Artigos
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero
Multimídia
Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
paulo isidorio
Em entrevista ao podcast BN na Bola, na noite desta terça-feira (26), o ex-jogador Paulo Isidoro abriu o jogo sobre a sua passagem pelo Bahia em 2009. Criado na base do Vitória e muito identificado com o Rubro-Negro, o ex-atleta revelou os bastidores de sua chegada ao Esquadrão, principalmente sobre o peso psicológico para evitar um rebaixamento à Série C.
Próximo do fim da carreira e após sofrer uma grave lesão no joelho, Isidoro tentou retornar ao Vitória para fazer sua recuperação, mas as portas não se abriram. Foi quando surgiu a oportunidade de usar a estrutura no rival.
"Nunca desrespeitei o Bahia e eles me abriram as portas para fazer a recuperação. Fiquei lá alguns meses. Só que o time passava por uma crise enorme na Série B", relembrou Isidoro.
Aos 36 anos, o meia foi convidado pelo então técnico Paulo Comelli para participar de um treino coletivo. Segundo Isidório, mesmo sem ritmo, o jogador se destacou. A curiosidade é que, logo após o treino, Comelli foi demitido, dando lugar a Sérgio Guedes. Na apresentação do novo comandante, a diretoria sequer havia avisado que Isidoro estava ali.
Ao saber do bom desempenho do veterano, Guedes foi direto: "Só quero saber se você quer jogar". "Eu disse que sim, claro. O contrato saiu na quarta, assinei na quinta e joguei no sábado", contou o ex-atleta, que fechou sua passagem pelo clube com 5 gols em 16 jogos.
FANTASMA DO REBAIXAMENTO
Após a chegada do técnico Paulo Bonamigo, Isidoro perdeu espaço temporariamente devido ao desgaste físico, mas recuperou a titularidade em um jogo decisivo contra a Ponte Preta, iniciando uma sequência de gols que ajudou a afastar o Bahia do Z-4.
De acordo com o ex-atleta, o maior temor de Paulo Isidoro era o tamanho da cobrança que sofreria na cidade caso o Tricolor caísse, justamente por sua forte ligação com o Vitória. A partir daquele momento, ele assumiu o papel de cobrar o elenco nos bastidores.
"A gente pegava no pé dos caras: 'Não vão para a noite. Se o time for para o rebaixamento, vocês vão embora e a gente vai ficar morando aqui'. Eu ia carregar esse peso para o resto da vida. Iam dizer que eu entreguei porque era do Vitória", desabafou.
Com a ajuda de atletas experientes como o volante Hernani, o grupo se conscientizou e o Bahia se livrou do descenso com uma rodada de antecedência.
Com a permanência garantida, o técnico Paulo Bonamigo garantiu a Isidoro que ele seria o primeiro a renovar o contrato para a temporada seguinte. No entanto, o futebol mudou os planos rapidamente. Bonamigo aceitou uma proposta do mundo árabe, e a diretoria do Bahia fechou com Renato Gaúcho para 2010. Sem espaço nos planos da nova comissão técnica, a renovação de Isidoro acabou não acontecendo, encerrando ali sua trajetória no Fazendão.
O fã de esporte pode assistir a melhor resenha do futebol baiano no canal do Bahia Notícias no YouTube. Se inscreva no canal, compartilhe com os amigos e ative as notificações!
A grande fase do Vitória dentro de campo segue impulsionada pelo fenômeno das arquibancadas. Em entrevista especial no episódio de número 100 do podcast BN na Bola, na noite desta terça-feira (26), o ex-jogador Paulo Isidoro relembrou sua trajetória no clube e analisou o atual momento do Leão da Barra, destacando a transformação no perfil e no engajamento da torcida rubro-negra nos últimos anos.
Segundo o ex-meia, o comportamento das arquibancadas mudou de patamar após o histórico acesso da Série.
“A torcida do Vitória sempre compareceu em peso quando o time estava bem, mas é inegável que da Série C para cá está diferente. É muita diferença mesmo. Você vai ao Barradão e vê jovens, crianças, muitas mulheres torcendo. Isso é muito bom para o crescimento do clube. O engajamento mudou positivamente”, afirmou Isidoro.
Para o ídolo rubro-negro, a sintonia entre o elenco e a torcida tem sido o grande trunfo para intimidar os adversários e garantir pontos cruciais no Campeonato Brasileiro, especialmente após o recente vitória por 2 a 0 contra o Internacional, no último sábado (23).
“Os jogadores atuam com segurança e chamando o torcedor. Todo time que vem jogar no Barradão hoje já vem com aquele receio, sabendo que vai encontrar dificuldades. O campeonato está muito equilibrado e a tabela muito próxima do 4º ao 17º colocado, não dá para bobear. O torcedor precisa entender que a campanha que o Vitória está fazendo é espetacular. Jogando bem ou mal, está vencendo e se mantendo firme”, analisou o ex-jogador, elogiando também a evolução individual de atletas como Renê e Eric.
Isidoro relembrou que, em sua época de atleta profissional, as cobranças existiam, mas exalta a maturidade do torcedor atual durante os 90 minutos. “Existe a crítica, mas no momento do jogo a torcida joga junto, é realmente o 12º jogador. A atmosfera de alegria do Barradão está diferente. Para quem torce contra, a sensação é de que o bicho vai pegar”.
Atualmente com 52 anos, Paulo Isidoro foi formado nas divisões de base do Vitória e foi um dos grandes nomes do histórico elenco vice-campeão brasileiro em 1993. Dono de uma carreira vitoriosa, o ex-meia também conquistou o Campeonato Brasileiro pelo Palmeiras, além da Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana pelo Cruzeiro. No fim de sua trajetória nos gramados, em 2009, vestiu a camisa do rival Bahia.
O fã de esporte pode assistir a melhor resenha do futebol baiano no canal do Bahia Notícias no YouTube. Se inscreva no canal, compartilhe com os amigos e ative as notificações!
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Léo Kret
"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino".
Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).