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O julgamento dos acusados de envolvimento no assassinato do prefeito de Itagimirim, na Costa do Descobrimento, Rielson Lima, foi adiado. O júri estava previsto para começar na última segunda-feira (6), no Fórum de Eunápolis, na mesma região.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, a decisão ocorreu em razão da ausência, nos autos, de provas como áudios, vídeos e fotografias.
Seriam levados a júri o ex-prefeito Rogério Andrade, de 53 anos [que era vice-prefeito e assumiu o cargo após a morte] apontado como mandante do crime, e Jamilton Neves Lopes, de 46 anos, acusado de execução.
Rielson Lima foi morto a tiros no dia 29 de julho de 2014, em uma praça no Centro de Itagimirim. De acordo com o promotor de Justiça Igor Assunção, a defesa apresentou nove questionamentos que poderiam levar à anulação do processo.
Segundo ele, a maioria foi considerada sem relevância, mas um dos pontos exigiu análise mais aprofundada. Há, conforme o promotor, referência a um procedimento investigativo com áudios e vídeos que não foram acessados pelas partes nem pelo juiz, o que pode configurar nulidade por cerceamento de defesa.
Ainda segundo Igor Assunção, existe a possibilidade de o material não ter sido digitalizado durante a migração processual após a extinção da comarca de Itagimirim. Ele afirmou que o conteúdo não foi localizado no sistema, embora as principais provas estejam anexadas aos autos.
O promotor frisou que caberá ao Ministério Público sustentar, perante o júri, a acusação de que Rogério Andrade foi o mandante e que Jamilton Neves Lopes atuou como executor, com pedido de condenação de ambos.
Rogério Andrade segue preso há cinco anos e oito meses. A defesa sustenta a inocência e solicitou a substituição da prisão por medida cautelar, preferencialmente domiciliar. Segundo o advogado Zanoni Júnior, não há elementos que vinculem o ex-vice-prefeito ao crime.
Irmã da vítima, Eliard Lima afirmou confiar no trabalho das autoridades. Segundo ela, a indicação de autoria não parte da família, mas das investigações conduzidas pela polícia e pela Justiça. Eliard Lima também afirmou que a família aguarda a conclusão do caso, com a expectativa de que a Justiça seja feita em novo julgamento.
Após quase 12 anos de espera, o desfecho do assassinato de Rielson Lima, então prefeito de Itagimirim, na Costa do Descobrimento, começa a ser decidido nesta segunda-feira (6), no Fórum de Eunápolis, na mesma região.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, no banco dos réus estão o ex-prefeito Rogério Andrade, de 53 anos, acusado de ser o mandante do homicídio, e Jamilton Neves Lopes, de 46, apontado como o executor. Um terceiro envolvido, Sandro Andrade Oliveira, irmão de Rogério, segue foragido.
HISTÓRICO DO CASO
Rielson Lima foi morto a tiros no dia 29 de julho de 2014, aos 51 anos, em uma praça no Centro de Itagimirim. Segundo a investigação, ele foi atingido por quatro disparos. À época, Rogério Andrade ocupava o cargo de vice-prefeito e assumiu a prefeitura após o crime, permanecendo no posto por cerca de dois anos. Em 2016, ele disputou a reeleição, mas não venceu.
De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Moisés Damasceno, as provas reunidas apontaram Rogério Andrade como mandante do crime, motivado por questões relacionadas à sucessão no comando do município.
O Ministério Público do Estado (MP-BA) sustenta que houve rompimento político entre os envolvidos, decorrente de divergências sobre dívidas da campanha de 2012. Conforme a denúncia, Rielson Lima teria se recusado a utilizar recursos públicos para quitar tais débitos.
O promotor Helber Luiz Batista afirma ainda que houve uma reaproximação simulada entre os envolvidos antes do crime. Conforme a acusação, Rogério Andrade e o irmão teriam contratado Jamilton Neves Lopes para executar o prefeito.
Rogério Andrade foi preso em outubro de 2020 por decisão da Justiça de Eunápolis. A defesa apresentou pedidos para revogação da prisão preventiva em diferentes instâncias, mas as solicitações foram negadas.

Rogério Andrade / Foto: Reprodução / Políticos do Sul da Bahia
Em 2022, o ministro Nunes Marques manteve decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa é conduzida por advogados de Minas Gerais.
Já Jamilton Neves Lopes foi preso em Brasília (DF). Segundo a polícia, ele teria participado diretamente da execução e deixou a Bahia, alegando medo após a morte do irmão, Alessandro Lopes, conhecido como “Sandro Seco”, de 36 anos. O caso de Alessandro é tratado pela polícia como possível queima de arquivo.
DEFESA
A defesa de Rogério Andrade afirma que ele é “absolutamente inocente” e sustenta que não há provas nos autos que comprovem participação ou ordem para a prática do crime.
Em nota, os advogados contestam a tese do Ministério Público e da Polícia Civil de que o crime teria sido motivado por dívidas de campanha. Segundo a defesa, todas as obrigações eleitorais de 2012 foram quitadas e comprovadas documentalmente no processo.
Os advogados afirmam ainda que três autoridades policiais conduziram o caso sem identificar indícios suficientes para indiciamento na fase de inquérito.
Também alegam que Rogério Andrade não tem ligação com supostos credores citados na investigação, os quais, segundo a defesa, são apontados em apurações como responsáveis por ameaças e tentativas de extorsão contra o prefeito.
Quanto a Jamilton Neves Lopes, apontado como executor, informações ainda não confirmadas indicam que ele será defendido pela Defensoria Pública.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"Nossa campanha é uma só".
Disse o secretário de Cultura da Bahia Bruno Monteiro ao comentar a relação das campanha ao governo da Bahia e a disputa presidencial.