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E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
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A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra cinco simulações de 2º turno para as eleições deste ano. Na principal delas, o senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, por dois pontos percentuais. Ainda assim, ambos os candidatos estão empatados tecnicamente.
Lula oscilou de 41% na pesquisa Quaest de 7 de setembro para 40% agora. O senador foi de 41% para 42%. Todas essas oscilações aconteceram dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Já contra os outros quatro candidatos, sendo eles Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), Lula aparece à frente.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal "O Globo" e entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O registro no TSE é BR-03607/2026. A margem de erro é de dois pontos e o nível de confiança, de 95%.
Lula x Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL): 42%
Lula (PT): 40%
Branco/nulo/não vai votar: 13%
Indecisos: 5%
Lula x Augusto Cury
Lula (PT): 38%
Escritor Augusto Cury (Avante): 36%
Branco/nulo/não vai votar: 21%
Indecisos: 5%
Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 41%
Ronaldo Caiado (PSD): 39%
Branco/nulo/não vai votar: 16%
Indecisos: 4%
Lula x Renan Santos
Lula (PT): 41%
Renan Santos (Missão): 38%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Indecisos: 4%
Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 45%
Romeu Zema (Novo): 33%
Branco/nulo/não vai votar: 18%
Indecisos: 4%
A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (14), a terceira fase da Operação Transparência e um dos alvos é o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Apontado como amigo e aliado do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar teria articulado um encontro reservado entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a operação responde a uma decisão do ministro Flávio Dino, "para apurar possíveis práticas dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro". Ao todo, devem ser cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo.
A Polícia Federal a ação é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares. As investigações apontam que integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a suspensão temporária do perfil do deputado estadual e candidato à reeleição Diego Castro (PL) no Instagram. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (11) pelo juiz Antonio Marcelo Oliveira Libonati, responsável pelo poder de polícia sobre a propaganda eleitoral na internet.
A medida foi tomada após uma denúncia apresentada por meio do sistema Pardal, que apontou uma suposta irregularidade no uso do perfil @diegocastroba durante a campanha eleitoral. Segundo a denúncia, a página utilizada pelo parlamentar não teria sido comunicada corretamente à Justiça Eleitoral.
?? Justiça Eleitoral determina suspensão de perfil de Diego Castro no Instagram após denúncia.
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 12, 2026
???? @/diegocastroba
Confira?? pic.twitter.com/bSEUVEDF3M
Ao analisar o caso, o magistrado afirmou que o registro da candidatura apresenta a anotação “@DIEGOCASTROBA”, acompanhada do endereço “https://@DIEGOCASTROBA”. Para a Justiça Eleitoral, a informação não corresponde a um endereço eletrônico válido e completo, já que não identifica a plataforma nem permite o acesso direto ao perfil.
Na decisão, o juiz determinou que a Meta, responsável pelo Instagram, suspenda o acesso público à conta no prazo de 24 horas. Os dados e conteúdos publicados deverão ser preservados.
A suspensão deverá permanecer até que o endereço completo e correto do perfil seja informado à Justiça Eleitoral e seja cumprido o prazo de 48 horas após o protocolo da regularização. Caso a situação não seja corrigida, a restrição poderá seguir até o fim do período eleitoral.
O deputado contestou o entendimento da decisão e afirmou que o perfil foi informado no registro da candidatura. “Mesmo tendo informado o perfil no registro de candidatura, a decisão afirma que essa informação não foi apresentada. Ou seja, o próprio registro mostra que o dado foi informado, mas a decisão diz o contrário”, afirmou o deputado Diego Castro.
A decisão também determina que o parlamentar seja intimado para tomar conhecimento da medida e regularizar o endereço eletrônico. Após a comprovação e o cumprimento do prazo estabelecido, a Justiça Eleitoral deverá comunicar à plataforma para que o acesso público ao perfil seja restabelecido.
Em meio à maior crise já vivida em seus 135 anos de história, o Supremo Tribunal Federal (STF) está no centro dos debates em meio à campanha eleitoral de 2026. Decisões judiciais, investigações policiais e conflitos entre ministros passaram a produzir consequências políticas praticamente diárias, enquanto candidatos e partidos incorporam cada novo episódio às suas estratégias eleitorais.
A crise, fomentada principalmente pelo escândalo do Banco Master e a revelação de relações entre Daniel Vorcaro e diferentes personagens e autoridades do país, elevou o STF ao posto de principal protagonista desta eleição. E em meio às acusações que envolvem alguns dos ministros da Corte, o debate sobre a abertura de processos de impeachment se tornou o combustível que alimenta muitas das candidaturas para as 54 cadeiras em disputa para o Senado nestas eleições.
Eleger uma numerosa bancada no Senado e, com isso, obter a presidência da Casa e dar prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF é, por exemplo, uma das principais estratégias do maior partido de oposição, o PL. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, diz que o PL deve entrar em 2027 com uma bancada de 28 senadores, entre os eleitos neste ano e os que ainda possuem quatro anos de mandato.
A estratégia do PL e de outros oposicionistas espalhados por partidos como Republicanos, PP e União Brasil, foi traçada desde o ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato do partido à presidência, Flávio Bolsonaro, também vem defendendo o esforço para aumentar a representatividade da direita no Senado, com objetivo de facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Entretanto, para ter uma margem segura que permita a aceitação de pedidos de impeachment, a oposição e os partidos de direita precisam controlar um mínimo de 54 cadeiras no Senado. Isso porque encontra-se válida uma decisão tomada em dezembro do ano passado pelo ministro Gilmar Mendes que impacta diretamente as estratégias dos partidos referentes ao Senado.
Em uma decisão monocrática tomada na apreciação das ADPFs 1259 e 1260 apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Gilmar Mendes que suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950. A suspensão, que se deu em decisão com caráter liminar, estabeleceu que o quórum para iniciar processos de impeachment é o de dois terços dos senadores (54).
A mudança de entendimento elevou a maioria simples exigida anteriormente, de 41 votos pela admissão do processo de impeachment. Com isso, a estratégia do PL e de demais partidos se tornou ainda mais desafiadora.
Para alcançar os 54 apoios necessários, portanto, a oposição e os partidos de direita terão que alcançar uma expressiva votação nas urnas de outubro de 2026. Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026.
O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que estão no momento mais bem colocados para a disputa. Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento, a partir de pesquisas de institutos nacionais.
Confira abaixo como está a disputa e os dois primeiros colocados, com os estados divididos por região:
REGIÃO NORDESTE
BAHIA
Rui Costa (PT) - 26%
Jaques Wagner (PT) - 19%
(Real Time Big Data - 09/9)
ALAGOAS
Arthur Lira (PP) - 20%
Renan Calheiros (MDB) - 18%
(Quaest - 24/8)
CEARÁ
Cid Gomes (PSB) - 24%
Capitão Wagner (União Brasil) - 20%
(Datafolha - 04/9)
MARANHÃO
Roseana Sarney (MDB) - 18%
Fufuca (PP) - 15%
(Real Time Big Data - 10/9)
PARAÍBA
João Azevêdo (PSB) - 53,1%
Veneziano Vital do Rego (MDB) - 33,9%
(Instituto Data Ranking - 10/9)
PERNAMBUCO
Marília Arraes (PDT) - 17%
Humberto Costa (PT) - 14%
(Quaest - 08/9)
PIAUÍ
Marcelo Castro (MDB) - 22,4%
Júlio César (PSD) - 17,2%
(AtlasIntel - 03/9)
RIO GRANDE DO NORTE
Styvenson Valentim (Podemos) - 18%
Samanda de Lula (PT) - 16%
(Real Time Big Data - 10/9)
SERGIPE
Delegado André David (Republicanos) - 18%
André Moura (União Brasil) - 12%
(Real Time Big Data - 04/9)
REGIÃO NORTE
ACRE
Gladson Camelli (PP) - 38%
Jorge Viana (PT) - 34%
(Instituto Travessia - 06/9)
AMAPÁ
Rayssa Furlan (Podemos) - 33%
Randolfe Rodrigues (PT) - 20%
(Real Time Big Data - 09/9)
AMAZONAS
Eduardo Braga (MDB) - 50%
Capitão Alberto Neto (PL) - 39,3%
(Paraná Pesquisas - 04/9)
PARÁ
Helder Barbalho (MDB) - 36%
Delegado Éder Mauro (PL) - 17%
(Real Time Big Data - 08/9)
RONDÔNIA
Dr. Fernando Máximo (PL) - 17%
Silvia Cristina (PP) - 11%
(Quaest - 25/8)
RORAIMA
Teresa Surita (MDB) - 25%
Nicoletti (PL) - 17%
(Real Time Big Data - 10/9)
TOCANTINS
Eduardo Gomes (PL) - 39,2%
Alexandre Guimarães (MDB) - 27,8%
(Instituto Veritá - 09/9)
REGIÃO CENTRO-OESTE
DISTRITO FEDERAL
Michelle Bolsonaro (PL) - 26%
Leila Barros (PDT) - 17%
(Quaest - 08/9)
GOIÁS
Gracinha Caiado (União Brasil) - 46%
Gustavo Gayer (PL) - 36,4%
(Instituto Goiás Pesquisas - 08/9)
MATO GROSSO
Mauro Mendes (União Brasil) - 55%
Janaina Riva (MDB) - 31,5%%
(Paraná Pesquisas - 09/9)
MATO GROSSO DO SUL
Reinaldo Azambuja (PL) - 32%
Capitão Contar (PL) - 23%
(Real Time Big Data - 10/9)
REGIÃO SUDESTE
ESPÍRITO SANTO
Renato Casagrande (PSB) - 28%
Sergio Meneguelli (PSD) - 12%
(Real Time Big Data - 09/9)
MINAS GERAIS
Marília Campos (PT) - 13%
Aécio Neves (PSDB) - 10%
(Quaest - 08/9)
RIO DE JANEIRO
Benedita da Silva (PT) - 15%
Marcelo Crivella (Republicanos) - 8%
(Quaest - 08/9)
SÃO PAULO
Marina Silva (Rede) - 34,9%
Simone Tebet (PSB) - 32,7%
(Futura/100% Cidades - 08/9)
REGIÃO SUL
PARANÁ
Deltan Dallagnol (Novo) - 30,8%
Alexandre Curi (Republicanos) - 28,4%
(Paraná Pesquisas - 03/9)
RIO GRANDE DO SUL
Marcel van Hattem (Novo) - 22%
Manuela D´Ávila (Psol) - 18%
(Real Time Big Data - 10/9)
SANTA CATARINA
Esperidião Amin (PP) - 19%
Carlos Bolsonaro (PL) - 16%
(Quaest - 24/8)
Se a eleição confirmar esses resultados de momento, a distribuição das 54 cadeiras entre os partidos ficaria da seguinte forma:
PL - 10
MDB - 9
PT - 8
PP - 5
PSB - 4
UNIÃO BRASIL - 4
REPUBLICANOS - 3
PDT - 2
PSD - 2
PODEMOS - 2
NOVO - 2
PSDB - 1
REDE - 1
PSOL - 1
Dos 27 senadores que seguem no mandato até 2031, e aos quais se somarão os 54 eleitos em outubro, dez são do PL, quatro do Republicanos, três do PSD, três do PT, três do PP, dois do União Brasil, um do MDB e um do PSB. Essa situação pode sofrer alterações, já que nove dos parlamentares que estão em meio de mandato concorrem aos governos de seus estados.
Contando os candidatos que, no momento, estariam conquistando as duas vagas ao Senado em seus estados, e mais os 27 que ainda cumprirão quatro anos de mandato (sem separar os que podem sair caso se elejam governadores), a divisão das cadeiras mostra que o PL chegaria a 2027 como a principal força do Senado, com 20 cadeiras.
