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sara santiago
Docentes da rede municipal de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), iniciaram nesta sexta-feira (11) uma greve por tempo indeterminado. A paralisação é comandada pelo Sindicato da categoria [Sispec]. A representação cobra atualização do piso nacional da categoria – a última foi de 14,95%, com salário base de R$ 4,4 mil para 40 horas semanais – e melhora das condições de trabalho.
“A carreira do magistério em Camaçari está sendo destruída e vai ficar a um ponto que todos os professores, independente da formação, independente do tempo de serviço, vão receber o mesmo salário que é o mínimo, por lei”, disse a professora e presidente do Sispec, Sara Santiago. A sindicalista disse que nos últimos três anos, a gestão não concedeu nenhum reajuste.
Em torno de 1,7 mil, entre professores e coordenadores, atuam na educação local nas estimativas do sindicato. A categoria cobra o reajuste também para aposentados, o que chega ao total de cerca de duas mil pessoas. “Várias outras cidades da Região Metropolitana fizeram algum tipo de reajuste, seja parcelando, fazendo uma proposta, mas não fazem isso aqui. O que a gente percebe é que falta vontade política”, acrescenta Santiago.
A crítica do sindicato também aponta falta de cuidadores nas escolas para estudantes com alguma deficiência e auxiliares de classe. Na tarde desta sexta, os docentes fazem atividade em uma feira.
Até a finalização da nota, a prefeitura de Camaçari ainda não tinha se posicionado sobre a paralisação dos servidores da educação.
Docentes da rede municipal de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), seguem no terceiro dia de paralisação nesta quinta-feira (11). Os docentes cobram reajuste linear para a categoria, não apenas para quem recebe abaixo do piso nacional da categoria [atualmente R$ 4,4 mil para 40 horas] e quem ingressou recentemente na rede municipal.
Segundo a presidente do sindicato local [Sispec], Sara Santiago, a medida prejudica quem já está na rede há mais tempo e quem se qualificou ao longo do tempo. A gente tá reivindicando reajuste linear porque ele [prefeito Elinaldo Araújo] equiparou o piso salaria para quem estava ganhando baixo do piso, mas só que ele fere toda a tabela de vencimentos, e o plano de cargos e carreiras dos professores foi por água abaixo”, disse Santiago.
O sindicato também reclama da situação de escolas e de serviços como a merenda escolar servida aos estudantes. “Falta material nas escolas, tem escola sucateada, mobiliário ainda da gestão passada, merenda escolar que tem contrato milionário, mas que a gente não vê qualidade, ou seja, um conjunto de coisas que a gente resolveu dar um basta”, afirmou ao Bahia Notícias.
Sara Santiago declarou ainda que até o momento o único diálogo foi feito com a secretária de educação do município, Neurilene Martins, via on-line, mas o prefeito Elinaldo Araújo se mantém contrário às reivindicações.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".