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O jornalista Chico Pinheiro publicou um vídeo no Hospital do Coração (HCor), onde faz seu tratamento contra um câncer no intestino, comunicando que está fazendo a 11ª semana de quimioterapia e que agora falta apenas mais uma.
"Estou aqui no Hospital do Coração, no HCor, fazendo a minha 11ª semana de quimioterapia. Duas cirurgias depois, mais 12 semanas de quimioterapia, essa é a 11ª, para eu me livrar do câncer. Está indo, está indo", afirmou o ex-apresentador do "Bom Dia Brasil."
O jornalista se mostrou em dia com as últimas novidades que acontecem na internet, afirmando que vai sair do hospital capaz de "farmar aura", uma expressão que tem viralizado nas redes sociais. "Mais um pouquinho e estarei pronto e garanto para vocês que aqui do Hospital do Coração do HCor, no Paraíso, eu vou sair daqui capaz de farmar aura, farmar aura. Six-seven, six-seven, six-seven."
O comunicador finaliza defendendo o Sistema Único de Saúde: "É assim que a gente sai e vamos sair melhor ainda depois da eleição, porque a qualidade do tratamento aqui tem que ser assim para todo mundo, graças ao Sistema Único de Saúde."
Chico Pinheiro revelou em maio deste ano que foi diagnosticado com câncer no intestino. A notícia foi compartilhada durante uma entrevista com o cantor Zeca Baleiro, no programa "Chico Pinheiro Entrevista." Segundo ele, o tumor foi descoberto ainda no início.
Uma cirurgia robótica considerada simples foi feita, porém ocorreram complicações no pós-operatório, o que fez com que o jornalista precisasse passar pela UTI. “Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia. Descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo, e uma cirurgia que era para ser feita em um dia e, três dias depois, eu iria para casa”, contou.
O Ministério da Saúde incluiu na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) para rastreamento de câncer colorretal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (10).
Segundo informações do G1, o ministério já havia anunciado, em maio, que iria adotar um novo protocolo no SUS para auxiliar na detecção precoce da doença no Brasil. Conforme a publicação, o exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos.
O exame será oferecido na modalidade ambulatorial e está classificado como procedimento de atenção básica. A norma passa a valer a partir da publicação, mas o novo procedimento será registrado nos sistemas do SUS a partir do próximo mês.
COMO FUNCIONA?
O procedimento consiste na pesquisa de sangue oculto nas fezes por meio do teste imunoquímico fecal e será realizado a cada dois anos para o rastreamento do câncer colorretal. O FIT identifica o sangue oculto que pode ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o teste utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.
O paciente recebe um kit para coleta em casa e precisa retirar uma pequena amostra das fezes com uma haste própria, colocada em um tubo coletor. Depois, o material é enviado para análise laboratorial.
O FIT é considerado mais conveniente e mais barato para rastreamento populacional do que a realização de colonoscopia em toda a população assintomática. Segundo o Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.
A norma do Ministério da Saúde estabelece que o teste incluído na tabela do SUS é destinado exclusivamente ao "rastreamento bienal de pessoas assintomáticas". Segundo o órgão, a inclusão do exame pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, considerada hoje o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.
A Clínica Clivan, localizada na Anita Avenida Garibaldi, foi interditada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS)após ao menos 30 pacientes denunciarem perda de visão e dores após passarem por cirurgia de catarata. A unidade de saúde possuía convênio com a gestão municipal, já que também realizava atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Um grupo de ao menos 30 pessoas apresentou as mesmas reclamações sobre a cirurgia de catarata. Segundo os pacientes, eles receberam os primeiros atendimentos e, posteriormente, foram encaminhados pela clínica para o Hospital Santa Luzia, no bairro de Nazaré com queixas de dores e perda de visão.
A TV Bahia, muitos afirmaram que ainda não sabem o que causou as dores e quais serão as consequências e temem a perda total da visão. Elas afirmam que a clínica não prestou esclarecimentos sobre o que teria acontecido ou como os sintomas estão sendo investigados.
Ainda conforme familiares de pacientes, quatro pessoas já perderam o olho após serem diagnosticadas com uma bactéria no Hospital Geral do Estado (HGE). Assim como os demais, eles passaram pela cirurgia na clínica e, após apresentarem dor nos olhos e perda de visão, foram orientados a procurar o HGE.
Uma das vítimas, Iranildes, conta que ela e a mãe são de Acajutiba, no interior da Bahia, e a idosa foi atendida pela clínica. Após relatar novas dores, ela foi atendida, nesta segunda, no Hospital Santa Luzia, onde passou por atendimento e ainda aguarda um parecer de um cirurgião, que deve definir os próximos passos diante do estado clínico dela.
Em nota, a SMS detalhou que a Clínica Clivan estava devidamente licenciada junto à vigilância sanitária municipal, com alvará vigente. Entretanto, a pasta tomou as seguintes providências cautelares no âmbito da vigilância sanitária:
- Suspensão cautelar do alvará sanitário;
- Interdição temporária dos serviços relacionados aos procedimentos em apuração;
- Instauração de processo administrativo sanitário para verificação das condições de funcionamento e conformidade com as normas vigentes;
- Notificação ao Ministério Público e Cremeb para acompanhamento nas esferas cabíveis.
À reportagem, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que realizou uma fiscalização na clínica nesta segunda-feira (2). As eventuais sanções ao empreendimento só serão divulgadas após o resultado da análise.
A clínica de oftalmologia se pronunciou por meio de nota e afirmou que todos os protocolos clínicos, técnicos e de biossegurança foram rigorosamente seguidos durante as cirurgias.
Confira a nota da Clivan na íntegra:
"A Clínica de Oftalmologia esclarece as informações relacionadas a intercorrências registradas no pós-operatório de cirurgias de catarata realizadas na última semana.
