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PM acusado de invadir hospital de Itaparica e matar homem é preso; comparsa segue foragido

Por Redação

PM acusado de invadir hospital de Itaparica e matar homem é preso; comparsa segue foragido

Um policial militar, de 57 anos, foi preso nesta quinta-feira (16) acusado de invadir o Hospital Geral de Itaparica, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e matar um paciente. Outro PM envolvido na ação criminosa segue foragido.

 

Segundo a Polícia Civil, a prisão do agente ocorreu no bairro Manguinhos, em Itaparica, durante a primeira fase da Operação False Shield. O PM preso foi identificado como José Bomfim Ferreira da Silva. Já Antônio Daniel de Castro, de 52, segue procurado.

 

Durante a ação desta quinta foram apreendidos uma pistola calibre .40, três carregadores, 87 munições do mesmo calibre e dois aparelhos celulares. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Itaparica.

 

Segundo as investigações, no dia 6 de setembro de 2023, os dois agentes, que estavam fora de serviço e usavam coletes balísticos [um deles portava uma arma longa] entraram no Hospital Geral de Itaparica e efetuaram diversos disparos contra um homem que havia sido socorrido à unidade após ser atingido no braço.

 

O crime ocorreu na sala de sutura, na presença de testemunhas. Conforme apurado, após a ação, os investigados teriam alterado a cena do crime e coagido pessoas que estavam no local. Ainda segundo a polícia, o segundo investigado, de 52 anos, não foi localizado durante a operação e é considerado foragido. Também foram realizadas buscas em endereços ligados ao suspeito nos bairros Barro Branco, em Itaparica, e Mar Grande, em Vera Cruz.

 

A operação contou com o apoio da Força Correicional Especial Integrada (Force), da Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública (Coger-SSP) e da Corregedoria da Polícia Militar (Correg).

 

As diligências foram executadas por equipes da 24ª Delegacia de Vera Cruz e estão relacionadas a investigações conduzidas pela 19ª Delegacia de Itaparica, que apuram os crimes de homicídio qualificado e fraude processual.

 

Após ser preso, o policial foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar, responsável pela custódia no Batalhão de Choque.