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O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.
O caso foi parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional e possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em publicação oficial, Roma afirmou:
"Minha posição é a mesma de sempre: toda irregularidade deve ser apurada com seriedade, respeito ao devido processo legal e punição aos responsáveis. A lei não pode ter lado político. A Bahia merece verdade, transparência e respeito", diz o pré-candidato.
O ex-ministro do governo Bolsonaro também relacionou o episódio ao cenário político estadual e fez críticas à gestão petista na Bahia: "Em 2026, os baianos terão a oportunidade de decidir os rumos do nosso estado. Escolham com consciência. O futuro da Bahia está nas mãos de vocês. São 20 anos de PT na Bahia desse mesmo jeito", diz.
Roma reforçou o discurso de mudança política: "A Bahia cansou. O eleitor tem chance real de escolher representantes dignos, tanto para o Senado quanto para o governo. O futuro está na mão de vocês".
Foto: Moreira Mariz / Agência Senado
SENADOR NO MASTER
A operação contra Jaques Wagner (PT) ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao chamado Caso Banco Master. Para a Polícia Federal, há apurações sobre uma possível relação entre agentes públicos e integrantes do grupo empresarial ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, Wagner teria feito lobby em favor do banco Master.
Wagner nega irregularidades e afirma que não recebeu vantagens indevidas. Segundo as decisões judiciais divulgadas pela imprensa nacional, os investigadores apuram supostos benefícios que teriam sido destinados ao senador e pessoas próximas a ele.
O STF autorizou as buscas com base em elementos considerados suficientes para aprofundar as investigações, ressaltando que a medida não representa condenação nem oferecimento de denúncia.
A repercussão do caso alcança diferentes setores da política nacional. Reportagens publicadas nos últimos meses apontaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) também teve seu nome mencionado em desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, assim como o senador Ciro Nogueira (PP), que nega qualquer irregularidade.
A operação contra um dos principais líderes do PT no Congresso adiciona novos elementos ao debate político nacional e estadual, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026. Aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner é uma das figuras centrais do grupo político que governa a Bahia.
LEIA TAMBÉM:
- VÍDEO: Após ser alvo da PF, Wagner nega propina do Master e explica dólares e apartamento no Horto Florestal;
- Opinião: Wagner se explica e se complica nas relações pouco apropriadas com Augusto Lima e o caso Master;
- PT da Bahia sai em defesa de Jaques Wagner após operação da PF e diz confiar na conduta do senador.
O vice-líder petista no Senado Federal também pede afastamento de Wagner: "Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas", escreve o mineiro Rogério Correia.
Confira abaixo:
O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente.
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 18, 2026
Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua…
O assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais foi morto a tiros e o vereador Cabo Deyvison (PL) ficou baleado na perna após sofrerem um atentado na noite de segunda-feira (15), no município de Mossoró, interior do Rio Grande do Norte. O crime ocorreu em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no momento em que o parlamentar realizava uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Alyson Dyego, que operava a câmera e gravava a live, foi atingido pelas costas e faleceu no local. O vereador, que também atua como policial militar no estado do Ceará, foi atingido por dois disparos na perna, sofrendo uma fratura na tíbia. Uma das balas ficou alojada. Ele recebeu atendimento médico para o Hospital da Polícia Militar em Mossoró, onde segue internado em estado estável.
Confira o momento:
?? Assessor é morto e vereador baleado em atentado no interior do Rio Grande do Norte
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 16, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/zmIW82Y2wx
Segundo a transmissão gravada ao vivo, o ataque aconteceu por volta das 22h, enquanto o parlamentar aguardava do lado de fora da unidade médica, acompanhando uma mulher e uma criança que haviam sido mordidas por um cachorro, segundo informações divulgadas pela direção da UPA.
De acordo com as investigações preliminares da Polícia Civil, os criminosos efetuaram os disparos de dentro de um automóvel em movimento e fugiram em seguida. O veículo utilizado na ação, um Toyota Corolla, foi localizado e apreendido pelas forças de segurança em uma área de mata na Alameda dos Cajueiros.
No interior do Corolla, os agentes encontraram um carregador de fuzil calibre 5.56 com munições, que a perícia acredita ter sido utilizado no atentado. A Polícia Científica realizou exames periciais no carro para constatar se a estrutura possui blindagem e coletar vestígios que colaborem com a identificação dos autores.
A Polícia Civil trabalha com a premissa de que o vereador Cabo Deyvison era o alvo principal do atentado de criminosos. Uma das principais vertentes investigativas apura se o ataque está relacionado a denúncias recentes feitas pelo parlamentar sobre a atuação de facções criminosas . Contudo, nenhuma outra hipótese foi descartada até o momento.
"Não vamos descartar nenhuma hipótese, vamos tratar todas com seriedade, focando principalmente na autoria. Chegar à autoria e à elucidação é o caminho para especificarmos a motivação com precisão", conta o delegado Márcio Lemos, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em entrevista ao G1.
O Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed) informou que o caso é tratado como prioridade máxima pelo governo estadual, embora tenha ressaltado que, inicialmente, não há indícios de motivação política.
A Polícia Militar deteve um homem para prestar esclarecimentos na delegacia após denúncias anônimas apontarem que ele teria transportado três suspeitos em direção ao Ceará. Em depoimento, o homem alegou que passava pela região de mata onde o Corolla foi abandonado quando foi abordado pelo trio armado e obrigado a realizar o transporte sob ameaça. As alegações estão sendo verificadas pelas autoridades policiais.
MANIFESTAÇÃO PARLAMENTAR
Em pronunciamento gravado de seu leito hospitalar e publicado nas redes sociais, Cabo Deyvison ressaltou sua trajetória na segurança pública e pediu apoio da comunidade. "São 14 anos como policial militar, sendo cinco deles dedicados à Tropa de Elite e ao Comando de Operações Táticas Rurais (Cotar). Já troquei tiros com assaltantes de banco e nunca havia sido atingido", diz o vereador.
Confira a postagem do caso:
Eleito para seu primeiro mandato em 2024. Ele também lamentou a perda do assessor: "Peço que orem pelo meu irmão que tombou, peço que orem pela minha família, pois eu vou continuar essa luta".
O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) atuou em seu mandato e na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara para beneficiar o Banco Master e pressionar o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no período em que o Banco de Brasília (BRB) tentava comprar a instituição de Daniel Vorcaro.
Segundo levantamento da jornalista Malu Gaspar, o deputado apresentou requerimentos, um projeto de lei e convocou uma audiência pública entre novembro de 2024 e setembro de 2025, período que coincide com as tentativas do fundador do Master de conseguir mudanças regulatórias favoráveis ao banco.
A primeira ação foi um projeto de lei semelhante a uma emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. O fundo era a base do modelo de negócios do Master, que prometia taxas de retorno acima das praticadas pelo mercado.
A emenda de Ciro Nogueira havia sido rejeitada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da PEC 65/2025 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que sugeriu a mudança via projeto de lei, como fez Barros depois. O texto não chegou a ser votado.
Em junho de 2025, quando presidia a Comissão de Relações Exteriores, Barros pautou dois requerimentos. Um deles convidava o presidente da CVM, João Pedro Nascimento, para discutir o impacto da estrutura regulatória do mercado de capitais sobre a soberania econômica nacional, em audiência realizada em 8 de julho. O outro convidava o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de ataques hackers ao sistema do Pix, em um momento em que o BC já havia identificado fraudes nas carteiras de crédito vendidas pelo Master ao BRB. Por se tratar apenas de convite, Galípolo não compareceu à comissão.
Em 3 de setembro de 2025, quando o Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB, Barros apresentou requerimento questionando o encerramento da liquidação extrajudicial de duas outras instituições financeiras, o Banco Econômico e o Banco Nacional. Os requerimentos eram direcionados à Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução (Diorf), comandada por Renato Gomes, que era contrário à venda do Master ao BRB e defendia a liquidação do banco de Vorcaro.
Barros negou qualquer irregularidade em suas ações. Sobre o projeto de lei do FGC, disse ter interesse na regulação do mercado financeiro e de capitais e que passou a estudar o tema por ser contrário ao modelo atual de autonomia do Banco Central. Sobre os requerimentos na Comissão de Relações Exteriores, afirmou que "não é possível dissociar hoje a soberania nacional da econômica" e que o uso de sanções econômicas pelos Estados Unidos seria prova disso.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), realizou uma visita ao pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (13), após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em vídeo publicado no X após o encontro, o parlamentar lamentou não poder assistir ao jogo do Brasil na casa em que o pai cumpre prisão domiciliar.
"Estou saindo agora da casa do meu pai, mais um dia de visita, dessa vez com a minha esposa, minhas filhas que estavam com saudade aqui do vovô. Está bem o meu pai, firme e forte aqui como sempre, dando todo apoio", afirmou.
"Vamos torcer pelo Brasil hoje. Infelizmente não vou poder assistir o jogo junto com ele, mas ele está aqui na torcida pela seleção e pelo Brasil como todos nós", completou.
Hoje tive um tempinho com meu pai @jairbolsonaro . Tanto ele quanto eu estamos confiantes na vitória da seleção. Meu palpite é 2x1 Brasil, mas se a seleção quiser fazer mais, não vou reclamar. Bora pra cima, Brasil!#FifaWorldCup #CopadoMundo #Brasil pic.twitter.com/cKjWjmpbGU
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 13, 2026
A visita de Flávio, esposa e filhos foi autorizada por Moraes na última quinta-feira (11). De acordo com o magistrado, apesar de Bolsonaro estar em um regime específico de visitas por conta de seu estado de saúde, a visita das netas "revela-se compatível com as finalidades da prisão domiciliar e com as condições anteriormente fixadas, contribuindo para a manutenção do suporte familiar indispensável ao adequado cumprimento da pena".
O ex-presidente cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão pelo julgamento da trama golpista desde novembro de 2025.
Em ano eleitoral, deputados baianos gastaram quase R$ 3 mi em divulgação parlamentar; veja o ranking
Com o prazo para uso de verbas da Câmara dos Deputados para divulgação de atividade parlamentar encerrado no último sábado (6), o Bahia Notícias levantou os valores gastos pelos deputados federais baianos nos últimos seis meses de 2026.
No total, a bancada baiana gastou quase R$ 3 milhões com recursos públicos do Congresso Nacional para divulgar seus mandatos. Os maiores gastos individuais foram da deputada Roberta Roma (PL), com R$ 179.500, seguida de Alice Portugal (PCdoB), com R$ 152.000, e Neto Carletto (Avante), com R$ 132.000.
O encerramento do prazo se dá pelo Ato da Mesa nº 40/2012, que proíbe o uso da verba para divulgação parlamentar nos 120 dias anteriores às eleições. A única exceção é para parlamentares que não forem candidatos.
Segundo o levantamento feito pelo BN, o partido que mais gastou no total foi o PT, com oito cadeiras na bancada baiana. O grupo desembolsou aproximadamente R$ 496.750, com média de R$ 62.000 por parlamentar. O destaque individual foi Waldenor Pereira, com R$ 97.668.
O PSD, com cinco cadeiras, registrou gasto total de R$ 470.000 e a maior média por parlamentar entre os grandes partidos, de R$ 94.000. Três deputados da bancada ultrapassaram R$ 100.000: Charles Fernandes (R$ 115.600), Paulo Magalhães (R$ 102.800) e Gabriel Nunes (R$ 102.200).
