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policiais abusados
Dois agentes do 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foram afastados de suas funções e estão sendo investigados pela corregedoria interna da polícia após denúncias de invasão de domicílio, agressões físicas e abuso sexual. O caso ocorreu no bairro Parque Florestal e resultou na abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.
Segundo o inquérito, obtido pelo Mais Região, parceiro local do Bahia Notícias, os policiais entraram em uma residência sob a justificativa de buscar entorpecentes. Moradores relataram que a abordagem foi marcada por violência excessiva.
Uma mulher e suas filhas afirmam ter sido agredidas com pedaços de madeira durante a ação. O relato mais grave partiu de uma jovem. Ela afirma ter sido levada a um dos quartos do imóvel, onde teria sofrido violência sexual mediante coação e ameaças.
A mãe da jovem confirmou a invasão e relatou ter ouvido gritos da filha vindos de outro cômodo, enquanto ela própria era agredida na presença de crianças. A investigação conta com elementos que reforçam os depoimentos das vítimas:
- Exames indicaram lesões compatíveis com agressões físicas e confirmaram a presença de material biológico, sugerindo contato sexual.
- Registros de GPS da viatura confirmaram que os agentes estiveram no local exatamente no horário informado pelas vítimas.
A conduta do comandante da guarnição também é alvo de apuração. Embora tenha permanecido na entrada da residência e não tenha entrado nos cômodos, ele teria ouvido os gritos de socorro e não interveio, o que pode configurar omissão no dever de supervisão.
Como medida cautelar, os policiais envolvidos foram proibidos de utilizar fardamento e armamento da corporação. Eles permanecem afastados das atividades operacionais até a conclusão do processo investigativo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcinho Oliveira
"Venho a público esclarecer que fui surpreendido, nesta quarta-feira (1º), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre contratos no município de Serrinha. Reforço que nunca exerci cargo público nem tive função de gestão no município de Serrinha, não tendo qualquer participação na condução desses contratos".
Disse o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) ao usar as redes sociais no início da tarde desta quarta-feira (1°) para se pronunciar sobre a operação da Polícia Federal (PF).