longa duração, são 35 anos de concessão", afirmou. Prates destacou que o grande objetivo da empresa é construir o projeto em conjunto, para que a população local "faça parte desse projeto e já está fazendo através dos empregos que nós estamos gerando".