Veja abaixo como ficaria a divisão do Senado entre os partidos, caso as urnas confirmem as pesquisas atuais:
PL - 20
PT - 11
MDB - 10
PP - 8
REPUBLICANOS - 7
UNIÃO BRASIL - 6
PSD - 5
PSB - 5
PDT - 2
PODEMOS - 2
NOVO - 2
PSDB - 1
REDE - 1
PSOL - 1
Os partidos que declaradamente pedem o impeachment de ministros do STF são o PL e o Novo. Há diversos senadores em outros partidos que também abraçam essa causa, mas não é possível contabilizar a bancada inteira de siglas como União Brasil, PP e PSD a favor da abertura de processos.
Se a integralidade das bancadas dos partidos de oposição e de direita se colocassem a favor da abertura do processo de impeachment de um ministro, e nessa conta entrassem PL, PP, Republicanos, União Brasil e Novo, a quantidade de votos chegaria a 43 senadores. Um número, portanto, bem abaixo dos 54 necessários para que seja aprovada a abertura de um processo.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) estará na Bahia no próximo dia 17, quinta-feira, para cumprir agenda de campanha em Vitória da Conquista. A programação, anunciada pelo candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, terá carreata e ato político com lideranças e apoiadores.
A previsão é que Flávio desembarque no aeroporto de Vitória da Conquista às 10h, onde será recebido por Roma, além de lideranças políticas, apoiadores e candidatos do PL. Na sequência, a comitiva seguirá em carreata pelas ruas da cidade até o Estádio Municipal Lomanto Júnior, o Lomantão, no bairro Candeias, onde acontecerá a concentração do ato.
A passagem por Vitória da Conquista marca uma nova agenda da campanha presidencial de Flávio na Bahia nesta reta final das eleições. A cidade, considerada estratégica para a mobilização do grupo no estado, já foi palco de grandes manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e agora recebe Flávio como candidato à Presidência.
Presidente estadual do PL, Roma destacou a expectativa para a mobilização e a importância da Bahia para a campanha presidencial. "Vamos receber Flávio na Bahia com muita energia e mostrar que existe uma força enorme de brasileiros e baianos que querem um país que volte a avançar, com segurança, liberdade e oportunidade. Vitória da Conquista vai dar mais uma demonstração dessa força", afirmou Roma.
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), visitará Salvador no próximo dia 17 de setembro. A informação foi divulgada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) durante um ato bolsonarista no Farol da Barra. A agenda do senador ainda está sendo definida, mas a expectativa é que a visita ajude a mobilizar seus apoiadores na Bahia.
Durante o ato, bandeiras associando Flávio Bolsonaro ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) chamaram a atenção, apesar de Neto já ter afirmado que não dividirá palanque com o candidato do PL. A visita de Flávio ocorre em um momento delicado para o PL na Bahia, em que candidatos locais expressam descontentamento com a falta de apoio à campanha presidencial.
Além disso, Flávio entende que precisa fortalecer sua presença em um estado onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganha com ampla vantagem. Recentes pesquisas indicam que Lula lidera com 52,8% das intenções de voto na Bahia, enquanto Flávio tem apenas 24,4%.
A visita também poderá incluir uma carreata e, possivelmente, uma extensão da agenda para Feira de Santana, o segundo maior município do estado. A mobilização é vista como crucial para aumentar a visibilidade da candidatura de Flávio em uma região estratégica para as eleições de 2026.
A situação interna do PL na Bahia, sob a liderança do ex-ministro João Roma, que também é candidato ao Senado, tem gerado tensões entre os membros do partido, que pedem maior empenho na promoção da candidatura presidencial de Flávio.
Durante ato de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizado na manhã desta segunda-feira (7), no Farol da Barra, em Salvador, o deputado estadual Diego Castro (PL) defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e reforçou o movimento pela saída do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação, realizada no Dia da Independência, reuniu lideranças e militantes da direita baiana e teve como principais bandeiras o apoio a Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto e o “Fora Moraes”. Atos com pautas semelhantes foram convocados em outras cidades do país.
O parlamentar afirmou que a militância bolsonarista na Bahia estará mobilizada para ampliar a votação de Flávio em um estado onde o PT historicamente obtém vantagem nas disputas presidenciais.
“Flávio Bolsonaro representa hoje a continuidade de um projeto que milhões de brasileiros escolheram defender. Aqui na Bahia, sabemos do tamanho do desafio, mas não vamos entregar nenhum voto sem disputa. Vamos para as ruas mostrar que existe uma Bahia conservadora, que defende a liberdade e quer Flávio Bolsonaro presidente”, afirma.
A candidatura de Flávio tem apostado nos atos do 7 de Setembro para mobilizar a base bolsonarista na reta final da campanha. O senador também convocou apoiadores para manifestações sob as palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”. Na Bahia, a mobilização no Farol da Barra já vinha sendo organizada por integrantes do PL como uma demonstração de apoio ao presidenciável.
Diego também direcionou críticas a Alexandre de Moraes. A pressão sobre o ministro ganhou novo impulso entre integrantes da oposição após a divulgação de informações da investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que ampliaram a crise interna no STF e passaram a ser exploradas politicamente por aliados de Flávio Bolsonaro.
“Ninguém pode estar acima da lei, nem mesmo um ministro do STF. Diante de tudo o que veio à tona, Alexandre de Moraes precisa responder ao país. Por isso dizemos, de forma clara: fora Moraes”, declarou Diego.
O deputado baiano ainda relacionou as duas principais bandeiras do ato. Segundo ele, a mobilização em torno de Flávio Bolsonaro e as críticas ao ministro fazem parte de uma mesma agenda política da direita para as eleições deste ano.
“O 7 de Setembro é o Dia da Independência, e independência também significa ter coragem para enfrentar abusos, cobrar respostas e defender a liberdade. O recado que sai hoje do Farol da Barra é muito claro: a direita está nas ruas, está mobilizada e vai trabalhar até o último dia para eleger Flávio Bolsonaro e mudar os rumos do Brasil”, completa.
A candidata a deputada estadual Josi Flora (PL-BA) protagonizou um momento que viralizou nas redes sociais durante um debate com candidatos à Assembleia Legislativa da Bahia. Enquanto o candidato professor Marinho (PSB) falava sobre propostas voltadas às mães atípicas, Josi o interrompeu algumas vezes e, durante o bate-boca, começou a rir. O debate foi realizado pelo programa Alô Juca, apresentado por Marcelo Castro, da TV Aratu.
A discussão começou durante a fala de Marinho sobre a pauta das mães atípicas e propostas para fortalecer políticas voltadas a esse grupo. Josi interrompeu o candidato em diferentes momentos. Em meio à troca de acusações, ela começou a rir, o que provocou uma reação de Marinho.
“Não consigo rir com falta de educação”, disse o candidato. Na sequência, Marinho afirmou: “Ela tá rindo de quê? Só pode ser da falta de conhecimento dela”.
O trecho acabou circulando nas redes sociais, onde internautas criticaram a postura da candidata e classificaram as interrupções e as risadas como "falta de educação" e "respeito durante" o debate. Após a repercussão, Marinho também se manifestou nas redes sociais. O candidato criticou o comportamento de Josi e afirmou que se sentiu desrespeitado durante o programa.
“Olha o nível que chegou nossa política! Muito triste por me dedicar, estudar, para ser desrespeitado dessa forma por essa candidata do PL”, escreveu Marinho.
FOI INTENCIONAL
Depois da repercussão, Josi Flora também usou as redes sociais para explicar o episódio. A candidata afirmou que seu comportamento durante o debate foi intencional e relacionou o episódio a uma situação envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma sabatina da TV Globo. Segundo Josi, Lula teria interrompido uma jornalista mais de 11 vezes durante a entrevista e, na avaliação dela, não houve a mesma reação da esquerda que houve contra sua postura no debate.
“Eu fui bem intencional, porque durante essa semana o presidente Lula interrompeu uma jornalista por mais de 11 vezes e você não viu a revolta da esquerda, chamando ele de mal-educado”, afirmou.
A candidata afirmou ainda que sabia que sua postura poderia ser interpretada negativamente, mas disse que o objetivo era provocar uma reflexão sobre o tratamento dado a comportamentos semelhantes na política.
“Ontem eu fiz o professor Marinho entender que isso é grosseiro, mal-educado e deselegante. Para algumas pessoas eu fui grosseira, mal-educada e deselegante, mas, na verdade, eu dei uma aula para vocês”, afirmou Josi Flora.
As lideranças do grupo bolsonarista da Bahia devem se reunir com apoiadores em uma manifestação no dia 7 de setembro, no Farol da Barra, em Salvador. O evento foi confirmado pelo Partido Liberal nesta quinta-feira (27). A concentração está marcada para as 8h22 e deve reunir políticos e integrantes de movimentos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Apesar das especulações em torno das ações de campanha de Flávio Bolsonaro na Bahia, o filho de Jair Bolsonaro e candidato à Presidência não foi confirmado no ato. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, uma das possibilidades é que a vinda de Flávio Bolsonaro seja organizada para setembro, mais precisamente na segunda semana, ainda que sem data definida, e tendo a cidade de Vitória da Conquista como base.
No caso da convocação na capital, foram confirmados os deputados Diego Castro, Leandro de Jesus e Capitão Alden, além da ex-secretária da Saúde de Porto Seguro Doutora Raissa Soares e do vereador de Salvador Cezar Leite. Todos são do PL.
Além das pautas defendidas tradicionalmente pelos grupos bolsonaristas, a manifestação deverá servir como uma demonstração de apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
O objetivo do grupo é manter a militância bolsonarista mobilizada e ampliar a presença do candidato à Presidência no estado. Vale lembrar que a Bahia é considerada um dos principais desafios eleitorais de Flávio Bolsonaro, pois o estado mantém uma vantagem histórica para o PT nas disputas presidenciais.
O Partido Liberal (PL) esboça possíveis atos de campanha na Bahia para o seu candidato à Presidência da República deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o presidente estadual do partido e pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), relatou a aliados, em confidência, que a vinda de Flávio Bolsonaro estaria desenhada para setembro, mais precisamente na segunda semana, porém, sem data definida. Outro ponto estudado é que a cidade de Vitória da Conquista deve ser a "base" para as atividades de Flavio.
Apesar de não ter a data, a possibilidade do senador vir à Bahia para o 7 de setembro é tratada no grupo como muito remota, tornando possível apenas a vinda na segunda semana de setembro ou após isso.
Além do grande empecilho para a vinda do candidato ao Planalto ser a agenda, o grupo baiano do partido ainda está em fase de estudos para definir qual seria a rota e as cidades visitadas por Flávio Bolsonaro em sua visita à Bahia, em campanha eleitoral. Ainda segundo aliados, é provável que a passagem inclua visitas a diversas cidades, ainda em estudo pelo grupo.
Enquanto Flávio ainda não definiu seus planos eleitorais para a Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sai na frente, com agenda confirmada para esta sexta-feira (28), anunciada pelo governador Jerônimo Rodrigues em suas redes sociais. Lula e o grupo petista farão uma caminhada pela Liberdade, com trajeto provável entre o Largo do Guarani e o Plano Inclinado da Liberdade.
O PL, na Bahia, construiu aliança com os demais partidos de oposição. Esse grupo oposicionista ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Lula (PT) é encabeçado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), que é o candidato ao governo da Bahia. Na mesma chapa majoritária está o nome do presidente do PL como candidato ao Senado, João Roma. Apesar disso, Neto, que está em um partido que não tem candidato ao Planalto, não declara publicamente seu apoio ao senador da família Bolsonaro, e sim a um ex-correligionário, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
Além disso, ele também não faz declarações contundentes contra o atual presidente, apesar de Lula ser do mesmo partido do atual governador, por conta da força eleitoral que pode ganhar com os votos "Lula-Neto", eleitores que votam tanto no presidente petista quanto no carlista.
