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A Operação Infiltrados do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) prendeu, nesta terça-feira (9), um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP suspeitos de serem infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação investiga o envolvimento dos suspeitos em um plano para matar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Eles também estariam envolvidos em um esquema de extorsão de investigados. Além dos três mandados de prisão temporária, há dez de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo, incluindo contra um policial penal.
Por envolverem suspeitos integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, além do 1º BAEP, participam da operação as Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, e a Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.
O chefe de investigadores preso atuava na Delegacia de Investigação sobre entorpecentes (Dise) de Campinas na época de duas operações para apurar os planos de atentado contra um promotor e também um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois traficantes.
O ex-estagiário, que hoje é advogado, trabalhava em uma promotoria criminal do MP de Campinas e o ex-policial civil preso o teria ajudado.
A operação é um desdobramento de duas operações deflagradas no ano passado: a Operação Pronta Resposta, deflagrada em 22 de agosto, que teve por objeto a apuração da atuação de organização criminosa ligada ao PCC que, dentre outros crimes, estaria planejando um atentado contra a vida do promotor de justiça do Gaeco Amauri Silveira Filho; e Operação Off White, deflagrada em 30 de outubro de 2025, que tinha como alvo um um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados do Brasil.
INVESTIGAÇÃO
Nos últimos meses, as investigações do Gaeco indicaram que, uma semana antes da deflagração da operação Pronta Resposta, um dos principais acusados, responsável direto pela execução do plano para matar o promotor de justiça do Gaeco, se reuniu com o chefe dos investigadores da Dise de Campinas.
No material apreendido, foram localizados vídeos que mostram o encontro realizado entre os investigados, justamente às vésperas da deflagração da operação que viria a frustrar o suposto atentado contra o membro do Ministério Público. O Gaeco apura as informações privilegiadas e sensíveis que teriam sido repassadas ao criminoso pelo investigador de polícia.
Em outro foco investigativo também decorrente das Operações Pronta Resposta e Off White, o Gaeco descobriu que um dos principais membros da organização criminosa estava sendo vítima de extorsão, praticada por agente que se valia de informações privilegiadas.
Utilizando os bancos de dados e sistemas de pesquisa e contando com o auxílio de outros agentes públicos, o então estagiário teria conseguido identificar criminosos de alto poder econômico e extorquido dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações.
Dentre esses outros agentes públicos, estaria um policial penal e um ex-policial civil, já expulso da Polícia Civil anos atrás pela prática do crime de extorsão mediante sequestro. Também foram colhidos elementos que apontam que os atos de extorsão teriam sido praticados com o uso de internet de um escritório de advocacia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.