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Nascido em Ipiaú, Uran Rodrigues foi destaque na Nordestesse neste domingo (1º). Criador do baile O Pente, ele se mudou para Salvador aos 21 anos e, no último ano, passou por cidades como São Paulo, Nova York, Maputo, Johannesburgo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte com o projeto.
O Pente foi lançado em 2015, na capital baiana, com a proposta de abrir espaço para jovens artistas negros. Segundo Uran, a iniciativa surgiu a partir da percepção de que faltavam oportunidades para DJs e músicos negros, especialmente os que estavam começando a carreira.
“Sonhava com um espaço acolhedor, que tocasse música preta, com artistas pretos. Mas, mesmo em Salvador, não contratavam DJs pretos, jovens músicos pretos desconhecidos também não tinham espaço”, afirmou Uran em entrevista à Nordestesse. Ele diz que a decisão de criar o próprio evento veio após anos atuando nos bastidores de festas e produções culturais. “Se os espaços não existem, que a gente os crie”.
Uran é o caçula de cinco irmãos. Cresceu em Ipiaú, onde a mãe trabalhou como doméstica e feirante. O pai se mudou para São Paulo. “Minha mãe trabalhou como doméstica, foi feirante, eu vendia picolé. Na infância, nem sonhava com palcos, festas”.
Formado em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, ele conta que começou a atuar na produção cultural após procurar a promoter Licia Fabio, quando soube que ela lançaria uma revista. Passou a trabalhar como fotógrafo e relações-públicas em eventos. “Foi lá que formei meu mailing, conheci artistas e personalidades”.
Ao longo dos anos, O Pente ampliou o formato e passou a reunir apresentações musicais, performances e outras expressões artísticas. Na pista, ritmos como samba, afrobeat, kuduro, brega, funk, pop e trap fazem parte da programação. “É música para dançar com a alma, sem se importar com quem está ao lado”, finalizou.
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A empresária Bia Machado, fundadora da joalheria autoral que leva seu nome, foi o destaque da Nordestesse na última sexta-feira (27). A plataforma tem como proposta fomentar e dar visibilidade a criativos do Nordeste, reunindo histórias e trajetórias ligadas à produção cultural e ao empreendedorismo na região.
Administradora de formação, Bia sempre esteve em contato com o ambiente da joalheria. A família é responsável pela HE Joias, marca que vem atuando há aproximadamente 33 anos em Salvador. “Nunca tive outra profissão. Cresci na oficina da empresa, envolvida no criativo, mas também gosto do comercial”, explicou ela à Nordestesse.
Em 2019, decidiu seguir caminho próprio e lançou a Bia Machado Joias, desenvolvendo peças que transformam símbolos tradicionais da Bahia em amuletos para serem usados no cotidiano.
A marca ganhou atenção ao fabricar o colar que reproduz o pingente da Igreja do Senhor do Bonfim. Depois vieram referências à Igreja de Sant’Ana, no Rio Vermelho, à Casa de Iemanjá e a elementos que dialogam com a fé católica e as religiões de matriz africana, como santos, anjos barrocos e orixás.
A consolidação da grife teve início a partir de uma encomenda especial, em 2019, quando Bia criou um pingente em homenagem a Irmã Dulce, canonizada pelo Papa Francisco naquele ano. “Achava que ia lançar essas joias e pronto”, disse Bia, que, após a peça fazer sucesso, decidiu reproduzir mais 15 unidades e lançar uma coleção.
Produzidas com ouro 18k reciclado e madeira de demolição, as joias seguem processo artesanal e podem levar até três meses para ficarem prontas. Hoje, quatro mulheres participam das etapas de produção, sob direção criativa da empresária. “A ideia é sempre usar o que pode ser reaproveitado”, reforçou.
As peças recebem camada de verniz para maior durabilidade, embora a marca não recomende exposição prolongada à água ou contato com produtos químicos. Apesar da expansão da demanda, Bia mantém a produção limitada. “Não se criam amuletos em série”, advertiu.
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Salvador recebe, pela primeira vez, uma edição da Feira na Rosenbaum, dedicada à moda, ao design e à produção autoral brasileira. Realizada em parceria com a plataforma Nordestesse, o evento acontece entre os dias 22 e 25 de janeiro, no Palacete Tirachapéu, no Centro Histórico, reunindo mais de 80 marcas independentes de diferentes regiões do país. A visitação será gratuita, das 11h às 20h.
Após destaque em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, a estreia na capital baiana marca um momento inédito na trajetória da feira. “É a primeira vez que a Nordestesse e a Rosenbaum se unem para organizar juntas uma feira e a gente queria muito que essa estreia fosse em Salvador. A gente fica muito feliz em ser parceira da estreia da Rosenbaum na cidade”, afirmou Daniela Falcão, fundadora da Nordestesse, em conversa com o BN Hall.
No dia 21 de janeiro, o evento contará com uma abertura exclusiva para jornalistas, influenciadores, formadores de opinião e convidadas especiais das marcas, da Nordestesse e da Feira na Rosenbaum.
Com curadoria de Cris Rosenbaum, fundadora do projeto, a edição em Salvador reúne marcas de moda, joias, bolsas, cerâmica, artesanato e design. Entre os nomes confirmados estão as baianas Almacor, Santa Resistência, Bossa de Maria, Salve Terra, Moab, Kelba Deluxe, Do Meu Fluir, Gabriela Lisboa, Eyde Dantas, Luana Carvalho, Phytia, Amara, Cerâmica Reis, Kolombina, O Quinto Elemento, Cristina Riq e Sol e Terra, além de outras marcas autorais de diferentes estados.