O Republicanos, que teve seis representantes no período por conta da substituição do deputado licenciado Alex Santana pelo deputado Marcelo Nilo, gastou R$ 386.000, com média de R$ 64.300. O presidente estadual da sigla, Márcio Marinho, foi o que mais gastou no grupo, com R$ 95.000.
O PCdoB se destacou pela maior média por parlamentar entre todos os partidos. Com apenas duas cadeiras, o partido registrou média de R$ 138.000, com Alice Portugal gastando R$ 152.000 e Daniel Almeida, R$ 125.000.
No PL, além de Roberta Roma, que lidera o ranking geral, Capital Alden gastou R$ 130.000 e Jonga Bacelar, R$ 107.525.
Já Neto Carletto, único representante do Avante, foi o terceiro maior gasto individual da bancada, com R$ 132.000.
No PSB, Lídice da Mata e Mário Negromonte Jr. somaram R$ 150.000, sendo R$ 82.467 do deputado e R$ 67.000 da ex-prefeita de Salvador. O PP, com três nomes no período, gastou R$ 88.000 no total, média de R$ 29.000 por parlamentar. O PSDB, com Adolfo Vianna, registrou R$ 40.000, e o MDB, com Ricardo Maia, R$ 69.100.
Os dados foram levantados pelo Bahia Notícias no dia 11 de junho e podem ser alterados, já que a prestação de contas dos deputados pode ser apresentada em até 90 dias após o gasto.
Confira o ranking completo:
- Roberta Roma R$ 179.510,00
- Alice Portugal R$ 152.019,50
- Neto Carletto R$ 132.000,00
- Capitão Alden R$ 130.000,00
- Daniel Almeida R$ 124.965,00
- Charles Fernandes R$ 115.600,00
- João Carlos Bacelar R$ 107.525,00
- Paulo Magalhães R$ 102.800,00
- Gabriel Nunes R$ 102.200,00
- Waldenor Pereira R$ 97.668,00
- Márcio Marinho R$ 95.000,00
- Bacelar R$ 91.080,00
- Dal Barreto R$ 90.000,00
- Diego Coronel R$ 89.500,00
- Leo Prates R$ 88.000,00
- Zé Neto R$ 83.929,60
- Joseildo Ramos R$ 83.920,00
- Mário Negromonte Jr. R$ 82.467,98
- Raimundo Costa R$ 81.794,79
- Ivoneide Caetano R$ 80.118,25
- Félix Mendonça Júnior R$ 77.700,00
- Ricardo Maia R$ 69.100,00
- Sérgio Brito R$ 69.000,00
- Lídice da Mata R$ 67.000,00
- Paulo Azi R$ 60.500,00
- Leur Lomanto Júnior R$ 58.714,72
- Valmir Assunção R$ 53.250,00
- Elisangela Araujo R$ 52.000,00
- Rogéria Santos R$ 48.000,00
- Arthur Oliveira Maia R$ 45.554,60
- Alex Santana R$ 41.400,00
- Adolfo Viana R$ 40.000,00
- Claudio Cajado R$ 40.000,00
- João Leão R$ 26.500,00
- Marcelo Nilo R$ 25.000,00
- Afonso Florence R$ 24.000,00
- Jorge Araújo R$ 22.000,00
- Jorge Solla R$ 21.700,00
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, foi “batizado” com o manto da torcida rubro-negra durante passagem pela Bahia. O presente, do deputado estadual baiano, Diego Castro, foi entregue nesta terça-feira (9), no Bahia Farm Show, feira de tecnologia agrícola no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado.
Na ocasião, o senador carioca recebeu uma camisa personalizada do Esporte Clube Vitória, com o número 22, que representa o Partido Liberal. Ao entregar o presente, o legislador baiano destacou ainda o título de Campeão do Nordeste, obtido pelo Leão de Canabrava no último domingo, sobre o Fortaleza, do Ceará. Flávio agradeceu e posou para fotos com a camisa.
Em publicação nas redes sociais, Diego Castro relembrou ainda que o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro também foi presenteado com uma camisa do rubro-negro baiano em 2024. Em passagens pela Bahia, Jair, que é torcedor do Palmeiras, também já chegou posar publicamente com o manto do Vitória.

Foto: Reprodução / Twitter
O deputado estadual Diego Castro (PL) marcou presença nesta terça-feira (09) na 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. Ao avaliar o evento, o parlamentar elogiou a força do agronegócio regional, mas aproveitou o espaço para fazer duras críticas contra a política fiscal do governo do estado e reforçar o posicionamento de seu partido no cenário nacional e estadual.
Confira em vídeo:
Castro exaltou a feira como um vetor de atração nacional. "É uma feira que atrai gente de todo o Brasil", celebrou. No entanto, o deputado contrapôs o sucesso do evento com o que chamou de entraves tributários impostos pela gestão estadual, definindo a Bahia como um "estado voraz tributário".
"A gente tem o maior ICMS do Brasil", critica o parlamentar, lamentando o peso dos impostos sobre a produção local em uma região de tamanha relevância econômica.
No âmbito federal, Diego Castro enalteceu a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), no evento do oeste baiano. Para o deputado, o senador representa a única via de real apoio ao setor produtivo.
"Olha, representa demais, né? A presença do Flávio aqui, afinal de contas, é o único presidenciável que defende o homem e a mulher do campo, que fique claro", defende Castro.
De acordo com o parlamentar, as propostas de governo da oposição nacional caminham no sentido oposto aos interesses dos produtores. "Se a gente analisar em proposituras aí de anteprojeto de governo, o único que está colocando isso em pauta é o nosso pré-candidato Flávio Bolsonaro. Dos outros lados, a gente vê muito o contrário: a gente vê um ódio ao homem e à mulher do campo, um ódio à produção rural", disparou.
Ao ser questionado sobre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que deve visitar a Bahia Farm Show na próxima sexta-feira, dia 12, Diego Castro avaliou a vinda como um momento oportuno para cobranças e debates programáticos.
"Sobre o pré-candidato ACM Neto, que vai estar aqui no dia 12 (sexta-feira), é a oportunidade para ele vir dialogar e apresentar uma proposta diferente dessa que a gente está vendo aí, infelizmente, desse atual governo, que está na contramão de potencializar mais essa potência que nós temos, que é a Bahia Farm Show", comenta.
Ao final, Diego Castro foi questionado sobre a votação e apreciação que devem ocorrer esta semana na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a respeito da indicação da esposa do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP) para uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O parlamentar revelou ter sido pego de surpresa com a movimentação.
"Olha, eu vi com muita surpresa, né? Eu recebi a notícia pelo grupo de WhatsApp, para vocês terem ideia. Não a conheço, não posso fazer aqui juízo de valor de ruim ou bom", afirmou.
Castro explicou que ainda não teve acesso ao currículo da candidata, mas ressaltou que adotará um critério estritamente técnico para avaliar seu posicionamento.
"Não recebi até o momento nenhuma procura para me apresentar o currículo da candidata. Eu vou procurar me inteirar desse currículo, mas, como eu tenho sempre dito, se for alguém com a capacidade técnica que vá somar ao nosso Tribunal de Contas, eu não tenho nenhum problema em apoiar", completa o deputado.
O deputado estadual Paulo Câmara (PL) marcou presença nesta terça-feira (9) na 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. Em entrevista concedida ao portal Bahia Notícias, o parlamentar avaliou o avanço do setor agropecuário e analisou o cenário de articulação política da oposição, tanto no âmbito estadual quanto no nacional.
Confira em vídeo:
Ao ser questionado sobre a movimentação política no evento (que nesta terça-feira contou com a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro), Câmara comentou sobre a ausência do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
De acordo com o deputado, a ausência pontual foi exclusivamente a um choque de compromissos, adiantando que o aliado estará no local na próxima sexta-feira. Câmara ressaltou que a presença do ex-ministro João Roma (PL) já consolida o alinhamento das forças oposicionistas.
"O Roma está aqui presente, o que encerra qualquer mistério. Ele é o senador da nossa chapa, então, por si só, isso já configura o apoio mútuo. Para mim, a situação é muito natural e clara. O nosso objetivo principal é apresentar à Bahia um novo projeto e um modelo de gestão alternativo, contestando os 20 anos de governos do PT", responde.
Frequente no evento desde 2017, o deputado Câmara parabenizou a organização pelas duas décadas de história e enfatizou a expansão física e comercial da feira. "Estou vendo o progresso e o crescimento. Este ano, tivemos quase 40% de aumento da feira e quase 40% de aumento do espaço físico", celebra.
Ele relembrou o trabalho desenvolvido pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e agradeceu a parceria com o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Maraba (PP).
O parlamentar reforçou a relevância econômica da cidade no cenário nacional, classificando-a como a "capital do agro" e uma referência em gestão pública. Segundo ele, o agronegócio representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia e do Brasil.
"É uma grande referência, sendo a terceira maior feira do agronegócio. No ano passado, movimentou quase R$ 10 bilhões, e a perspectiva para este ano é superar essa marca", afirmou. Ele acrescentou que, como deputado estadual que defende a bandeira do agro, faz questão de acompanhar a modernização do setor, essencial para a geração de emprego e renda no estado.
PL BAIANO
No campo das disputas proporcionais, o deputado demonstrou otimismo quanto ao crescimento do Partido Liberal (PL) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O plano da legenda é ampliar substancialmente sua bancada na próxima legislatura.
"O PL está muito bem estruturado, com uma perspectiva de conquistar entre seis e sete cadeiras. É um partido orgânico, que já possui representatividade e trabalha para fortalecer a atuação do presidente João Roma, tanto na montagem da chapa de deputados estaduais quanto federais", explica o parlamentar.
Paulo Câmara concluiu, afirmando que o PL deve ser uma das grandes surpresas do próximo pleito, saltando dos atuais quatro deputados para até sete representantes, grupo no qual ele espera estar inserido para dar continuidade ao seu mandato.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para processar e julgar fatos relacionados a Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Segundo a defesa do senador, o impedimento se justifica pela suposta relação entre Moraes e o empresário, que está preso em Brasília e negocia uma delação premiada com autoridades.
O pedido foi embasado por dados da Receita Federal, que apontaram transações bancárias em que o Master pagou R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, pela prestação de serviços advocatícios.
Informações do G1 destacam que os advogados de Flávio afirmam que não estão fazendo qualquer juízo de valor sobre a relação entre os dois, mas tentando garantir a observância das regras processuais e regimentais.
A ação de Flávio Bolsonaro foi apresentada após Moraes enviar para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
O petista solicitou que sejam apuradas supostas ligações entre Daniel Vorcaro e o senador, no que diz respeito ao financiamento, pelo banqueiro, da cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada "Dark Horse".
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (3) ter pedido união aos também presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O apelo ocorreu durante um encontro classificado por ele como “amistoso”, realizado na terça-feira (2) em um evento em Minas Gerais.
"Sempre tive uma conversa muito franca e direta com eles. Com o Zema, nós sempre conversamos dessa forma, o importante é a gente estar junto para derrotar o PT. O Zema, o Caiado e eu, nós três, temos uma grande responsabilidade de estarmos unidos contra o PT", conta o senador ao jornal O Tempo.