O deputado federal João Bacelar (PL) se manifestou após ameaça de expulsão do partido, confirmada pela presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A crise começou após João Bacelar declarar apoio a Jerônimo durante um comício em Ribeira do Pombal, no sábado (22). O deputado teria subido ao palanque do governador e sido visto com um adesivo com o número 13, da candidatura petista.
Em entrevista ao programa 'Frequência News', da Rádio Morena 98,7 FM, Valdemar Costa Neto alegou que a expulsão do parlamentar era uma das opções consideradas para lidar com o ocorrido, mas garantiu que aguardaria a manifestação do deputado.
Em nota oficial, divulgada pelo perfil do PL na Bahia na noite desta segunda-feira (24), João Bacelar afirmou que possui um “compromisso inabalável” com a sigla e seus aliados.
“O parlamentar reafirma, antes de tudo, seu compromisso inabalável com o Partido Liberal (PL), com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto; com o senador da República Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República; com o candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma; e com o candidato ACM Neto”
Ele afirmou que “sempre apoiou e continuará apoiando os candidatos indicados pelo PL em todas as esferas” e vai se manter “fiel às diretrizes e ao projeto político do partido”. “Diante do exposto, o deputado considera o assunto devidamente esclarecido e encerrado, reafirmando sua tranquilidade e sua total sintonia com a legenda”, conclui a nota.
Confira a nota na íntegra:
“NOTA DE ESCLARECIMENTO
O deputado federal João Bacelar vem a público esclarecer sua participação no evento político realizado em Ribeira do Pombal, no último sábado (22).
O parlamentar reafirma, antes de tudo, seu compromisso inabalável com o Partido Liberal (PL), com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto; com o senador da República Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República; com o candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma; e com o candidato ACM Neto.
João Bacelar reitera que sempre apoiou e continuará apoiando os candidatos indicados pelo PL em todas as esferas — municipal, estadual, federal —, mantendo-se fiel às diretrizes e ao projeto político do partido.
Diante do exposto, o deputado considera o assunto devidamente esclarecido e encerrado, reafirmando sua tranquilidade e sua total sintonia com a legenda.
João Bacelar”
O deputado estadual e candidato a deputado federal Leandro de Jesus (PL) reagiu, neste domingo (23), à notícia de que o deputado federal João Bacelar (PL) subiu em um mesmo palanque que o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) e anunciou apoio à reeleição do petista ao governo no pleito de outubro. O caso ocorreu no município de Ribeira do Pombal.
Leandro lembrou que, na pré-campanha, a direção nacional do partido enviou uma circular para todos os diretórios estaduais proibindo apoio de filiados a partidos e candidaturas de esquerda. O documento é assinado pelo presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e prevê medidas disciplinares a quem não seguir a determinação.
"É um caso claro de infidelidade partidária. Uma traição aos princípios e ao direcionamento do partido, mas também não vejo como novidade. O citado deputado já apresentava há anos um comportamento que não era alinhado, inclusive votando com o governo Lula. A pergunta que fica é: por qual motivo ele não saiu do partido quando tivemos a janela partidária?", questionou Leandro.
O parlamentar bolsonarista, que tem o apoio de Eduardo Bolsonaro para deputado federal, ainda foi além: "O citado parlamentar quer o quê no PL? Aproveitar a onda bolsonarista para se eleger? Traidores precisam ser expostos e punidos no partido. Que ele procure um partido alinhado ao petismo e siga a sua vida", concluiu Leandro.
O deputado estadual e candidato à reeleição, Diego Castro (PL), realizou um ato de campanha na Universidade Federal da Bahia (UFBA) na manhã desta quinta-feira (20) e entrou em uma discussão com alunos da Faculdade de Comunicação (Facom). Em meio a discussão verbal envolvendo alunos e professores da unidade, imagens mostram o momento em que seguranças do parlamentar agridem um aluno. (A reportagem foi atualizada às 11h30 para adicionar o posicionamento do deputado e a manifestação oficial do diretor da Facom)
??Diego Castro faz ato de campanha na UFBA, promove discussão e gera agressões mútuas
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 20, 2026
?????Leitor BN
Confira?? pic.twitter.com/RSAZ0k57kf
Nas imagens registradas por testemunhas, é possível ver o momento em que o deputado, usando um colete a prova de balas, aparece discutindo com alunos e o atual diretor da Faculdade de Comunicação, Washington José de Souza Filho, professor titular da universidade, aparece tentando dialogar com Diego Castro.
O embate verbal se intensifica, um dos alunos chega a dar um tapa no deputado e um grupo de homens que acompanhava o parlamentar chega a empurrá-lo na parede. O discente foi identificado como Tobias Barreto, presidente do Centro Acadêmico Vladimir Herzog (CAFACOM).
Segundo testemunhas no local, o deputado estaria gravando vídeos sobre o uso dos banheiros no prédio da Faculdade de Comunicação. Diego Castro estaria questionando as placas que indicam a presença de banheiros masculinos e femininos, ambos com liberação para pessoas “cis, trans, não binárias e travestis”.
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Foto: Eduarda Moitinho / Bahia Notícias
Ao notarem a movimentação, os alunos questionaram os discursos do parlamentar, dando início a discussão no meio do prédio de aulas. Outras imagens mostram o deputado sendo escoltado para fora do prédio da Faculdade. Após a saída, os estudantes se reuniram no auditório para uma reunião do Centro Acadêmico.
Segundo fontes do Bahia Notícias, o diretor da instituição acionou a reitoria da universidade para comunicar o fato. O caso também será registrado formalmente em uma delegacia. Ao BN, o professor Washington de Souza Filho diz que não acompanhou o início da discussão, mas que presenciou os ataques. "Eu não sei sobre a cronologia, o que eu sei é que quando eu cheguei lá eu percebi que tinha situação de confronto e entendi que o personagem responsável por isso foi o deputado Diego Castro Barbosa", afirma.
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Foto: Eduarda Moitinho / Bahia Notícias
"O absurdo é esse, um deputado, um parlamentar, mantido com recursos da população, da sociedade da Bahia, se sente no direito de invadir um campus universitário de uma universidade como a UFBA, que nem tem só uma tradição histórica, mas um histórico de contribuição para a sociedade da Bahia", destaca o diretor da FACOM.
Ainda em seu relato, Washington diz ter sido ameaçado pelo parlamentar. "Eu não fui agredido, eu fui ameaçado. No instante final, quando a gente começa a fazer que eles desçam [o deputado e seus assessores], um deles, que eu sou capaz de identificar - é um homem negro, de óculos e camisa preta - ele me ameaça várias vezes. Porque eu tentei conversar com eles o tempo inteiro", detalha.
O QUE DIZ O DEPUTADO?
O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria do deputado Diego Castro para obter mais informações sobre o ocorrido. À reportagem, a assessoria de Castro informou que ele foi até o local para confirmar e receber a denúncia de um estudante sobre a presença de adesivos em apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas dependências da instituição.
"A presença do parlamentar provocou reação de estudantes que estavam no local. Durante o episódio, houve protestos e discussões, e o deputado foi chamado de “fascista” por integrantes do grupo contrário à sua presença", diz a nota. Segundo o parlamentar, "instituições federais de ensino não devem ser utilizadas para favorecer candidatos ou grupos partidários".
Sem citar as agressões, a nota da assessoria confirma o protesto contra o deputado. "Durante a discussão, estudantes contestaram a atitude de Diego e protestaram contra a retirada dos adesivos. O parlamentar, por sua vez, criticou a reação e afirmou que houve uma tentativa de impedir a fiscalização e o questionamento sobre o material".
Para o deputado, alunos com posicionamentos políticos diferentes precisam encontrar um ambiente de pluralidade dentro da instituição. “Recebemos a denúncia de quem estuda aqui e não aceita essa apropriação partidária. O estudante não pode entrar em uma universidade federal e ter a sensação de que está entrando em um diretório político”, disse.
O parlamentar afirmou ainda que pretende cobrar esclarecimentos sobre a presença dos adesivos e avaliar eventuais medidas relacionadas ao episódio.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, apareceram juntos em um vídeo de bastidores divulgado nesta quarta-feira (19). A gravação ocorre após um período de desentendimentos públicos entre integrantes do grupo político.
Nas imagens, os dois aparecem sorrindo e participando da produção de material para a campanha eleitoral. Sem áudio, o vídeo é acompanhado por um jingle da campanha de Flávio. Durante a gravação, o candidato pede apoio para Michelle, que disputa uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.
Na sequência, a ex-primeira-dama também declara apoio à candidatura de Flávio à Presidência. Os dois exibem ainda seus respectivos números de urna. O material deve ser utilizado na propaganda eleitoral de rádio e televisão.
CONFIRA:
Com a decisão tomada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (18), de determinar a extinção da ação protocolada pelo PT para pedir mudanças na distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026, os partidos aguardam agora a chegada dos recursos em suas contas.
O PT havia pedido a retificação do cálculo que determinou o percentual que cabe a cada sigla. O partido, entretanto, desistiu do processo para permitir destravar o envio de recursos e o cumprimento do cronograma do Fundo Eleitoral, com o objetivo de não prejudicar a campanha, que começou oficialmente no último domingo (16).
Neste ano de 2026, a Justiça Eleitoral distribuirá um total de R$ 4.961.519.777,00 para 30 partidos. Os recursos do FEFC, entretanto, somente ficarão integralmente à disposição do partido após a definição de critérios de distribuição aos seus candidatos. Cada partido precisa, obrigatoriamente, comunicar esses critérios ao TSE.
O Partido Liberal, do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (RJ), possui a maior fatia de recursos do Fundo, e vai receber R$ 881,6 milhões. Desse total, a campanha presidencial só poderá usar o máximo de R$ 133,4 milhões.
O segundo partido que mais receberá recursos do Fundo Eleitoral é o PT, que terá direito a R$ 615,3 milhões. O candidato do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possui o mesmo limite legal de gastos de R$ 133,4 milhões, a serem utilizados tanto em primeiro quanto no segundo turno.
Confira abaixo quanto cada partido vai receber, nas eleições de 2026, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC):
AGIR - 3.307.679,85
AVANTE - 72.516.777,19
CIDADANIA - 60.174.157,11
DC - 3.307.679,85
DEMOCRATA - 3.307.679,85
MDB - 400.000.239,99
MISSÃO - 3.307.679,85
MOBILIZA - 3.307.679,85
NOVO - 37.044.203,26
PC do B - 60.531.914,25
PCB - 3.307.679,85
PCO - 3.307.679,85
PDT - 169.285.643,92
PL - 881.657.477,34
PODEMOS - 245.969.763,68
PP - 417.067.738,40
PRD - 71.819.227,37
PRTB - 3.307.679,85
PSB - 152.252.956,07
PSD - 421.008.404,89
PSDB - 147.895.172,40
PSOL - 131.506.284,42
PSTU - 3.307.679,85
PT - 615.367.980,20
PV - 45.183.873,26
REDE - 35.803.821,03
REPUBLICANOS - 348.587.815,77
SOLIDARIEDADE - 88.526.669,83
UNIÃO BRASIL - 526.242.858,11
UP - 3.307.679,85
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou, nesta terça-feira (18), durante sessão de julgamentos, o pedido de desistência formulado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em petição cível. Na ação, o partido havia requerido a retificação do cálculo de distribuição de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) relativo às Eleições de 2026.