“O mix de marcas tem como objetivo apresentar ao consumidor de Salvador que gosta de novidades o melhor da moda e do design autorais do país, mas com uma ênfase em marcas soteropolitanas que ainda não possuem loja própria”, destacou Daniela.
A edição integra o projeto “Feira na Rosenbaum pelo Brasil”, iniciativa que propõe circular pelo país reunindo criativos de diferentes territórios, com foco em design, arte e produção autoral.
Segundo a fundadora da Nordestesse, muitas marcas estão preparando microcoleções especiais inspiradas na celebração de Iemanjá, com peças em tons de azul e branco e referências ao universo simbólico da data. “Queremos atrair o turista descolado que vem para Salvador entre a Lavagem do Bonfim e o 2 de fevereiro”, acrescentou.
Outro destaque do evento é a identidade visual, desenvolvida pelo artista baiano Hori, do Estúdio AGA. Natural de Poções, no sudoeste da Bahia, o artista constrói seu trabalho a partir de referências da cultura nordestina, utilizando grafismos, formas geométricas e elementos da comunicação visual contemporânea.
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A Bahia é um dos primeiros estados escolhidos para receber o projeto Mãos da Moda, iniciativa da Nordestesse em parceria com a Riachuelo, que abre chamada pública para estilistas baianos interessados em desenvolver coleções colaborativas com grupos de artesãos locais. A proposta é reunir criadores da moda e grupos artesanais baianos na produção de peças que combinem design contemporâneo com técnicas tradicionais.
A iniciativa contempla, inicialmente, a Bahia e a Paraíba, com previsão de expansão para outros estados. Na Bahia, os grupos de artesãos foram selecionados pelo programa Artesanato da Bahia e dominam práticas como renda de bilro, bordado em crivo rústico, ponto-cruz, bordado cheio e caseado, além de cestaria em sisal e caroá e tecelagem em fibra de licuri.
Segundo Daniela Falcão, fundadora da Nordestesse, o programa pretende reduzir a distância entre criadores e artesãos. “O Mãos da Moda nasce da percepção de que a melhor maneira de criadores de moda autoral do Nordeste conseguirem espaço no competitivo cenário da moda nacional é através do trabalho em parceria com artesãos de suas regiões, de modo a oferecer um produto final autêntico, difícil de ser copiado e reproduzido em massa, carregado de histórias, que preserva saberes ancestrais artesanais e a cultura popular, feito para gerar impacto social e ambiental positivo em suas comunidades”, afirmou em publicação do Instagram.
As marcas interessadas devem apresentar um projeto de coleção e ao menos dois croquis. O formulário de inscrição está disponível no perfil do projeto no Instagram. O resultado da seleção será divulgado até 31 de outubro, por e-mail e nas redes sociais do projeto.
Cada parceria formada por uma marca e um grupo artesanal receberá aporte financeiro: R$ 18 mil para a marca e R$ 12 mil para o grupo. As coleções, com 10 a 12 looks, serão lançadas em abril de 2026, em Salvador, em desfiles individuais. Em junho do mesmo ano, os trabalhos ganham projeção nacional durante o Dragão Fashion Brasil, em Fortaleza, com participação viabilizada pelo projeto.
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A Boah lançou uma nova coleção em colaboração com a Nordestesse, plataforma que amplia o trabalho de marcas de moda autoral dos nove estados do Nordeste. Buscando trazer a leveza e a sofisticação de viver na Bahia, a coleção conta com peças criadas com matéria prima em 100% linho, viscose, algodão, além de estampas exclusivas e detalhes desenvolvidos artesanalmente.


As peças trazem a serenidade com tons mais claros, como azul, branco e bege. As novas peças já podem ser encontradas nas unidades do Jardim Apipema, Shopping Paseo, Vilas do Atlântico e no Shopping da Bahia.
A marca, que nasceu em 2011, em Salvador, é comandada por Camila Schreiber. Com uma produção local, tendo mais de 90% da confecção concentrada no estado baiano, o ateliê possui atualmente 64 funcionários criativos. Apaixonada por moda desde garota, a empresária iniciou no ramo produzindo acessórios, visitando costureiras com a sua avó, expondo em feiras e vendendo suas peças para amigas.
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Em parceria com a plataforma Nordestesse, a Magalu passou a apoiar 18 marcas de origem regional, entre elas está a baiana Soul Dila, que foi escolhida entre centenas de marcas nordestinas. Com o "Orgulho de Ser Nordestino" como um dos seus motes, a marca estará com suas peças disponíveis no portfólio do SuperApp do varejo, além do próprio e-commerce.
Um dos objetivos da plataforma é ampliar o alcance das marcas, facilitando a entrega do produto no momento que o cliente quer consumir.
"Para a Soul Dila é de grande importância driblar essa barreira regional com o suporte gigantesco de uma marca como a Magalu. Nesse processo, estaremos também aprendendo e evoluindo nosso negócio, que será positivamente amplificado", celebra Flávio Guimarães, um dos sócios.
A curadoria para a escolha de marcas é assinada pela baiana Daniela Falcão, jornalista e consultora estratégica em moda e design, por muitos anos editora-chefe da Vogue Brasil e diretora editorial das Edições Globo Condé Nast.
Para encontrar a Soul Dila e as demais marcas parceiras do Nordestesse, basta acessar a categoria de moda do SuperApp Magalu.
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