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rodrigo valadares
Ficou para a próxima semana a votação do projeto de lei que prevê anistia aos presos pelos atos de vandalismo cometidos em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023. O projeto teve sua votação adiada nesta terça-feira (8) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara após pedido de vista coletivo.
O relator do PL 2858/2022, deputado Rodrigo Valadares (União-SE), leu novo relatório durante a sessão desta terça. Como fez mudanças no texto, houve o pedido e vista, e também não haveria tempo para o projeto ser votado por conta do início da ordem do dia no plenário.
O deputado Valadares afirma, em seu relatório, que as condenações de presos pelos atos de 8 de janeiro por meio do STF são injustas, e que não houve tentativa de golpe devido à falta de liderança e a ausência de apoio militar. Segundo o deputado, "aquelas pessoas não souberam naquele momento expressar seu anseio".
Ao Bahia Notícias, o deputado Valadares disse que acredita ser possível votar a proposta na próxima semana. "Vamos votar e temos votos suficientes para aprovar a anistia", afirmou.
Durante a sessão na CCJ, familiares de presos e condenados pelo 8 de janeiro mostraram cartazes pedindo justiça e liberdade aos envolvidos na investigação dos atos. Deputados de partidos como PT e Psol defenderam a rejeição ao projeto, que, segundo eles, busca criar uma brecha para anistiar futuramente o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Familiares de condenados do 8 de janeiro fazem protesto | Foto: Edu Mota / Bahia Notícias
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).