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ranking de xangai
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) ficou fora da edição de 2026 do Academic Ranking of World Universities (ARWU), popularmente conhecido como Ranking de Xangai. A pesquisa, divulgada anualmente pela consultoria Shanghai Ranking Consultancy, avalia mais de 2.500 instituições de ensino superior no mundo e publica a lista das 1.000 melhores.
Ao todo, o Brasil conta com 14 universidades selecionadas no levantamento entre as melhores do mundo, contudo a melhor do estado nas últimas edições não configurou entre as melhores do país. Vale contextualizar que a Federal baiana é uma das 74 universidades brasileiras que constam historicamente nas avaliações.
Confira queda em gráfico ilustrativo:
Novamente a Universidade de São Paulo (USP) obteve o melhor desempenho nacional, figurando no bloco entre a 101ª e a 150ª posição global. Abaixo da USP, a lista de instituições brasileiras contempladas no ranking segue organizada por blocos de classificação global e pontuação:
Veja em forma de lista, de melhor para pior:
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Universidade de São Paulo (USP): Posição 101-150
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Universidade Estadual Paulista (Unesp): Posição 301-400
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Universidade de Campinas (Unicamp): Posição 401-500
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Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): Posição 501-600
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Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): Posição 501-600
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): Posição 501-600
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Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): Posição 701-800
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Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): Posição 701-800
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Universidade Federal do Paraná (UFPR): Posição 801-900
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Universidade Federal de São Carlos (UFSCar): Posição 801-900
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Universidade Federal de Viçosa (UFV): Posição 801-900
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Universidade de Brasília (UnB): Posição 801-900
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Universidade Federal do Ceará (UFC): Posição 901-1000
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Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): Posição 901-1000
Publicado desde 2009, o ARWU utiliza seis indicadores objetivos para pontuar e classificar as instituições:
- Desempenho de ex-alunos premiados com Nobel ou Medalha Fields;
- Pesquisadores da instituição vencedores desses prêmios;
- Pesquisadores altamente citados;
- Artigos publicados nas revistas científicas Nature e Science;
- Artigos indexados nas bases internacionais de produção científica;
- Desempenho acadêmico per capita por pesquisador.
No cenário global, a liderança permanece com a Universidade de Harvard, seguida pela Universidade Stanford, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Universidade de Cambridge e Universidade da Califórnia em Berkeley.
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) emergiu como a melhor universidade do Nordeste no Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU) ou Ranking de Xangai (Shanghai) 2025. O resultado é notável, após uma queda considerável em 2023 e uma retomada inesperada na liderança pelo Nordeste.
O Bahia Notícias teve acesso ao relatório completo do Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU) de Shanghai 2025. Nele, é possível observar que, mesmo com a UFBA melhorando, o caminho ainda é longo para ficar entre as 500 melhores do mundo.
A trajetória da UFBA no ranking demonstra uma recuperação significativa. Há três anos, em 2022, a instituição ocupava a 18ª posição nacional e a 3ª no Nordeste. Em 2023, nem sequer ficou entre as 20 melhores brasileiras. Em 2024, voltou a aparecer na 14ª posição e, neste ano, se manteve 14º lugar no país, o que a coloca na liderança entre as nordestinas.
Veja a evolução em números:
O Brasil foi representado por 21 instituições no ranking mundial de 2025, com apenas três delas figurando entre as 500 melhores do mundo. Como esperado, a Universidade de São Paulo (USP) manteve a liderança nacional.
É importante explicar que, apesar de o Nordeste ter boas universidades estaduais e federais, quando se observa as mais bem classificadas no ranking de Shanghai, somente a UFBA, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) aparecem em posições de destaque por diversos anos consecutivos.
Trecho onde aparece as federais nordestinas quase empatadas | Foto: Montagem / Bahia Notícias
Isso não significa que instituições como UFRN (Federal do Rio Grande do Norte), UFPB (Federal da Paraíba), UESC, UNEB e outras não tenham qualidade de pesquisa ou ensino. Apenas que, nesses rankings específicos, elas não pontuam tão alto em comparação com as universidades citadas, como entre as 20 melhores do país.
Já entre as universidades federais, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi a mais bem classificada do país. A UFBA, por sua vez, garantiu sua posição entre as melhores da região, ficando na faixa de 901 a 1000 no ranking global. A universidade baiana aparece quase empatada com a Federal do Ceará e a de Pelotas.
Um exemplo é a universidade ser superada em outros rankings que consideram a capacidade de publicação e internacionalização de pesquisa. As pontuações da UFBA seguem baixas, porém a baiana se manteve estável do último ano para cá. O ano de 2023 foi um ano de queda global na produção de pesquisa, e a universidade baiana foi muito atingida.
Para o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA, Ronaldo Oliveira, é necessário entender que as nordestinas não são rivais e sim cada uma tem sua autonomia e desafios internos. Além disso, para o pesquisador é preciso relembrar da queda global de pesquisa no ano de 2022.
“Não estamos em uma competição. A UFBA é a UFBA, a UFC é a UFC e assim por diante. Em 2022 ocorreu uma queda global de pesquisa no mundo todo por conta das consequências da pandemia, cortes orçamentários na área de ciência e tecnologia e as mudanças nas políticas públicas para o setor, o que tem levado muitos cientistas brasileiros a buscarem oportunidades no exterior. É preciso ter cautela ao olhar esses rankings internacionais”, ressalta o pró-reitor em entrevista ao Bahia Notícias.
O pró-reitor lembra que dados da Agência Bori em conjunto com a Elsevier (2023) mostram que a produção científica brasileira, que se apresentava em crescimento constante nas décadas anteriores, teve uma queda perceptível em 2022 e se repetiu em 2023.
Ainda naquele relatório, demonstrou-se que, em tal período, o número de artigos científicos publicados por pesquisadores brasileiros em revistas internacionais de alto impacto sofreu um decréscimo de aproximadamente 20%. Por isso a queda na posição das universidades brasileiras.
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O Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU), ou Ranking de Shangai, é publicado desde 2003 com base em um conjunto de indicadores objetivos, com mais de 2.500 universidades são avaliadas, e as 1.000 melhores são publicadas anualmente.
A avaliação considera o número de vencedores do Prêmio Nobel e da Medalha Fields entre ex-alunos e funcionários, o volume de artigos publicados em periódicos de prestígio como Nature e Science, a quantidade de pesquisadores altamente citados e o número de artigos indexados.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.