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soberania nacional
Durante visita, nesta quarta-feira (19), ao Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Marinha, na cidade de Iperó (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou favoravelmente a que o Brasil enriqueça urânio “para fins pacíficos”. Lula também fez um discurso em defesa da soberania nacional.
Acompanhado na visita pelos ministros da Defesa, José Múcio, das Minas e Energia, Alexandre Silveira, da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o presidente Lula também defendeu a possibilidade de o Brasil exportar urânio enriquecido para outros países interessados em utilizar a energia nuclear para fins pacíficos.
“É importante que a gente tenha tecnologia pra dar e pra vender, para que a gente possa enriquecer urânio para fins pacíficos como está na nossa constituição e pra vender para o mundo”, afirmou Lula.
A Constituição brasileira determina que todas as atividades nucleares devem ter fins pacíficos e estabelece que a União deve ter o monopólio sobre atividades como por exemplo, o enriquecimento e o reprocessamento de materiais nucleares. Já a comercialização com outros países está sujeita a autorizações e controles dos órgãos responsáveis pelo setor nuclear.
Na visita ao Centro Nuclear de Aramar, Lula também conheceu o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica. No local, o presidente obteve informações sobre o desenvolvimento do primeiro submarino de propulsão nuclear do país, e disse que o Brasil, com o tamanho de seu território, não pode ficar com a “cabeça curvada” para sempre.
“O que a gente não pode é ter um país deste tamanho de cabeça baixa o tempo todo. A gente não tem soberania nacional porque faz discurso”, disse o presidente.
Nesse sentido, Lula se comprometeu a obter os recursos para “terminar de uma vez por todas” o submarino, cuja data de conclusão foi adiada por falta de orçamento e agora está prevista para 2038.
“Uma coisa dessa não pode ficar à mercê da volatilidade do nosso orçamento. Se a gente quer submarino de verdade, se é importante pra soberania nacional, para o Brasil ser respeitado no mundo, a gente tem que dar continuidade, estamos falando do futuro, do emprego qualificado, enriquecimento de urânio, saúde, energia", declarou Lula.
Representantes de movimentos sociais, partidos políticos, juristas, universidades, centrais sindicais e organizações da sociedade civil realizaram nesta sexta-feira (25) ato em defesa da soberania nacional. O evento foi realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, no centro da capital paulista.
Segundo a Agência Brasil, um manifesto foi lido durante o ato com as críticas às tentativas de intervenção na democracia brasileira. O ato ocorre diante das tarifas impostas aos produtos brasileiros pelo presidente do Estados Unidos, Donald Trump, sob a justificativa de que o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), estaria sofrendo perseguição no país.
O manifesto, assinado pelas organizações participantes do ato, repudia qualquer "forma de intervenção, intimidação ou admoestação" com objetivo de intimidar ou ameaçar o país.
"Intromissões estranhas à ordem jurídica nacional são inadmissíveis. Neste grave momento, em que a soberania nacional é atacada de maneira vil e indecorosa, a sociedade civil se mobiliza, mais uma vez, na defesa da cidadania, da integridade das instituições e dos interesses sociais e econômicos de todos os brasileiros", diz a carta.
O documento destaca ainda que legislação brasileira permite a todos os acusados o direito à ampla defesa e que os processos são julgados com base em provas, "e as decisões são necessariamente motivadas e públicas".
"Exigimos o mesmo respeito que dispensamos às demais nações. Repudiamos toda e qualquer forma de intervenção, intimidação ou admoestação, que busque subordinar nossa liberdade como nação democrática. A nação brasileira jamais abrirá mão de sua soberania, tão arduamente conquistada".
Mais de 100 entidades assinaram o manifesto.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.