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APROXIMAÇÃO PLANEJADA
Flávio Bolsonaro afirmou possuir uma boa relação com Zema e relatou ter pedido ao ex-governador mineiro para superar episódios passados. De fato, antes da revelação do caso Master, em que o nome do partido Novo criticou abertamente os áudios da negociação entre Vorcaro e Bolsonaro, a relação chama atenção para futuros planos.
"Falei: ‘Zema, vamos olhar para frente, cara. Faz o que o seu coração mandar com relação a mim, não faz o que o marqueteiro mandar, não, porque você tem que esclarecer o povo mineiro, o povo brasileiro, o perigo do Lula. Nós três aqui, independentes, como vai ser essa campanha, a gente tem que estar focado em resgatar [o Brasil]”, discursa o senador.
Apesar do aceno, o senador reafirmou sua avaliação de que Zema foi precipitado ao publicar um vídeo com críticas às suas conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Causando queda nas pesquisas e saídas dentro de sua própria equipe de campanha, incluindo a desconfiança na versão de Flávio dentro do Partido Liberal (PL).
"Continuo achando que ele foi um pouco precipitado, porque ele não pode colocar essa disputa entre quem vai ser o candidato que irá para o segundo turno à frente do interesse do povo brasileiro", pondera o senador, sem detalhar o teor dos diálogos com o banqueiro.
O pré-candidato defendeu que o bloco de oposição esteja unificado em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Segundo apuração do jornal Estadão, o pré-candidato acha que ainda não é possível prever uma aliança logo no primeiro turno por não possuir "controle", algo que favorece sua campanha após uma queda das intenções de voto.
O senador sinalizou haver dificuldades para a construção de uma chapa conjunta ao governo de Minas Gerais com o atual governador do Estado, Mateus Simões (Novo). "Ele está num grupo político que praticamente inviabilizou que houvesse alguma composição com o PL. Ele está no PSD. O PSD tem um candidato à Presidência, que é o Caiado. Matheus Simões é do grupo político do Zema, que também é candidato à Presidência da República. A gente está neste momento raciocinando", explicou.
Questionado sobre as diretrizes para o Judiciário, Flávio Bolsonaro assegurou que, caso venha a ser eleito presidente, indicará um perfil de corte conservador para ocupar vagas no Supremo Tribunal Federal (STF). "São pessoas que obviamente têm que ter o conhecimento técnico, pessoas que sejam de verdade conservadoras. Essa é uma característica importante, porque, volta e meia, numa canetada, o ministro autoriza a liberação de drogas, o ministro do Supremo autoriza o aborto", argumenta.
O senador relembrou ainda ter votado contra a indicação de Jorge Messias ao STF, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não sei o que passa na cabeça do Lula, qual é a intenção dele. Acredito que ele já foi reprovado uma vez, vai ser reprovado de novo", concluiu.
O presidente estadual do Partido Liberal na Bahia, ex-ministro da Cidadania e pré-candidato ao Senado, João Roma, comemorou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Para Roma, a medida representa um reconhecimento internacional da gravidade da atuação das facções criminosas no Brasil e reforça a necessidade de endurecimento no combate ao crime organizado.
“A decisão dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas é uma medida importante e necessária diante da gravidade do que essas facções representam hoje para o Brasil e para os brasileiros. E a Bahia talvez seja a maior prova do mal que essas facções fazem ao povo”, afirmou.
O ex-ministro também declarou que a Bahia enfrenta uma crise permanente de violência provocada pela expansão das organizações criminosas.
“Vivemos uma verdadeira tragédia humanitária, com milhares de mortes, territórios dominados pelo crime e uma população refém do medo, aprisionada dentro de casa e sem liberdade para viver em paz”, disse.
João Roma ainda elogiou a atuação do senador Flávio Bolsonaro, que, segundo ele, tem defendido internacionalmente medidas mais rígidas contra facções criminosas.
“Parabéns ao senador Flávio Bolsonaro por levantar essa bandeira e pela coragem em enfrentar esse tema”, declarou.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, desistiu da pré-candidatura ao Senado Federal após ser alvo de duas operações da Polícia Federal no intervalo de 11 dias.
A decisão ocorre em meio à repercussão das investigações envolvendo aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master e suspeitas relacionadas ao Grupo Refit. Nos bastidores, aliados avaliam que a manutenção da candidatura ao Senado se tornou inviável diante do desgaste político causado pelas operações.
Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, Cláudio Castro deve divulgar um vídeo nesta quinta-feira (28) afirmando que a decisão foi motivada pela necessidade de concentrar esforços em sua defesa nas investigações em andamento.
Além da operação relacionada ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-governador também foi alvo de mandado de busca e apreensão no último dia 15 em investigação ligada a supostas fraudes bilionárias envolvendo o Grupo Refit, apontado como um dos maiores devedores do estado.
Apesar da desistência da disputa ao Senado, interlocutores próximos afirmam que Castro ainda avalia a possibilidade de disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados, cenário considerado menos desgastante politicamente.
Aliado do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, Castro foi orientado por estrategistas a manter postura discreta e evitar confrontos públicos com a Polícia Federal ou adversários políticos enquanto responde aos inquéritos e tenta reverter a condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível.
Após semanas de desgaste político provocadas pela crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu um novo comando para a comunicação e o marketing de sua pré-campanha à Presidência da República.
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (25), em Brasília, durante reunião da cúpula da campanha coordenada pelo senador Rogério Marinho. Flávio não participou do encontro porque está nos Estados Unidos, onde tenta se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump.
A reunião marcou a primeira articulação formal do novo núcleo de comunicação após a saída do publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, do comando da estratégia eleitoral do senador.
Além da definição do novo responsável operacional pela comunicação, a pré-campanha também oficializou a entrada do publicitário Eduardo Fischer como consultor estratégico. Ele ficará responsável pelas diretrizes políticas, posicionamento público e estratégia macro da campanha.
Nos bastidores do PL, a reformulação é vista como uma tentativa de reorganizar a pré-campanha após os impactos políticos causados pelo caso envolvendo Vorcaro.
Segundo interlocutores ligados ao partido, a avaliação interna é que a crise atingiu a estratégia construída para apresentar Flávio como um nome de estabilidade política e capacidade de diálogo com setores empresariais e do mercado financeiro.
O deputado federal Chico Alencar (Psol) protocolou, neste sábado (23), uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a abertura de investigação contra o deputado federal e ex-secretário especial da Cultura, Mario Frias (PL). A peça jurídica baseia-se em suspeitas de desvio de salários de servidores públicos, prática popularmente conhecida como "rachadinha".
A iniciativa do parlamentar do Psol fundamenta-se em informações reveladas pelo G1 sobre Gardênia Morais, ex-assessora que atuou no gabinete de Frias entre 2023 e 2024. Segundo os relatos, ela repassava grande parte de seus vencimentos ao então chefe de gabinete e efetuava o pagamento de despesas de familiares do deputado.
De acordo com registros bancários apresentados na reportagem, a ex-funcionária realizou transações financeiras para cobrir despesas pessoais ligadas ao parlamentar. Entre os comprovantes, constam o pagamento de uma fatura de cartão de crédito da esposa de Mario Frias e uma transferência via Pix no valor de R$ 1.000,00 destinada à mãe do deputado.
Ambas as operações foram custeadas com recursos da conta de Gardênia, alimentada por seu salário da Câmara Federal. "O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa", declarou a ex-assessora ao G1.
Em contrapartida, o atual chefe de gabinete do parlamentar, Diego Ramos, negou ter conhecimento sobre as suspeitas e declarou estar convicto de que o próprio Mario Frias também não sabia das transações apontadas.
Na denúncia encaminhada à PGR, obtida pelo jornal O Globo, Chico Alencar argumenta que a conduta relatada aponta para a suposta prática de seis crimes distintos: concussão, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Recentemente, Mario Frias também esteve no centro do debate político por sua atuação como produtor executivo do filme Dark Horse, obra inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e financiada pelo empresário Daniel Vorcaro. Em mensagens obtidas e publicadas pelo veículo Intercept Brasil, o deputado refere-se ao dono do Banco Master de maneira informal, chamando-o de "irmão" e "meu brother".
O publicitário Eduardo Fischer assume, nesta quinta-feira (21), a pré-campanha do senador Flavio Bolsonaro à Presidência da República, com a missão de “recuperar a confiança” no candidato em razão de seu envolvimento no Caso Master, segundo o entorno do time.
A expectativa é de que ele faça reformulações em parte da equipe e traga pessoas de sua confiança para integrar o grupo. Uma dessas mudanças ocorreu já na quarta-feira (20), com a saída de Rodrigo Saccone da assessoria de imprensa da campanha. Ele continuará, porém, a atuar com o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN).
A carta-branca de Fischer foi acertada nas conversas que ele teve com Marinho e Flávio nesta semana, muito embora tenha havido também o acerto de que haja um alinhamento entre eles nas decisões que forem sendo tomadas. O marketeiro deve gerenciar também as ações da gestão da crise atual vivida pelo senador.
A percepção na pré-campanha é de que a primeira missão do novo chefe da comunicação é recuperar a confiança perdida por Flávio na classe política, no mercado e no setor produtivo. A avaliação é de que o estrago chega a ser maior nesses setores do que no eleitor, ainda que as pesquisas apontem queda na intenção de votos dele.
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira (19) que a chamada “Casa da Direita”, localizada em Irecê, foi alvo de vandalismo. A declaração foi publicada nas redes sociais do parlamentar, após a divulgação de imagens do espaço com uma pichação contendo a frase “Sem Anistia”.
Ao comentar o episódio, Alden classificou o ato como uma tentativa de intimidação política e disse que situações como essa não representam a democracia. “Discordar faz parte da democracia. Debater faz parte da democracia. Protestar de forma pacífica faz parte da democracia. Mas, vandalizar patrimônio privado? Intimidar? Tentar calar quem pensa diferente? Isso não é democracia. É intolerância política, e quer saber o mais curioso? Os mesmos que falam em ‘amor’, ‘tolerância’ e ‘diálogo’ muitas vezes são os primeiros a atacar quando encontram alguém que pensa diferente”, disse.
“Mas, quero deixar um recado muito claro: Não vão nos intimidar, não será tinta em portão, não será vandalismo, não será pressão política. A Casa da Direita vai continuar aberta”, acrescentou o deputado.
Segundo os responsáveis pelo espaço, será registrado um boletim de ocorrência junto às autoridades competentes para apuração do caso e identificação dos autores do ato.
As chamadas “Casas da Direita” vêm sendo implantadas em diferentes municípios baianos por grupos ligados ao movimento conservador.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou Daniel Vorcaro em casa após sua primeira prisão. O banqueiro, dono do Banco Master, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). Em coletiva após se reunir com as lideranças do partido, o pré-candidato chegou a mencionar que Vorcaro estava de tornozeleira.
"Como eu falei lá dentro para os deputados, mas já vi que a imprensa divulgou. Estive mais uma vez, nesse evento, para encontrar ele [Daniel Vorcaro]. Ele passou a usar monitoramento eletrônico, eu fui, sim, ao encontro dele para pôr um ponto final na história. Se tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito tempo", admite o pré-candidato.
O senador alegou que foi informar ao suspeito que não faria mais negócios com ele após a prisão. A confirmação da visita ocorreu depois de reunião com membros do PL no diretório nacional. O encontro foi motivado pela crise na imagem do presidenciável causada pela divulgação de áudios em que o senador negocia com Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Confira o momento em que o senador admite isso para as câmeras:
IMPRENSA NA COLA
Segundo informações reveladas pelo portal Metrópoles, a visita aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando ele já havia deixado a prisão e foi autorizado a ir para casa com algumas restrições. Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025.
