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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

sei bahia

Produção industrial baiana sobe 2,7% em outubro e recupera perdas de mês anterior
Foto; Divulgação / SEI

A produção industrial da Bahia avançou 2,7% em outubro de 2025, na comparação com setembro. O resultado interrompe a retração de 4,9% registrada no mês anterior.

 

Divulgados nesta terça-feira (9), os dados integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

 

Na comparação com outubro de 2024, a indústria baiana, que engloba os segmentos de transformação e extrativa mineral, apresentou alta de 1,2%. No acumulado entre janeiro e outubro de 2025, o setor cresceu 1%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, houve expansão de 1,1%, todas as variações em relação aos períodos equivalentes.

 

Entre as 11 atividades pesquisadas, cinco registraram crescimento na comparação anual. O segmento de Derivados de petróleo foi o principal responsável pelo desempenho positivo, com alta de 7,3%, impulsionado pelo maior processamento de gasolina automotiva e óleos combustíveis.

 

Também tiveram resultados favoráveis as Indústrias extrativas (15,4%), Produtos alimentícios (2,8%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4%) e Metalurgia (0,9%).

 

Por outro lado, produtos químicos apresentou a maior influência negativa do período, com queda de 12,6%, atribuída sobretudo à menor produção de álcoois graxos.

 

Desempenhos negativos também foram observados em Couro, artigos para viagem e calçados (-12,4%), Bebidas (-8,6%), Celulose, papel e produtos de papel (-2%), Produtos de borracha e material plástico (-0,5%) e Minerais não metálicos (-1,6%).

Bahia abre 4,4 mil vagas formais em outubro e ultrapassa 104 mil novos empregos no ano, aponta SEI
Foto: Divulgação / SEI

A Bahia voltou a registrar crescimento no emprego formal em outubro, com a criação de 4.449 vagas com carteira assinada, segundo dados do Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e sistematizados pela SEI [Superintendência de Estudos Econômicos] do estado.

 

Este é o décimo mês seguido de saldo positivo local. No mês, ocorreram 89,8 mil admissões e 85,3 mil desligamentos. Apesar do resultado menor que o de setembro (+11,5 mil vagas), o desempenho supera o de outubro de 2023, quando o estado teve saldo negativo (-644).

 

Com isso, a Bahia encerrou o mês com 2,2 milhões trabalhadores celetistas, uma alta de 0,20% em relação ao mês anterior.

 

SERVIÇOS LIDERAM CONTRATAÇÕES
Três dos cinco grandes setores fecharam outubro no azul. Serviços: +3.453 vagas, Construção: +1.688 vagas, Comércio: +1.151 vagas. Já Indústria (-1.043) e Agropecuária (-800) tiveram queda no número de postos formais.

 

COMPARAÇÃO NACIONAL E REGIONAL

Em outubro, o Brasil gerou 85.147 vagas (+0,17%) enquanto o Nordeste criou 33.831 (+0,41%). A Bahia teve crescimento percentual maior que o do país, porém menor que o da região. Entre os estados brasileiros, o estado teve o oitavo maior saldo absoluto e ficou na 14ª posição no ranking relativo. No Nordeste, todos os estados tiveram alta. A Bahia ficou em terceiro lugar em saldo de vagas e na oitava posição relativa.

 

104,3 MIL NOVOS EMPREGOS EM 2025

De janeiro a outubro, o estado abriu 104,3 mil vagas, crescimento de 4,88% sobre o estoque do início do ano, desempenho superior ao do Brasil (3,82%) e ao do Nordeste (4,65%). Segundo Luiz Fernando Lobo, especialista da SEI, o resultado surpreende.

 

“O saldo acumulado deste ano já supera o do mesmo período de 2024, quando foram criadas 97.557 vagas”, declarou. Todos os setores apresentam saldo positivo no ano. Serviços: +53.504, Indústria: +17.258, Construção: +16.308, Comércio: +9.770, Agropecuária: +7.497.

 

No acumulado, a Bahia tem o quarto maior saldo do país e lidera entre os estados nordestinos. Em termos relativos, ocupa a décima posição nacional e a quarta no Nordeste. 

PIB da Bahia cresce 2,1% no segundo trimestre deste ano e acumula alta de 2,7% no semestre
Foto: Reprodução / SEI

O Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia avançou 2,1% no segundo trimestre deste em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, já com ajuste sazonal, houve crescimento de 0,3%.

 

Os números foram informados nesta terça-feira (9) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).  No acumulado do primeiro semestre (janeiro a junho), o PIB baiano registrou alta de 2,7%. Na taxa anualizada [que considera os últimos 12 meses encerrados em junho], o crescimento foi de 2,8%.

