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Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

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Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

pre estreia

Distopia e sertão hiperconectado são ingredientes de Bacurau
Foto: Divulgação / Victor Jucá

Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes deste ano, o longa Bacurau, dos diretores Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, ambos nordestinos, já chegou à pré-estreia em Salvador, na última quarta-feira (28), aclamado. Duas salas do Espaço de Cinema Glauber Rocha, no Centro Histórico, foram reservadas para a exibição e ficaram lotadas. A estreia oficial do filme em salas de todo o país aconteceu nesta quinta (29).

 

A trama fala sobre um povoado fictício no interior do sertão nordestino que desaparece do mapa repentinamente. O que se desenrola a partir daí é uma narrativa com suspense, ação e aventura. Ingredientes que, aliás, um dos diretores, Kléber Mendonça Filho, afirma ser um dos desafios enfrentados na concepção. "O maior desafio é ter feito um filme brasileiro de ação, de ficção científica, de aventura onde os personagens fossem extremamente brasileiros e que eles falassem e você acreditasse", disse ao Bahia Notícias.

 

Bacurau teria tudo para ser um "Western", ou em bom português, um "filme de faroeste". Isso se não fosse o sertão Pernambucano hiperconectado, a realidade distópica não tão distante e o cangaço repaginado de um dos personagens, Lunga - interpretado por Silvero Pereira. Com esses atributos, o longa se aproxima mais de outro gênero do cinema da década de 1960: o Cinema Novo de Glauber e Olney.

 

Concebido a partir de 2009 - ano em que o Brasil ainda não havia vivenciado os movimentos políticos de junho de 2013, nem mesmo a guinada à direita com a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018 -, as metáforas que o público e a crítica relacionaram com a atual situação social e política do país estão no roteiro desde o início.

 

Juliano Dornelles responsabiliza a coincidência a um fenômeno comum na história. "É um filme sobre resistência, sobre reação. Eles estão lidando com uma situação de ameaça e precisam se organizar para se defender. Isso a gente traz dos arquétipos que a gente tem na cultura da humanidade mesmo", justificou.

 


Foto: Bruno Leite/Bahia Notícias

 

Já para Kleber, as comparações nunca foram tão intencionais em seus planos, mas fazem parte de uma pequena representação do que seria o Brasil. "A gente vê a sociedade brasileira de certa forma e aquela comunidade é criada a partir de experiências pessoais nossas do Nordeste. Então se a carapuça cabe, se você quiser usar aquela carapuça ou alguém quiser usar, eu acho que funciona", explica.

 

"O filme na verdade está sendo encaixado, e às vezes bem, dentro de uma situação de brasileiro, de Nordeste e de Brasil em relação aos Estados Unidos. Tudo isso é muito incrível, é uma situação atmosférica muito interessante que acontece", complementa Kléber Mendonça.

 

A premissa básica é o entendimento de que o futuro é logo ali. Os primeiros caracteres que aparecem, logo na chegada de uma das personagens à cidade, apontam: "alguns anos à frente...". E dessa maneira a ficção não se intenciona em ir muito longe no tempo. O cangaço é uma das forças motrizes da reviravolta que a trama dá.

 

SITUAÇÃO DA ANCINE
O série de indicativos, por parte do Executivo nacional, em torno da redução de incentivos aos filmes financiados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e até mesmo de transferência da sede do Rio de Janeiro para Brasília, desde o início desse mês, é encarado pela classe artística como um "desmonte".

 

Se consolidado, o processo pode desacelerar o setor de produção de obras audiovisuais, que voltou a ser aquecido com o movimento iniciado nos fim dos anos 1990 e apelidado de "Cinema de Retomada", no qual o segmento pernambucano tem um protagonismo - com obras como "Lisbela e o prisioneiro" (2003), de Guel Arraes, e "Tatuagem" (2013), de Hilton Lacerda.

 

O diretor Juliano Dornelles defende que o papel do cinema de Pernambuco, assim como o de qualquer outro do país, seria o de continuar existindo, ser honesto com sua própria linguagem e manter a frequência de produção. Afinal, conforme apontou, ano passado foram 160 filmes produzidos no Brasil.

 


Foto: Bruno Leite/Bahia Notícias

 

Sobre o assunto, a atriz baiana Luciana Souza, que integra o elenco de Bacurau, afirma que a produção de obras cinematográficas e de cultura não tem volta, mesmo com as "retaliações". De acordo com ela, o que vem sendo observado é a necessidade de algo como Bacurau, que seria "uma voz clamando por tudo isso que estamos vivendo". "E daqui para frente, mesmo que digam não a gente tá fazendo", conclui.

 

A atriz também já integrou o Bando de Teatro Olodum e participou de outro sucesso do cinema nacional, "Ó paí, ó". A sua personagem, Isa, é a responsável pela história do povoado retratado em Bacurau e tem uma forte amizade com a médica vivida por Sônia Braga.

 

CANNES E OSCAR
Das cinco categorias oficiais do Festival de Cannes em 2019, uma delas, o Prêmio do Júri, ficou para Bacurau. A experiência de estar no tapete vermelho do festival francês já havia sido vivenciada por Kleber com Aquárius, em 2016, com a indicação da obra para a Palma de Ouro.

 

Ele confessou ao BN que a esperança do recém-lançado filme ganhar, bem como o sonho de ir, existia, mas que não se pode contar com isso, pois "são milhares de filmes submetidos todos os anos".

 

Bacurau também foi incluído como uma das doze indicações da Secretaria do Audiovisual, vinculada ao Ministério da Cidadania, ao Oscar 2020, mas o escolhido para concorrer ao prêmio foi "A vida invisível".

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O Soberano adotou uma estratégia nova contra a oposição e soltou os cachorros - literalmente. E olha que o cão estava mais animado do que muita gente no apoio do seu candidato. Uns estão meio tímidos, outros distribuindo bola nas costas... Até o Cacique conseguiu prejudicar o próprio Cacique. Já outros estão muito agressivos. Será que Mula pega raiva? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Dario Durigan

Dario Durigan
Foto: Washington Costa / Agência Brasil

"Não vou tratar de bets agora, porque são temas que nós ainda estamos em avaliação. O presidente deve tratar disso aí nos próximos dias". 


Disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan ao desconversar se o governo já havia batido o martelo sobre o texto da medida provisória que restringirá as apostas online no Brasil. Ao ser abordado pela imprensa, o ministro disse que a MP ainda está em avaliação e ter o seu texto avaliado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.
 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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