Ele foi detido pela PF no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior. Ele foi solto pouco tempo depois e preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”.
Na última prisão, foi descoberto que Vorcaro mantinha uma espécie de milícia pessoal, com acesso a dados sigilosos da PF, comandada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
A operação da Polícia Federal que tem o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) como alvo acelerou as discussões dentro do PL sobre um possível substituto para a disputa ao Senado em 2026.
De acordo com informações de bastidores obtidas pelo O Globo, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que a situação política de Castro se tornou “insustentável” após a operação deflagrada nesta sexta-feira (15). Reservadamente, integrantes do partido já admitem trabalhar com cenários sem o ex-governador na chapa da direita no Rio de Janeiro.
A avaliação é de que a nova investigação se soma ao desgaste político que vinha se intensificando desde março, quando Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Na ocasião, o então governador renunciou ao cargo às vésperas da conclusão do julgamento, em uma tentativa de evitar a cassação formal do mandato, mas acabou condenado à inelegibilidade da mesma forma.
Questionado sobre a operação da PF, Flávio Bolsonaro afirmou que ainda não conhecia os detalhes da investigação.
“Eu ouvi a notícia, mas ainda não entendi direito. Vou saber o que houve”, declarou o senador.
O deputado federal da Bahia, Capitão Alden (PL) avaliou como “inocência” a hesitação do pré-candidato ao governo da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), em declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), Alden destacou que a falta de clareza sobre os vínculos políticos é um erro na campanha da oposição ao governo petista na Bahia.
?? “Chega a ser inocência”, diz Capitão Alden sobre hesitação de ACM em apoio a Flávio Bolsonaro
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 11, 2026
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“Eu acho que chega a ser inocência demais você pensar assim. A pesquisa que foi feita indica que, a cada 10 votos que ACM Neto teve na última eleição, a cada 10 votantes, cerca de 7 a 8 teriam votado em Lula”, contextualiza. “Então, na cabeça deles, se eles apoiarem, por exemplo, o Flávio Bolsonaro, esse votantes ou aqueles que votaram e Lula poderiam não votar neles, mas chega a ser inocência você dizer ‘olhe, é certo que eu vou apoiar Flávio no segundo turno’, aí esse eleitor não está ouvindo isso? Ele é burro? Ele é ignorante?”
Na Bahia, a principal chapa de oposição, montada por ACM Neto, tem o PL como um dos principais aliados, por meio da figura de João Roma (PL-BA), candidato ao Senado Federal pela chapa majoritária da oposição. Nesse sentido, Capitão Alden ressalta que há uma falta de alinhamento entre os posicionamentos nacionais e estaduais.
“Eu não consigo ver racionalidade nesse cálculo. Eu acho que você tem que ter posicionamento, qual é o seu posicionamento? Acho que você pode até dizer, as minhas convicções são essas, o meu papel como gestor vai ser esse, mas palanque aberto? Até Lula poderá vir no palanque dele? E porque existe [o discurso] vamos nos unir para derrotar o PP lá em cima, no [cenário] nacional, mas não vai ser unir para derrotar o PT aqui no estado?”, questiona.
Segundo ele, “essa estratégia é ruim”. “Eu tenho ouvido isso no interior, muito, inclusive de pessoas que pretendem ou pretendiam votar em Neto e peçam postura dele de não definir claramente o que ele defende. Não quem ele defende, mas o que ele defende”, finaliza o parlamentar.
Confira o trecho da entrevista:
O deputado federal, Capitão Alden (PL-BA) destacou que as falhas na política de segurança pública da Bahia não se resumem a um único fator. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, programa da Antena 1 Salvador (100.1), o parlamentar afirmou que “são vários” os problemas, mas em especial podem ser destacadas a valorização e proteção dos agentes de segurança.
“O que me chama a atenção, é que, infelizmente no estado da Bahia, as pessoas tem mais se preocupado com os resultados após a operação do que em tentar evitar que estas coisas ocorram. Então, várias pessoas vem aqui ou em outros meios de comunicação e sempre falam: ‘A polícia tem que ter mais inteligência’, e o que é ter mais inteligência policial? As pessoas não descrevem”, afirma Alden.
O parlamentar vinculado ao bolsonarismo na Bahia, aponta que, por meio deste discurso muitas vezes a responsabilização só chega para os agentes de campo. “Quando você fala assim, parece que [o erro] está na ponta. Atira a esmo, sem preocupação, sem nenhuma cautela, sem nenhum respeito às pessoas, utilizando armas inadequadas para aquela operação, chegaram já atirando. Parece, a ideia que fica, é que a polícia trabalha neste sentido, e não é”.
“Eu tenho um sistema que é extremamente complexo: eu tenho becos, vielas, eu tenho pessoas que podem estar armadas na laje, na janela, na porta, o ambiente em que esse policial trabalha é hostil’. Nenhum policial sai de casa dizendo ‘hoje eu vou matar alguém’, ‘hoje eu vou participar de confronto armado’, nenhum operador de segurança sai de casa com esse pensamento”, defende o deputado do Partido Liberal (PL).
“Mas o que me chama a atenção, é que essa ausência de uma política de segurança pública, de planejamento e de prevenção, de atuação nas áreas que poderiam diminuir esses índices e esses confrontos não está acontecendo”, completa.
Confira o trecho da entrevista:
O senador Sérgio Moro (PL) sai na frente na disputa pelo governo estadual do Paraná, no sul do Brasil. Isso é o que diz o levantamento da Paraná Pesquisa, divulgado nesta segunda-feira (11). Em entrevista espontânea, 14,8% dos paranaenses responderam que devem votar no ex-juíz.
No entanto, o que chama a atenção é o número de pessoas que não souberam ou não responderam o levantamento espontâneo, em que não são descritos os nomes dos candidatos. Ao total, 66,6% entrevistados não responderam ou não souberam, enquanto 4,9% disseram que votariam nulo ou em branco.
A pesquisa ouviu 1500 eleitores em 57 municípios do Paraná, em entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, entre os dias 08 e 10 de maio de 2026. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º PR00323/2026 para os cargos de Governador e Senador.
Em seguida, surge o nome do atual governador do estado, Ratinho Júnior (PSD), que deixa o segundo mandato no final deste ano, e o deputado federal Requião Filho (PDT), ambos com 4,3% das respostas.
Já no cenário estimulado, onde são apresentados os nomes dos candidatos, o senador Moro aparece com 42,6% das intenções de votos. O deputado Requião aparece em segundo lugar com 19,7% e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca surge com 16,3% das intenções de voto.
SENADO
Na disputa às vagas no Senado, o atual senador Álvaro Dias (MDB) é o favorito com 39,3%. Já a segunda vaga deve ser disputada: o deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) e a ex-ministra das Relações Institucionais do governo Lula, a deputada Gleise Hoffmann aparecem tecnicamente empatados, com 26,1% e 25,2% das intenções de voto respectivamente.
Gerou fortes críticas nas redes sociais, principalmente no X, o abraço afetuoso e carinhoso dado pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), no advogado-geral da União, Jorge Messias. Sóstenes falou com Messias durante a sabatina que está sendo realizada nesta quarta-feira (29) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Jorge Messias declarou, na sabatina, ser cristão, evangélico, contra o aborto, mas que compreende a laicidade do Estado e defenderá acima de tudo a Constituição. A posição de Messias o aproxima do líder do PL, que é pastor da Assembleia de Deus e uma das principais lideranças da bancada evangélica no Congresso Nacional.
Nas redes sociais, entretanto, as críticas a Sóstenes são de que Messias seria "petista" antes de ser evangélico, e portanto não mereceria o "afeto" de Sóstenes.
"É um lobo em pele de cordeiro. Não merece nenhum deferência da bancada evangélica e nem das lideranças de direita", comentaram internautas.
"Com uma oposição dessas, Lula nem precisa de aliados", disse um outro internauta aborrecido com o gesto de Sóstenes.
?? Líder do PL na Câmara trata Jorge Messias com carinho e irrita internautas e influenciadores de direita
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 29, 2026
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A bancada mais a direita no Congresso Nacional quer adiar uma tentativa de reforma do Poder Judiciário a partir da proposta levantada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. O adiamento ocorre mediante a expectativa de ter maioria no Congresso a partir de 2027 e, desta forma, ter mais força na discussão no ano que vem.
Segundo bolsonaristas, Dino e o PT usam a pauta neste momento para distanciar o governo Lula da corte e da crise do Banco Master. Em público, a direita tem afirmado que rejeita uma reforma do Judiciário neste momento porque não acredita num processo capitaneado pelo próprio STF e encampado pelo PT.
À Folha de S. Paulo, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou que "Não vamos apoiar”. “Os ministros não respeitam a Constituição, porque respeitariam esse código de conduta?", questionou. O mesmo posicionamento é divulgado pelo líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ). O parlamentar criticou diversos pontos da proposta de Dino e defendeu que a iniciativa, com adesão de parte da base do presidente Lula (PT), dificilmente se concretizaria este ano.
A proposta de reforma defendida por Dino tem 15 pontos. Alguns visam a mudar questões técnicas como a demora na análise de processos, enquanto outras entram em discussões espinhosas como o fim da aposentadoria compulsória e a tipificação de certos crimes quando cometidos por juízes e outros integrantes do Judiciário.
Segundo a bancada oposicionista, apoiar a proposta de Dino só fortaleceria o governo no seu discurso e poderia ajudar uma reforma nos moldes defendidos pela base governista em convergência com o ministro.
Para Sóstenes, a proposta de Dino é vaga e imprecisa quando trata de temas técnicos e da Justiça Eleitoral. "O próprio STF está contra um Código de Ética no STF, como sugerido pelo ministro Fachin", afirmou Sóstenes à Folha. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse em rede social que uma mudança é "necessária", mas afirmou que a "convergência entre o artigo do ministro Flávio Dino e a defesa da reforma do Judiciário pelo PT levanta dúvidas legítimas".
Já na ala petista, a proposta de Dino tem ressonância. O partido tem defendido uma reforma do Judiciário após o escândalo da fraude do Master revelar relações de ministros do STF e seus familiares com o banco. Em abril, o presidente do partido, Edinho Silva, afirmou: "Fulanizar é muito fácil. As pessoas são falíveis. O importante é ter instituições fortes". Ele defendeu que "deveríamos estar debatendo reforma do Poder Judiciário para que as falhas deixem de acontecer".
O assunto será discutido no congresso do PT, que começou nesta semana e segue até domingo (26). A expectativa é que a defesa de uma reforma do Judiciário seja citada na tese final do partido, uma espécie de carta com diretrizes que devem ser defendidas pela legenda.
O ex-secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), José Antônio Maia, tem sido alvo de ofensivas políticas nos bastidores. Maia teria sido convidado por integrantes da cúpula do Partido Liberal (PL) para integrar a base de oposição no estado, com vistas à disputa eleitoral de outubro, segundo informações recebidas pelo Bahia Notícias.
Maia é ligado ao MDB na Bahia, sigla comandada pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, que atualmente integra a base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O MDB ocupa espaços relevantes na estrutura do governo estadual, incluindo a própria Seap, além de cargos na Junta Comercial (Juceb), na Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) e na Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB), vinculada à SIHS.