 

PIB em valores correntes

Entre abril e junho de 2025, o PIB da Bahia alcançou R$ 141,7 bilhões, sendo R$ 129,7 bilhões de Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 12 bilhões referentes a impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

 

Por setor, a agropecuária somou R$ 28,7 bilhões, a indústria R$ 25,5 bilhões e os serviços R$ 75,5 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, o PIB chegou a R$ 279,4 bilhões, com R$ 251,1 bilhões de VA e R$ 28,3 bilhões de impostos.

 

Desempenho por setor no 2º trimestre

O crescimento de 2,1% no PIB do estado foi puxado principalmente pela agropecuária, que avançou 8,7%, impulsionada pelas culturas de soja, milho, algodão, mandioca e café.

 

A indústria registrou alta de 0,5%, com expansão na indústria de transformação (+0,4%), extrativa (+9,6%) e construção (+1,9%). Apenas o segmento de eletricidade e água recuou (-2,0%).

 

O setor de serviços cresceu 0,7%, com destaque para atividades imobiliárias (+2,3%) e transportes (+1,9%). Administração pública e comércio permaneceram estáveis, enquanto “Outros serviços” – que inclui áreas como hospedagem, alimentação, comunicação, finanças, educação e cultura – avançou 1,2%.

 

Resultado do 1º semestre de 2025

De janeiro a junho, o PIB da Bahia cresceu 2,7% em comparação ao mesmo período de 2024. A agropecuária avançou 8,9%, refletindo tanto o bom desempenho da agricultura quanto da pecuária.

 

A indústria cresceu 2,8% no semestre, sustentada pela indústria de transformação (+3,1%), extrativa (+3,2%) e construção (+4,1%). O único recuo foi em eletricidade e água (-0,5%).

 

Já o setor de serviços registrou expansão de 1,4%, puxado por atividades imobiliárias (+2,3%), transportes (+1,7%) e “Outros serviços” (+3,3%). Comércio e administração pública ficaram praticamente estáveis, ambos com +0,1%.

Produção industrial da Bahia sobe 2,1% em junho, aponta IBGE
Foto: Manu Dias / GOVBA

A produção industrial da Bahia cresceu 2,1% em junho de 2025 em relação a maio, após queda de 3,9% no mês anterior. Na comparação com junho de 2024, o avanço foi de 0,8%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, analisados pela SEI [Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia].  

 

No acumulado do semestre, a alta foi de 0,7% e, nos últimos 12 meses, de 2%. Entre os setores que mais cresceram em junho estão Derivados de petróleo (+7,2%), Indústria extrativa (+3,9%), Produtos de borracha e plástico (+1,9%) e Metalurgia (+1,6%).

 

A principal queda foi em Produtos químicos (-8,5%), seguida por recuos em celulose e papel, couro e calçados, bebidas e minerais não metálicos.

 

No primeiro semestre, Derivados de petróleo (+7,6%) e Máquinas e materiais elétricos (+26,7%) lideraram as altas.

Confiança do empresariado baiano recua -90 pontos em novembro, segundo indicador
Foto: Mateus Pereira / GOVBA

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (Iceb), calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apresentou uma queda em novembro, registrando -90 pontos.

 

A escala do Iceb varia de -1.000 a 1.000 pontos, e o valor atual indica um cenário de Pessimismo Moderado (intervalo de -250 a 0 pontos), o que representa a décima pontuação consecutiva abaixo de zero e o menor nível desde julho deste ano.

 

O recuo registrado em novembro é de 40 pontos em comparação a outubro, quando o indicador marcou -50 pontos. Esse é o segundo encolhimento consecutivo do ICEB, mas, apesar disso, as quedas observadas nos últimos dois meses não revertem as altas verificadas em agosto e setembro.

 

Luiz Fernando Lobo, especialista da SEI, comentou que, “apesar da segunda queda em sequência, ainda é cedo para afirmar que se trata do início de uma nova tendência, já que o que houve foi apenas uma reversão parcial do avanço da confiança nos meses de agosto e setembro”.

 

A retração da confiança entre outubro e novembro não foi uniforme entre todos os setores. O setor de Comércio teve a maior alta, enquanto o setor de Serviços apresentou a maior queda. Em novembro, a Agropecuária (38 pontos) e o Comércio (9 pontos) foram os únicos setores com pontuação positiva. Por outro lado, a Indústria (-61 pontos) e os Serviços (-145 pontos) registraram quedas acentuadas. O setor de Agropecuária, com a maior pontuação, manteve a liderança pela quinta vez consecutiva, enquanto os Serviços atingiram o menor nível de confiança pela segunda vez seguida.

