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O prefeito de Iramaia, Piu de Santo, voltou a justificar neste sábado (11) sua saída do grupo político ligado ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). Durante o Programa de Governo Participativo (PGP), em Vitória da Conquista, o gestor afirmou que decidiu apoiar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) por considerar que a administração estadual mantém diálogo direto com os municípios.
Ao comentar as críticas da oposição à agenda de viagens de Jerônimo pelo interior baiano, Piu defendeu a presença do chefe do Executivo nas cidades para ouvir as demandas da população e dos prefeitos. Segundo ele, essa postura foi determinante para a mudança de posicionamento político.
"A nossa saída da oposição é justamente isso. O governador tem dado apoio a todos os municípios e não foi diferente com Iramaia. Nós de Iramaia nos sentimos acolhidos pelo governador", declarou.
O prefeito acrescentou que a parceria com o Governo do Estado é essencial para a administração municipal. "Ele tem dado a mão a Iramaia e nós sabemos que, para administrar o município, precisamos da ajuda do Governo do Estado", afirmou.
Em evento do PGP em Ipirá, Jerônimo Rodrigues diz que EUA “castigam” o Brasil em disputa sobre o Pix
Em evento do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 no município de Ipirá, na Bacia do Jacuípe, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre as sanções propostas pelos Estados Unidos ao Brasil, especialmente acerca do Pix. A declaração foi dada na noite deste sábado (5), na qual o gestor estadual comentou sobre a atuação do senador Flávio Bolsonaro no país americano, e afirmou que ele teria influenciado as ações do governo de Donald Trump.
Segundo o petista, “está na origem” da oposição atuar de forma a prejudicar o país ou um município por conta de desavenças políticas. “O país paga um salário a um senador para ele poder ir nos Estados Unidos lamber as botas do Tio Sam [referência à personificação nacional dos Estados Unidos] e pedir: 'castiga o Lula'”, diz Jerônimo.
“[Eles dizem]: 'Castiga o Brasil porque está na mão de um partido do campo da esquerda’. ‘Acaba o Pix porque...' — vou usar suas palavras, senador [Jaques Wagner] — não é política só não, tá? Tem política porque eles querem continuar com o gado escravizado”, diz o governador. Ao se referir à primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, que é professora e estava na plateia, ele continua: “A aula de história que eu peguei sua, está tudo aqui. A geografia também está atenta", destaca.
Por fim, Jerônimo conclui que essas disputas de interesses “têm um conteúdo de política, mas têm um conteúdo de interesse econômico”. Segundo o petista, “eles sabem que há prejuízo da forma que a gente faz, porque um povo educado, um povo estudado, tem a cabeça mais apurada, sabe tomar decisões”, completa.
Em evento de lançamento de seu projeto “Sua Voz é a Nossa Voz”, o pré-candidato ao governo do estado da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), diferenciou as ações previstas pela oposição do que já é realizado no Programa de Governo Participativo (PGP) do PT na Bahia. O projeto da oposição prevê a visita e escuta ativa às comunidades de Salvador e do interior da Bahia durante o período de pré-campanha.
“O PGP deles é uma coisa que é feita ali em quatro paredes, toda ela é manipulada para ter um resultado que interesse a eles. [O PGP é] Tudo feito e manipulado pelas pessoas dos partidos e ali do centro do governo. Nós queremos fazer uma coisa ampla, eu quero dar voz a todos os baianos, sobretudo aos que não têm uma identificação partidária imediata, não tem uma militância, não tem como chegar a gente”, afirma o ex-prefeito de Salvador.
A fala ocorreu em meio ao lançamento do “Sua Voz é a Nossa Voz”, como uma forma de alcançar o interior da Bahia, com 10 eventos presenciais e transmissões virtuais. Segundo ACM Neto, a expectativa é ampliar o diálogo. “Então eu não quero fazer uma coisa maquiada, eu não quero fazer uma coisa que eu já sei o resultado e eu só vou ali validar, não. Eu quero fazer uma escuta ampla, aberta, transparente, direta, onde todo mundo possa participar”, diz.
O anúncio do grupo da oposição ocorre após membros da base governista apontarem, durante o Programa de Governo Participativo (PGP 2026) em cidades do interior, que o ex-prefeito da capital baiana participa somente de ações fora da Bahia. As críticas do governo foram respondidas pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e chegou a rebater as críticas da oposição sobre a agenda de ACM Neto no estado.
Ao lado de aliados como Zé Cocá (PP), pré-candidato a vice-governador, e os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), Neto aproveitou a oportunidade para questionar a efetividade do PGP do governo petista.
“A segunda grande diferença é o que vai ser no futuro. Porque eu não posso conceber e admitir que o governador Jerônimo tenha coragem de voltar a uma cidade na qual há quatro anos atrás ele fez uma promessa, e estava no PGP, e ele vai lá e faz a mesma promessa de novo, como se ele não tivesse sido candidato há quatro anos. Como se ele não tivesse tido o tempo suficiente para cumprir aquela promessa”, afirma o principal líder da oposição ao PT na Bahia.
Ele completa dizendo que “em alguns casos são promessas de 20 anos que eles voltam a prometer no PGP que eles fazem”. Na tentativa de se diferenciar, ele garante que “então a gente quer transformar isso aqui numa plataforma e numa base de compromissos, em um plano de governo, em uma bússola para o que será de fato a nossa gestão, sobre o que é que nós vamos nos debruçar, quais serão as nossas prioridades”, finaliza.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
social X, antigo Twitter], dizendo que ele vai desobstruir, mas cada navio que ele desobstruir, que ele tirar do estreito, o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele. Isso, antigamente, se chamava pirataria".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao fazer duras críticas nesta segunda-feira (13) à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cobrar uma taxa de 20% sobre a carga que passa pelo Estreito de Ormuz, qualificando a medida como "pirataria". O presidente republicano anunciou ainda que pretende restaurar o bloqueio naval contra navios iranianos.