Advogado de formação, José Antônio Maia deixou o comando da Seap em abril de 2024. Ele foi substituído por José Castro, também ligado ao MDB baiano. Maia esteve à frente da pasta desde abril de 2022.
À época da saída, informações de bastidor indicavam que o pedido de exoneração ocorreu por motivos pessoais, com a intenção de retomar as atividades no escritório de advocacia da família. Com experiência na área jurídica, Maia atuou como profissional liberal em tribunais estaduais, regionais federais, superiores como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) —, além do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou que o processo de montagem da chapa proporcional do partido para as eleições de outubro tem sido marcado por disputas internas por espaço, cenário que, segundo ele, é característico da dinâmica partidária.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, na manhã desta quinta-feira (23), Roma indicou que a concorrência entre os próprios integrantes da sigla gera desconfortos, mas está associada à forma como cada candidato conduz seu mandato e busca apoio eleitoral.
Durante o bate-papo, ele projetou o saldo do partido na eleição para as Casas legislativas: eleger quatro deputados federais e pelo menos seis estaduais. “Sempre dá confusão, a política e especialmente a partidária ela requer, pressupõe a disputa por espaços, cada um tem a sua forma de exercer o mandato e a forma de pedir seu voto. Isso cria um desconforto, uma certa competitividade. O PL é o maior partido do Brasil, detém quase 20% de todo tempo de rádio e TV de todo Brasil”, afirmou.
“Aqui na Bahia temos 39 cadeiras de deputado federal e na última eleição apenas três foram ocupados por deputados do PL. Nessa eleição devemos chegar a quatro cadeiras para deputado federal”, emendou.
O dirigente também mencionou a composição da chapa estadual e a chegada de novos quadros ao partido, a exemplo de nomes já com mandatos.
“Na Assembleia Legislativa tivemos a chegada de alguns parlamentares como Samuel Júnior, deputado na casa de 100 mil votos, e o deputado Paulo Câmara, que ficou como suplente na última eleição mas é um deputado muito atuante, eu conheço ele desde quando foi candidato pela primeira vez a vereador em Salvador”, declarou.
“E outros nomes que vieram, vamos ter uma chapa muito forte, acredito que devemos fazer pelo menos seis deputados estaduais com a vinda desses nomes. E isso cria desconforto, algumas inseguranças, mas é fundamental para um partido que quer crescer e ocupar uma posição no estado da Bahia. Mas isso é positivo, mostra uma procura pelo PL”, concluiu.
De forma simbólica, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, nesta quarta-feira (22), o relatório do deputado Paulo Azi (União-BA) favorável aos projetos que tramitam em conjunto para reduzir a jornada de trabalho 6x1. A partir de agora, o projeto terá o seu mérito discutido em uma comissão especial, que deve ser anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda nesta quarta.
O presidente da CCJ, Leur Lomanto Jr. (União-BA), havia convocado para a reunião desta quarta apenas a discussão do relatório do deputado Paulo Azi. Durante a reunião, a grande maioria dos parlamentares que se manifestaram sobre a proposta falaram a favor da redução da jornada de trabalho.
Os partidos que mais se manifestaram sobre o projeto foram o PT, o Psol, a Rede e o PCdoB. Deputadas como a ex-ministra Marina Silva (Rede-SP) fizeram contundentes defesas sobre a redução da jornada, chamada por ela de desumana e anacrônica.
Falaram contra o projeto os deputados Lucas Redecker (PSD-RS), Kim Kataguiri (Missão-SP) e Fausto Pinato (PP-SP). O teor dos discursos contrários fizeram referência a uma eventual perda de empregos, de competitividade e fechamento de postos de trabalho após a aprovação do projeto.
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse que o partido é favorável a modernizar a legislação trabalhista e atuar em favor dos trabalhadores, mas, segundo ele, a discussão deveria se dar com “maior responsabilidade”. O deputado do PL afirmou que o mérito deveria ser discutido com calma e sem açodamento, para não "quebrar setores da economia" e gerar desemprego.
Na CCJ, os membros da comissão aprovaram a admissibilidade da proposta. O deputado Paulo Azi apresentou parecer indicando que não há impedimento constitucional para a tramitação das propostas que tramitam em conjunto, a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
A PEC 8/25, da deputada Erika Hilton, prevê a adoção de uma carga semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso. O texto acaba com a escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso) e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais.
Já a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes, prevê a redução da carga horária semanal para 36 horas ao longo de um período de transição de dez anos.
Em seu parecer, o deputado Paulo Azi destacou que, durante audiências públicas realizadas pela CCJ, representantes do governo, das centrais sindicais e do setor produtivo apresentaram posições divergentes sobre eventuais impactos da mudança. Entre os argumentos favoráveis, foram citados ganhos de saúde, qualidade de vida e produtividade.
Já os empresários e representantes do setor produtivo alertaram para possível aumento de custos, pressão sobre preços e risco de demissões, sobretudo em pequenos negócios caso a mudança na jornada seja implantada no país.
Ao final da votação, o presidente da CCJ, Leur Lomanto, elogiou o trabalho feito pelo deputado Paulo Azi sobre os projetos que tramitam em conjunto. Leur fez um apelo público para que o presidente da Câmara, Hugo Motta, escolha Azi como relator da proposta também na comissão especial.
A Câmara dos Deputados vive um impasse em torno do fim da escala 6x1. De um lado, tramita uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguarda apreciação do colegiado. De outro, o governo federal decidiu encaminhar um projeto de lei (PL) sobre o mesmo tema, em regime de urgência.
A estratégia levanta dúvidas sobre os impactos práticos de cada medida e os riscos de uma possível rejeição da proposta constitucional.
Caso a PEC seja rejeitada, ela só poderá ser reapresentada na próxima sessão legislativa, a partir de fevereiro do ano que vem. Já o PL, por ser uma norma infraconstitucional, não enfrenta a mesma restrição, mas também não tem o mesmo peso jurídico. Por isso, o Bahia Notícias entrou em contato com o professor de Direito Constitucional Geovane Peixoto para esclarecer os aspectos técnicos e constitucionais da questão.
Segundo o especialista, a rejeição da PEC não impede que a mesma matéria tramite como projeto de lei, desde que o conteúdo não seja materialmente constitucional, ou seja, matéria que deve ser tratada por meio de PEC.
"Se a matéria em tese for objeto de direito e for materialmente constitucional, há um problema, pois haveria uma invasão do poder constituinte derivado ao tentar transformar matéria constitucional em legal", explicou Peixoto.
Nesse caso, a lei poderia sofrer controle de constitucionalidade. O professor também esclareceu que a tramitação da PEC e do PL ocorre de forma separada, sem que uma interfira na outra. "Não vai ter nenhum tipo de impacto sobre o projeto de lei. Eles têm tramitação separada. Agora, obviamente, se ambos forem aprovados, será necessária uma análise posterior da compatibilidade constitucional do projeto de lei em relação à PEC", afirmou.
Sobre o regime de urgência do PL, Peixoto destacou que ele confere mais celeridade, mas não necessariamente trava a pauta da Câmara. "A ideia não é travar a pauta. O que teríamos é uma tramitação mais célere diante da urgência da matéria. Em verdade, a urgência está muito ligada ao interesse do governo na matéria, não propriamente à existência de uma urgência efetiva", disse, acrescentando que esse tipo de expediente é comum, como no caso de medidas provisórias.
Do ponto de vista prático, o professor explicou que aprovar o fim da escala 6x1 por PEC confere à medida hierarquia superior às demais normas, impactando a interpretação de outros diplomas legais. Já a aprovação por meio de PL resulta em uma norma infraconstitucional, que se coloca ao lado das demais leis, podendo haver divergências interpretativas.
"Do ponto de vista do fim do regime, entendo que tanto pode ser por via constitucional como por via legal. Mas constitucionalizar a matéria tem um peso maior", concluiu Peixoto.
Na sessão deliberativa realizada nesta quinta-feira (16), foi aprovado pela Câmara dos Deputados o PL 5391/2020, que determina a transferência, para presídios federais, de acusados e condenados por homicídio de policiais, agentes penitenciários e outros agentes de segurança. Como já havia sido aprovado também pelo Senado, o projeto segue agora para sanção presidencial.
Durante a análise da proposta, de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), a bancada do PT tentou adiar a votação, alegando que não havia acordo firmado sobre a matéria. O líder do PT, Pedro Uczai (SC), apresentou inicialmente um requerimento para retirada de pauta, que foi derrotado pela maioria, e logo depois entrou com outro requerimento, para adiamento da discussão, igualmente rejeitado.
Parlamentares da oposição afirmaram que partidos como o PT e o Psol sempre tentar obstruir a votação de projetos que dificultam a vida de criminosos. O autor do projeto, Carlos Jordy, disse que acha que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai querer vetar o projeto, o que, para ele, será um “prato cheio” para a oposição a campanha eleitoral.
“É impressionante: quando nós temos aqui projetos que envolvam a vida de policiais, o fortalecimento da segurança pública, projetos como este, que estabelece que assassinos de policiais e de outros operadores da segurança pública cumpram pena em presídio federal, em regime disciplinar diferenciado, nós temos o governo contra, a esquerda contra. Nós já estamos sabendo que, evidentemente, o governo vai querer vetar esse projeto. Será um prato cheio para nós. É inacreditável!”, disse Jordy.
Apesar da tentativa de obstrução do PT e outros partidos de esquerda, as mudanças feitas pelo Senado no projeto foram aprovadas. Segundo o texto do PL 5391/2020, presos provisórios ou condenados pelo homicídio de policiais federais, rodoviários, ferroviários, civis, militares ou penais (e também de bombeiros, agentes e autoridades das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança Pública) devem ser recolhidos preferencialmente em estabelecimentos penais federais. A mesma regra vale para quem matar cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau desses agentes de segurança.
Além disso, os presos provisórios e condenados por esse tipo de crime deverão ser submetidos ao regime disciplinar diferenciado (RDD), no qual as celas são individuais; as visitas são quinzenais, monitoradas e sem contato físico; a correspondência é fiscalizada; a saída da cela é limitada a duas horas por dia; e as audiências judiciais são por videoconferência. O mesmo regime deve ser imposto a quem tiver reincidido na prática de crimes com violência, com grave ameaça ou hediondos.
Pela lei, um preso só pode ser submetido ao RDD por até dois anos, mas o regime pode ser aplicado mais de uma vez, pelo mesmo período, se houver faltas ou crimes que justifiquem. O PL 5.391/2020 impõe que, enquanto estiver no regime diferenciado, o preso não poderá progredir de regime nem obter livramento condicional.
No Senado, foi aprovada uma emenda do senador Sérgio Moro (PL-PR) para que todos os presos de estabelecimentos penais federais participem das audiências por videoconferência, salvo por impossibilidade técnica, e não apenas em caso de homicídio contra profissionais de segurança ou militares. O objetivo foi o de dar economia processual, celeridade e maior segurança à sociedade, ao evitar o transporte do preso entre a prisão e o local da audiência, como justificou Sérgio Moro.
Outra emenda aprovada no Senado diferencia com maior clareza os conceitos de reincidência e reiteração delitiva. Reincidência é quando o criminoso volta a praticar um delito havendo sido anteriormente condenado por outro (de igual natureza ou não). Já a reiteração delitiva é a prática repetida de crimes.
