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O Governo Federal, por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu a situação de emergência em Salvador, por conta do desastre ambiental na praia de São Tomé de Paripe. A medida acessada pelo Bahia Notícias, nesta terça-feira (23), considerou de forma emergencial o caso de derramamento de produtos químicos em ambiente lacustre, fluvial e marinho na praia da capital baiana.
Informações obtidas pelo BN dão conta que o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional autorizou o reconhecimento pela Defesa Civil. Com o reconhecimento, a cidade poderá ter acesso a recursos e aportes financeiros do governo brasileiro, para auxiliar no processo de situação de emergência.
A ação chega após a Prefeitura de Salvador decretar situação de emergência no Subúrbio Ferroviário, após a confirmação de contaminação ambiental por metais pesados na região. A medida foi publicada no último dia 9 e terá validade inicial de 90 dias.
O documento municipal menciona atividades ligadas às empresas Gerdau e Intermarítima no Terminal Itapuã como parte do contexto investigado. A Intermarítima afirmou que vem colaborando com os órgãos responsáveis desde o início das investigações e negou qualquer relação entre suas operações e os resíduos encontrados na praia.
A empresa destacou que não opera com produtos perigosos nem com materiais de coloração azul ou verde, semelhantes aos identificados na faixa de areia em fevereiro deste ano. A companhia também informou que possui sistema próprio de drenagem e tratamento de resíduos, sem descarte externo.
A Intermarítima acrescentou ainda que a área já possuía passivos ambientais antes do início de suas atividades. Segundo a empresa, durante o processo de aquisição da operação de transporte marítimo de granéis, foi exigido da antiga proprietária da área, a Gerdau, a realização de intervenções ambientais, além de já haver registros de contaminação reconhecidos durante o licenciamento ambiental.
MULTA APLICADA
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informou que mantém interditadas as atividades do Terminal Itapuã, em Salvador, após a identificação de contaminação ambiental na região da Praia de São Tomé de Paripe. Segundo o órgão, desde o início da ocorrência foram adotadas medidas emergenciais, incluindo a restrição temporária de acesso ao trecho diretamente afetado, a emissão de exigências técnicas para correções operacionais e a determinação de investigações e ações de remediação ambiental pelas empresas envolvidas.
De acordo com o Inema, a Diretoria de Fiscalização Ambiental (Difis) aplicou, em 3 de junho, multa de R$ 20 milhões ao Terminal Itapuã Ltda. e de R$ 50 milhões à Gerdau Aços Longos S.A. A penalidade foi aplicada após análise documental e técnica que apontou a contribuição das empresas para a contaminação de águas intersticiais, águas subterrâneas, sedimentos, águas marinhas e da biota na Praia de São Tomé de Paripe. As empresas têm prazo de 20 dias, a partir da ciência da autuação, para apresentar defesa administrativa.
De acordo com o órgão ambiental, a infração foi caracterizada como poluição ambiental efetiva, conforme a Nota Técnica utilizada como parâmetro. As evidências foram obtidas a partir de análises documentais, inspeções técnicas e coletas de amostras realizadas nos dias 20, 24 e 26 de fevereiro e 2, 7 e 14 de abril de 2026, tanto na praia quanto no terminal marítimo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.