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Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
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A definição sobre a composição da chapa governista na Bahia segue sem solução. Com as vagas ao Senado praticamente definidas, com a tentativa de reeleição de Jaques Wagner (PT) e a indicação do ex-governador Rui Costa (PT), e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmado como cabeça de chapa, o único posto em aberto é o de vice-governador.
A permanência de Geraldo Jr. (MDB) na vaga, no entanto, ainda não está garantida. Nem mesmo a recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao estado, na quinta-feira (2), foi suficiente para destravar o impasse, o que mantém em aberto a possibilidade de mudança na composição.
Diversos nomes já foram cogitados para substituir Geraldo Jr. Entre eles, o da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), que teria recusado o convite em mais de uma ocasião. Também surgiu a possibilidade de articulação com o deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), que poderia migrar para a base governista e indicar um nome, nos bastidores, o mais citado é o do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD).
Outro nome ventilado é o do presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), apoiado por prefeitos do interior. Também aparecem entre os cotados os deputados estaduais Alex da Piatã (PSD) e o ex-presidente da AL-BA Adolfo Menezes (PSD).
Caso seja substituído, Geraldo Jr. não será o primeiro vice a ser retirado de uma chapa durante uma tentativa de reeleição na Bahia. Em 1998, o então vice-governador César Borges assumiu o governo poucos meses antes das eleições e disputou o pleito como titular, sendo reeleito. Naquele momento, não houve indicação de vice em seu primeiro mandato; posteriormente, Otto Alencar (à época no PL, hoje no PSD) ocupou o posto.
Situação semelhante ocorreu no governo de Jaques Wagner (PT). No primeiro mandato (2007–2010), o vice foi Edmundo Pereira Santos (PMDB). Já na tentativa de reeleição, Wagner mudou a composição e escolheu Otto Alencar como vice, após o rompimento com o PMDB liderado por Geddel Vieira Lima, que lançou candidatura própria ao governo.
O cenário atual ganhou novos contornos após desgaste envolvendo Geraldo Jr., que teria solicitado a aliados, em um grupo de WhatsApp, a divulgação de críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa. O episódio ampliou as especulações sobre sua possível substituição.
Segundo apuração, reuniões internas foram realizadas ao longo da semana para tentar fechar a composição. Na segunda-feira (30), interlocutores chegaram a indicar que o nome de Geraldo Jr. seria mantido, inclusive com sinalizações ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. No entanto, o acordo teria sido interrompido após intervenção de Rui Costa, que, segundo relatos, mantém resistência ao nome do vice.
Mesmo após novo encontro no Palácio de Ondina, já com a presença de Lula, não houve definição. Com isso, o impasse permanece, e a escolha do vice segue como principal ponto de tensão na formação da chapa governista para 2026.
Mal estreou o longa-metragem “Polícia Federal: A lei é para todos”, e o segundo filme da trilogia dos bastidores da Lava-Jato já ganha contornos. De acordo com informações da coluna Gente Boa, assinada por Cleo Guimarães no jornal O Globo, o personagem de destaque do novo filme será o juiz federal Marcelo Bretas, responsável por comandar a operação no Rio de Janeiro. O magistrado, no entanto, disse não ser a favor de sua representação nas telas de cinema. “Espero que isso não aconteça. Juiz tem que aparecer pelo seu trabalho”, disse Bretas à publicação. Ainda de acordo com a colunista, diferente do primeiro filme, este novo não se aterá apenas ao PT, mas alcançará também o PMDB. Dentre os personagens que aparecerão no longa estão o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral.
Desafeto notório de Geddel Vieira Lima, o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, repercutiu nas redes sociais a descoberta de um bunker usado pelo político baiano para guardar dinheiro proveniente de propina (clique aqui e saiba mais). “Não posso dizer que estou propriamente surpreso. Mas, de fato, é espantoso”, escreveu Calero ao compartilhar a notícia. “Que República é essa? Depois de testemunhar o ‘homem de mais inteira confiança’ de Temer correndo com mala de dinheiro, hoje descobre bunker do seu mais próximo Ministro, por quem pediu favores especiais, e que se vangloriava de amizade de décadas. Detalhe: envolvidos soltos”, acrescentou ele, lembrando ainda o caso de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer que foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil de propina paga pela JBS. Ao final, Calero diz ainda: “Agradeço a Deus todos os dias pelo discernimento, pela fortaleza, e por ter me livrado dessa gente inescrupulosa”. O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, deixou o governo Temer após denunciar as investidas de Geddel Vieira Lima que tentava pressioná-lo para que o Iphan liberasse a construção do La Vue, edifício situado em Salvador, no qual o político baiano possuía um imóvel.
Demais, demais! Agradeço a Deus todos os dias pelo discernimento, pela fortaleza, e por ter me livrado dessa gente inescrupulosa. https://t.co/7IspgBr4fb
— Marcelo Calero (@caleromarcelo) 5 de setembro de 2017
Após a recusa da senadora Marta Suplicy (PMDB) de comandar o Ministério da Cultura (clique aqui), Michel Temer pretende insistir no convite. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, quando voltar ao Brasil, o presidente, que está em viagem à Noruega, fará uma ofensiva para convencer a ex-petista. Ainda segundo a publicação, Temer escalou ministros e assessores para dialogar com a senadora, que tem resistido por considerar que não vale a pena voltar a assumir o cargo – Marta foi ministra da Cultura entre 2012 e 2014, na presidência de Dilma Rousseff, quando ainda era filiada ao PT -, por um período de no máximo um ano e meio de governo. Segundo a Folha, caso ela siga resistindo, Temer cogita se reunir pessoalmente com ela. A escolha de Marta tem como objetivo agradar a classe artística e, ao mesmo tempo, contemplar a bancada de senadores do PMDB, que não está coesa no apoio às reformas trabalhista e da previdência. Reforçando o interesse de nomear Marta Suplicy para assumir a pasta, está o fato de ter o aval dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Caso ela rejeite o cargo, Temer pode escolher entre três nomes: os deputados federais Laura Carneiro (PMDB-RJ) e André Amaral (PMDB-PI) ou o ator Jorge Coutinho, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Rio de Janeiro (Sated-RJ). A intenção do Palácio do Planalto é anunciar na semana que vem o novo ministro. No início deste mês, o interino João Batista Andrade foi o terceiro Ministro da Cultura a pedir demissão do governo Temer (clique aqui).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Quem defende ditadura não deveria ser candidato".
Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).