Ressaltamos que todos os protocolos clínicos, técnicos e de biossegurança foram rigorosamente seguidos, desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento pós-cirúrgico, em conformidade com as normas médicas vigentes.
A clínica realiza mais de 8 mil cirurgias por ano, mantendo um histórico sólido de segurança, qualidade e excelência, o que reforça o caráter pontual do episódio.
Reiteramos nosso compromisso com a saúde, o bem-estar e a transparência no atendimento aos pacientes, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais e assegurando que todos continuem sendo acompanhados de forma responsável e humanizada.
A Clínica de Oftalmologia reafirma sua confiança nos seus profissionais, protocolos e na medicina responsável que sempre pautou sua trajetória."
O Ministério da Saúde passou a recomendar o acesso à mamografia, via Sistema Único de Saúde (SUS), para mulheres de 40 a 49 anos, mesmo que não haja sinais ou sintomas de câncer de mama. Segundo informações divulgadas pela pasta nesta terça-feira (23), a faixa etária em questão concentra 23% dos casos da doença, e a detecção precoce aumenta as chances de cura.
Até então, a orientação era que o exame fosse feito a partir dos 50 anos. A medida faz parte de um conjunto de ações anunciadas para a melhoria do diagnóstico e da assistência. Segundo a Agência Brasil, a recomendação para mulheres a partir dos 40 anos é que o exame seja feito sob demanda, em decisão conjunta com o profissional de saúde.
“A paciente deve ser orientada sobre os benefícios e desvantagens de fazer o rastreamento. Mulheres nesta idade tinham dificuldade com o exame na rede pública de saúde por conta da avaliação de histórico familiar ou necessidade de já apresentar sintomas”, informou o ministério, em nota.
As mamografias via SUS em pacientes com menos de 50 anos, de acordo com a pasta, representam 30% do total, o equivalente a mais de 1 milhão apenas no ano de 2024.
Outra medida anunciada é a ampliação da faixa etária para o rastreamento ativo, quando a mamografia é solicitada de forma preventiva a cada dois anos. A idade limite, até então, era 69 anos. Agora, passa a ser 74 anos. Dados do ministério revelam que quase 60% dos casos de câncer de mama estão concentrados entre 50 e 74 anos.
“A ampliação do acesso à mamografia aproxima o Brasil de práticas internacionais, como as adotadas na Austrália, e reforça o compromisso em garantir diagnóstico precoce e cuidado integral às mulheres brasileiras. O câncer de mama é o mais comum e o que mais mata mulheres, com 37 mil casos por ano”, reforçou a pasta.
Os números mostram que, em 2024, cerca de 4 milhões de mamografias para rastreamento e 376,7 mil exames diagnósticos foram realizados no SUS.
O Ministério da Saúde oficializou a incorporação dos transplantes de intestino delgado (TID) e multivisceral (TMV) no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, na quinta-feira (20) e permitirá que pacientes com falência intestinal irreversível e outras condições graves tenham acesso a esses procedimentos pelo sistema público.
A falência intestinal é uma condição rara que impede a absorção de nutrientes essenciais, sendo comumente tratada com nutrição parenteral (alimentação intravenosa). No entanto, essa abordagem pode causar complicações severas, tornando o transplante a única opção para alguns pacientes. De acordo com o relatório técnico do Ministério da Saúde, o TID e o TMV podem melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.
A recomendação inicial da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) foi favorável à inclusão dos transplantes, considerando benefícios clínicos e a possível expansão de centros especializados no Brasil. Com a publicação no Diário Oficial, a decisão agora passa a ser uma política pública oficial do SUS.
A decisão judicial do magistrado Tardelli Boaventura determina ao Estado da Bahia e ao Município de Campo Formoso, no norte baiano, a transferência imediata de uma paciente em estado crítico para Unidade de Terapia Intensiva com Serviço de Referência em Neurocirurgia. A decisão foi proferida em menos de um hora após a submissão da ação de tutela de urgência ajuizada pela Defensoria Pública da Bahia em nome da paciente.
A paciente, de 43 anos, está internada há cerca de 8 dias no Hospital São Francisco devido a um AVC. Ela segue entubada e sedada. De acordo com testemunhas, os sintomas da paciente vêm sendo apresentados desde agosto, incluindo êmese, cefaléia e picos de pressão alta, mas naquela ocasião o AVC não foi diagnosticado.
Segundo os relatórios médicos, a situação se agravou a partir do dia 20 de setembro quando, por meio de uma tomografia computadorizada, foram foram reveladas evidências de hemorragia subaracnoide supra e infratentorial de aspecto liminar. O último relatório divulgado, desta terça-feira (26), aponta a gravidade do estado de saúde da paciente, indicando que ela precisa de cuidados intensivos e aguarda uma vaga em uma unidade hospitalar com suporte de Neurocirurgia.
A urgência do caso provocou o ajuizamento da ação por parte da Defensoria Pública, com o objetivo de garantir o acesso da assistida a um leito de internação em uma unidade hospitalar com suporte para Neurocirurgia. O juiz Boaventura ressaltou o princípio da universalidade, destacando que a prestação de assistência à saúde pelo Estado é para todos, conforme estabelecido na Constituição Federal.
Na decisão, o magistrado enfatizou a obrigação do Estado de fornecer o pleno exercício do direito à saúde, determinando que o Estado da Bahia e o Município de Campo Formoso garantam, no prazo de até 24 horas, a transferência e internação da paciente. A decisão também prevê uma multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, bem como autoriza a paciente a realizar o tratamento em hospital particular, às custas da parte requerida, caso a transferência não seja efetuada no prazo estabelecido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB".
Disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) ao defender a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.