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Nos últimos meses, um grupo de mergulho gratuito ganhou bastante visibilidade e registrou crescimento de mais de 200% no número de seguidores nos últimos quatro meses. Localizado no Porto da Barra, o projeto Aulão Free Snorkeling realiza encontros mensais para atender pessoas interessadas em mergulhar e conhecer as águas da capital baiana.
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Em conversa com o Bahia Notícias, a vice-coordenadora do grupo, Yasmin Nunes, explicou como funciona o projeto e sua atuação.
“Eu sou a vice-coordenadora e fico responsável por todo o grupo, na verdade: marcação do mergulho, checar disponibilidade dos voluntários e tudo mais”, afirmou.
Segundo ela, o projeto existe há nove anos e foi idealizado por Ricardo Silva e Ludmila Sena, com o objetivo de democratizar o acesso ao mergulho e conscientizar a população sobre o potencial do mar de Salvador.
“O aulão é um projeto de nove anos. Começou no início de 2017, e nessa época eu ainda não fazia parte. Foi fundado por Ricardo Silva e Ludmila Sena. O principal objetivo é dar acesso gratuito ao mergulho. Salvador tem um mar muito grande e ainda pouco explorado pela população”, explicou.
Ela também destacou o papel educativo da iniciativa. “Através do snorkeling, a gente ensina as pessoas a cuidar do ambiente marinho”, disse.
Sobre a frequência das atividades, Yasmin Nunes explicou que os encontros acontecem, em geral, uma vez por mês, devido à limitação de voluntários e às condições climáticas.
“A gente já pensou em aumentar a frequência, mas o número de voluntários acaba limitando. No verão, já conseguimos fazer duas vezes por mês, mas no inverno o clima dificulta”, afirmou.
Além dos aulões gratuitos, o grupo também realiza ações de limpeza e campanhas solidárias. Para ajudar nos custos, foi criado um projeto paralelo com passeios pagos a preços abaixo do mercado.
“As atividades acontecem mensalmente, e às vezes participamos de ações de limpeza. Também fazemos arrecadação de alimentos no aniversário do grupo, em janeiro. Durante sete anos sobrevivemos de doações, principalmente por causa dos custos com equipamentos. Recentemente criamos o ‘Snorkeling Tour’, com valor abaixo do mercado, e toda a arrecadação é revertida para o projeto. Nenhum voluntário recebe por isso”, explicou.
A inscrição para os mergulhos é feita por meio de links divulgados em grupos de WhatsApp, que reúnem cerca de 900 pessoas cada. Com a recente viralização nas redes sociais, a procura aumentou significativamente.
“É muito procurado. De janeiro para cá, viralizaram dois vídeos e a demanda cresceu muito. Hoje temos três grupos de WhatsApp com cerca de 900 pessoas cada. No Instagram, passamos de 10 mil seguidores — em janeiro eram cerca de 3 mil. As inscrições são abertas uma semana antes e a seleção é feita por planilha, priorizando quem nunca participou”, contou.

Em média, cerca de 35 pessoas participam de cada edição. No dia da atividade, o projeto é dividido em duas etapas: teórica e prática.
“As edições acontecem no Porto da Barra. Primeiro passamos instruções de segurança, uso dos equipamentos e educação ambiental. Depois fazemos alongamento e vamos para a água. Cada voluntário acompanha três alunos. Nosso foco é a observação da vida marinha”, explicou.

Foto: Arquivo Pessoal
A participação é gratuita, e o único requisito é ter mais de 18 anos. O projeto também conta com intérprete de Libras, ampliando o acesso à comunidade surda.
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Pérolas do Dia
Carlos Bolsonaro
"Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele e falei: 'desculpa, pai, a gente falhou".
Disse Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao publicar um vídeo nas redes sociais após visitar a casa do pai, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A gravação foi divulgada nesta quarta-feira (28) três dias após a derrota do filho mais velho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026.