A eleição do futuro ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) movimenta corredores e gabinetes da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (14). Enquanto nos corredores militantes de diversos candidatos fazem campanha entregando panfletos e broches, nos bastidores, intensas negociações envolvem inclusive o Palácio do Planalto e o pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No início da tarde desta terça, eram sete os candidatos à vaga aberta pelo ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou aos 75 anos. Entretanto, é possível que a lista seja reduzida em alguns nomes, como Adriana Ventura (Novo-SP).
Outras articulações de bastidores dão conta de que o PL podia retirar a candidatura da deputada Soraya Santos (RJ) para apoiar Elmar Nascimento (União-BA).
Essa movimentação em torno de uma candidatura única da oposição para enfrentar o favorito, Odair Cunha (PT-MG), contou com a participação do senador Flávio Bolsonaro.
Até o início da ordem do dia, as 18h30 desta terça, entretanto, a deputada Soraya seguia inscrita como candidata. Ela defende que o TCU precisa ter novamente uma ministra mulher.
Ao Bahia Notícias, o deputado Danilo Forte (União-CE), era um dos poucos candidatos a fazer corpo a corpo no plenário em busca de votos. O deputado confirmou a movimentação em torno do nome de Elmar, mas disse que seguirá como candidato até o fim.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é o principal fiador da candidatura do deputado Odair Cunha, e participou ativamente das negociações para garantir a vitória do parlamentar petista. No plenário, projeções da bancada governista são de que Odair receberá cerca de 200 votos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) reverteu a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e registrou 46% das intenções de voto no 2° turno, frente a 45% de Lula, figurando um empate técnico. Isso é o que aponta a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11). Essa é a primeira vez que Flávio ultrapassa o petista númericamente.
A distância entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o atual presidente registra 45% dos votos frente a 42% dos opositores, também figurando um empate técnico em ambos os cenários. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 07 e 09 de abril e está registrada sob o código BR-03770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em comparação ao levantamento do Datafolha de março, Caiado foi o pré-candidato que mais avançou nas pesquisas, saindo de 36% dos votos para 42%. Flávio Bolsonaro saiu de 43% para 46% e Romeu Zema foi avaliado pela primeira vez.
Analisando o cenário do primeiro turno, Lula soma 45% das intenções em votos válidos - resultado produzido a partir da exclusão dos votos nulos e brancos -, enquanto os quatro adversários citados marcam, juntos, 55%. Segundo a Justiça Eleitoral, é preciso ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos para a vitória no 1° turno.
Na medição espontânea de votos, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula é citado por 26% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro é a resposta de 16% dos eleitores e Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 2%. Outras respostas somadas são 5%. 7% disseram que vão votar branco, nulo ou nenhum, 1% disseram que não votam e 42% não souberam responder.
REJEIÇÃO
No que diz respeito à rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro também lideram na disputa. Segundo a pesquisa, 48% dos eleitores declararam que não votam em Lula e 46% dizem não votar no senador.
O Datafolha ainda avalia que ambos são os nomes mais conhecidos da disputa: 99% dos entrevistados disseram conhecer Lula e 93% disseram conhecer Flávio Bolsonaro.
Já Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram uma rejeição e popularidade similares. Zema, que é governador de Minas Gerais, registra 17% de rejeição, e 56% dos eleitores dizem não o conhecer. No caso de Caiado, governador de Goiás, obteve 16% das respostas de rejeição e 54% dos eleitores disseram que não sabem quem ele é.
O senador Otto Alencar (PSB-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, afirmou que o senador Angelo Coronel (Republicanos) é "bolsonarista desde 2019" após Coronel declarar apoio a Flavio Bolsonaro (PL) à presidência.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, o parlamentar declarou seu apoio ao "amigo pessoal", candidato do PL, e afirmou que o apoio ao candidato do PL não impacta o cenario nacional e que “ninguém consegue mudar a cabeça de ninguém na hora do voto para presidente”.
À coluna Milena Teixeira, do jornal Metrópoles, Otto afirmou não se surpreender com a posiçao de Coronel. “Ele [Coronel] é bolsonarista desde 2019. Ele é isso aí”, afirmou.
Ex-aliado da base petista no estado, Coronel se afastou do partido no fim de 2025 após ficar de fora da chapa “puro-sangue”, formada por Rui Costa, Jacques Wagner e Jerônimo Rodrigues. A relação com Otto também foi rompida neste período, após Coronel ser acusado de tentar trair Alencar.
À rádio Antena 1 Bahia, Coronel ainda afirmou possuir uma relação pessoal com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. “Eu, por ser meu amigo pessoal, meu colega de Senado, não vou deixar de votar num amigo para votar em outro que não tenho nenhuma relação”, declarou.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou, nesta terça-feira (7), um recurso da deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD) em uma Ação de Impugnação da candidatura do prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL). O recurso argumenta que o gestor municipal reeleito estaria inelegível nas eleições de 2024, “pois seria sua terceira eleição consecutiva em localidades próximas, retratando a hipótese conhecida como ‘prefeito itinerante’”.
Em resposta ao recurso da parlamentar, o ministro Alexandre de Moraes destacou que o argumento não se confirma, já que, em sua eleição à gestão municipal de Belmonte, município vizinho a Porto Seguro, em 2016, Jânio Natal não assumiu o mandato, tendo passado o cargo de prefeito para o vice-prefeito eleito, seu irmão Janival Andrade Borges.
“Conforme evidencia a parte grifada, proíbe-se a assunção de um terceiro mandato, após o exercício de outros dois. No presente caso, é incontroverso que o ora recorrido não exerceu o mandato para o qual se elegeu em 2016. O cenário, portanto, não é vedado pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, destaca o ministro, no documento oficial, ao qual o Bahia Notícias teve acesso.
A tese de inelegibilidade em razão do parentesco entre os prefeitos também foi rejeitada no Supremo. “Conforme assentado pelo TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, a posse do irmão do recorrido em município diverso não se amolda à hipótese vedada pelo dispositivo constitucional”, diz o posicionamento de Moraes, sustentando que o artigo 14, § 7º, da Constituição Federal assentou que a inelegibilidade reflexa ou em razão de parentesco é restrita ao território de jurisdição do titular.
O trâmite judicial entre Jânio Natal e Cláudia Oliveira teve início no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em duas instâncias, sendo enviado ao Tribunal Superior Eleitoral, também por suas instâncias, antes de ser acolhido no Supremo.
A deputada federal Claúdia Oliveira foi eleita prefeita de Porto Seguro, município na Costa do Descobrimento, em 2016. Em 2024, concorreu novamente ao cargo pela coligação intitulada "O Futuro em Nossas Mãos", formada pelo PSD, PSB, Solidariedade, Mobiliza, Pode, PP, PRTB.
Aliados do ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, descartam a possibilidade de ele assumir a primeira suplência de João Roma (PL) na disputa pelo Senado na chapa encabeçada por ACM Neto (União) nas eleições deste ano.
Segundo interlocutores próximos ao ex-ministro do TCU, que procuraram o Bahia Notícias sob condição de anonimato, Cedraz não deve aceitar a vaga na suplência, apesar de recentes especulações. As mesmas fontes indicam ainda que o ex-deputado federal já teria sinalizado que não pretende disputar cargos eletivos em outubro, mesmo após ter se filiado ao Partido Liberal (PL).
Um encontro recente entre João Roma e Aroldo Cedraz teria ocorrido, porém, sem ter o tema sendo tratado. O debate ainda estaria "na estaca 0" e não teria sido citado durante a conversa entre ambos.
A filiação de Cedraz ocorreu no dia 17 de março. Na ocasião, o anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, que afirmou que a chegada do ex-ministro tinha como objetivo ampliar e fortalecer o partido na Bahia.
O ato de filiação também reuniu o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, além do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
OUTRA SUPLÊNCIA EM DEBATE
Um grupo de oposição vem apresentando divergências quanto a suplência do senador Angelo Coronel (Republicanos) para a disputa eleitoral deste ano. Apesar do pré-candidato ao governador ACM Neto (União) ter anunciado que o ex-deputado federal Marcelo Guimarães Filho (Podemos) será o primeiro suplente do congressista, Coronel tem adotado uma postura mais conservadora e evitado cravar o nome que ocupará o posto.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o senador informou à reportagem que Guimarães Filho assumiu a presidência estadual do Podemos, fazendo parte de uma articulação com ACM Neto. Até o último dia da janela partidária, ele esteve filiado ao Democracia Cristã (DC) e presidia o diretório do partido na Bahia desde janeiro deste ano.
Bisneto de Juscelino Kubitschek troca PSD pelo PL para disputar vaga de deputado no Distrito Federal
O ex-secretário de Juventude do governo do Distrito Federal André Kubitschek, bisneto do ex-presidente Juscelino Kubitschek, se filiou nesta sexta-feira (3) ao PL, com intenção de se candidatar a deputado distrital pelo Distrito Federal. André estava no PSD, que em Brasília é presidido por seu pai, o ex-senador Paulo Octavio.
Filho de Anna Christina Kubitschek Pereira, neta de JK, o pré-candidato contou com a presença da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), na sua solenidade de filiação. Também estavam presentes o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), e a presidente regional do partido, deputada federal Bia Kicis (DF).
Após se filiar, o bisneto de Juscelino Kubitschek afirmou que ingressa no PL por acreditar que o partido pode transformar o Brasil em um “celeiro de oportunidades”.
“Preservando valores fundamentais como a família, a transparência, o bom senso, o trabalho, o equilíbrio fiscal e principalmente o respeito absoluto à nossa Constituição. Então, contem comigo nessa caminhada para solidificar e resgatar a confiança no nosso país”, declarou André.
A mudança de partido ocorreu em meio a divergências com o PSD sobre a disputa pelo governo do Distrito Federal. O pré-candidato a deputado distrital apoia a reeleição de Celina Leão, enquanto o PSD, presidido por Gilberto Kassab, filiou o ex-governador José Roberto Arruda, que pode ser lançado ao cargo, embora esteja inelegível por condenação por improbidade administrativa.
Também na disputa nacional, o bisneto do ex-presidente JK possuía divergências com o partido. André Kubitschek apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente, enquanto o PSD anunciou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o seu nome na disputa.
André Kubitschek, de 32 anos, é conselheiro no museu Memorial JK e concorreu a deputado federal em 2022. Foi o primeiro titular da Secretaria da Juventude do Distrito Federal, criada em 2025 pelo governador Ibaneis Rocha.
O Partido Liberal da Bahia anunciou, nesta sexta-feira (3), último dia do prazo para a migração partidária antes das eleições, a filiação dos deputados estaduais Samuel Júnior e Paulo Câmara, ex-representantes do Republicanos e PSDB na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), respectivamente.
Em nota publicada nas redes sociais, o presidente estadual do partido, João Roma (PL), comemorou a adição dos parlamentares ao grupo. “Dois quadros relevantes na política, que passarão a compor a bancada do partido junto à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia - ALBA, fortalecendo ainda mais a representatividade e a defesa das diretrizes do nosso estatuto”, diz a nota oficial.
Ambos os legisladores são pré-candidatos à reeleição. Com o fim da “dança das cadeiras” no Legislativo, o PL agora conta com cinco cadeiras na AL-BA, incluindo os deputados Leandro de Jesus, Diego Castro e Raimundinho da JR.
