Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/

Notícia

Ceni fala em “momento difícil”, pede apoio e descarta deixar comando do Bahia: “Os atletas acreditam em mim”

Por Bia Jesus

Ceni fala em “momento difícil”, pede apoio e descarta deixar comando do Bahia: “Os atletas acreditam em mim”
Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias

Após o empate do Bahia em 1 a 1 com o Grêmio, na tarde deste domingo (17), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Rogério Ceni concedeu entrevista coletiva e comentou o momento de pressão vivido pelo clube.

 

O treinador analisou a atuação do Esquadrão, falou sobre os protestos feitos pela torcida antes, durante e depois da partida, e descartou pedir demissão do comando técnico tricolor.

 

"Em matéria do que nós geramos de jogo, de oportunidade, tudo, eu acho que nós merecemos sair vencedores no jogo de hoje. Temos que conviver, essa bola que dá na trave sai com aqueles cinco centímetros de diferença, eles [adversário] dão uma direção, e o torcedor está chateado com os resultados. Eu entendo que é um torcedor que vem ao estádio, que comparece, tem sempre uma questão, compra ingresso caro e quer ver o time vencer... Desde que eu estou aqui, ao menos, eu não lembro antes, desde que eu estou aqui, está sempre entre as 4, 5 maiores torcedores do Brasil. Eu gostaria que eles gostassem do trabalho, como eu também gosto deles, é uma atmosfera muito bacana que se cria aqui sempre. Se os jogadores sentem, é claro, só se você se colocar como profissional, eu entendo o lado do torcedor, entendo o lado jogadores, o que eles sentem também, lamento, mas é um momento abaixo que a gente tem que tentar fazer, transformar essas chances de voo, o mais rápido possível em voo, e conseguir conquistar um triunfo para que também o torcedor venha estar presente durante o jogo com a gente", afirmou.

 

Questionado sobre os protestos dentro e fora da Fonte Nova, Ceni disse compreender o direito de manifestação da torcida e reconheceu o peso da eliminação para o Remo, na Copa do Brasil.

 

"Vejo como uma democracia as pessoas expressarem as suas opiniões. Entendo a tristeza do torcedor. A gente também carrega. Hoje, com tantas oportunidades, a bola não entra. Momento difícil, de baixa. Hoje a gente fez muito bom jogo, melhor que na Copa do Brasil, mas não conseguiu vencer. Isso é frustrante. A gente tenta jogar de acordo com o que o jogo pedia. Eu lamento porque trabalho muito todos os dias, me dedico muito. Uma torcida que vem, comparece, está sempre presente. A gente não pode tirar o mérito, entendo a frustração. Essa eliminação para o Remo pesou bastante. É um momento difícil que a gente tem que tentar se manter firme. O Brasileiro está muito equilibrado", destacou.

 

O treinador também foi perguntado se poderia deixar o cargo em razão das vaias, cobranças e xingamentos. Ceni descartou a possibilidade e afirmou que não pretende abandonar o trabalho por causa das críticas.

 

"Eu vou em pouquíssimos lugares. Trabalho 12h por dia e fico muito em casa. A minha vida é trabalhar. Isso é o que eu penso da vida. Claro que eu sustento família, todos. E o mais importante é que eu gosto do que eu faço. Com todo respeito, eu quero poder trabalhar e desenvolver o que eu gosto. Gostaria que o torcedor voltasse, apoiasse. A cada vez que eles me ofenderem, mas eu não vou pegar na bola. Não é agradável. Eu sei como é. É sempre mais difícil trabalhar com vaia. Gostaria que o torcedor estivesse com a gente para a gente repetir o sonho que tivemos. A gente tem que tentar provar valor, trabalho. Não levo para o pessoal. A vida do treinador é essa. Entendo tudo isso porque o torcedor vem para extravasar. E ele quer o seu time vencer. Não acho justo uma pessoa abandonar o que ama por uma ofensa. Isso é para gente fraca, que desiste fácil", afirmou.

 

"Você abandonaria sua profissão se alguém te ofendesse? Fechar o canal por alguém te ofender. Se você fosse ofendido, você largaria? Claro, se você ama o seu trabalho. A vida consiste muito no que você é apaixonado. Eu sei que eu tenho capacidade, que os atletas acreditam em mim", completou.

 

Ceni também respondeu sobre a possibilidade de o trabalho ou o elenco terem chegado ao limite. O treinador defendeu a produção ofensiva da equipe e voltou a citar as chances criadas.

 

"Acho que o elenco trabalha muito. Se o meu limite for o que aconteceu hoje, esse é o meu limite, com oito oportunidades claras de gols. O que eu não consigo controlar é a bola entrar ou não. O resultado é preponderante. Eu trabalho muito todos os dias. Eu dou treino, assisto ao treino, assisto o adversário, apresento as correções. Em casa somos preponderantes, dominantes, temos sempre as melhores chances. Mas às vezes enfrentamos times superiores, como foi o Cruzeiro. Se o teto é você ter todas as possibilidades e a bola não entrar, por ter mais quatro ou cinco oportunidades, é um teto".

 

"Eu tenho 36 anos de carreira, e se tem uma coisa que nunca fui foi ser acomodado. Gosto muito do Bahia. Entendo o torcedor vaiar, pedir a saída. O que eu posso dizer é que eu gosto do trabalho e do desafio. É pesado para cada um não vencer os jogos. Estou aqui à disposição. Gostaria do apoio do torcedor, mas entendo quando o resultado não vem. A estratégia de jogo foi boa hoje e contra o Remo. Tivemos três gols anulados contra o Remo. Hoje tivemos mais chances que contra o Remo. Mas, se acomodar, se perguntar a qualquer atleta, todos vão dizer quem eu fui", finalizou.

 

Com o empate, o Bahia segue sem vencer e volta a campo na próxima segunda-feira (25), às 20h, contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.