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Filho de ginecologista acusado de usar óculos de IA se manifesta após soltura do pai: “Grave episódio de injustiça”

Por Redação

Filho de ginecologista acusado de usar óculos de IA se manifesta após soltura do pai: “Grave episódio de injustiça”
Foto: Reprodução / Aratu On

O filho do ginecologista Hosana Pereira de Santana, Hosana Filho, se manifestou sobre a prisão do pai após uma denúncia de que ele utilizava um "óculos espião", com aparelhos de gravação embutidos, para filmar os atendimentos. A prisão do médico ocorreu na sexta-feira (10) e ele foi solto neste domingo (12), após audiência de custódia.

 

 

Ao final da audiência, a Justiça determinou o relaxamento da prisão e expediu alvará de soltura. Na decisão, a magistrada entendeu que, neste momento da investigação, não há elementos que comprovem a materialidade do crime.

 

Em nota publicada nas redes sociais, Hosana Filho, que se apresenta como doutorando de em Ciências Sociais na Universidade Federal da Bahia (UFBA), afirmou que o pai foi “alvo de acusações infundadas por parte de uma imprensa que, lamentavelmente, priorizou o sensacionalismo em vez da apuração responsável dos fatos”. 

 

Segundo ele, o pai não cometeu nenhum ato ilícito. Assim como dito pelo próprio médico durante a abordagem policial, a nota da família confirma que o Hosana utiliza óculos de grau da Meta, que possui dispositivo de gravação. No entanto, ele afirma que os óculos não foram utilizados para fins de gravação e garante que o dispositivo realiza gravações mediante ativação manual e possui indicador luminoso que sinaliza a gravação. 

 

“Esse sinal luminoso nunca foi emitido durante suas consultas, pois, como confirmado pela Justiça, não existe nenhuma gravação. O que ocorreu foi um enorme mal-entendido, tragicamente distorcido e propagado como verdade absoluta”, diz o filho do ginecologista. 

 

Ele afirma ainda que o pai sempre colaborou com as autoridades nas buscas, já que voluntariamente mostrou os registros do celular e da nuvem. “Hoje, recebemos a confirmação da Justiça: o flagrante foi reconhecido como ilegal por absoluta ausência de provas. A suposta gravação nunca existiu. Em mais de 30 anos de carreira, meu pai pautou sua conduta pelo respeito ético e pelo cuidado com cada pessoa que passou pelo seu consultório”, diz outro trecho da nota. 

 

Ele finaliza dizendo que “seguimos empenhados em esclarecer a verdade”. 

 

Confira a nota de Hosana Filho na íntegra: 
“Venho me manifestar sobre o grave episódio de injustiça que meu pai enfrentou nos últimos dias. Como muitos acompanharam, ele foi alvo de acusações infundadas por parte de uma imprensa que, lamentavelmente, priorizou o sensacionalismo em vez da apuração responsável dos fatos.

É fundamental esclarecer que meu pai jamais cometeu qualquer ato ilícito. O objeto que gerou toda a confusão foram seus óculos da Meta, que ele utiliza diariamente por possuírem lentes de grau. É importante pontuar que esses óculos possuem um funcionamento específico e transparente: o dispositivo só realiza qualquer gravação se for ativado manualmente pelo usuário. Além disso, a câmera não é escondida e, quando o comando de gravação é acionado, o aparelho emite uma luz indicativa clara e visível — similar a um flash — que notifica qualquer pessoa ao redor. Esse sinal luminoso nunca foi emitido durante suas consultas, pois, como confirmado pela Justiça, não existe nenhuma gravação. O que ocorreu foi um enorme mal-entendido, tragicamente distorcido e propagado como verdade absoluta.

Desde o primeiro momento, meu pai colaborou integralmente com as autoridades, entregando seus dispositivos eletrônicos e senhas, demonstrando total transparência. Ainda assim, foram atribuídas a ele uma suposta confissão que JAMAIS EXISTIU, criando uma narrativa falsa e muito danosa.

Hoje, recebemos a confirmação da Justiça: o flagrante foi reconhecido como ilegal por absoluta ausência de provas. A suposta gravação nunca existiu. Em mais de 30 anos de carreira, meu pai pautou sua conduta pelo respeito ético e pelo cuidado com cada pessoa que passou pelo seu consultório.

Não podemos permitir que a “justiça da internet”, que condena sem o devido processo legal, destrua uma vida de dedicação. Seguimos empenhados em esclarecer a verdade e responsabilizar aqueles que contribuíram para este circo midiático.

O apoio, a solidariedade e as mensagens de carinho que temos recebido são o que nos mantém firmes. A confiança de vocês é a prova maior da conduta impecável dele ao longo de décadas.

Seguimos com a consciência tranquila e o compromisso inabalável com a verdade.”