Flávio Bolsonaro diz Pix é patrimônio brasileiro e que “sonho do Lula é taxar” sistema de pagamentos
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu às acusações do Partido dos Trabalhadores (PT) após a divulgação de um relatório da Casa Branca que critica o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix. Em publicação na rede social X, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que “o Pix já é um patrimônio brasileiro, um legado muito importante criado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. Mas até isso o PT tenta roubar”.
O partido tem acusado Flávio de atuar para ajudar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a enfraquecer o Pix. Em vídeo divulgado no X, o senador rebateu: “Com Bolsonaro, o Pix é sem taxa, sem imposto. Mas o sonho do PT e do Lula é taxar o seu Pix. Eles tentaram no passado taxar o Pix, e não deu certo”. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre negou a intenção de tributar o Pix.
Nas redes sociais, o PT publicou nesta quinta-feira (2/4) que “Donald Trump, com o apoio de Flávio Bolsonaro, ameaça um dos maiores avanços recentes do país, um sistema que facilitou a vida de milhões de brasileiros e virou referência no mundo. Não é só sobre tecnologia. É sobre soberania”.
O relatório do governo norte-americano, divulgado na quarta-feira (1º/4), classificou o Pix como uma “desvantagem” para empresas dos EUA de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.
O documento afirma: “O Banco Central do Brasil criou, é proprietário, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Representantes do setor nos Estados Unidos têm manifestado preocupação de que o Banco Central favoreça o Pix, o que colocaria em desvantagem fornecedores norte-americanos de serviços de pagamento eletrônico. Além disso, o Banco Central exige que instituições financeiras com mais de 500 mil contas adotem o uso do Pix”.
Tanto integrantes do governo quanto a militância petista foram orientados a defender o sistema brasileiro, destacando que o Pix foi criado pelo Brasil e que há interferência externa em assuntos internos.
Nesta quinta-feira (2), o presidente Lula comentou o assunto em Salvador: “Os Estados Unidos fizeram um relatório essa semana sobre o Pix, e disseram que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix acho que cria problema para a moeda deles. O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”.
Mesmo com as “cabeças” da chapa oposicionista confirmadas para fazer oposição ao atual grupo político do governo do estado, ainda há ajustes a serem feitos na composição. Uma das discussões que ainda está sendo feita - ainda sem resolução - é o nome que irá ocupar as suplências do pré-candidato ao Senado, João Roma (PL).
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, a decisão deve passar por meio da executiva nacional do Partido Liberal, liderada por Valdemar Costa Neto. O dirigente tem olhado “com carinho” para a Bahia por ser considerado um estado essencial para Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, visto que a região é considerada “lulista”.
As negociações dependem primeiramente de um “debate bolsonarista” dentro do diretório estadual do PL, o qual possui o próprio João Roma como presidente. Assim, a tendência é que a suplência do pré-candidato à Casa Alta também seja ocupada por um membro do partido. Após a escolha do nome, a definição ainda dependeria do “aval” da direção nacional.
Uma fonte da reportagem apontou que o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, é um dos nomes cotados para o posto. Ele deixou o TCU este ano e anunciou sua filiação ao PL no dia 18 de março, em cerimônia que contou com a presença de Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, João Roma e do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União).
Aroldo foi eleito deputado federal em 1991, permanecendo no cargo até 2007, quando renunciou para assumir a cadeira de ministro do TCU. Enquanto parlamentar, ele foi filiado ao PFL, legenda associada ao ex-senador e ex-governador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007).
Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (30), Roma afirmou que irá "buscar nomes que irão agregar" no grupo de ACM Neto na disputa pelo governo do estado. Sem estipular prazos para anúncios dos suplentes, o presidente do PL na Bahia também relembrou que as convenções partidárias devem acontecer no final de julho.
"As convenções se darão no final de julho deste ano. Nós tivemos uma antecipação de mais de três meses do anúncio de uma chapa, uma chapa consistente, uma chapa que agrega forças maiúsculas para transformar de fato o país. E, naturalmente, não só por todo um agrupamento de lideranças, de candidaturas a deputados federais e estaduais, mas também na complementação dessa chapa através dos suplentes de senadores. Também devemos observar pessoas que possam agregar nessa caminhada", afirmou Roma.
CHAPA CONFIRMADA
ACM Neto confirmou a chapa oposicionista nesta segunda-feira (30) em lançamento realizado na cidade de Feira de Santana. Além de Roma, a composição conta com o candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), e o candidato a vice-governador, o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).
O evento ocorreu às 18h, no Teatro da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e contou com diversas lideranças da oposição, entre elas, o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União).
SUPLENTE DE CORONEL
Apesar da indefinição sobre Roma, a suplência de Coronel já possui um indicativo. O ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) já anunciou que fará a indicação do primeiro suplente do senador, que poderá ser o nome dele próprio.
O acordo veio após Nilo desistir de lançar uma candidatura avulsa ao Senado após a chegada de Coronel ao grupo de oposição, “rifando-o” da composição.
“Conversamos no último domingo durante quatro horas e eles me fizeram apelo pela unidade do nosso grupo para derrotarmos o PT. [...] Irei indicar o suplente de senador do nosso candidato, Ângelo Coronel. Aceitei por diversos motivos, mas o principal é defender a Bahia, derrotar o PT”, disse Marcelo Nilo em anúncio de desistência.
O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara.
Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.
Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros.
Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.
Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.
Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total.
Entraram Saíram Saldo
PL 7 x +7
PSD 3 3 0
Podemos 2 1 +1
Republicanos 2 4 -2
PSDB 2 1 +1
PP 1 1 0
Missão 1 x +1
MDB 1 3 -2
Solidariedade 1 x +1
União Brasil x 6 -6
PRD x 1 -1
Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
PL - 94 deputados
PT - 68 deputados
União Brasil - 51 deputados
PP - 49 deputados
PSD - 47 deputados
Republicanos - 42 deputados
MDB - 40 deputados
Podemos - 17 deputados
PDT - 17 deputados
PSB - 16 deputados
PSDB - 16 deputados
Psol - 11 deputados
PCdoB - 9 deputados
Avante - 8 deputados
Solidariedade - 6 deputados
Novo - 5 deputados
Cidadania - 4 deputados
PRD - 4 deputados
PV - 4 deputados
Rede - 4 deputados
Missão - 1 deputado
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública caso seja eleito presidente da República nas eleições de outubro.
Atualmente, a área está vinculada ao Ministério da Justiça, tanto na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro quanto no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta foi mencionada em um vídeo das redes sociais do parlamentar, no qual o deputado federal Guilherme Derrite comenta o projeto de lei “Antifacção”, relatado por ele na Câmara e que deve ser sancionado por Lula.
Na gravação, Flávio classificou a proposta como um “divisor de águas” para o enfrentamento da criminalidade no país e demonstrou preocupação com possíveis vetos presidenciais.
O senador também afirmou que recebeu sugestões de Derrite para a área de segurança pública e reforçou o compromisso de criar uma pasta exclusiva para o tema, caso vença a eleição.
Faltando apenas 12 dias para o encerramento do período da janela partidária, em que deputados federais podem trocar de partido para concorrer às eleições sem risco de perder o mandato, as movimentações ainda são pequenas, bem diferente do cenário observado em 2022, quando houve um recorde de mudanças de parlamentares, com 84 trocas de sigla.
Neste ano de 2026, a janela partidária foi iniciada em 05 de março, e deve seguir até o dia 4 de abril. Até o momento, apenas sete mudanças foram oficializadas na Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara. Foram as seguintes as mudanças de partido:
Kim Kataguiri (SP), do União para o Missão
Magda Mofatto (GO), do PRD para o PL
Nicoletti (RR), do União para o PL
Sargento Fahur (PR), do PSD para o PL
Saullo Vianna (AM), do União para o MDB
Vicentinho Júnior (TO), do PP para o PSDB
Vitor Lippi (SP), do PSDB para o PSB
As mudanças atuais mostram o PL como o principal beneficiário das trocas partidárias. O partido, que já era a maior bancada na Câmara, recebeu três novos deputados.
Na janela de 2022, o PL também foi o maior beneficiado com as mudanças de partido. Na ocasião, o partido do então presidente Jair Bolsonaro ganhou 38 novos deputados, saindo de uma bancada de 43 para 81 parlamentares.
Os outros partidos que mais ganharam deputados naquele ano de 2022 foram o Republicanos, com 16 novas adesões, e o PP, com dez parlamentares filiados. Apenas dois baianos mudaram de partido naquela janela: Alex Santana saiu do PDT para o Republicanos, e Marcelo Nilo saiu do PSB também para o Republicanos.
Do lado das perdas, o União Brasil até esta segunda-feira (23) é o partido que mais perdeu cadeiras, com três desfiliações. Em 2022, o União também foi o partido que mais perdeu parlamentares durante o período da janela.
Entre os dias 3 de março e 1º de abril de 2022, o União Brasil perdeu 35 deputados. O partido, que até o início da janela tinha a maior bancada da Câmara, com 81 deputados, iniciou o mês de abril com apenas 46 parlamentares.
Nos próximos dias, novas mudanças devem ser registradas no sistema da Câmara. Uma delas deve ser a saída do deputado baiano Leo Prates do PDT e entrada no Republicanos. O ato de filiação está marcado para a próxima quinta (26), no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores, em Salvador.
De olho na composição partidária para a eleição de outubro, o PL anunciou nesta terça-feira (17) a filiação de Aroldo Cedraz, ex-deputado federal e ex-ministro do TCU. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que afirmou que a chegada de Cedraz tem o objetivo de ampliar e fortalecer a sigla na Bahia.
O encontro que oficializou a filiação também marcou um encontro entre o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). O presidente do PL na Bahia, João Roma, esteve na reunião.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta terça-feira (17), condenar os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), acusados de desviar emendas parlamentares.
O relator do caso, o ministro Cristiano Zanin, votou pela condenação dos réus por corrupção passiva, ao entender que houve solicitação de vantagem indevida em troca da destinação de verbas públicas. O voto foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Por outro lado, Zanin afastou a acusação de organização criminosa por insuficiência de provas.
A ação trata do desvio de emendas destinadas a projetos de saúde pública no município de São José de Ribamar. Segundo a denúncia, os parlamentares teriam exigido cerca de R$ 1,6 milhão em propina do então prefeito da cidade, José Eudes, em troca da liberação dos recursos. O gestor denunciou o esquema.
Além dos três deputados, outras cinco pessoas respondiam ao processo: Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha.
Thalles Andrade Costa foi o único totalmente absolvido. Ele respondia apenas pela acusação de participação em organização criminosa, mas o relator entendeu que não havia provas suficientes para sustentar a imputação.
União Brasil lidera perdas e PL registra maior ganho de deputados na janela partidária até o momento
A janela partidária de 2026 começou há uma semana e, desde a última segunda-feira (9), seis deputados federais já oficializaram trocas de legenda junto à Câmara dos Deputados. O período em que os parlamentares podem mudar de sigla para concorrer às eleições sem perder o mandato atual termina no próximo dia 3 de abril.
Até o momento, o Partido Liberal (PL) foi o partido que mais recebeu novos parlamentares na Casa, enquanto o União Brasil registrou o maior número de baixas, com três cada.