 

Entre os temas avaliados, as expectativas mais negativas do empresariado baiano recaíram sobre os indicadores de crédito, juros e câmbio. Por outro lado, os temas relacionados ao PIB nacional, exportação e vendas apresentaram as melhores expectativas no mês.

Governo da Bahia promove quase 10 mil servidores da saúde
Foto: Leonardo Rattes/SAÚDE GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues deu mais um passo significativo na valorização dos servidores estaduais, ao publicar a Promoção Extraordinária de 9.421 integrantes do Grupo Ocupacional Serviços Públicos de Saúde (GOSPS), incluindo médicos e reguladores da assistência em saúde. 

 

A lista provisória foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (26), com impacto anual estimado em R$ 45 milhões.

 

A medida faz parte de um pacote de ações voltadas para o reconhecimento e valorização dos profissionais da saúde pública. “Estamos trabalhando continuamente para valorizar os servidores que dedicam suas vidas à saúde do nosso povo”, declarou o governador Jerônimo Rodrigues.

 

A Promoção Extraordinária está prevista no art. 22 da Lei nº 14.565, de 16 de maio de 2023, e é regulamentada pelo Decreto n° 22.517, de 27 de dezembro de 2023, publicado no Diário Oficial em 28 de dezembro de 2023, e pela Instrução Normativa nº 01/2023, publicada em 29 de dezembro de 2023.

 

Os servidores que não constam na lista provisória têm três dias úteis a partir da data de publicação para interpor recursos. Estes podem ser realizados pelo Portal SEI Bahia, endereçados à Comissão de Desenvolvimento Funcional do GOSPS, ou diretamente no setor de Recursos Humanos da unidade de lotação do servidor. A publicação da lista definitiva e o pagamento deve ocorrer em até 40 dias. 

 

“Essa é mais uma demonstração do esforço contínuo do governo em promover melhorias significativas para os servidores estaduais, refletindo diretamente na qualidade dos serviços prestados à população", afirma a secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana.

PIB baiano tem alta de 2,6% em 4° trimestre de 2023; indústria, por outro lado, registrou queda de 1,7% no ano, aponta SEI
Foto: Divulgação / SEI-Bahia

O Produto Interno Bruto (PIB) baiano do último trimestre de 2023 fechou com alta de 2,6% ante mesmo período do ano anterior. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (7) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

 

Nos últimos três meses de 2023, o estado totalizou R$ 99,6 bilhões em atividade econômica, sendo R$ 83,7 bilhões referentes ao valor adicionado de mercadorias e serviços, e R$ 15,9 bilhões em impostos sobre produtos líquidos de subsídios. Serviços alcançaram R$ 57,9 bilhões, Indústria R$ 22,5 bi e Agropecuária, R$ 3,3 bilhões.

 

Na comparação com os últimos três meses de 2022, o PIB da Bahia teve expansão em todos os setores: agropecuária, com taxa de 6,6%, indústria com alta de 5% e serviços, com 1,3%. O crescimento do setor agropecuário foi determinado pela produção de algodão, mandioca, milho e soja. A expansão de 5% do setor industrial foi determinada pela indústria de transformação (+5,5%), da geração, distribuição e consumo de energia elétrica, gás e água (+9,4%) e da indústria extrativa (+2,4%). Enquanto a construção civil teve uma queda de 0,2%.

 

Apesar de não ter apresentado o mesmo desempenho dos demais setores em 2023, serviços também fechou o ano com saldo positivo (+1,3%). Enquanto as atividades outros serviços (+5,1%); comércio (+0,6%) e imobiliárias (+2,6%) cresceram de janeiro a dezembro, a administração pública – importante atividade para a economia baiana – e transportes exibiram resultados negativos com -1,9% e -2,6%, respectivamente.

 

BALANÇO DE 2023

No ano de 2023 a economia baiana registrou crescimento de 1,1% ante 2022. Segundo a SEI, o setor agropecuário puxou a elevação do PIB em 2023, com crescimento acumulado de 5,2%. O setor de serviços, que tem maior peso, teve expansão de 1,9%. Aqui, a maior variação foi observada em outros serviços (+6,1%), com destaque para as atividades profissionais e a atividade educação e saúde. Atividades imobiliárias também cresceram 2,5% no ano. Já o setor industrial apresentou queda de 1,7% no ano.