Acompanhando o voto do relator, ministro Kassio Nunes Marques, o Plenário acolheu o pedido e determinou a extinção do processo sem julgamento do mérito. Com a decisão, o Fundo Eleitoral vai distribuir, neste mês, o valor de R$ 2,3 bilhões, montante correspondente a 48% dos recursos distribuídos aos partidos proporcionalmente ao tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados. Esses recursos estavam retidos até a conclusão deste julgamento.
Assim, o cálculo do Fundo Eleitoral consolida a bancada de 68 deputados do PT eleitos em 2022, conforme contabilizado e divulgado pelo TSE em junho. O Partido Liberal (PL) ficou com a maior parcela, de R$ 881,7 milhões. O PT aparece em segundo lugar, com R$ 615,4 milhões, seguido pelo União Brasil, que receberá R$ 526,2 milhões.
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento sigiloso no qual aponta entender haver uma escalada violenta na campanha eleitoral. O documento, obtido pela CNN Brasil e divulgado nesta terça-feira (18), pede ao presidente da corte eleitoral, Kassio Nunes Marques, adotar providências que considerar necessárias.
O senador informa, no ofício, que "desde o início do lançamento de sua pré-candidatura, seu núcleo de segurança tem detectado um aumento significativo das situações classificadas como de 'risco à sua segurança pessoal’”. Nesse sentido, o filho de Jair Bolsonaro também apresentou um relatório de segurança elaborado pela campanha que revela conteúdos de risco captados em postagens nas redes sociais.
Os dados do relatório incluem 2.463 conteúdos coletados entre os dias 05 e 14 de agosto dirigidos ao candidato do PL. A campanha de Flávio classificou os materiais em níveis críticos, alto, moderado e baixo.
"A classificação considera elementos como manifestação de desejo de morte, incitação ou conclamação à violência, ameaça direcionada, indícios de intencionalidade e referências a planejamento, oportunidade ou condições para a execução de ataques", afirma o documento.
Ele diz ainda que "desse volume relevante de conteúdos violentos, 36,5% foram enquadrados como de ‘ameaças explícitas’ (direcionamento contra a vida ou a integridade física); 29,3% como ‘incitação à violência’ (incentivo, adesão ou conclamação à prática violenta); 28,5% como ‘referências codificadas’ (alusões linguagem indireta associada a ataque ou lesão) e 5,7% como ‘planejamento/oportunidade’ (menções a ocasião, presença, meios ou preparação)".
O documento cita explicitamente o caso de um homem que foi conduzido à delegacia de Juiz de Fora após fazer uma menção a uma facada no candidato durante sua passagem pelo município.
No documento, ele afirma entender haver responsabilidade do presidente e candidato à reeleição Lula (PT). "Lamentavelmente, após duas falas de incitação à violência do também candidato Luiz Inácio Lula da Silva ('antigamente traidor era enforcado'), o volume de postagens violentas aumentou."
Por fim, o candidato solicita que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, “possa adotar providências” sobre os fatos relatados. “Serve, portanto, este relatório, para compartilhar com Vossa Excelência o cenário de escalada violenta detectado por esta campanha presidencial, para que Vossa Excelência, na condição de Presidente do TSE possa adotar as providências cabíveis e necessárias”, conclui.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que as políticas de segurança pública devem se concentrar no combate à criminalidade e criticou a atuação de organizações não governamentais (ONGs) na área. A declaração foi dada durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Ao defender uma linha mais dura na segurança, Nikolas citou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, conhecido pela política de encarceramento em massa contra facções no país. "O Bukele está mostrando que direitos humanos têm que ser para humanos direitos", declarou.
O ato ocorreu mesmo sem a presença do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A ida do senador a Juiz de Fora foi cancelada por causa de problemas com o tempo, que impossibilitaram o voo dele a partir do Rio de Janeiro. Sem Flávio, Nikolas seguiu com a mobilização de rua em apoio a candidaturas locais do partido, como a de Roberta Lopes, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) confirmou que recebeu e-mails do Missão, partido liderado por Renan Santos – também presidenciável –, sobre sua filiação à sigla, mas achou que eram spam. A informação foi dada pelo herdeiro de Jair Bolsonaro em uma live realizada nesta quinta-feira (13), em que apresentou seu plano de governo.
“Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido aí. É porque como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que são spam, né?”, diz o senador. Na live, ele mostra os registros dos emails impressos em que, segundo ele, o partido cobrava um pagamento em dez dias que não foi feito.
“São centenas de e-mails por dia. Além de fraudarem a minha filiação, ainda estavam me cobrando’, afirmou.
Ainda na tarde desta quinta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleceu a filiação de Flávio Bolsonaro ao PL. Na decisão, foi determinado que o vínculo de Flávio com o PL seja considerado desde 30 de novembro de 2021, data de sua filiação original, e ordenada a exclusão do registro que o vinculou ao Missão.
Na live, ele diz ter sido alvo de uma fraude. “Vocês acompanharam hoje que teve uma fraude na minha filiação partidária. Tentaram, me aliaram, na verdade, ilegalmente a outro partido. Assim, e só para informar para todo mundo, na verdade estava checando, porque houve mais uma mentira dizendo que eu próprio teria tentado me filiar, o que é mentira, obviamente”, afirma.
No Instagram, Flávio escreveu que tem “muito partido que não tem presidencial com voto e que está desesperado querendo minha filiação”. Ele pontuou que, se ganhar as eleições, o Brasil vai vencer. “Meu governo vai ser bom até para quem não é de direita, não precisa fraudar nada para tentar me ‘roubar’ do PL”, disse no post.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao partido Missão não foi resultado de um ataque hacker ao sistema de filiação partidária. Segundo o tribunal, o registro foi feito por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que tinha credenciais da legenda para efetivar filiações.
Em nota, a corte detalhou o entendimento. "A filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações", informou.
Diante do caso, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para que sejam tomadas providências e determinou a abertura de inquérito pela Polícia Judiciária.
Em rápido vídeo postado nas suas redes sociais nesta quinta-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se pronunciou sobre a descoberta de que ele tinha sido filiado ao partido Missão, e por isso não conseguiu registrar sua candidatura a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Flávio, a filiação teria sido uma tentativa de o “sistema” derrubar a sua candidatura.
“O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai resgatar o Brasil”, disse o senador, destacando que a desfiliação do PL “não funcionou e nem vai funcionar”.
Flávio Bolsonaro aproveitou para convocar militantes a participarem do seu ato de início de campanha, que será realizado no próximo domingo (16), na praia de Copacabana. O candidato a presidente também anunciou que fará uma live em seu canal no Youtube na noite desta quinta (13), onde falará mais sobre a fraude de sua filiação ao partido Missão.
A pessoa que filiou Flávio Bolsonaro ao partido Missão cadastrou como endereço do senador a “Rua dos Bandidos”, no “Bairro Miliciano”. O endereço foi registrado na ficha de filiação preenchida por meio de senha atribuída ao Missão.
Além da rua e do bairro, o responsável informou que o número da residência de Flávio Bolsonaro seria o “666”, algarismo associado a entidades demoníacas. Também foi informado um CEP inexistente na ficha de filiação.
O partido Missão divulgou nota nesta quinta (13) negando qualquer participação na filiação que travou o registro da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Segundo o comunicado, o partido teria sido alvo de uma tentativa fraudulenta de filiação.
A nota encaminhada para a imprensa diz ainda que, ao identificar a filiação do senador, já teria tentado reverter o cadastro no mesmo dia em que a fraude foi identificada, mas o pedido teria sido negado pelo tribunal eleitoral.
“O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos. O Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades”, diz a legenda.
Na nota, o Missão também faz questão de esclarecer que não teria interesse em receber o senador em seus quadros, citando divergências ideológicas e as suspeitas de corrupção envolvendo o filho de Jair Bolsonaro.
O senador e candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, aparece como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral. Uma certidão, emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (13) aponta que o parlamentar está com a filiação regular ao Missão desde quarta-feira.
A informação obtida pelo jornal Metrópoles indica que, neste momento, o postulante ao Palácio do Planalto está impedido de registrar a candidatura pelo PL. O mesmo documento registra que ele o senador desfiliado do PL também na quarta.
O comitê do candidato já acionou o TSE para restabelecer a filiação do senador ao PL.
Aliados de Flávio afirmam que o jurídico da campanha investiga o que provocou a alteração. Uma das suspeitas é um suposto ataque hacker ao sistema de candidaturas e membros da campanha avaliam a possibilidade de acionar a Polícia Federal para investigar o caso.
No documento de certidão, o TSE pontua que os dados sobre filiação têm por base lançamentos feitos pelos próprios partidos no sistema Filia. O documento ressalta ainda que essas informações são inseridas sob responsabilidade das legendas e que a certidão tem “presunção apenas relativa de veracidade”.
Ao jornal Metrópoles, o presidente nacional do Missão e candidato do partido à Presidência, Renan Santos, afirmou que a legenda abrirá uma investigação interna para apurar o que ocorreu. “A última coisa que a gente quer é o Flávio Bolsonaro filiado à Missão”, disse.
O prazo para que partidos e coligações registrem seus candidatos termina às 19h no sábado (15).
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), utilizou suas redes sociais, na noite de quarta-feira (12), para divulgar imagens de seus diplomas acadêmicos. A publicação no X ocorre após uma reportagem do g1 contestar um diploma de pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) disponível em biografias oficiais do senador.
O curso na UFRJ aparecia em biografias do senador no Senado, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e em dados de campanha. Acontece que a universidade, no entanto, informou que não encontrou registros de que Flávio Bolsonaro tenha estudado na instituição.
Para que não restem dúvidas sobre minha formação acadêmica, conquistada à base de vários anos de muito estudo e dedicação, seguem meus diplomas:
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 13, 2026
- Bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes (Advogado inscrito na OAB desde 2006);
- Especialista em Políticas Públicas… pic.twitter.com/NjWTiwUX3B
Na postagem desta quinta, o curso de Ciências Políticas não aparece entre os diplomas divulgados por Flávio. Na publicação, ele diz: “Para que não restem dúvidas sobre minha formação acadêmica, conquistada à base de vários anos de muito estudo e dedicação, seguem meus diplomas” e cita as qualificações:
- Bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes (inscrito na OAB desde 2006);
- Especialista de Políticas Públicas pelo IUPERJ-UCAM e Escola de Políticas Públicas e Governo;
- MBA em Empreendedorismo e Desenvolvimento de Novos Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Ele continua, dizendo que vai completar 24 anos de vida pública, mencionando que já presidiu as Comissões Permanentes de Segurança Pública e Assuntos de Polícia e de Defesa Civil no Rio de Janeiro.
Durante a sessão especial em homenagem aos 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB), realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nesta quinta-feira (13), o deputado estadual Paulo Câmara (PL) demonstrou forte otimismo com o desempenho eleitoral do Partido Liberal no estado. Questionado sobre as projeções da sigla para o pleito, o parlamentar prevê um salto significativo na representatividade do partido.
Confiante na estratégia da legenda, Câmara desafiou a reportagem a anotar suas previsões para o resultado das urnas. "Pode cravar aí, anote e depois me cobre dia 5 de outubro. O PL vai aumentar a bancada estadual, nós faremos seis deputados estaduais. E a probabilidade de fazer a quarta vaga federal é enorme", declarou.
Segundo o deputado, o partido trabalha com a meta consolidada de eleger quatro deputados federais e seis estaduais, um avanço que, de acordo com ele, está sendo conduzido sob a liderança do presidente estadual da sigla, João Roma — a quem Câmara se referiu como "nosso amigo e futuro senador". Para o deputado, essas conquistas farão com que o PL marque "cada vez mais a sua posição firme e coerente" na Bahia.