Chegaram ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro os deputados Magda Mofatto (GO), que deixou o Partido da Renovação Democrática, Nicoletti (RR), que saiu do União Brasil, e Sargento Fahur (PR), que deixou o Partido Social Democrático (PSD).
Já Kim Kataguiri (SP) deixou o União Brasil para se filiar ao Missão, tornando-se o primeiro e único parlamentar da sigla, que teve o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro do ano passado. Quem também deixou a legenda presidida por Antonio Rueda foi Saullo Vianna (AM), que migrou para o Movimento Democrático Brasileiro.
Outro deputado que trocou de sigla foi Vicentinho Júnior (TO), que deixou o Progressistas (PP) para se filiar ao Partido da Social Democracia Brasileira. As informações são de Lauro Jardim, do Globo.
Apesar de uma forte mobilização contrária e protestos de parlamentares do PL e de ideologia conservadora, a deputada Erika Hilton, do Psol de São Paulo, foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. O mandato da deputada vai até o final de janeiro do ano que vem.
Pela divisão de comissões entre partidos e blocos, coube ao Psol a indicação para a Comissão dos Direitos da Mulher. A Comissão foi uma das últimas a ter seu comando decidido, por conta da forte oposição do PL ao nome de Erika Hilton.
O líder do PL, o deputado Sóstenes Cavacalnte (RJ), foi um dos que protestou contra a eleição de Erika Hilton.
“Deveria haver uma regra que restringisse o comando dessa comissão a quem é mulher biologicamente”, defendeu Sóstenes.
Por conta da obstrução do PL, foram necessários dois turnos de votação para eleger Hilton. No primeiro turno da eleição, apesar de a votação ocorrer com chapa única, a deputada não alcançou o número necessário para ser confirmada no cargo, pois foram registrados dez votos favoráveis e 12 em branco, o que impediu a eleição naquele momento.
Como os votos em branco não atingiram a maioria absoluta, que seria de 13, a então presidente da comissão, Célia Xakriabá (PSol-MG), abriu um segundo turno. Na nova votação, em que bastava maioria simples, Erika Hilton foi eleita com 11 votos favoráveis e dez em branco.
Após assumir o cargo, a deputada Erika Hilton afirmou que pretende concentrar o trabalho da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na construção de políticas públicas voltadas à proteção e à dignidade das mulheres. A deputada minimizou as críticas à sua eleição e disse que o foco da comissão deve ser o enfrentamento de problemas estruturais que afetam as mulheres no país.
“Eu estou preocupada mais em que nós vamos trabalhar em prol da dignidade das mulheres. Precisamos enfrentar o feminicídio, a cultura do estupro, a violência doméstica e facilitar legislações que salvem a vida das mulheres”, afirmou.
A deputada acrescentou que pretende transformar a comissão em um espaço de acolhimento e debate sobre propostas legislativas relacionadas à pauta feminina. Segundo ela, o objetivo é evitar disputas políticas que, em sua avaliação, desviem o foco das políticas públicas.
“Eu quero fazer da comissão um espaço de escuta e acolhimento das mulheres, mas também de discussão de legislações que tratem da vida das mulheres”, disse.
“Está decidido por maioria: fui eleita a primeira travesti, mulher trans, presidenta da Comissão das Mulheres, criando um marco histórico. Vamos trabalhar por todas as mulheres, pelas meninas, pelas mulheres trans, pelas mulheres cis, pelas mães e por todas as dignidades das mulheres”, concluiu a deputada.
Diversas deputadas presentes durante a votação defenderam a eleição de Erika Hilton para o cargo, e celebraram o que chamaram de avanço da Câmara na luta por maior diversidade. Foi o caso da deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ).
“A presidência da Comissão da Mulher nas mãos da Erika Hilton é uma vitória histórica. É o reconhecimento de uma trajetória de luta e da necessidade de ampliar as vozes que defendem os direitos das mulheres no Congresso”, declarou a parlamentar.
Também do PSOL, a deputada Célia Xakriabá (MG), que presidia anteriormente o colegiado, celebrou a continuidade da condução da comissão por uma parlamentar comprometida com a pauta feminista e de direitos humanos. Segundo ela, a eleição de Hilton "representa a força das mulheres diversas que ocupam a política e seguem lutando contra a violência, o racismo e o machismo".
Deputadas de oposição lamentaram a eleição de Erika Hilton e afirmaram que a comissão deveria ser presidida por uma mulher cisgênero. Elas também criticaram o que chamaram de "ideologização" da comissão.
"Não podemos concordar com a entrega desta comissão, que deveria zelar pela dignidade da mulher, da vida e da família, a uma pauta que desvirtua a própria essência feminina", disse Chris Tonietto (PL-RJ).
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) protocolou um Projeto de Lei (PL) que obriga as plataformas digitais a retirar conteúdos com discurso de ódio e incentivo à violência de gênero nas redes sociais. O foco do projeto é a criação da Política Nacional de Combate ao Discurso de Ódio contra a Mulher na Internet.
Conforme o texto, os provedores seriam obrigados a realizar a retirada dos conteúdos em até 180 dias, sob pena de multa de até 10% do faturamento do grupo. O sistema de detecção deve contar com ferramentas de IA (Inteligência Artificial) e revisão humana especializada.
Outra demanda do projeto é a desmonetização de canais que disseminem ódio por até cinco anos, considerando usuários sancionados administrativa ou judicialmente por violência contra a mulher.
Randolfe Rodrigues ainda estabeleceu no texto uma espécie de "Botão do Pânico Virtual", que poderá ser acionado a qualquer momento pela mulher em situação de risco iminente.
O projeto foi nomeado como "Lei Ivone e Tainara", duas mulheres assassinadas nos últimos meses e ainda define a Autoridade Central, órgão a ser criado pelo Poder Executivo para centralizar denúncias de discurso de ódio nas plataformas.
Aliados do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), avaliam alternativas jurídicas para que ele possa disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026, mesmo diante da possibilidade de condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo interlocutores do grupo político do governador, uma das estratégias seria recorrer à Justiça para obter uma decisão liminar que permita a candidatura e até o exercício do mandato enquanto o processo ainda estiver em análise.
Como referência, aliados citam o caso do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). O parlamentar disputou as eleições de 2018 e 2022 amparado por uma decisão provisória da Justiça de Alagoas, apesar de estar inelegível após condenação relacionada a um suposto esquema de desvio de votos na Assembleia Legislativa do estado.
As informações são do Metrópoles.
O deputado estadual Vitor Azevedo confirmou que deixará o Partido Liberal (PL) para se filiar ao Avante. A mudança deve ocorrer nesta segunda-feira (9).
Eleito em 2022 para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o parlamentar pretende disputar a reeleição em 2026. Segundo ele, as conversas com o Avante vinham ocorrendo há meses, embora também tenha dialogado com outras siglas antes de definir a mudança partidária.
De acordo com Vitor, a decisão foi influenciada pela posição política que passou a adotar desde o segundo turno das eleições de 2022, quando declarou apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo tendo sido eleito pelo PL.
"Primeiro porque, apesar de ter sido eleito pelo PL, eu apoiei o governador Jerônimo nas eleições de 2022 e participo da base de apoio do Executivo durante todo o meu mandato. Nada mais justo do que procurar abrigo num partido da base", afirmou.
O deputado também destacou as conversas com o presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, e com o deputado federal Neto Carletto, ambos filiados à legenda.
"Resolvi me engajar nesse projeto com eles. Ronaldo Carletto tem conduzido muito bem o partido, que saiu das urnas em 2024 com mais de 60 prefeitos, dando um verdadeiro salto e se consolidando como um dos maiores partidos da Bahia. É um político sério e comprometido com a Bahia e o Brasil", declarou.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), definiu a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 2025 como uma ação que “higienizou mais de 115 vagabundos”. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), durante cerimônia do programa Segurança Presente, em meio a um discurso de balanço de gestão na área de segurança pública.
A operação em questão deixou mais de 100 mortos em outubro do ano passado e foi considerada uma das mais violentas da história. “Nosso maior legado é que o Rio de Janeiro hoje tem lado. As pesquisas de opinião mostraram que 90% das pessoas que moram lá (na Penha e o Alemão) foram favoráveis à operação policial que higienizou mais de 115 vagabundos. Se pudesse ter sido mais, teria sido. Pelo menos foram 115 a menos subjugando a população”, disse o governador.
Segundo informações do O Globo, ao longo do discurso, Castro sustentou que a ação teria retirado criminosos que, segundo ele, impunham barricadas, restringiam a circulação de moradores e controlavam a rotina das comunidades.
“Se o Estado se acovarda, quem ocupa é o crime. E quando o crime ocupa, ele cobra taxa, ele impõe silêncio, ele decide quem vive e quem morre. A nossa obrigação é não permitir que o medo vire regra. Segurança pública não é espetáculo, é garantia de liberdade para quem acorda às cinco da manhã e quer apenas trabalhar”, afirmou Castro.
A fala ocorreu durante a entrega de 140 viaturas e 100 bicicletas elétricas às 59 bases do Segurança Presente no estado. Em seu balanço da segurança pública, ele apontou ainda que realizou investimentos anuais de R$ 16 bilhões na segurança pública e mencionou reajustes salariais que teriam se aproximado de 40% para as forças de segurança.
Em tom político, Castro ainda associou a gestão ao seu partido político, ao dizer que a gestão “tem lado” e que estaria alinhado a uma agenda iniciada em 2018, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de sugerir que espera deixar um estado “muito melhor” do que o recebido em 2019 e que o legado construído não se perderá no próximo ciclo, caso seu candidato ao governo, o deputado estadual Douglas Ruas (PL), seja eleito.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, declarou, em jantar promovido pela Esfera Brasil, na última segunda-feira (27), que a comparação entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a atual primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, favorece a aliada do PL.
“Michelle fala bem, tem boa aparência, tem bom comportamento. A comparação dela com a Janja ajuda muito ela”, afirmou Valdemar, durante o evento realizado em São Paulo, segundo o jornal O Globo.
Michelle Bolsonaro é apontada como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal nas próximas eleições.
O senador Angelo Coronel (PSD) comentou sobre o encontro que teve com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, durante o Carnaval e afirmou que a reunião se tratou de “atualização de fofocas”. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (27), o congressista também evitou cravar seu futuro partidário, mas projetou eleger cinco deputados federais e seis estaduais.
Coronel participou de um almoço com lideranças do PL no dia 14 de fevereiro e, dentre os presentes, estavam o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, e o presidente do diretório estadual do partido, João Roma. No entanto, o senador evitou falar sobre a possibilidade de uma discussão sobre uma possível filiação ao PL.
“Valdemar é um amigo das antigas, veio aqui na Bahia, me chamou para almoçar. Fui almoçar na casa do prefeito Jânio para ele [Valdemar] me atualizar sobre as fofocas da política do Planalto”, disse Coronel.
Questionado sobre seu futuro político e o acompanhamento de aliados após o rompimento com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Coronel evitou cravar seu futuro, mas afirmou que ele e todos os seus seguidores irão se filiar a uma única sigla.
“Todo mundo junto e misturado. Todos os meus amigos que me acompanham, vamos todos ingressar em um único partido. Esperamos com isso fazer uns seis estaduais e uns cinco federais. O prefeito tem a liberdade de não precisar se expor ‘trazendo’, o importante é que, quando abrir as urnas, o voto estará lá depositado”, avaliou Coronel.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.