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O segundo policial militar suspeito de invadir uma unidade de saúde e matar a tiros um paciente internado no Hospital Geral de Itaparica, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi preso nesta quarta-feira (22). O acusado se apresentou de forma voluntária na Corregedoria da Polícia Militar, acompanhado de advogados.

Foto: Reprodução / Sesab
Segundo o g1, Antônio Daniel de Castro passou a ficar sob custódia após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo a defesa, ele decidiu se entregar e não pretendia evitar a responsabilização judicial.
O PM não havia sido localizado durante a Operação False Shield, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na última quinta-feira (16), sendo considerado foragido até então. De acordo com o advogado Yuri Carneiro, após o procedimento na Corregedoria, o policial deverá ser encaminhado ao Batalhão de Choque, situado em Lauro de Freitas, também na RMS.
Outro policial militar investigado no caso, José Bomfim Ferreira da Silva, foi preso na primeira fase da operação. Ele foi localizado no bairro de Manguinhos, em Itaparica. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram apreendidos uma pistola calibre .40, três carregadores, 87 munições e dois aparelhos celulares.
As investigações apontam que o crime ocorreu em 6 de setembro de 2023. Na ocasião, os dois policiais, que estavam fora de serviço e utilizavam coletes balísticos [sendo um deles portando uma arma longa] teriam invadido o hospital e efetuado diversos disparos contra um paciente que havia sido internado após ser baleado no braço.
Ainda segundo a polícia, o ataque aconteceu dentro da sala de sutura, na presença de testemunhas. Após o crime, os suspeitos teriam alterado a cena e coagido pessoas que estavam no local. Os investigados são apurados pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou a primeira fase da Operação False Shield, com o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (16), cumprindo determinações expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Itaparica. O caso se refere a um homicídio em 2023, quando dois servidores públicos mataram um homem no Hospital Geral de Itaparica.
De acordo com as investigações a dupla, fora de serviço, trajando coletes balísticos, sendo um deles portando arma longa, ingressaram no Hospital Geral de Itaparica, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra um homem que havia sido socorrido para a unidade hospitalar após sofrer um disparo no braço.
O crime ocorreu no interior da sala de sutura, na presença de testemunhas. Conforme apurado, após a ação, os investigados teriam alterado a cena do crime e coagido pessoas que estavam no local.
Um dos suspeitos, de 57 anos, foi preso no bairro de Manguinhos, em Itaparica. Durante o cumprimento do mandado de busca, foram apreendidos uma pistola calibre .40, três carregadores, 87 munições do mesmo calibre e dois aparelhos celulares.
O segundo investigado, de 52 anos, não foi localizado durante o cumprimento do mandado de prisão e é considerado foragido. Também foram realizadas buscas em endereços ligados ao suspeito, nos bairros Barro Branco, em Itaparica, e Mar Grande, em Vera Cruz.
A ação contou com o apoio da Força Correicional Especial Integrada (Force), da Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública (Coger-SSP) e da Corregedoria da Polícia Militar (Correg).
As diligências foram realizadas por equipes da 24ª Delegacia Territorial de Vera Cruz e estão relacionadas a investigações conduzidas pela 19ª Delegacia Territorial de Itaparica, que apuram os crimes de homicídio qualificado e fraude processual.
Após a formalização dos procedimentos legais, o suspeito preso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar, responsável pela custódia no Batalhão de Choque. As investigações seguem em andamento com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do caso e responsabilizar os envolvidos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.