HOMENAGEM À ACB
Além de traçar o cenário político, Paulo Câmara aproveitou a ocasião para enaltecer a importância da ACB, cuja homenagem foi proposta pelo deputado Eduardo Salles. Câmara destacou que a história da entidade se confunde com a própria história da Bahia e elogiou o dinamismo da atual presidente, Isabela Suarez.
De acordo com o parlamentar, a gestão de Suarez tem quebrado barreiras e promovido uma forte interiorização da entidade, levando a ACB a polos importantes como Luís Eduardo Magalhães e Vitória da Conquista. Ele ressaltou o foco da presidente no "associativismo e na integração entre empresário e poder público", sempre visando o bem do estado.
Sócio do presidente do Partido Liberal na Bahia e candidato ao Senado Federal, João Roma, firmou ao menos R$19,7 milhões em contratos com o Banco Master nos últimos anos. Os repasses a empresa foram divulgados pela Folha de São Paulo e as informações societárias foram obtidas pela jornalista Milena Teixeira, no Jornal Metrópoles, nesta quinta-feira (13). (A reportagem foi atualizada às 09h45 para correção dos créditos)
Roma é sócio do empresário Alfredo Pacheco Pereira Neto, dono de uma corretora que firmou, em 2021. Roma divide com Pacheco, também desde 2021, a sociedade na Prata da Chapada, empreendimento ligado a uma fazenda produtora de bananas. À Justiça Eleitoral, Roma afirmou possuir inclusive 50% das cotas do negócio, avaliadas em R$ 100 mil, segundo sua declaração.
A parceria foi firmada quando o candidato ainda ocupava o Ministério da Cidadania. Os contratos de Alfredo Pacheco com o Master, no entanto, envolvem apenas a corretora.
Em nota, a AB Serviços afirmou que os serviços prestados ao grupo de Vorcaro tiveram “comprovação técnica” e envolveram “atividades de consultoria, assessoria e relacionamento comercial”. Segundo a empresa, os “contratos foram firmados regularmente, no âmbito privado, com o devido recolhimento dos tributos e sem utilização de recursos públicos”.
Sobre a relação com João Roma, Alfredo destacou que “a empresa Prata da Chapada, da qual ambos são sócios, produz banana e não tem qualquer relação com outras atividades, muito menos qualquer relação com a empresa AB”. Em nota, a defesa afirma que “Alfredo e João Roma não são sócios em nenhuma outra empresa. Alfredo informa ainda que não há qualquer relação entre a prestação de serviço da AB ao Master e João Roma, muito menos João Roma teve qualquer papel na aproximação da AB serviços com o citado Banco”.
João Roma reiterou a informação. “João Roma salienta que a Prata Chapada não tem qualquer outra finalidade que não seja a produção agropecuária e ressalta que está há quatro anos sem cargo público e, neste tempo, se dedicou a suas atividades privadas e às atividades partidárias. Roma, contudo, diz estranhar que este assunto tenha sido requentado”, declarou.
No caso da corretora de Alfredo, a AB Serviços de Corretagem Financeira, o quadro societário também inclui o advogado Bruno Martinez Carneiro Ribeiro Neves, atual superintendente do Ibama na Bahia.
Bruno foi nomeado para o cargo em 17 de novembro de 2023 pela então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O posto de superintendente estadual, de código CCE 1.13, tem remuneração bruta atualmente na faixa de R$11 mil a R$13 mil.
Procurado pela coluna, o advogado confirmou ter sido sócio da AB Serviços, mas afirmou que se afastou da sociedade em 2023 para se dedicar às atividades na autarquia.
Terceiro publicitário a assumir o marketing eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Duda Lima decidiu tirar o sobrenome das peças publicitárias que devem ser veiculadas a partir da próxima semana e definiu o slogan “O Brasil vai vencer” para a campanha a partir do próximo dia 16 de agosto. É o que informa o jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo.
Duda Lima, que substituiu a dupla de marqueteiros Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari, criou uma nova identidade visual para o candidato do PL, que será apresentado apenas como “Flávio”, sem o sobrenome “Bolsonaro” aparecendo nos materiais de campanha. Segundo Jardim, a coordenação da campanha afirma que o nome “Bolsonaro” constará em outros materiais de propaganda ao longo do processo eleitoral.
O conceito da marca do candidato foi feito pelo novo marqueteiro de campanha a partir do formato da letra “V”, integrada ao nome “Flávio”, combinando as cores verde e amarela. A estratégia de ocultar o sobrenome “Bolsonaro” das peças publicitárias visa blindar Flávio do acentuado desgaste associado à marca da família, decorrente da má avaliação do governo de seu pai, Jair Bolsonaro, no período de 2019 a 2022.
A medida busca ainda distanciar a imagem do candidato das intensas complicações judiciais do ex-presidente, marcadas por investigações e pela condenação a mais de 27 anos de prisão no Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
O pilar da estratégia publicitária desenhada por Duda Lima apoia-se em críticas diretas à gestão do presidente Lula, sustentando que a população supostamente sofreu perdas econômicas e de qualidade de vida. Duda Lima é um dos profissionais de marketing político mais próximos do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e nasceu na mesma cidade que ele, Mogi das Cruzes (SP).
A relação entre os dois começou há mais de duas décadas, quando o publicitário trabalhou na campanha de um aliado de Valdemar em São Paulo. Desde então, tornou-se um dos nomes de confiança do dirigente e passou a atuar em campanhas da legenda.
Na eleição presidencial de 2022, Duda Lima foi responsável pelas propagandas de televisão e rádio de Jair Bolsonaro. À época, o publicitário defendia que a campanha explorasse programas sociais, como o Auxílio Brasil, e obras de infraestrutura, especialmente a transposição do Rio São Francisco, numa tentativa de ampliar o diálogo com eleitores além da base bolsonarista.
Também foi de Duda Lima uma das principais mudanças na identidade visual do PL após a filiação de Bolsonaro. Duda sugeriu abandonar o vermelho na logomarca do partido, substituindo-o por azul e branco, para aproximar a legenda das cores verde e amarela adotadas pelos apoiadores do ex-presidente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma transmissão ao vivo no seu canal no Youtube nesta quinta-feira (7), anunciou a lista de candidatos ao Senado que contarão com o apoio oficial dele na campanha eleitoral que se inicia a partir do dia 15 de agosto. Na Bahia, Flávio Bolsonaro disse que apoiará as candidaturas de João Roma, que é do do seu partido, o PL, e do senador Angelo Coronel, do Republicanos.
A lista apresentada por Flávio Bolsonaro conta com 47 candidatos em todos os estados do país. Desse total, 33 são candidatos do PL e 14 são de outros partidos, como o Republicanos de Angelo Coronel. Em sete estados, o candidato a presidente apoiará apenas um nome ao Senado.
Angelo Coronel, que no mês de abril rompeu com a base do PT na Bahia e migrou do PSD para o Republicanos, declarou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro em uma entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, no dia 6 de abril. O senador baiano destacou sua relação pessoal com Flávio Bolsonaro e afirmou que vai priorizar a relação com o candidato na hora do voto.
“Ele, por ser meu amigo pessoal, meu colega de Senado, não vou deixar de votar num amigo para votar em outro que não tenho nenhuma relação”, disse Coronel ao Bahia Notícias no Ar.
Entre os nomes listados por Flávio Bolsonaro que contarão com o seu apoio na campanha deste ano está o do ex-presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP). Flávio ainda não havia anunciado um endosso formal a Lira, e o PL em Alagoas contava com o deputado Alfredo Gaspar para o Senado.
Entretanto, como Gaspar deixou a disputa para ser vice da chapa presidencial, Flávio oficializou o apoio a Lira. Já o presidente do PP, Ciro Nogueira, não foi mencionado pelo candidato a presidente.
No Piauí, Flávio optou por apoiar apenas o candidato Tiago Junqueira, do PL. A decisão aconteceu após a tentativa frustrada de Flávio de selar uma aliança com o PP de Ciro em âmbito nacional para que a senadora Teresa Cristina pudesse ser sua candidata a vice.
Confira abaixo a lista completa dos nomes que serão apoiados por Flávio Bolsonaro nos estados:
Acre:
– Márcio Bittar (PL) e Mara Rocha (MDB)
Alagoas:
– Maria Cândia (PSDB) e Arthur Lira (PP)
Amapá:
– Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
Amazonas:
– Capitão Alberto Neto (PL)
Bahia:
– João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos)
Ceará:
– Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União Brasil)
Distrito Federal:
– Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Espírito Santo:
– Maguinha Malta (PL) e Evair Melo (Republicanos)
Goiás:
– Gustavo Gayer (PL) e Oséias Varão (PL)
Maranhão:
– Cidônio Gonçalves (PL)
Mato Grosso:
– José Medeiros (PL)
Mato Grosso do Sul:
– Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
Minas Gerais:
– Domingos Sávio (PL)
Pará:
– Delegado Éder Mauro (PL) e Zequinha Marinho (Podemos)
Paraíba:
– Marcelo Queiroga (PL)
Paraná:
– Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL)
Pernambuco:
– Mendonça Filho (PL)
Piauí:
– Tiago Junqueira (PL)
Rio de Janeiro:
– Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
Rio Grande do Sul:
– Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo)
Rio Grande do Norte:
– Styvenson Valentim (PSDB) e Coronel Hélio Oliveira (PL)
Rondônia:
– Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
Roraima:
– Hélio Lopes (PL) e Nicoletti (PL)
Santa Catarina:
– Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL)
São Paulo:
– André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP)
Sergipe:
– Rodrigo Valadares (PL) e Coronel Rocha (PL)
Tocantins:
– Eduardo Gomes (PL) e Carlos Gaguim (União Brasil)
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou, nesta quarta-feira (5), que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato à vice-presidente em sua chapa nas eleições deste ano. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa em Brasília.
Alfredo Gaspar é deputado federal por Alagoas e, atualmente, é o presidente do PL no estado, fortalecendo sua aproximação com o grupo político bolsonarista no estado.
Ex-promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do Alagoas. Eleito para a Câmara em 2022, ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
A decisão chega após diversas negativas de partidos vinculados à centro-direita, como a federação União Progressista (União Brasil e PP) e o Republicanos, quer anunciaram que neutralidade na disputa presidencial. Nesse sentido, o PL segue a linha do PSD e mantém uma candidatura “puro sangue”.
A reunião que confirmou o nome para a chapa contou com a presença de mulheres que chegaram a ser ventiladas como possibilidades para integrantes da chapa, como a senadora Tereza Cristina (PP) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos). Elas fizeram breves pronunciamentos em defesa da candidatura, antes do anúncio de Flávio.
O presidente do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP), comunicou a campanha do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a sigla vai manter a independência nas eleições. Segundo Pereira, uma votação interna resultou em 17 dos 27 diretórios estaduais que se manifestaram pela neutralidade.
O presidente da legenda se reuniu nesta segunda (3) com Flávio, com o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro ocorreu em um escritório da campanha do senador, em Brasília.
Marcos Pereira informou que dos 27 diretórios estaduais, 17 se manifestaram pela neutralidade, nove pelo apoio a Flávio Bolsonaro e um pelo apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sem identificar cada diretório.
Flávio Bolsonaro participou, no final de semana, da convenção estadual do Republicanos em São Paulo, que oficializou a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo do estado. Durante o evento, o presidente estadual do Republicanos afirmou que o partido apoia Flávio Bolsonaro no estado, apesar de não haver uma aliança nacional com o candidato do PL.
O Republicanos realiza sua convenção nacional nesta terça (4). O evento a portas fechadas deve confirmar o que já foi informado pelo partido.