 

QUEDA NA INDÚSTRIA

O resultado negativo se deve às quedas das indústrias de transformação (-2,9%), extrativas (-8,5%) e construção civil (-0,7%); somente o segmento de geração, distribuição e consumo de energia elétrica, gás e água registrou desempenho positivo dentro desse setor (+4,7%).

Safra baiana de grãos em 2023 é estimada em 12,1 milhões de toneladas
Foto: Divulgação / SEI Bahia

A colheita de cereais [milho, por exemplo], oleaginosas [soja, por exemplo] e leguminosas [feijão, por exemplo] na Bahia deve alcançar 12,1 milhões de toneladas. Os dados são referentes a setembro passado a partir do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo IBGE, e sistematizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

 

A previsão pode representar um avanço de 6,9% ante a safra de 2022, apontada como a melhor da série histórica do levantamento para o conjunto de produtos pesquisados.  O destaque deve vir do algodão [caroço e pluma] com safra estimada em 1,74 milhões de toneladas, uma expansão de 29,1% em relação ao ano passado. A área plantada com a fibra aumentou 25% para 363 mil hectares em relação à safra de 2022.

 

Já a soja deve representar 7,57 milhões de toneladas, alta de 4,5% ante 2022. A área plantada com a oleaginosa no estado ficou projetada em 1,9 milhão de hectares. Segundo a SEI, as duas safras anuais do milho podem alcançar 3,09 milhões de toneladas, alta de 8,9% na comparação anual.

 

As baixas da colheita baiana devem ficar com batata-inglesa [-6,3%], laranja [-2,9%], cana-de-açúcar [-2,3%] e feijão [-2,1%]. 

Exportações baianas em agosto registram queda de 39%; baixas em petróleo voltam a influenciar dados
Foto: Divulgação / SEI

As vendas baianas ao exterior totalizaram 736,8 milhões de dólares em agosto. Mesmo assim, o montante reflete uma baixa de 38,9%, em relação ao mesmo mês do ano passado. No ano, a queda é de 10,7%. Em julho, a contração chegou a 43,6%.

 

Os dados foram informados nesta terça-feira (12) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

 

Segundo o órgão, as exportações neste ano seguem afetadas por uma base de comparação elevada. Em 2022, o estado atingiu o recorde histórico em exportações de 14 bilhões de dólares. Outros fatores foram a queda de preços das commodities e redução da demanda mundial, reflexo do ambiente global de desaceleração da economia e de aperto monetário em vários mercados.  

 

Ainda segundo a superintendência, só no setor de petróleo, a queda nos embarques foi de 97,4% no mês passado e de 21,4% no ano. No complexo da soja, a queda foi de 8,3%, na celulose em 1,7% e nos produtos petroquímicos em 12,2% – setores que lideram a pauta de exportações em 2023. A queda nos preços médios do setor, em 2023, atinge 30,7% no comparativo interanual.

 

A SEI informou ainda que a redução nos preços do total dos produtos baianos exportados no mês passado até que amenizou, com recuo de apenas 0,14%. Mas no ano, acumula perda de 17,1%, na comparação com igual período do ano anterior.

 

Ainda segundo informações, em agosto, no comparativo interanual, as exportações agropecuárias caíram 22,8%, puxadas pela queda em 11,6% no volume embarcado de soja e derivados, 20,1% nos preços e de 29,4% nas receitas. No caso da indústria extrativa, houve aumento de 41%. O caso foi influenciado pelo bom desempenho nas vendas de ouro, minério de níquel e magnesita.

 

Já a indústria de transformação teve o pior desempenho no mês, com baixa de 63,5%, motivada pelo recuo já citado nas vendas de derivados de petróleo em 97,2%, no setor petroquímico em 57,6% e no setor metalúrgico em 16,6%.

 

CHINA, AMÉRICA DO SUL E UNIÃO EUROPEIA

As exportações baianas para China, principal destino dos produtos baianos, tiveram redução de 29,5% em agosto, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Enquanto que as vendas totais para a Ásia caíram ainda mais: 64%, devido à redução drástica nos embarques de derivados de petróleo.

 

As vendas para a América do Norte também declinaram, chegando a 35,1%. As vendas baianas para a América do Sul e Mercosul caíram 35% e 30%, respectivamente. A boa notícia foi o aumento de vendas para União Europeia (EU) em 42,1%, influenciado pelo incremento nas vendas de soja, minérios e frutas. 

