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operacao roots
Um dos mandados de prisão cumpridos na manhã desta quinta-feira (10) na Operação Roots ocorreu em Conceição do Coité, na região sisaleira. A outra pessoa presa foi localizada em Navegantes, no interior de Santa Catarina. Os alvos fariam parte de um mesmo grupo familiar. Outros nove mandados de busca foram cumpridos, além de sequestros de bens e de ativos financeiros.
A operação apura o tráfico internacional da DMT (dimetiltriptamina), droga que provoca efeitos psicodélicos, pertencente ao grupo das triptaminas, princípio ativo da mistura da ayahuasca, bebida usada nos rituais do Santo Daime e do vinho de Jurema. A PF informou que a DMT era enviada a diversos países por meio de containers em navios e pelos Correios.
Durante as investigações, foi identificado que uma exportadora no Brasil tinha negociado a venda de mimosa hostilis para o Chile, produto controlado naquele país, como se fosse o extrato da raiz de mimosa acácia, esta última permitida.
Também conhecida como Jurema preta, a mimosa hostilis ou tenuiflora costuma ser encontrada no semiárido brasileiro. Em suas raízes são encontrados os teores de DMT.
Além do Chile, o grupo familiar é suspeito de enviar a droga para outros países, como Bulgária, Canadá e Argentina.
Uma operação da Polícia Federal (PF-BA) cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (10) nas cidades de Conceição do Coité, na região sisaleira, além dos municípios de Navegantes (SC) e Buri (SP). Ao todo são cumpridos dois mandados de prisão e nove de buscas e apreensão, além de sequestros de bens e ativos financeiros.
Segundo a PF, a operação, denominada Roots, investiga o tráfico internacional da DMT (dimetiltriptamina), droga que provoca efeitos psicodélicos e que pertencente ao grupo das triptaminas, princípio ativo da mistura do ayahuasca, bebida usada nos rituais do Santo Daime e do vinho de Jurema, conhecidos por povos indígenas brasileiros e da América do Sul. A DMT, diz a PF, era enviada a diversos países por meio de containers em navios e pelos Correios.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Ainda conforme a PF, chamou a atenção dos investigadores a declaração pela empresa exportadora, no Brasil, de que a substância encaminhada era o extrato da raiz de mimosa acácia. No entanto, se constatou que, na verdade, se tratava de mimosa hostilis, indicando que havia o dolo em burlar os mecanismos de fiscalização chilenos, já que a mimosa hostilis é controlada pelos órgãos fiscalizatórios daquele país.
A mimosa tenuiflora ou mimosa hostilis, que é também conhecida como a planta Jurema Preta, é amplamente encontrada na região do semiárido brasileiro e em suas raízes são encontrados os teores de DMT.
A PF informou também que a apuração começou no dia 26 de dezembro de 2022, através da apreensão em São Miguel, no Chile, de 70.365g de DMT (dimetiltriptamina), 198,18g de mescalina e 358,92g de cannabis (maconha), com a consequente prisão do responsável pelo recebimento da carga ilegal naquele país.
Os investigados, que fazem parte do mesmo grupo familiar, também encaminharam a droga para diversos outros países como Bulgária, Canadá e Argentina. O nome Roots da operação vem do inglês que tem como significado literal a palavra “raízes”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.