Com a resposta final, o Partido Liberal ainda não conseguiu nenhuma outra sigla para se coligar, a um dia do fim do prazo para novas convenções. Além do Republicanos, o PL já recebeu uma negativa da pela federação União Progressista, que também apostou na neutralidade.
“Tentar transformar isso em traição é apenas uma tentativa de distorcer os fatos para alimentar uma narrativa política.” Com essa declaração, a ex-secretária de Saúde de Porto Seguro e candidata a deputada federal Raíssa Soares (PL) rebateu as críticas feitas pelo senador Jaques Wagner (PT) durante a Convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), realizada no sábado (1º), em Salvador.
O posicionamento da aliada do PL ocorreu em resposta ao discurso no qual Wagner criticou a atuação da oposição no exterior, afirmando, sem citar nomes diretamente, que adversários teriam ido ao estrangeiro “falar mal do país” e “pedir para os gringos punirem o Brasil”. Na ocasião, o senador petista defendeu que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assegura a democracia e a soberania nacional.
Ao contestar a fala de Wagner, Raíssa Soares saiu em defesa do ex-presidente, seu aliado de partido. “Jair Bolsonaro nunca trabalhou contra o Brasil. Pelo contrário, sempre colocou a nossa pátria em primeiro lugar e defendeu a liberdade, a soberania nacional e o povo brasileiro”, relata.
Raíssa também defendeu que o debate eleitoral seja focado em propostas para o país. “Os brasileiros conhecem a história de Bolsonaro e sabem do compromisso que ele sempre teve com o país. O momento exige discussão de soluções para os problemas da população, e não acusações sem fundamento para atacar adversários políticos”, conclui.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira que respeita a decisão do Partido Progressista (PP) de vetar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como sua candidata a vice na disputa pela Presidência da República, mas disse que "não desiste nunca". A legenda decidiu, por maioria, ficar neutra na eleição federal, o que impede a senadora de compor a chapa.
"A nota deixou bem claro que o partido tinha por maioria decidido pela neutralidade. Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. Então vamos continuar nas conversas com os demais partidos com quem já vínhamos conversando também, mas podem ter certeza que a gente vai ter a melhor chapa para poder oferecer à população brasileira", afirmou.
Instantes antes de o PP confirmar a neutralidade, Flávio ainda demonstrava otimismo e dizia que negociava para ter Tereza Cristina como vice. Minutos depois, o partido anunciou que ficaria de fora da disputa federal e que, por isso, a senadora não integraria a chapa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Apesar da negativa, o senador elogiou Tereza Cristina, disse que ficou "honrado" por ela ter aceitado o convite e minimizou qualquer atrito com a sigla. "É o partido onde eu iniciei a minha carreira política, em que eu me sinto bastante em casa e me relaciono bem com seus presidentes. Até o dia 5 tudo pode acontecer. Independentemente de qualquer coisa, eu já quero aqui deixar o meu agradecimento ao Progressistas e ao União Brasil, porque as conversas continuam em vários estados do Brasil. Nós vamos estar juntos em diversos palanques, como aqui em São Paulo", disse.
A declaração foi dada após uma reunião de Flávio com 20 vereadores de São Paulo, organizada pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). O encontro reuniu parlamentares de PL, MDB, União Brasil, PP, Republicanos e Podemos, no comitê de campanha do senador, ao lado do Parque Ibirapuera. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também participou.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chorou publicamente ao manifestar receio de ser preso e afirmar que a família Bolsonaro sofre perseguição política. As declarações foram dadas durante o lançamento de uma emissora na Flórida (EUA), onde o político reside desde o início de 2025, nesta quinta-feira (30).
Em evento reuniu investigados pela Justiça brasileira, como o blogueiro Allan dos Santos e o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), Eduardo relembrou em seu discurso a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e citou o impacto pessoal das investigações.
Eduardo Bolsonaro se emociona ao falar da família durante a inauguração da TLTV pic.twitter.com/Mc8BvrTABY
— Revista Timeline (@RevistaTL) July 30, 2026
"Você vai para uma viagem, chega em um local e não sabe se vai ser preso. A gente se pergunta por que está fazendo tudo isso, podendo deixar os moleques em casa sem ver o pai", declarou, com a voz embargada, antes de ser abraçado por Allan dos Santos.
Além do tom emotivo, o ex-parlamentar usou a palavra para criticar alas da própria direita. Eduardo direcionou ataques ao deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), que recentemente comentou sobre potenciais rumores envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"Estão destruindo uma família e os caras não estão nem aí, falando como se fosse a coisa mais natural do mundo, dando risada. Quando voltar ao Brasil, dá vontade de pegar de porrada esses moleques", afirmou.
Após o evento, a escalada de tom continuou nas redes sociais. Eduardo compartilhou uma publicação de Allan dos Santos com ofensas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticando as restrições impostas pela Justiça brasileira a canais e perfis investigados por atos antidemocráticos.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, anunciou nesta quinta-feira (30) a segunda troca no comando da comunicação desde o início da pré-campanha. O publicitário Duda Lima foi convidado para assumir a área no lugar de Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer, que deixam a equipe após pouco mais de um mês à frente da estratégia.
A primeira troca havia ocorrido em maio, quando o publicitário Marcello Lopes, o Marcellão, saiu da campanha. Na ocasião, ele afirmou que a decisão partiu dele próprio e que pretendia se dedicar à sua empresa. Fischer assumiu a função em meio à crise provocada pela divulgação da relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em comunicado divulgado nesta quinta, a equipe de Flávio agradeceu o trabalho de Oltramari e Fischer e afirmou que as contribuições dos dois foram, segundo a nota, "importantíssimas e valiosas" em uma etapa considerada estratégica da campanha. O texto ainda manifestou o desejo de que ambos "continuem colaborando para o aperfeiçoamento de nossa democracia, com toda a sua competência e profissionalismo". A mudança ocorre poucos dias depois da convenção do PL, marcada pela exibição de um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Duda Lima, que passa a comandar a comunicação, é publicitário e marqueteiro político e atua há mais de duas décadas em campanhas eleitorais. Ligado ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ganhou projeção nacional ao comandar a propaganda da campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, em 2022, e, dois anos depois, ao liderar a estratégia de comunicação da campanha vitoriosa de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo.
O novo marqueteiro chegou a anunciar a aposentadoria em 2024, durante entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura. "Não assino mais campanha. Eu nunca me vi sendo marqueteiro, as coisas foram acontecendo, mas eu nunca me vi fazendo isso. É uma decisão minha, deu. Assinar campanha eu não vou assinar mais", afirmou na época.
O governador Jerônimo Rodrigues comentou sobre as repercussões jurídicas de uma ação movida pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) contra o deputado estadual Leandro de Jesus (PL). Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, programa da Antena 1 Salvador (100.1), nesta quinta-feira (30), o gestor estadual destacou que uma ação “fora do tom” de um político “estraga toda a categoria”.
“Vocês nunca vão ver um comportamento fora do tom, de forma intencional. A gente tem deslizes, mas nunca vai ver um comportamento que fuja do papel da gente como político, porque cada um de nós que está fora de um comportamento ético, gente estraga toda a categoria”, afirma o governador.
Ele ressalta que, “além de governar e entregar” é necessário manter uma postura ética no exercício dos cargos. “Eu tenho que ter uma pregação de algo que eu acredito. Não fica legal para nós políticos, pular muros, agredir de forma física aos guardas de obras. A oposição tem direito a solicitar visitas e o governador aqui não vai... se fizeram [a solicitação] e não teve [a visita] não foi sob minha orientação", aponta o governador.
A fala de Jerônimo ocorre após o deputado Leandro de Jesus entrar, sem autorização prévia, em um canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica e da BA-649. Nesta última, o parlamentar registrou a ação e publicou um vídeo arrancando uma placa de inauguração de um dos trechos da rodovia.
Em resposta a ação, a Justiça da Bahia determinou nesta quarta-feira (29) que o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) só poderá realizar visitas a canteiros de obras do Governo do Estado mediante agendamento prévio, autorização do órgão responsável ou da concessionária e cumprimento das normas de segurança.
Segundo os autos, Leandro de Jesus teria acessado áreas operacionais sem equipamentos de proteção, acompanhado de assessores e seguranças privados, colocando em risco a segurança dos trabalhadores e o andamento das obras.
Sobre a decisão, que parte do acolhimento de uma denúncia da PGE, o governador do Estado diz que “o deputado e a classe cidadã tem regras para fazer essa fiscalização”.
Jerônimo afirma ainda que “não dá para entender” o comportamento do deputado. “Um ente público eleito pelo povo quebrar, depredar o patrimônio como nós vimos. Uma atitude de quebrar a placa. O que é que tem a ver a placa, o investimento ali, com a atitude dele de fiscalizador do povo? Então, está errado”, destaca.
Por fim, o gestor estadual diz que "ninguém quer cercear o direito e o dever de exercer [a fiscalização], os vereadores e deputados, mas alguns exageram".
Priscila Costa, vereadora de Fortaleza e candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados pelo PL do Ceará, afirmou nesta terça-feira (29) que não foi consultada pela cúpula do partido sobre a possibilidade de integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como vice.
A informação foi revelada pela coluna de Igor Gadelha do portal Metrópoles. Segundo o veículo, Priscila disse não ter tido, até o momento, qualquer conversa sobre o tema e garantiu estar inteiramente dedicada à sua campanha para deputada federal. "Fico feliz quando sou lembrada. Estou completamente focada na minha reeleição como deputada federal pelo Ceará. Esse tem sido meu único alvo, meu compromisso com o meu estado", revela a vereadora.
NOS BASTIDORES
O nome de Priscila passou a circular como possível vice de Flávio Bolsonaro depois que legendas do Centrão sinalizaram neutralidade na disputa presidencial. O PP comunicou ao presidente Lula que sua federação com o União Brasil não tomará partido na eleição, para preservar alianças regionais.
Nos bastidores, a eventual indicação de Priscila Costa é interpretada também como um aceno à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O gesto viria após Flávio publicar um vídeo pedindo desculpas à madrasta. O senador ainda mantém aberta outra frente para a vice-presidência. Há a possibilidade de convencer o Republicanos a indicar Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, para a posição. A sigla, no entanto, ainda debate se formalizará ou não uma aliança com o PL.
A cantora Fernanda Abreu criticou o uso de sua música,' Rio 40 Graus' em um evento promovido pelo Partido Liberal no Rio de Janeiro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a artista afirmou que não autorizou o uso de sua música para a propaganda política e criticou a associação da obra ao partido.
A canção foi utilizada para divulgar a candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio.
"Tive a péssima surpresa quando abri o Instagram e vi, no perfil do Diário do Porto, a minha música ‘Rio 40 Graus’, de composição minha, de Fausto Fawcett e de Carlos Laufer, sob minha interpretação e de Chico Science, vinculada e associada ao anúncio da candidatura de um candidato do PL. Isso é uma coisa que não existe."
Na ocasião, Abreu ainda reforçou que está tomando providências judiciais para a remoção do conteúdo.
"Já estou tomando as providências. Esse jornal vai ter que retirar imediatamente do ar a minha música. Eu não autorizei, não liberei e jamais autorizarei. Jamais votarei em algum candidato do PL", afirmou.
O governo dos Estados Unidos planeja enviar dois altos funcionários do Departamento de Estado a Brasília com a missão de questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. A operação foi revelada pelo jornal The Washington Post nesta sexta-feira (24), com base em relatos de autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato.
Conforme apurado pelo The Washington Post e repercutido pelo G1, a viagem está prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais brasileiras, marcadas para 4 de outubro. A delegação será composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado.
