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pistola de agua
A regulamentação da lei que proíbe o uso de pistolas de água e objetos similares durante o Carnaval de Salvador gerou debate nas redes sociais para o eixo Sul-Sudeste, que entendeu a medida, assinada pelo governador Jerônimo Rodrigues, na segunda-feira (29) como algo superficial.
O contexto da proibição, no entanto, foi ignorado pelos foliões de outros estados. A pistola, que acabou sendo um objeto atribuído ao bloco 'As Muquiranas', era utilizado pelos associados para importunar outros foliões e se tornou uma forma de ataque as mulheres durante a festa.
FLAGRA ????? Mulher é cercada por Muquiranas com armas de água e Guarda Civil intervém pic.twitter.com/BNqVhYbGIA
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 21, 2023
Uma das cenas que viralizaram em 2023 foi feita durante a passagem do bloco As Muquiranas, quando uma mulher foi cercada por um grupo de homens e além de ser atingida pelos jatos de água das pistolas, foi empurrada e agredida fisicamente.
A lei, que tem como objetivo garantir a segurança e respeito nas festas, determina que blocos, agremiações e demais organizações adotem medidas para impedir o uso dos equipamentos por foliões e associados, através de campanhas.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o empresário Washington Paganelli, responsável pelo bloco As Muquiranas, afirma que a medida é um motivo de celebração para a agremiação.
"Era uma coisa que nós já brigávamos desde 2012, quando entramos na Câmara de Vereadores e na época foi reprovada. Agora nós conseguimos, junto com a deputada, discutimos, fomos de gabinete em gabinete dos deputados, a lei foi aprovada, sancionada pelo governador e agora regulamentada. É uma vitória para todos nós, que buscamos um Carnaval em paz."

Criado em 1965, o bloco é o primeiro de travestidos na história do Carnaval e desde o "nascimento" já chamava atenção pelo diferencial na avenida. As pistolas passaram a ser associadas a imagem dos foliões que desfilavam travestidos anos após os primeiros desfiles, sem uma data precisa para indicar o início do uso do objeto, mas, desde então, causa indignação nos foliões que são atravessados pelos jatos de água.
Segundo Paganelli, a arma nunca fez parte da fantasia oficial do bloco. O associado recebe apenas itens da fantasia, como sapato, meia, saia e sunga.
"Nós nunca demos uma pistola. Fizemos campanhas contra o uso de pistolas, tanto que nesse episódio do Carnaval nós tivemos apoio do Ministério Público, de Ivete Sacramento, todo mundo saiu em nossa defesa porque eles viam a nossa briga para que isso não ocorresse. Nós damos tênis, meia, sunga, saia, bustiê, o torço da cabeça e uma sacola. A pistola não faz parte da nossa fantasia."
Neste ano, as fantasias do bloco serão numeradas para facilitar a identificação de possíveis agressores.
Além da pistola, o bloco já carregou outras polêmicas como a questão do assédio e do desrespeito as mulheres devido as fantasias. Para o site, Paganelli reforçou o compromisso com a sociedade e com causas sociais em 2024 e nos próximos anos.
"Nós brigamos e conseguimos com unanimidade, tanto o líder do governo quanto da oposição nos apoiou. Nós mostramos esse ano o quanto o bloco As Muquiranas é comprometido com as causas sociais, com as crianças, com as mulheres, com o assédio, tudo que vem pelo lado errado do que nós acreditamos nós somos contra."
Neste ano o bloco desfila com o tema 'Deusas da África'. "A nossa homenagem chega para que juntos possamos reviver as memórias de um passado glorioso, de grande riqueza e influência de soberanas civilizações seculares africanas, sendo regidas e comandadas por mulheres guerreiras e que reinaram com muita grandeza e sabedoria o seu povo".
A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou nesta quarta - feira (24), o Projeto de Lei 24.746/2023 que proíbe o uso de pistolas de água e congêneres, durante o carnaval e festas de rua na Bahia. O projeto apresentado pela deputada estadual, Olívia Santana (PCdoB), foi aprovado por unanimidade entre as bancadas da assembleia.
O projeto de Lei prevê que agremiações e blocos carnavalescos adotem meios de impedir que foliões utilizem "armas de água" em outras pessoas, além de campanhas educativas e adoção de penalidade aos foliões infratores.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a deputada explicou que o projeto vai garantir uma maior segurança e liberdade para as mulheres durante o carnaval.
“ As mulheres e pessoas LBTQUIA+ vão poder circular pelo carnaval da Bahia sem o risco de ser molestadas. Tem mulheres que mudam de caminho pois sabiam que poderiam ser alvejadas. Isso não tem sentido, é até uma questão civilizatória, você garantir que as pessoas possam transitar sem serem molestadas. É algo que para quem pratica é brincadeira, mas quem recebe é humilhação e não dava mais pra compactuar com isso”, observou Santana.
A emenda foi apresentada no dia 24 de fevereiro, após um caso de agressão contra uma mulher durante a passagem do bloco ‘As Muquiranas’, no carnaval deste ano, no circuito Osmar ( Campo Grande)
O projeto será encaminhado para sanção do governador, Jerônimo Rodrigues.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ciro Nogueira
"Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição".
Disse o presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes.