Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

operacao 18 minutos

Operação 18 Minutos: PF resgatou diálogos entre os juízes e advogados
Foto: Divulgação / PF

A Operação 18 Minutos, da Polícia Federal, resgatou diálogos entre os juízes e advogados indicando uma possível organização criminosa supostamente formada por desembargadores, servidores e advogados no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) durante dez anos. As informações são do Estadão.

 

Segundo as investigações, a organização tinha como objetivo fraudar na emissão de alvarás contra o Banco do Nordeste com levantamento de valores milionários.


A operação foi desencadeada no dia 14 de agosto de 2024, por ordem do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal deJustiça (STJ). A investigação recebeu esse nome porque 18 minutos foi o tempo entre uma decisão judicial e um saque de R$ 14,1 milhões contra o Banco do Nordeste. Um outro saque foi de R$ 3,4 milhões.

 

A Procuradoria requereu ao STJ a perda dos cargos públicos de três desembargadores e dois juízes - além da cassação da aposentadoria de um quarto desembargador, acusados de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA

A organização criminosa operava em três núcleos:

  1. Judicial: Desembargadores e servidores direcionavam processos e fraudavam decisões.

  2. Causídico: Advogados atuavam em conluio com magistrados para garantir sentenças favoráveis.

  3. Operacional: Responsável pela lavagem de dinheiro, ocultando os valores ilícitos obtidos.

 

Segundo a denúncia, o advogado Francisco Xavier moveu uma ação contra o BNB em 2000, reivindicando honorários por um suposto trabalho anterior. O banco contestou, alegando fraude na conversão monetária (cruzeiro para cruzeiro real), que inflou o valor da cobrança. Em 2019, a juíza Alice Rocha reconheceu a prescrição do débito, mas Xavier recorreu. O recurso foi parar na 2ª Câmara Cível, com os desembargadores Guerreiro Júnior, Nelma Sarney e Luiz Gonzaga.

 

De acordo com a promotoria, Luiz Gonzaga, após pedir vista do processo, recebeu em casa Felipe Ramos, filho de Xavier. Mensagens de WhatsApp comprovam o contato direto entre eles, sem formalidades, indicando relação ilícita. Antes do julgamento, Felipe Ramos e um associado sacaram grandes quantias em dinheiro, entregues ao desembargador. Em maio de 2021, Gonzaga recebeu R$ 25 mil em depósitos fracionados. O tribunal derrubou a prescrição e concedeu a Xavier 10% do valor da execução, contrariando o MP.

 

Foto: Reprodução /MPF

 

Segundo as investigações, em 2015, a juíza Alice Rocha liberou um alvará de R$ 14,1 milhões para Xavier, ignorando um laudo contábil que apontava saldo de apenas R$ 490 mil. O dinheiro foi transferido para Felipe Ramos, que repassou R$ 12 milhões para sua cunhada, Janaína Lobão. Janaína sacou R$ 10,3 milhões em espécie e emitiu cheques de R$ 1,7 milhão, zerando a conta em seguida.

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que os magistrados negociavam votos antes dos julgamentos. Luiz Gonzaga mantinha contatos frequentes com advogados como Carlos Luna, que também o visitava em casa para tratar de processos. Em 2024, novas interceptações mostraram Luna marcando encontros com o desembargador, reforçando os indícios de tráfico de influência.

Quatro desembargadores do TJ-MA são denunciados pelo MPF por corrupção ‘relâmpago’
Foto: Reprodução / TJ-MA

O Ministério Público Federal denunciou quatro desembargadores, dois juízes do primeiro grau do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) e outros investigados pela Operação 18 minutos, uma investigação da Polícia Federal que desmontou um suposto esquema de corrupção e liberação, em tempo recorde, de alvarás.

 

De acordo com a Procuradoria do Maranhão, houve um desvio de aproximadamente R$ 50 milhões.

 

Segundo a denúncia, os desembargadores Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa - cunhada do ex-presidente José Sarney - e os juízes Alice de Souza Rocha e Cristiano Simas de Souza operavam suposto esquema de venda de sentenças com o conluio de políticos, servidores e advogados.

 

Além deles, são acusados treze advogados, três ex-assessores do Tribunal, um ex-deputado federal e o prefeito Fred Campos (PSB) de Paço do Lumiar, município localizado na região metropolitana de São Luís.

 

Também são acusados os ex-assessores de desembargadores Paulo Martins de Freitas Filho, Lúcio Fernando Penha Ferreira e Zely Reis Brown. Ao todo, são 29 acusados na Operação 18 Minutos.

 

O documento apontou diversas “movimentações suspeitas” decorrentes de saques de alvará judicial no montante de R$ 14 milhões, expedido no bojo de um processo judicial “possivelmente fraudulento”, envolvendo o grupo de magistrados.

 

A operação resgatou diálogos entre juízes e advogados que indicam como uma organização criminosa supostamente formada por desembargadores, servidores e advogados no TJ-MA durante dez anos. Segundo as investigações, a organização fraudava emissão de alvarás contra o Banco do Nordeste com levantamento de valores milionários. Os magistrados teriam arrecadado pelo menos R$ 54,7 milhões em propinas.

 

A Procuradoria requereu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a perda dos cargos públicos de três desembargadores e dois juízes, bem como a cassação da aposentadoria de um quarto desembargador, sob a acusação de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

A operação foi desencadeada no dia 14 de agosto de 2024, por ordem do ministro João Otávio de Noronha, do STJ. A investigação recebeu esse nome porque 18 minutos foi o tempo entre uma decisão judicial e um saque de R$ 14,1 milhões contra o Banco do Nordeste. Um outro saque foi de R$ 3,4 milhões.

 

As informações são do Estadão.

“Operação 18 minutos”: Desembargadora cunhada de Sarney é um dos alvos da PF por venda de sentença e propina
Foto: Polícia Federal

Deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Polícia Federal (PF), a Operação 18 Minutos investiga a atuação de uma organização criminosa dentro do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). São apuradas as supostas práticas dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. 

 

Foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nos estados do Maranhão, Pará e Rio de Janeiro. Outras medidas cautelares também foram cumpridas, como o afastamento de cargos públicos, sequestro e indisponibilidade de bens e monitoramento eletrônico. 

 

Na lista de investigados estão a desembargadora Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa, cunhada do ex-presidente José Sarney; os desembargadores Marcelino Everton Chaves, Luiz Gonzaga Almeida Filho, e Antônio Pacheco Guerreiro Júnior; os juízes Alice de Sousa Rocha e Cristiano Simas de Sousa; e o ex-juiz Sidney Cardoso Ramos.

 

De acordo com as investigações, a organização criminosa é suspeita de atuar na manipulação de processos do TJ-MA com o intuito de obter vantagem financeira. Em uma das decisões judiciais investigadas existe a indicação de desvio de R$ 14 milhões.

 

São investigados os crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
 

Em nota, o Tribunal de Justiça do Maranhão comunica que tem colaborado com a operação, que cumpriu mandados em algumas unidades do prédio-sede da Corte e do Fórum de São Luís. “Com fundamento nos princípios da transparência e da governança, o TJMA atende à determinação do STJ, que expediu mandados de busca e apreensão para a realização da operação pela PF”, confirma a Corte. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

Mais Lidas