Samson é conhecido por percorrer países promovendo a pauta conservadora e cultivando laços com grupos de direita. A declaração ocorre dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ter feito ataques à integridade técnica das urnas eletrônicas durante um evento na presença de diplomatas.
Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.
A correlação estabelecida por Flávio foi desmentida em diversas notas técnicas do Tribunal Superior Eleitoral.
TENSÕES DIPLOMÁTICAS
O envio dos emissários representa um agravamento nas relações entre os dois países. The Washington Post aponta que o clima de atrito já envolve divergências em ao menos três frentes: o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado; tarifas comerciais impostas pelos EUA a produtos brasileiros; e desentendimentos sobre os limites da liberdade de expressão.
A iniciativa também evidencia uma mudança no comportamento da diplomacia norte-americana. A postura contrasta com o papel exercido pelos EUA nas eleições brasileiras de 2022. Naquele período, o governo americano atuou para reforçar a estabilidade democrática e frear discursos golpistas, respaldando relatórios de inteligência que atestavam a ausência de fraudes no sistema de votação.
O Partido Liberal (PL) lançou, neste sábado (25), a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em convenção nacional realizada em São Paulo. O evento começou por volta das 11h e reuniu lideranças do partido e o presidente da Argentina, Javier Milei, entre os oradores previstos.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não compareceu presencialmente, mas gravou um vídeo exibido durante o evento e foi homenageada com um totem instalado no espaço do PL Mulher. Entre os familiares presentes estava Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e ex-esposa de Jair Bolsonaro, apresentada no palco durante a abertura.
Segundo o G1, a chegada do senador ao local gerou tumulto. Apoiadores se aglomeraram na entrada, e a equipe de segurança informou que o espaço havia atingido a capacidade máxima de 150 pessoas.
A CHAPA
Flávio ainda não definiu o nome do vice nem fechou alianças com outras legendas. A data limite para essas decisões é 15 de agosto. O senador tem declarado preferência por uma mulher na vaga de vice, mas afirma que a definição depende das negociações de alianças, que também podem ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV.
O PP e o União Brasil, reunidos em federação, e o Republicanos têm indicado preferência por neutralidade. Um acordo com o Republicanos poderia levar a economista Daniella Marques à chapa; ela foi presidente da Caixa no governo Bolsonaro e coordena o núcleo econômico da pré-campanha.
No PP, a deputada federal Simone Marquetto, liderança católica de São Paulo, está entre os nomes cogitados. A senadora Tereza Cristina já descartou integrar a chapa.
Sem coligações, o PL, maior partido em número de deputados federais e senadores, pode lançar uma chapa "puro-sangue" com Flávio e um nome da própria legenda.
ELEIÇÕES 2026
Esta é a primeira candidatura presidencial de Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Advogado e empresário de 45 anos, senador eleito em 2018, ele acumula quatro mandatos como deputado estadual no Rio de Janeiro. Em 2016, disputou a prefeitura do Rio e terminou em quarto lugar. Em dezembro de 2025, Flávio anunciou que havia sido escolhido pelo pai como representante da família e herdeiro político.
Flávio afirma que, se eleito, trabalhará pela anistia do pai, condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado. Em várias ocasiões, declarou que gostaria de receber a faixa presidencial das mãos de Jair Bolsonaro na cerimônia de posse.
Outros candidatos ainda realizarão suas convenções; Ronaldo Caiado (PSD) neste domingo (26), em São Paulo, com Gilberto Kassab de vice; Romeu Zema (Novo) na segunda-feira (27), em Brasília, sem vice definido; e Lula (PT) no dia 2 de agosto, em São Paulo, com Geraldo Alckmin como vice.
O deputado italiano Angelo Bonelli afirmou, nesta quarta-feira (22), que o paradeiro atual da ex-parlamentar brasileira Carla Zambelli (PL) é desconhecido. Segundo ele, a última aparição pública da ex-deputada ocorreu em uma igreja em Roma, durante um encontro de apoio a ela.
O italiano é o mesmo parlamentar que, no ano passado, informou às autoridades italianas o endereço de Zambelli, episódio que resultou na prisão dela pela Interpol. Segundo informações divulgadas pelo Jornal O Globo, Bonelli cumpriu uma agenda na Câmara Municipal de São Paulo e avaliou sobre o caso.
Na avaliação do deputado, Zambelli estaria aguardando o resultado das eleições presidenciais brasileiras, previstas para outubro deste ano. A hipótese levantada pelo deputado é a de que uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia abrir caminho para sua volta ao Brasil.
"Se o Bolsonaro ganhar, pode ser que o governo futuro pense em fazer uma anistia para quem cometeu crime, como a Carla Zambelli", afirmou Bonelli.
O parlamentar também criticou a postura da ex-deputada diante das determinações judiciais brasileiras."Quando uma pessoa foge da Justiça, não é uma postura boa, especialmente quando essa pessoa tem uma responsabilidade pública", disse.
ÚLTIMA APARIÇÃO
A mais recente aparição confirmada de Zambelli ocorreu no dia 11 de julho, quando ela participou de um culto organizado pelo grupo evangélico brasileiro "Patriotas em Roma". No evento, em discurso feito do púlpito, ela orou pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelos condenados pelos atos golpistas de terça-feira (8) de janeiro de 2023.
Zambelli também agradeceu publicamente o apoio dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF), que teriam "cruzado o Oceano Atlântico" para visitá-la enquanto estava detida.
O discurso foi divulgado nas redes sociais pelo perfil do grupo religioso e também por Rita Zambelli, mãe da ex-parlamentar e pré-candidata a deputada federal pelo PL em São Paulo. Ela descreveu o evento como um "Culto em Ação de Graça" dedicado à liberdade de Carla.
SITUAÇÃO JURÍDICA
No final de maio, a Corte de Cassação da Itália, equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, revogou a decisão que havia autorizado a extradição de Zambelli e concedeu sua liberdade. A decisão ocorreu na mesma semana em que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotassem medidas para efetivar o procedimento de extradição.
A defesa de Zambelli sustenta que a decisão da Corte de Cassação abrange os dois processos nos quais a extradição foi solicitada; isso incluiria o pedido vinculado à segunda condenação da ex-parlamentar, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Ambas as condenações têm origem em processos conduzidos pelo STF. Na primeira delas, relativa à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli foi sentenciada a dez anos de prisão.
A ex-deputada deixou o Brasil em maio do ano passado, passando pelos Estados Unidos antes de se instalar na Itália, onde possui cidadania. Dois meses após a chegada ao país europeu, foi presa e declarou querer ser julgada lá. Em dezembro, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação de seu mandato, mas o STF anulou essa votação e decretou diretamente a cassação em razão da condenação à prisão.
Enquanto o processo de extradição tramitava na Itália, Zambelli permaneceu detida na Penitenciária Feminina de Rebibbia, em Roma, por decisão da Justiça italiana, que identificou risco de fuga. O governo brasileiro informou que, caso a extradição seja efetivada, ela ficará recolhida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
O prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL), assinou um termo de compromisso com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para reparar danos causados ao conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade. O acordo tem foco no Mercado de Peixes, localizado no Centro do município, onde foram identificadas construções irregulares, feitas em desacordo com o que havia sido autorizado pelo órgão federal.
Segundo documento oficial da superintendência do Iphan na Bahia, as intervenções ilegais ocorreram nas laterais da edificação principal do mercado, situada na Rua Virgílio Damázio.
As obras feriram o projeto aprovado anteriormente e violaram as normas de proteção ao patrimônio histórico, resultando em um auto de infração contra a gestão municipal por danos ao conjunto, que é tombado desde a década de 1970.
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O termo estabelece que a prefeitura tem prazo de até quatro meses para executar todas as obras de reparação necessárias. O período começa a contar a partir da publicação do extrato no Diário Oficial da União. O objetivo é reverter o impacto negativo na paisagem de Porto Seguro, protegida por lei devido ao seu valor histórico, arqueológico e etnográfico.
A assinatura do documento ocorreu em dezembro de 2025 e contou com a participação do superintendente do Iphan na Bahia, Hermano Fabrício Oliveira Guanais e Queiroz, além do coordenador técnico Fellipe Decrescenzo Andrade Amaral. Com a formalização do ajuste, o município se compromete a seguir as orientações técnicas para preservar a integridade da área, um dos marcos da Costa do Descobrimento.
O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, criticou nesta terça-feira (21) a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. O dirigente classificou a medida como uma "loucura" e defendeu a negociação diplomática entre os dois governos como caminho para reverter as tarifas.
Em entrevista à CNN, Valdemar disse que o Brasil não deveria estar entre os países taxados pelos Estados Unidos e que a medida representa um exagero por parte do governo norte-americano.
"Isso é uma loucura, eu acho que o Trump tá, ele perdeu um pouco o rumo nisso aí, e espero que ele estabeleça uma linha melhor, porque o Brasil sempre foi um grande parceiro dos Estados Unidos", disse Valdemar.
O presidente do PL citou um episódio que, na sua avaliação, ilustra a contradição na postura de Trump. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, viajou aos Estados Unidos e se reuniu com o secretário de Estado Marco Rubio e com o próprio Trump. No dia seguinte, o presidente norte-americano anunciou a taxação do Brasil.
"Ele recebe o Flávio, que fez muito bem em receber, e para nossa surpresa, no dia seguinte, ele anuncia que vai taxar o Brasil", afirmou Valdemar.
Apesar das críticas, o dirigente se mostrou otimista com a possibilidade de reversão das tarifas por meio do diálogo. Segundo ele, os brasileiros "não merecem" a taxação, e o problema pode ser resolvido com entendimento entre os dois governos.
Nos últimos dias, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a acompanhar os movimentos de Thiago Miranda, publicitário que foi alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero por sua ligação com Daniel Vorcaro.
Segundo informações do jornal O Globo, chegou ao grupo do presidenciável o recado de que Miranda tem sinalizado que, se cair, não irá sozinho e levará autoridades do meio político. Aliados de Flávio temem que o senador seja o destinatário da mensagem do publicitário.
Foi Thiago Miranda quem intermediou a negociação que levou Daniel Vorcaro a aportar R$ 62 milhões no filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Ele também chegou a intermediar uma reunião do banqueiro com Flávio Bolsonaro no fim de 2024, encontro que acabou não ocorrendo.
O publicitário foi alvo de buscas da Polícia Federal em outra ação envolvendo Vorcaro. Ele é apontado por investigadores como articulador do chamado "Projeto DV", iniciativa que, segundo a corporação, contratava influenciadores digitais para publicar conteúdos favoráveis ao Master e críticos ao Banco Central após a liquidação da instituição.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou nesta terça-feira (21) que não houve acordo para que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) seja a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A informação foi divulgada pelo próprio dirigente em entrevista à CNN Brasil, após um novo encontro com a parlamentar em Brasília.
"Não houve acordo, ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a Presidência do Senado e que esse é o objetivo dela", declarou Valdemar.
A senadora, que foi ministra da Agricultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem reafirmado a interlocutores que pretende concorrer à Presidência do Senado Federal em 2027, e avalia que uma participação na campanha presidencial deste ano inviabilizaria esse projeto pessoal.
Com a recusa, o PL segue sem definir o nome que vai compor a chapa de Flávio, que deve ser oficializada durante a convenção nacional do partido, marcada para este sábado (25), em São Paulo. Segundo apurações, o partido também avalia o nome da administradora Daniella Marques, filiada ao Republicanos, embora a indicação dependa do avanço das negociações entre as duas siglas, que ainda têm divergências sobre os palanques estaduais.