Bahia tem queda de 55,7% em exportações de abril; petróleo e minerais puxaram vendas para baixo
Foto: Ascom / DaxOil

As exportações na Bahia tiveram baixa de 55,7% em abril ante mesmo mês do ano passado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

 

Segundo a SEI, impactaram na baixa a queda de preços, com a retração média de 14,3%, e a menor demanda mundial no quarto mês deste ano, o que fez os embarques em abril refluírem (-48,2%). Com isso no mês passado, as exportações baianas resultaram em 693,6 milhões de dólares.

 

No mesmo mês do ano passado, as exportações do estado chegaram a 1,56 bilhão de dólares, considerado o maior valor mensal histórico para as exportações estaduais. À época, o montante foi gerado no auge do aumento do consumo mundial pós-Covid e da guerra no leste europeu, o que fez que com que houvesse alta generalizada de preços em diversos produtos, sobretudo petróleo e grãos.

 

Já em abril último, derivados de petróleo, minerais e petroquímicos puxaram o desempenho negativo com recuos de 90%, 61%, 58%, respectivamente. Soja, pneumáticos e derivados de cacau conseguindo limitar uma queda ainda maior no resultado final. Ainda segundo a SEI, no acumulado dos quatro primeiros meses do ano as exportações baianas atingiram 3,25 bilhões de dólares, com recuo de 22% comparadas a igual período de 2022.  Por setores de atividade, a indústria extrativa puxou a queda nas exportações no quadrimestre, com recuo de quase 30%, reflexo da redução do volume embarcado em 67,3%, principalmente de minérios.

 

A indústria de transformação teve o segundo pior desempenho com uma redução de 26% puxada por setores importantes da pauta como o de refino (-38,8%) e petroquímicos (-30,6%). O setor só não foi pior, devido ao desempenho positivo da celulose e de pneumáticos, que tiveram variação positiva de 19,7% e 29,8% respectivamente, sempre comparado a igual período do ano passado.  

 

IMPORTAÇÕES

No caso das importações, as atividades cresceram 5,2% em abril alcançando 897,1 milhões de dólares. Esse incremento deve-se ao aumento no volume das compras de combustíveis que resultaram em um aumento das despesas em 532,5% no comparativo interanual. As demais categorias tiveram redução, sendo a maior delas a de bens intermediários em 34,4%.

Bahia regista queda de 5,2% em exportações em primeiro trimestre deste ano
Foto: Divulgação / SEI

A Bahia teve uma queda de 5,2% nas exportações no primeiro trimestre deste ano. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (12) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan). O valor alcançado foi de 2,47 bilhões de dólares. Segundo a pasta, o volume embarcado, por sua vez, teve crescimento de 8,8% no mesmo período (3,57 milhões de toneladas), mas foi superado pela redução nos preços, que chegou a 13%, determinando o resultado negativo no período.

 

A SEI também registrou queda nas importações baianas no primeiro trimestre de 2023. Uma baixa de 10,8%, atingindo 2,53 bilhões de dólares. A secretaria considera que a desaceleração da economia mundial e a mudança em direção ao protecionismo econômico têm resultado em uma tendência de preços menos aquecidos principalmente para commodities energéticas, como petróleo e minerais.

 

A expectativa de virada, acrescenta a autarquia, passa pela retomada da economia chinesa e pelos cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que reúne países exportadores da commoditie, elevando as cotações do produto a médio prazo. Também com o escoamento da safra de grãos, a partir de abril, há possibilidade de reversão já no próximo trimestre do atual cenário desfavorável.  

 

No que diz respeito ao mês de março, as exportações registraram 944,6 milhões de dólares negociados, queda de 11,1%. O número foi puxado pela indústria de transformação, que respondeu pela maior retração no mês (-16%), pressionadas por uma redução expressiva nos embarques (-15,6%), nos preços (-25,7%) e, por conseguinte, nas receitas dos derivados de petróleo (-37,3%).

 

Este último setor ainda assim lidera a pauta no trimestre. “Apesar de o registro das exportações de petróleo ser tradicionalmente volátil, a queda nos preços vem ocorrendo nos últimos três meses do ano, resultado de bases mais altas de comparação e tendência, até então, de queda nas cotações do petróleo em razão da esperada desaceleração da economia global”, informa a autarquia.

 

As exportações da agropecuária vêm a seguir com uma redução de 14,4% em março. As vendas de soja e derivados, carro chefe do setor, lideraram a pauta no mês, mesmo com uma queda de 5% nas receitas e de 6% no volume embarcado.

 

A SEI informou que o único setor a ter resultado positivo no mês foi a indústria extrativa, uma alta de 41,8%, graças ao crescimento nas vendas de ouro em 145%. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende
O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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