Nomes de deputadas do PP que chegaram a ser cotados, como Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tercio (PP-PE), perderam força nos bastidores do partido, já que a federação formada por PP e União Brasil deve adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial.
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o partido vai tentar fechar uma coligação até o último momento, seja com a federação PP-União Brasil, seja com o Republicanos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou, nesta segunda-feira (20), as explicações recebidas de presidentes de partidos sobre a influência dos políticos na indicação de emendas parlamentares para a Polícia Federal (PF). A PF será responsável por analisar as manifestações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do presidente do PSD, Gilberto Kassab, e adotar as providências cabíveis.
“Considero relevante que tais informações sejam levadas ao conhecimento da Polícia Federal, visando aos atos de investigação cabíveis no âmbito de sua competência, inclusive para que seja possível a melhor análise das práticas existentes”, decidiu o ministro.
A ação é um desdobramento do posicionamento do ministro Flávio Dino que, na semana passada, determinou que 21 partidos enviem ao Supremo explicações sobre a gestão das emendas.
A medida foi determinada após o ministro bloquear R$119 milhões em bens que estão em nome do presidente do PL, no âmbito da Operação Transparência, na qual a PF investiga desvios de emendas.
Na decisão, Dino apontou a suspeita de que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo sem mandato. Valdemar é ex-deputado federal. Após cobrar explicações, Valdemar e Kassab foram os primeiros a enviarem suas manifestações.
Kassab disse que não tem influência sobre a indicação de emendas parlamentares: "Em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático houve sequer menção sobre a possibilidade de o peticionante exercer influência na destinação de emendas parlamentares", declarou.
Por sua vez, Valdemar disse que não tem cotas em emendas e não faz indicações formais de emendas ou ordena a execução de despesas. "O presidente nacional do Partido Liberal não dispõe de cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares. Não apresenta emenda, não pratica a indicação formal, não delibera pela bancada ou pela comissão e não ordena a execução da despesa", afirmou.
Na decisão em que determinou o bloqueio dos bens de Valdemar Costa Neto, Dino ressaltou que o ex-deputado não tem direito à indicação de emendas.
O deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) comentou nesta segunda-feira (20) as críticas recebidas pelo atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Para o parlamentar baiano, Motta é um homem trabalhador e não falta boa vontade da parte dele, mas a candidatura costurada com apoio da base governista, de deputados do PT e também da oposição, sobretudo do PL, torna difícil agradar todos os lados em pautas que dividem esses grupos.
Em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, Elmar Nascimento afirmou que o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, teve uma condução forte à época e conseguiu algo pouco comum. "O presidente Arthur Lira tava em uma condução muito forte e conseguiu o impensável, apoios da oposição, o PL, até o PT. Quando os dois apoiaram o mesmo candidato, ficou irreversível a candidatura", disse.
Ainda segundo o deputado, reunir apoios de espectros políticos tão diferentes tem um custo. "Quando você tem apoio de múltiplos espectros diferentes é muito difícil conseguir agradar todos. Começa pelas pautas que são divergentes, como a anistia, que afasta o PT ou o PL, e os dois apoiaram ele", completou.
Apesar das críticas, Elmar Nascimento pondera que elas não refletem falta de habilidade de Hugo Motta à frente da Câmara. Para ele, juntar dois lados tão distantes do espectro político em um cenário de forte polarização no país torna praticamente inevitável que o presidente da Casa sofra questionamentos.
Vale lembrar que o próprio Elmar Nascimento tentou ser candidato à presidência da Câmara, mas não conseguiu o apoio da maioria dos partidos e acabou sendo convencido pelo União Brasil a apoiar Hugo Motta. Na ocasião, foi indicado para a segunda vice-presidência da Casa, cargo da Mesa Diretora visto à época como uma espécie de compensação política.
Confira entrevista completa:
A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, utilizou suas redes sociais para exibir hematomas e se defender das acusações após a repercussão de um vídeo em que aparece agredindo um entregador de móveis. O caso ocorreu na manhã da última quinta-feira em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Nas imagens gravadas por testemunhas, Renata é vista desferindo tapas no rosto, xingando e arremessando pedras contra o profissional. Em outro momento, ela corre atrás do entregador na tentativa de detê-lo, questionando se ele a havia agredido. Confira abaixo:
De acordo com relatos de um morador local, a discussão teria começado porque o entregador explicou que não conseguiria descarregar um sofá sozinho e precisaria do auxílio de outro funcionário da loja para concluir o serviço, o que a pastora não teria aceitado.
VERSÃO DA PASTORA
A pré-candidata, que conta com mais de 1,1 milhão de seguidores nas redes sociais, alega que a briga foi motivada por intolerância política após o profissional identificá-la como bolsonarista. Em publicação feita neste sábado, gravada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na presença de um policial militar, Renata exibiu marcas nas mãos e pernas. Ela afirmou ter sido alvo de "chutes, socos e beliscões" e sugeriu que o entregador teria agido a mando de opositores políticos.
Posteriormente, em postagens no Instagram, a pastora reconheceu que não deveria ter agredido o entregador com tapas, mas reiterou ser a verdadeira vítima no episódio. Sua defesa alegou que está em busca de imagens de câmeras de segurança para comprovar as agressões sofridas por ela.
Veja a versão dela:
Renata também justificou sua reação agressiva, citando que sofre de transtorno de estresse pós-traumático decorrente de episódios de violência doméstica. Após ser criticada nas redes sociais, a pré-candidata desabilitou a aba de comentários de suas postagens. O caso ganha repercussão nas redes, afinal a acusada alega que havia "câmeras escondidas" e ataca supostos "esquerdistas".
"Cada uma das câmeras foi ocultada. Por que será que só as câmeras que eles querem são mostradas, mas os bicudos, os chutes, os socos e os beliscões do agressor não? Lembrem-se, seus esquerdistas doentes, de que NÃO há crime perfeito. Tanto quem mandou quanto quem executou irá pagar as consequências de suas atitudes perante a lei de Deus e dos homens", alega a pastora.
Em nota pública, a assessoria de Renata Vieira classificou como "inaceitável" qualquer hostilidade por posicionamento político: "As autoridades policiais foram imediatamente acionadas, tendo sido registrado o respectivo Boletim de Ocorrência. Em seguida, Renata recebeu atendimento médico para tratamento das lesões sofridas e compareceu ao Instituto Médico Legal (IML), onde realizou exame de corpo de delito", diz o comunicado.
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias do ocorrido para apurar as responsabilidades e a conduta de ambos os envolvidos.
O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que as eleições para o Senado Federal devem resultar na escolha de nomes favoráveis ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada pelo filho de Jair Bolsonaro neste sábado (18) durante o lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta ao Senado Federal, no Espírito Santo.
No evento, também foram oficializadas as pré-candidaturas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Em seu discurso, o pré-candidato à Presidência da República destacou: "Não vou abaixar a cabeça para tirano". As informações são do Estadão.
Ele voltou a criticar a decisão do magistrado em proibir provisoriamente visitas ao ex-presidente, Jair Bolsonaro. A decisão também torna inviável a visita do presidente argentino Javier Milei, que a defesa de Bolsonaro pediu para que ocorra no próximo sábado, dia 25. A prisão domiciliar do ex-presidente brasileiro está mantida.
Em seu discurso, o pré-candidato à Presidência da República voltou a focar na pauta de segurança pública. Disse, por exemplo, que os Policiais Federais "voltarão" a ter autonomia e serão "valorizados" a partir de 2027. Ele também repetiu promessa de criar 500 mil novas vagas em presídios se ganhar a eleição
Na pauta econômica, Flávio Bolsonaro falou em redução de impostos para empreendedores, segurança jurídica e também citou que haverá a redução de impostos sobre folha de pagamento de trabalhadores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece empatado nas intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Isso é o que diz a pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16). No levantamento, o petista aparece com 46,3% e Flávio com 46,1%, ambos empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento.
Ainda no levantamento, brancos, nulos e eleitores que afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos somam 6,5%, enquanto 1,1% não souberam responder. A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07294/2026.
OUTROS CENÁRIOS
O instituto também testou outros cenários de segundo turno envolvendo o presidente Lula contra os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além de Renan Santos e Michelle Bolsonaro.
Em um cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 45,1% das intenções de voto, contra 38,9% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos somam 13,6%, enquanto 2,3% não souberam responder.
Já na simulação de um segundo turno contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente registra 46%, ante 38,1% do adversário. Brancos e nulos chegam a 13,8%, e os indecisos representam 2,1%.
Contra Renan Santos (Missão), Lula acumula 46,4% e o representante do MBL chega a 33,1%. Brancos e nulos somam 17,3% e indecisos, 3,2%.
No confronto entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), ambos aparecem empatados tecnicamente, com 46,1% e 44,3%, respectivamente. Brancos e nulos são 8,1%, enquanto indecisos, 1,5%.
Dos R$ 119 milhões em emendas que, segundo a Polícia Federal (PF), foram indicadas pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, quase R$25 milhões foram enviados a Porto Seguro, município no Extremo Sul do estado, na semana anterior ao limite para envio de recursos federais antes das eleições municipais de 2024.
A legislação veda, com algumas exceções, a transferência de recursos da União a estados e municípios nos três meses que antecedem o pleito. Em 2024, o primeiro turno foi realizado no dia 6 de outubro. Com isso, a janela se fechou no dia 6 de julho.
Segundo uma reportagem do jornal O Globo, a Bahia registrou o segundo maior repasse entre os listados na investigação. O município baiano recebeu R$24,9 milhões no mesmo mês é gerida pelo prefeito Jânio Natal, do PL, disputou a reeleição em Porto Seguro três meses depois e venceu.
Segundo a investigação, as emendas eram indicadas por Valdemar, que não tem mandato como deputado federal, e registradas em nome de deputados "solicitantes" para ganhar aparência de legalidade. Dino determinou o bloqueio de R$119,2 milhões em bens do dirigente e a suspensão da execução de todas as despesas ligadas às emendas.
Em 2025, Valdemar Costa Neto voltou a demonstrar a proximidade com as lideranças do PL no Sul da Bahia ao comparecer a um evento do pré-candidato ao governo, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto e o prfeito Jânio Natal.
O ex-secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), José Antônio Maia, anunciou nesta sexta-feira (10) sua saída do MDB. Em vídeo publicado nas redes sociais, o advogado informou que protocolou o pedido de desfiliação no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), oficializando o rompimento com a legenda que integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Documentos obtidos com exclusividade pelo Bahia Notícias mostram que ele formalizou, horas antes do anúncio, tanto o pedido de desfiliação ao MDB quanto a comunicação à Justiça Eleitoral. O ex-secretário encaminhou comunicado oficial ao diretório estadual do partido informando sua decisão e ressaltando que a medida ocorre em exercício do direito constitucional à livre associação.
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Arquivo Pessoal
O movimento confirma a articulação política antecipada pelo BN, que revelou, em abril deste ano, as investidas de integrantes da oposição para atrair Maia ao grupo oposicionista, com o PL apontado como um dos possíveis destinos partidários. Na gravação, o ex-secretário afirmou que a política deve ser conduzida com diálogo e respeito, apesar das divergências. "A política é feita de congruência, incongruência, harmonia e desarmonia. Ela não é um ringue onde as pessoas se digladiam", declarou.
O advogado generalista esteve à frente da secretaria entre 2022 e 2024, quando deixou o cargo alegando motivos pessoais e foi substituído por José Castro, também indicado pelo MDB. Desde então, seu nome passou a ser citado nos bastidores como possível reforço da oposição baiana para as eleições de 2026, embora ainda não tenha anunciado qual será seu novo partido.
CONFIRA O VÍDEO COMPLETO:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).